1. Ekonomik Büyüme ve Dış Ticaret Hakkında Bilgi ve Büyüme Teorileri
2.2. Cumhuriyet Dönemi
Como ensinar um pássaro a voar em uma gaiola fechada a sete chaves, opressora de seus voos? Eis a necessidade de se pensar em um espaço escolar que realmente acredite, mesmo que pareça uma relação paradoxal e impossível nas ordens práticas, tanto na necessária autoridade do educador como na imprescindível autonomia dos estudantes que queremos livres e não aprisionados. As pesquisas selecionadas nessa categoria, abaixo listadas neste quadro, estão resumidamente apresentadas acerca das suas ideias, objetos e metodologias de pesquisa a fim de vislumbrarmos um panorama das pesquisas realizadas sobre este tema, nos dois últimos anos (2011-2012), disponíveis no Banco de Teses e Dissertações da CAPES. As pesquisas relacionadas abaixo foram pesquisadas a partir do descritor “autonomia infantil”.
Quadro 5 – Autonomia Estudantil: pesquisas na CAPES (2011-2012)
Trabalhos Palavras-Chave Metodologia
"Agora eu...": um estudo de caso sobre as vozes das crianças como foco da pedagogia da infância. Dissertação de Mestrado (USP, 2011). Renata Cristina Dias.
Contextos Educativos. Criança. Educação Infantil. Registros em cadernos de campo, fotos e vídeo- gravação. Análise de portfólios.
A cidade pensada pelas crianças: conceitos e ações políticas para a consolidação da participação infantil. Dissertação de Mestrado (UEM, 2011).
Fabiana Moura Arruda.
Participação Infantil. Direitos das Crianças.
Grupos Focais com crianças e
adolescentes.
Desenvolvimento moral na educação infantil: o que pensam as educadoras. Dissertação de Mestrado (UFRGS, 2012).
Diana Leonhardt Dos Santos.
Desenvolvimento Moral. Autonomia. Educação Infantil.
Entrevistas. Questionários.
Indisciplina e
Desenvolvimento Moral na Educação Infantil. Dissertação de Mestrado (Universidade
Educação. Educação Infantil. Indisciplina
Pesquisa Bibliográfica. Entrevistas.
Tuiuti do Paraná, 2011). Mariana Ribeiro Franzoloso. Educando a criança com Paulo Freire: por uma pedagogia da educação infantil a realização do ser mais. Tese De
Doutorado (PUC/PR, 2012). Danielle Marafon.
Paulo Freire. Educação Infantil. Diálogo
Pesquisa Bibliográfica.
Desenvolvimento moral: a generosidade relacionada à justiça e à gratidão sob a ótica das crianças. Tese de
Doutorado. (USP, 2012). Liana Gama Do Vale.
Desenvolvimento Moral. Generosidade.
Entrevista com estudantes.
Fonte: Corrêa (2013)
A pesquisa "Agora eu...": um estudo de caso sobre as vozes das crianças como foco da pedagogia da infância (USP, 2011) de Renata Cristina Dias, voltou-se às concepções de infância, criança e Educação Infantil, tendo em vista os desafios e as possibilidades da consolidação de uma Pedagogia da Educação Infantil que considere a escuta das crianças, bem como o olhar infantil inédito e surpreendente sobre o mundo, como eixos fundantes da organização dos contextos educativos. A pesquisa visou compreender a relação entre a proposta de dar voz às crianças, para que se tornem sujeitos mais participativos e autônomos, sendo ouvidas as suas falas. A metodologia do trabalho fundamentou-se em registro em caderno de campo, fotos e vídeo-gravação. Os registros das professoras (Diário de Bordo) e os portfólios das crianças também constituíram fonte de análise, com o intuito de reconhecer como as vozes infantis impulsionam, interferem ou são consideradas como elemento constitutivo do fazer educativo. Tendo em vista a intenção de conhecer a interlocução entre professores e estudantes de dois a três anos, num Centro de Educação Infantil da cidade de São Paulo, a investigação concluiu que a escuta das vozes infantis favorece a construção de contextos educativos pautados na valorização da autonomia infantil, propiciando espaços de aprendizagens nessa habilidade.
Outra investigação relacionada nessa categoria “A cidade pensada pelas crianças: conceitos e ações políticas para a consolidação da participação infantil” (UEM, 2011) de Fabiana Moura Arruda volta-se ao estudo da participação infantil, analisando as opiniões e sugestões das crianças para a cidade de Maringá/PR. Propondo ações políticas para potencializar a participação infantil, a pesquisa utilizou como técnica metodológica grupos focais com dois grupos de crianças e jovens, entre 10 e 15 anos, de escolas – uma pública e outra particular da cidade. A análise da pesquisa
fundamentou-se em uma explicação multifacetária e transdisciplinar por meio das teorias da história das cidades, da sociologia da infância e da antropologia urbana. O estudo apontou que as crianças que participaram da pesquisa estão insatisfeitas com a cidade, pois suas falas apontam mais aspectos ruins do que bons a respeito da cidade de Maringá/PR, tanto em relação aos espaços, serviços e equipamentos urbanos quanto às relações humanas e sociais. Diante disso, o texto aponta considerações acerca da necessidade da cidade promover espaços da autonomia e participação infantil e maiores graus de liberdade, autonomia e emancipação social, acompanhados de segurança a todos os cidadãos.
O trabalho “Desenvolvimento moral na Educação Infantil: o que pensam as educadoras” (UFRGS, 2012) de Diana Leonhardt Dos Santos volta seu olhar para as concepções de dez professoras, atuantes em escolas particulares da cidade de Porto Alegre/RS, acerca da educação moral, de autonomia e de resolução de conflitos nesses espaços escolares. A investigação contou com questionários sobre a formação e trabalho das professoras e entrevistas semiestruturadas sobre o conceito de autonomia. O estudo revelou que, para essas professoras, o conceito de autonomia está muito relacionado à questão inatista, como capacidades exclusivamente individuais, relacionadas à independência. A pesquisa ainda considera que a forma como as professoras mediam as situações conflituosas em sala de aula favorecem apenas o desenvolvimento da heteronomia dos estudantes, em detrimento da construção da autonomia moral.
O trabalho “Indisciplina e Desenvolvimento Moral na Educação Infantil” (Universidade Tuiuti do Paraná, 2011) de Mariana Ribeiro Franzoloso buscou analisar as relações existentes entre indisciplina escolar e o desenvolvimento moral da criança no contexto da Educação Infantil, seguindo a perspectiva piagetiana. Através de um estudo qualitativo, que pretendeu compreender a ideia de indisciplina escolar associada ao desenvolvimento moral das crianças, no contexto da Educação Infantil, essa investigação realizou estudos de campo com observações em duas escolas públicas de Curitiba/PR e a partir de entrevistas com as professoras das turmas observadas. As observações realizadas revelaram “casos típicos de indisciplina” em que os aspectos afetivos e morais foram percebidos, diante das relações entre as situações indisciplinares e o processo de desenvolvimento de cada criança. O resumo destaca a importância da análise sobre essa temática para a área da pesquisa educacional e para o trabalho dos professores na Educação Básica.
A pesquisa “Educando a criança com Paulo Freire: por uma pedagogia da Educação Infantil a realização do ser mais” (PUC/PR, 2012) de Danielle Marafon visou problematizar a educação da infância, a partir dos postulados da teoria freireana, apostando na necessidade de novos olhares para que discutam alguns dos aspectos da infância, da criança e da Educação Infantil das classes populares. Como base teórica, a pesquisa fundamentou-se nas obras de Paulo Freire, utilizando a pesquisa bibliográfica. Nesse sentido, a tese evidencia em seus resultados de análise a preocupação em sistematizar uma crítica ao modelo de educação infantil destinado às crianças das camadas populares, particularmente por indicarem uma política pública de assistência e compensação social, indicando a necessidade de novas práticas educacionais – fundamentadas nas ideias da pedagogia da esperança, da libertação e da autonomia.
A pesquisa “Desenvolvimento moral: a generosidade relacionada à justiça e à gratidão sob a ótica das crianças” (USP, 2012) de Liana Gama Do Vale voltou-se ao estudo da generosidade, buscando compreender os juízos morais das crianças relativos aos seguintes temas: a generosidade em contraposição à justiça (para consigo mesmo) e generosidade e gratidão. A pesquisa envolveu sessenta alunos de uma escola particular da cidade do Rio de Janeiro/RJ, com 6, 9 e 12 anos, igualmente divididos quanto ao sexo e à idade, a partir de entrevistas individuais, a partir dos temas em questão. Os resultados da pesquisa revelam os graus de autonomia das crianças, conforme suas idades, desenvolvimento e questões que, de acordo com a autora (2012), auxiliam os professores a compreender o pensamento infantil diante de situações conflituosas, que envolvem questões éticas e morais.
Os estudos realizados sobre a autonomia infantil nesses dois últimos anos, relacionados nesse trabalho, buscam, de forma geral, compreender as formas como a educação escolar favorece a autonomia das crianças, propondo a escuta das suas vozes, a sua inclusão como sujeitos partícipes de diferentes processos. Além disso, uma das pesquisas aponta a necessidade de perspectivas educacionais mais libertadoras, em que seja possível a mediação de conflitos na escola para favorecer o desenvolvimento da autonomia moral dos estudantes. É interessante destacar que dos seis estudos relacionados, quatro estão voltados diretamente para os estudos da autonomia dos estudantes no contexto da Educação Infantil.
3 CAMINHOS INVESTIGATIVOS