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Nüfus Defterlerine Göre 1831-1839 Yılları Nüfusu

BÖLÜM 2: SANCAĞIN NÜFUS YAPISI

2.1. Osmanlı Genel Nüfus Sayımlarında Tekfurdağı Sancağı

2.1.2. Nüfus Defterlerine Göre 1831-1839 Yılları Nüfusu

Para entender melhor o contexto em que está inserido o processo participativo na gestão pública é preciso primeiramente compreender alguns termos principais relacionados a ele, como: municipalidade, governabilidade, governança, democracia, cidadania, cidadania ativa, atores políticos e sociedade civil.

Segundo VIEIRA (2004), municipalidade diz respeito ao governo no âmbito dos municípios, sendo a governabilidade as condições sistêmicas sob as quais se dá esse exercício do poder numa sociedade. A governança é a forma como essa gestão é conduzida, ou seja, a capacidade da ação governativa na implementação das políticas e na consecução das metas coletivas ou como a execução dos processos político é decidida (MATHIAS,

1999).

O espaço onde ocorrem todos esses processos políticos é a esfera pública, onde acontece também o debate público e o embate entre os diversos atores sociais, como poder público, sociedade civil organizada, terceiro setor e outros. Segundo VIEIRA (2004), a participação da sociedade civil organizada em movimentos sociais cumpre uma função pública ao levar os debates sociais ao nível da esfera pública, levantando a bandeira da cidadania e da democracia na vida política.

A chamada cidadania ativa, definida pelos princípios da democracia, se constitui na criação de espaços de luta e na definição de instituições permanentes para a expressão, conquista e consolidação social e política. Efetivada de “baixo para cima”, permite a criação de novos espaços e instâncias de participação política da sociedade na vida pública (VIEIRA, 2004).

BANDEIRA (1999) cita cinco linhas de argumentação principais que têm justificado o incentivo à participação social:

a) a necessidade de consulta às populações diretamente interessadas em programas e projetos para garantir sua eficiência e sustentabilidade;

b) a constituição de uma sociedade civil atuante na fiscalização dos processos decisórios para garantia de boa governança;

c) a acumulação de capital social no empreendimento de ações coletivas;

interferente na competitividade sistêmica;

e) e a participação social como processo de consolidação de identidades locais/regionais, facilitando o consenso (discutido, não alienado) na definição de diretrizes de desenvolvimento.

Segundo SHUGLER (1984), em muitos processos a participação é entendida como uma entidade mística, capaz de resolver todos os problemas da falta de clareza das decisões políticas, por isso alerta para que a falta de clareza conceitual a cerca da participação não venha a tornar-se uma “panacéia” ao invés de ser um instrumento útil no aperfeiçoamento das relações entre os agentes intervenientes no desenvolvimento urbano. Segundo esse autor, um entendimento consensual seria de que “participação significa o envolvimento do cidadão e de organizações comunitárias nos processos de tomada de decisão”.

LEAL (1994) reforça que o marco do discurso participativo é o reconhecimento do cidadão como melhor representante de seus interesses e o exercício da cidadania através da participação nas decisões, como forma de estabelecer uma relação mais estreita entre poder público e cidadão.

Nessa relação entre atores, o poder público tanto pode ser entendido como o Estado, representado pelas instancias públicas competentes como governo federal, estadual ou administrações municipais, e ainda pelos poderes (executivo, legislativo, judiciário), como também empresas públicas. A sociedade civil organizada se faz representar pelos movimentos populares, as lideranças comunitárias e as entidades, associações e organizações não-

governamentais, e o cidadão comum.

Outros grupos de interesse, por outro lado, possuem visão corporativa e organizam-se em lobbies, apropriando-se de espaços públicos em função de seus interesses particulares. No contexto neoliberal de valorização das relações econômicas, um outro agente que acaba também por ser considerado um dos atores, é o próprio mercado que, segundo VIEIRA (2004), diante da política mercantilista, assume cada vez mais importância na regulação das relações entre os diversos atores.

A atuação desses agentes no processo pode acontecer em vários níveis distintos, tanto da sua esfera de ação, quanto de participação propriamente dita.

A esfera de ação dos atores no processo participativa pode ocorrer nos níveis federal, estadual, municipal, inter-regional. E até mesmo global para alguns autores. Há um debate extenso em torno de qual seja a melhor escala para atuação democrática, mas para FREY (2001), “as chances do poder público relativas à promoção da responsabilidade social e política dentro das comunidades são particularmente favoráveis no nível dos municípios, razão essa pela qual os municípios devem desempenhar papel fundamental dentro de uma estratégia democratizante”.

O nível de participação é definido tendo em vista o “grau de influência atribuído à comunidade na tomada de decisões e na operacionalização das iniciativas” (BANDEIRA, 1999). Essa participação popular na administração municipal pode acontecer em vários níveis, desde

simples informações à população sobre a tomada de alguma decisão até participação direta na formulação das políticas públicas.

Dentre as várias classificações apresentadas na literatura sobre os níveis de participação, alguns mais correntes, são: a manipulação, a informação, a consulta, a deliberação, a parceria, a auto-gestão. Em BANDEIRA (1999) podemos encontrar algumas definições desses níveis. A manipulação muitas vezes é caracterizada como uma não participação, pela pouca ou nenhuma influência do cidadão nas decisões.

No nível da informação, os participantes são informados de seus direitos, responsabilidades e opções, dando-se o primeiro e importante passo para a participação genuína. A consulta implica é uma comunicação bidirecional, em que os participantes têm oportunidade para expressar suas sugestões e preocupações, mas não têm certeza quanto à utilização de suas contribuições.

Na deliberação, os consensos são implementados como resultado de deliberações coletivas, caracterizando o início da divisão de responsabilidades sobre os possíveis resultados. Na parceria ocorre uma efetiva divisão de poder entre a comunidade e a entidade promotora, por meio de processos de negociação, havendo divisão de responsabilidades nas tarefas relacionadas ao planejamento e à tomada de decisões. Na auto-gestão a participação ocorre em um nível mais elevado, onde as partes interessadas interagem em processos de aprendizado e emancipação política.

Estratégias baseadas nos níveis apresentados podem permitir que a comunidade exerça influência efetiva sobre o processo decisório em uma gama

muito mais abrangente de ações. Para isso, no entanto, é essencial que a aplicação desses procedimentos seja orientada de forma a proporcionar à comunidade influência sobre o processo de formulação e monitoramento de políticas públicas e sobre a implementação das ações delas decorrentes.