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2001 2002 2003 2004 TOPLAM GELİR 58.700 86.304 112.462 134

4.6. Ekonomi Politikasında Karar Birimler

4.6.3. Merkez Bankası

 

No vocabulário da Igreja Católica o termo “leigo” refere-se a toda a pessoa que faça parte da Igreja por meio do sacramento do Batismo e que não seja parte do clero. Nesse sentido, segundo os dicionários teológicos, os Irmãos e Irmãs (freiras) de ordens religiosas podem, sem erro, serem considerados leigos, pois não pertencem à hierarquia católica (LA BROSSE e ROUILLARD, 1989, p.436). A constituição dogmática Lumen Gentium, do Vaticano II, define leigo como “todos os cristãos, exceto os membros de ordem sacra e do estado religioso aprovado na Igreja” (LG, n. 76). O mesmo documento diz que é próprio do leigo assumir trabalhos “temporais” e funções “seculares”, ou seja, atividades profissionais e sociais, em convergência com os ensinamentos da Igreja, mas não diretamente relacionados a funções litúrgicas e sacramentais.

Normalmente, denominam-se leigos todos os que pertencem à Igreja Católica sem pertencerem à hierarquia clerical nem a ordens religiosas. Nesse sentido, hoje, constitui-se a maioria dos que trabalham nas escolas e universidades católicas.

Entre as tantas mudanças ocorridas na escola católica, nas últimas décadas, a diminuição de religiosos e o aumento de leigos na docência e também na gestão das escolas católicas é uma realidade já consolidada.

Em 1982, a Congregação para a Educação Católica produziu um documento43 sobre a presença do leigo católico nas escolas. Esse documento considera a possibilidade de haver escolas católicas dirigidas por leigos e propõe que se entenda a atuação do leigo nas escolas como um apostolado integrado à ação evangelizadora da Igreja. O leigo que assumir a direção de uma escola católica, diz o documento, estará desempenhando uma missão em comunhão com a Igreja local e o carisma específico da respectiva escola.

A formação dos leigos dentro da filosofia e espiritualidade da escola e da congregação religiosa é um desafio que surge junto com a dificuldade em se manter a identidade confessional da escola. Alves (2006) destaca o protagonismo crescente dos leigos nas instituições católicas de ensino, fenômeno que começou a aumentar desde as décadas de 1950 e 1960 (2006, p. 41). Diz o autor que o Vaticano II deu novo vigor à atuação dos leigos na Igreja. De fato, o Concílio, ao definir Igreja como Povo de Deus, inclui no conceito Igreja não apenas os padres e freiras, mas todo o Povo de Deus, sendo também os “leigos” responsáveis pela missão evangelizadora da Igreja. No referido Concílio, a constituição dogmática Lumen Gentium, na quarta parte, aborda o papel do leigo (pode-se incluir também as leigas, que ao menos no Brasil são a maioria), e, também, no mesmo Concílio, o decreto “Apostolicam Actuositatem” (AC) define e especifica as atribuições do leigo na Igreja. Nesse decreto, o Concílio, em relação às escolas e aos que nela trabalham como leigos, diz que “os professores e educadores, que por vocação e ofício exercem forma superior de apostolado leigo, dominem de tal maneira a doutrina e arte pedagógica, que possam transmitir com eficiência tal formação.” (AC:1446).

Alves (2006, p. 42), referindo-se aos leigos, diz que “o futuro da Escola Católica no Brasil depende desse protagonismo” e sugere que essa preponderância não ocorra somente nos níveis da docência, mas também no de gestão e administração: “creio ser chegada a hora de a Escola Católica se organizar para, gradativamente e de forma segura e responsável, integrar os leigos na gestão das suas instituições” (ALVES, 2006, p. 42). Alves alerta para a necessidade de um modelo profissionalizado de gestão e do “desatrelhamento das estruturas de gestão

      

43

O Leigo católico testemunha da fé na escola. Vaticano, Congregação para Educação Católica, 1982. Disponível em www.vatican.va/romancuria/congregation/ccatheduc/documents/lay_catholics

última visita em 03/02/14.  

da Escola Católica das estruturas de governo das Congregações e das Dioceses.” No entendimento de Alves, os religiosos devem “privilegiar, em sua atuação na Escola Católica, o acompanhamento e a formação humana, espiritual e congregacional dos leigos, resgatando dimensões próprias da Vida Religiosa, como o testemunho e o profetismo. Assim, com o tempo, vai se construindo uma postura de compromisso com a instituição por parte dos leigos e uma relação de confiança recíproca por parte dos religiosos” (2006, p. 43). O argumento principal de Manoel Alves é a profissionalização da gestão da escola católica e o encaminhamento para a criação de um sistema católico de ensino nos moldes dos grupos privados de educação, e enquanto esteve à frente da ANAMEC trabalhou com essa finalidade (2006, p. 48). Em relação ao protagonismo do leigo nas escolas católicas surge, também, a questão da formação não apenas técnica, embora muito necessária, mas também nos fundamentos filosóficos e teológicos da escola e da congregação a que pertence.

Jesus Hortal, em um evento realizado pela ANAMEC, abordou a questão da formação dos leigos em instituições de ensino católico como uma necessidade para enfrentar os atuais problemas, especialmente em termos de administração.

Acabaram-se os tempos em que diretores e administradores de estabelecimentos de ensino pussuíam, como qualificação fundamental, a sua pertença a um instituto religioso. Não é mais época de amadorismos. A necessidade de formação contínua acrescenta assim novas rubricas aos nossos orçamentos. (Seminário ANAMEC/agosto de 1996, p. 173).

O documento "Vão e Ensinem" produzido pelo episcopado latino-americano a partir da Conferência de Aparecida, evento que reuniu os bispos da América Latina e Caribe na cidade de Aparecida – SP, em maio de 2007, contém indicações de perfil para todos os que trabalham na escola, os que ocupam função de direção e liderança, os professores, o pessoal técnico-pedagógico, administradores e de serviços e também os estudantes. Esse documento considera somente as escolas católicas, pois, da mesma forma, o documento de Aparecida não incluiu o apostolado realizado nas escolas públicas por educadores católicos e pela Pastoral da Educação.

Em relação aos que ocupam função diretiva, em que se incluem os reitores44, vice-reitores, diretores e membros de equipes diretoras, o documento dá ênfase à sua responsabilidade quanto à pastoral da escola. A imagem do "Bom Pastor", atribuída, na tradição cristã, ao modo de liderança de Jesus Cristo, é utilizada para caracterizar o tipo de liderança que os diretores das escolas católicas devem exercer. O documento Vão e Ensinem (n. 43)45 estabelece estreita relação entre a gestão da escola católica e a ação evangelizadora da Igreja, independente se o diretor for "um sacerdote, um religioso, uma religiosa ou um leigo" (n. 45). Quanto ao perfil humano, o documento detalha alguns elementos psíquicos e emocionais esperados de uma pessoa equilibrada, alegre e com personalidade forte o suficiente para exercer a liderança acadêmica e civil.

Como um bom líder, terá autoridade perante os membros de sua comunidade por comprovação de sua maturidade e da sua forma de agir, transformando-o em referencia e conquistando o apreço, o afeto, a valorização e o respeito dos que o reodeiam. (Vão e Ensinem, 2011, n. 48).

Quanto aos professores, o documento Vão e Ensinem (n. 54-57) também utiliza imagens de personagens bíblicos para inspirar o trabalho docente segundo o estilo pedagógico, sobretudo o de Jesus Cristo. Quanto ao perfil humano e profissional exigido aos professores, ressalta-se o exercício da profissão como uma vocação; buscar o desenvolvimento integral do estudante; buscar a excelência profissional via formação contínua; aprender e utilizar as novas tecnologias; dar testemunho de vida cristã. O documento também ressalta a maturidade humana e espiritual que possibilite uma boa relação interpessoal com os alunos.

Sobre o "pessoal técnico-pedagógico, administrativo e de serviços", o documento ressalta que em uma escola católica todos são responsáveis pela formação dos alunos (n. 58). Deve-se cuidar para que os trabalhadores da escola atendam às características de qualidades e critérios de maturidade humana e profissional, e "é dever também da escola católica cuidar do crescimento da fé de

      

44

Em algumas escolas católicas, por questões de direito canônico, se preserva o nome "reitor" ao diretor-geral.

45

A referência aqui utilizada identifica pelo número o parágrafo do documento. Da mesma forma será feita a referência de outros documentos eclesiais.

cada um deles, sabendo também que seu testemunho é uma importante ação educativa" (n. 59).