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SİROZ (SEREZ) SANCAĞ

3.2. Siroz (Serez) Sancağı Kazaları 1 Siroz (Serez) Kazası

3.2.6. Menlik Kazası 1 İdari Yapı

Numa visão geral, as nossas estruturas organizacionais ainda se apresentam verticalizadas, compostas por diversas disciplinas e áreas de especialização, hierarquicamente conformadas em departamentos setoriais. “As políticas sociais gerenciadas por esse modelo de organização do governo tendem a configurar-se como assistencialistas, considerando os problemas sociais como carências e não como direitos. Essas políticas assistencialistas não visam à transformação da sociedade, mas à manutenção de seu equilíbrio para a própria preservação dos interesses hegemônicos.” (INOJOSA, 1998: 35).

Esse é o panorama predominante em relação às organizações do setor público, principalmente da saúde.

Em nível mundial, o trabalho intersetorial tomou impulso pela necessidade de se ter novas estratégias de intervenção dentro das concepções de promoção de saúde e cidade saudável, para o enfrentamento dos determinantes sócio-economicos das doenças e dos complexos problemas da cidades.

A abordagem intersetorial ainda é bastante inédita na realidade brasileira e “visa propiciar a introdução de práticas de planejamento e avaliação participativas e integradas, na perspectiva situacional, de compartilhamento de informações e de permeabilização ao controle social”. (INOJOSA, 1998:43).

Neste item descreve-se a resposta dos entrevistados à questão Em que medida questão de saúde é abordada de uma perspectiva intersetorial? (enquanto princípio ou diretriz e em que medida é a proposta de cidade saudável o catalisador da questão da intersetorialidade?) Transcrevemos trechos mais elucidativos das respostas na sua íntegra e as expressões que julgamos mais relevantes para a pesquisa foram sublinhadas.

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Marisa Giacomini, assistente de direção da Secretaria de saúde, gestão 95/98, mostra como de fato a proposta de cidade saudável foi importante para as iniciativas de trabalho intersetorial. Na realidade a mudança para uma concepção ampliada de saúde exige um trabalho integrado com outros setores, fora do âmbito dos serviços de saúde, para dar conta dos problemas de forma eficiente e eficaz.

Trabalhamos essa questão do Município Saudável, já com a visão intersetorial: meio ambiente, saneamento, indicadores para serem avaliados, educação, enfim, trabalhar tudo junto.

Tudo interfere na questão da saúde, então é esta visão que a gente acha que as pessoas têm que ter, tanto Prefeito, Secretários, ter e fazer, não só ter e ficar por isso mesmo, e lutar para que a coisa aconteça integrada. O ‘Município Saudável’ foi o catalisador dessa visão mais holística, mais intersetorial. E estava havendo uma tendência, eu acredito, não sei se nacional, mundial, de perceber que não se consegue trabalhar sozinho os problemas sociais, os problemas das pessoas na área social.

Tem tudo a ver com a integração, trabalho comunitário, com o indivíduo, com a educação, o Posto de Saúde e a Saúde.

Então essa visão aí que a gente sempre falava quando chegava nos municípios; a gente tem até fita gravada de como é esse trabalho lá em Campo Mourão. Então o Município Saudável, sem sombra de dúvida, deflagrou o processo da intersetorialidade.

Foi daí que surgiu a proposta dos projetos matriciais que são um embrião daquilo, acho que é resultado de tudo isso; toda uma prática que já tinha no Estado e no município de Curitiba se tentou implantar, porque

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sem sombra de dúvida o Município Saudável versa sobre isso, só sobre isso.

A gente chegou à conclusão, daí como experiência agora, eu falando de município, é o município que tem atitude saudável, para começar, o Prefeito de qualquer Município Saudável ele tem que ser saudável e tem que ter atitude saudável, então...

João Bosco Strozzi, em sua entrevista, aponta as dificuldades de mudança da cultura do trabalho setorizado. Os interesses da cidade e de sua população são sempre facilmente suplantados pelos interesses políticos e individualistas dos secretários.

O próprio Prefeito de Chopinzinho, quando ele dá palestra ele fala assim: ‘Todo secretário é um candidato a Prefeito em potencial’... Então começa a criar ciumeira. ‘E você sabe que as Secretarias elas já são também mosaico de partidos, porque é impossível você ter uma Secretaria só de um partido.’ Então ali começa ciumeira. Eles entendem que é o certo fazer de uma forma integrada, mas eles gostam também de ter um pouco de diferencial.

Eles querem se diferenciar, assim: ‘eu fiz isso’. É um problema que é cultural, que nós temos aqui, e tem que ser trabalhado... Eu acredito, particularmente, que dá para acontecer, mas o Prefeito, ele tem que ser forte e ele tem que ser muito idealista mesmo, tem que estar pensando no cidadão sempre em primeiro lugar; qualquer outro interesse tem que estar fora da arena...

Tenta-se criar um Comitê que é para auxiliar; ele não tem poder de veto, ele é consultivo, assim, e ele deveria estar ali para auxiliar o Poder Executivo na consecução do planejamento, que é participativo também.

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Aí também criando-se esse Comitê, por exemplo, a Câmara dos Vereadores já não aceita muito esse Comitê, porque ele acaba sendo visto – ele não é – mas ele acaba sendo visto como uma Câmara de Vereadores paralela.

Então isso é uma coisa que precisa muita educação dos Poderes Legislativo, Executivo, para que essa proposta ande bem.

Quando você fala em cidade saudável, inegavelmente você tem que falar em intersetorialidade, eu acho que cidade saudável é uma conseqüência da intersetorialidade. ‘No momento que você consegue intersetorialidade, puxa, você já deu um passo, porque cidade saudável não existe, a gente sabe disso. Ela é um caminho, a ser percorrido que não tem fim, você nunca vai achar o fim dele. Então a intersetorialidade seria assim um terço da viagem.

Podemos notar que a Secretaria Estadual de saúde teve um papel muito importante na disseminação da proposta de cidade saudável e portanto da estratégia de organização de trabalho intersetorial, entretanto, essas propostas parecem se render às concepções fragmentária do mundo que determina ações setoriais isoladas, fundamentadas na divisão técnica do trabalho.

Arnaldo Agenor Bertone, Diretor geral da Secretaria estadual de saúde avalia como sendo a “imaturidade” dos próprios organizadores da proposta e dos gestores municipais como determinante dos projetos não terem se ampliado como era a expectativa. Tendo consciência deste fato, o projeto Cidades Saudáveis foi modificado para o projeto “Protegendo a Vida”, estratégia para se criar gradativamente uma cultura de concepção intersetorial de saúde.

A gente já teve uma participação mais ativa na questão da saúde como um problema intersetorial. A Secretaria Estadual de Saúde já teve uma

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participação, uma tentativa assim como um projeto estratégico de Governo para caminhar para isso.

Já tivemos algumas decepções em relação a isso. Ou seja, porque concretamente a gente acha que não estava maduro para fazer um projeto desse.

Mas de certa forma, a gente mudou de estratégia quando a gente criou um negócio chamado Protegendo a Vida, que era um amplo movimento da sociedade.

Fizemos vinte e tantos Protegendo a Vida - que é um grande envolvimento de toda sociedade de um determinado local e regional, no sentido de estabelecer, durante dois dias, cursos. Desde cursos altamente técnicos de reanimação de criança, até sobre Política de Saúde. Até envolvendo Conselheiros Municipais de Saúde. Até discutindo o que é um Município Saudável. E fizemos durante o ano retrasado e passado. Diversos eventos que eu não vou saber exatamente quantos desses, mas com certeza mais do que vinte durante esses dois anos.

Esses eventos deram uma semente - que a gente pode resgatar durante esses próximos três anos que tem pela frente – o processo de fazer o Município Saudável.

A gente não largou da estratégia, a gente não largou da estratégia. A gente segurou a estratégia, ou seja...para tentar criar um ambiente favorável para estratégia.

Alguns frutos interessantes, tipo Chopinzinho, Céu Azul, surgiram - aí é uma visão pessoal minha - muito menos pela nossa vontade do que pelas pessoas que estavam lá naquele município.

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Então aqueles processos que foram altamente significativos, não se deveu ao que nós fizemos, se deveu muito mais à cabeça daquelas pessoas que já estavam lá.

Quer dizer, lá já tinha a semente. No resto do Paraná que a gente tentou, não tinha semente ainda, e aquilo lá nasceria, independente da nossa vontade, o que é ótimo.

Se todos fizessem assim seria ótimo, mas a gente não encontrou um campo fértil para ser plantado. Agora a gente acha que poderá encontrar. A gente acha que tem base para encontrar. Esse foi um ano muito difícil que a gente passou.

IV. A PERSPECTIVA DOS CONSÓRCIOS E REGIONAIS DE