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Memduh Şevket Bey’in İstifası ve Yerine Hüsrev Bey’in Atanması…

BÖLÜM IV: CUMHURİYET DÖNEMİ TÜRK-İRAN İLİŞKİERİ 1923-1938 .39

4.6. Türkiye ile İran Arasında Çeşitli Anlaşmaların İmzalanması ve İlişkilerin

4.6.5 Memduh Şevket Bey’in İstifası ve Yerine Hüsrev Bey’in Atanması…

Quando se trata de estímulos sociais, os atributos físicos agora são substituídos por palavras e frases (atributos) que descrevem os objetos ou eventos sociais. A lógica e os métodos para utilização da estimativa numérica no escalonamento de magnitudes dos estímulos sociais em uma dimensão sóciopsicológica são os mesmos utilizados quando os estímulos são físicos em um contínuo sensorial.

A aplicação de métodos psicofísicos usualmente utilizados na mensuração de atributos sociais para a mensuração de julgamentos sociais foi realizado inicialmente por Sellin e Wolfgang (1964) no estudo sobre “A medida da delinquência”. Nesse trabalho, os observadores receberam instruções para estabelecerem estimativas numéricas a várias frases que descreviam ofensas criminais, sendo que, assim expressariam a sua opinião a respeito de quão grave eles achavam os crimes descritos. Dessa forma, os números que estabelecessem ficariam emparelhados com seu julgamento da gravidade de crimes, tais como “estar onde não

deveria”, “roubar e abandonar um veículo”, “um roubo de várias quantias de dinheiro”, “atear fogo”, “estupro” e “assassinato”.

Cada estímulo social foi apresentado em uma variedade de circunstância, desde ameaças verbais até o apontar de uma arma com graus diferentes de danos para a vítima. Nas instruções não foi estabelecido um limite para a amplitude de números. O atributo social referente ao roubo de uma bicicleta recebeu o escore 10. Esse foi considerado o estímulo padrão. Os demais deveriam ser julgados e comparados com esse, na medida em que os observadores considerassem um crime declarado mais ou menos grave do que aquele estabelecido como estímulo padrão.

Calculando-se o tratamento logarítmico das estimativas numéricas dos estímulos sociais, conforme é feito nas escalas de razão para contínuos sensoriais (contínuos métricos), essas não podem ser calculadas graficamente em função dos valores verdadeiros dos estímulos sociais, uma vez que esses são desconhecidos. Portanto, fica indeterminado o relacionamento psicofísico entre a magnitude da sensação e a magnitude de estimulação. Diante dessa impossibilidade os investigadores são forçados a utilizar formas de validações mais lógicas. Para exemplificar este tipo de validação, Lodge (1982) sugere que talvez no estudo de Sellin e Wolfgang (1964), pudesse ter sido solicitado aos observadores que, além de estimarem a magnitude dos atributos sociais, categorizassem-nos numa amplitude limitada de 7 categorias e depois calcular-se-iam as estimativas numéricas em função das avaliações categóricas num gráfico mono-log. O gráfico resultante seria curvilíneo, mas ele não indicaria qual método de escalonamento representa melhor a gravidade percebida dos crimes. Uma outra alternativa, esta feita por Sellin e Wolfgang (1964), foi quando compararam os julgamentos de magnitudes feitos por juízes de tribunais juvenis com os realizados por estudantes e efetuados por oficiais de livramento condicional, em coordenadas log-log. O resultado final projetado num gráfico mostra uma linha reta e altas correlações produto-

momento, demonstrando, assim, um grau considerável de concordância entre estes grupos diferentes de observadores.

Sellin e Wolfgang (1964) e Fligio (1976), em outro estudo, fizeram comparações entre 5 ofensas criminais que envolviam o roubo de 10, 50, 1.000 e 10.000 dólares nas mesmas condições de não violência. Foram colocadas em coordenadas log-log a média geométrica das estimativas numéricas da gravidade de cada roubo em função das quantias em dólares. A relação gráfica é descrita por uma linha reta, sendo que para os sujeitos utilizados por Fligio (1976) o expoente obtido foi de 0,27 e para os sujeitos utilizados por Sellin e Wolfgang (1964) o expoente obtido foi de 0,17. A inclinação de 0,27 significa que para um roubo ser considerado 2 vezes mais grave do que um outro, a quantidade de dólares roubados precisa ser aproximadamente 13 vezes maior.

Atualmente, vários estudos continuam empregando estes métodos psicofísicos, para mensuração de atributos sociais, relacionados a ofensas e a comportamentos que resultam em crimes, demonstrando a grande contribuição deste tipo de estudo na mensuração e no detalhamento de explicações científicas precisas. Para melhor ilustrar estas contribuições sugere-se a apreciação de alguns exemplos que abordam esta temática. Estes exemplos encontram-se no estudo de Stylianou (2003)cujoobjetivo foi identificar as características dos atos que afetam a percepção da gravidade criminal e, também, examinar os graus de consenso na percepção da gravidade de uma variedade de comportamentos, bem como, de condutas não condizentes com as normas legais. Foram discutidas, ainda, questões metodológicas (métodos de mensuração, estrutura e conteúdos de questionários, níveis de mensuração, etc). O estudo de Piquero (2000), também forneceu uma importante ajuda para descrever as informações sobre a aprendizagem da carreira criminal. Vários fatores foram mensurados como a taxa de ofensas, a relação entre a cronicidade e não-cronicidade dos ofensores, a seriedade de ofensas

desenvolveram uma análise dos cenários de uma cena de crime como fator influenciador na interpretação da gravidade dos crimes e Kwan, Cheung e Kwan (2000) trataram da interpretação da gravidade criminal.

Recentemente, Morgon e Guirardello (2004) também utilizaram a medição de um atributo não métrico em seu estudo, com o objetivo de validar, em nível de razão, a escala de necessidades de familiares em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Participaram deste estudo 52 familiares que visitaram o seu parente durante a hospitalização na UTI. Os autores utilizaram os métodos psicofísicos de estimação de magnitudes e emparelhamento de comprimento de linhas, com cálculo da média geométrica para cada uma das necessidades julgadas, em ambos os métodos. Os resultados mostraram uma concordância significativa, entre os participantes, no julgamento das necessidades, com um coeficiente de correlação de Pearson de r2=0,97 (p<0,0001). A relação entre esses métodos pode ser descrita por uma

função de potência, confirmando que a escala de necessidades de familiares é valida, estável e consistente.

Resumindo, o ajustamento dos dados às perspectivas obtidas nesses estudos foi o suficiente para despertar interesse na aplicação do escalonamento de magnitudes para atributos sociais. De fato, esses estudos demonstraram que o sujeito experimental médio é capaz de, uma vez recebidas as devidas instruções de uso das estimativas numéricas, fazer julgamentos proporcionais sobre a intensidade percebida de muitos estímulos sociais em várias dimensões sociopsicológicas.

Uma problemática que surge é como devem ser colocados no eixo x estímulos com propriedades não métricas, como no caso dos experimentos citados, o estupro e o assassinato que são, por natureza, não métricos ? Deste modo, como podemos projetá-los graficamente numa função tal como é feito para valores como a quantidade de dólares roubados ? A resposta pode ser encontrada no paradigma do emparelhamento intermodal, no

qual os princípios representam uma contribuição significativa para o avanço da metodologia de julgamentos tanto de dimensões sensoriais quanto de dimensões sociais. Em seguida, passaremos a descrição dos processos para validação psicofísica pelo método de emparelhamento intermodal.

3.5 O paradigma do emparelhamento intermodal aplicado a estímulos e/ou