1. BÖLÜM: DENETİM TEORİSİ
1.5. Denetim Sürec
1.5.1. Müşterinin Kabulü ve Denetim Sözleşmesinin Yapılması
Para que a área de gestão de pessoas possa orientar suas políticas, planos táticos e ações, é necessário estar devidamente alinhada com o planejamento estratégico. Nesse sentido a gestão de pessoas baseada em competências deve estar em sintonia com os objetivos estratégicos da organização. A cultura da estratégia é tipicamente oriunda de organizações privadas em busca por vantagem competitiva. Ainda assim, a ferramenta do planejamento estratégico tem se mostrado igualmente necessária e viável na realidade de organizações públicas. Essa ferramenta possibilita que as organizações públicas gerem valor final agregado e efeitos em larga escala para sociedade, bem como garantam o desenvolvimento sustentável, sem perder de vista a obrigação de utilizar os recursos de modo eficiente.
O Departamento de Polícia Federal elaborou o seu planejamento estratégico com horizonte até o ano de 2022, no entanto ele tem sido submetido a revisões e não foi incorporado pelos servidores. Sem a pretensão de esgotar o assunto, a seguir são expostas algumas abordagens conceituais do tema.
A palavra estratégia deriva do grego strategos, que significava um general em posição de comando de tropas. Portanto, iniciou sua atuação na esfera militar e propiciou a exércitos serem vitoriosos em diversas batalhas. De maneira análoga, a estratégia foi usada no campo político em obras como: “O Príncipe”, de Machiavelli (1957), na qual o autor orienta as ações políticas para a conquista e manutenção racional do poder. Do campo militar e político a estratégia migrou para o campo organizacional buscando atender às demandas de um mercado cada vez mais competidor e ávido por eficiência e resultados.
Ao longo do tempo o termo estratégia evoluiu para significados mais amplos, passou a incluir habilidades gerenciais. Na gestão de empresas foi utilizada pela primeira vez em 1947 por Von Neumann e Morgenstem; após a segunda guerra mundial passou a campear em grandes empresas norte-americanas, como forma de resposta ao rápido crescimento dessas organizações.
O termo estratégia possui uma grande variedade de significados e importantes estudiosos do assunto ajudaram a evolução do conceito e suas diversas interpretações. No entendimento de Hambrick (1983), as múltiplas definições de estratégia se devem a dois fatores: o primeiro deriva do fato de que a estratégia é situacional, ou seja, varia de acordo com as características da organização e segundo porque ela é multidimensional, isto é, envolve vários fatores que interagem entre si.
No entendimento de Leitão (1995) todas as diferentes versões podem ser agrupadas em duas grandes correntes de pensamento: uma que atribui a “estratégia” um significado amplo, envolvendo todo o processo, desde a definição dos objetivos até a fixação das ações e recursos, ou seja, como sinônimo de administração estratégica. A outra corrente confere um sentido mais restrito, significando, simplesmente, o caminho escolhido para se alcançar os objetivos, ou seja, “como fazer”.
O conceito de estratégia está relacionado com a efetividade operacional das empresas e sua capacidade de superar as rivais e manter-se no mercado. Sobre este tema, Porter (1996) concluiu que o segredo de um posicionamento estratégico sustentável, é desenvolver atividades diferentes dos rivais ou atividades similares, no entanto de forma diferente.
Grant (1998) mencionou que estratégia é um tema unificador que dá coerência e direção às ações e decisões de uma organização, na obra de Bastos e Macedo-Soares (2007) encontram-se referências as idéias de Grant (1998). Essa direção a ser seguida será determinada de acordo com as respostas do ambiente e a estratégia permite que a organização tenha um maior conhecimento do desse ambiente. Neste sentido Motta (2003) declara que através de um aprendizado contínuo a empresa testa o seu próprio futuro, o que faz da prática da estratégia um processo interativo. Esse mesmo autor enfatiza que os dirigentes devem estar conscientes desse processo, para nele poderem melhor intervir. Na ausência da visão estratégica, não se pode conhecer o conjunto de necessidades, demandas, apoios e recursos existentes na sociedade.
Ao percorrer as múltiplas conceituações de estratégia Mintzberg et al. (2006), efetuam uma síntese e apresentam a estratégia através de cinco perspectivas ou “cinco Ps”:
plano, padrão, pretexto, posição e perspectiva. O plano seria a estratégia como um conjunto de ações pretendidas conscientemente, uma diretriz para lidar com uma situação, ou seja, um guia para o futuro. O padrão seria a estratégia como corrente de ações organizadas, mantendo a consistência do comportamento. O pretexto representaria uma manobra para superar um oponente ou concorrente. A posição seria a estratégia como maneira de localizar uma organização perante os seus pares, a estratégia olha para fora, buscando localizar a organização no ambiente externo e olha para baixo, para posições concretas. Na perspectiva, a estratégia “olha para dentro da organização, na verdade, para dentro da cabeça dos estrategistas coletivos, mas com uma visão mais ampla”. Nesta última definição o conteúdo da estratégia não consiste apenas de uma posição escolhida, mas também da maneira de observar o mundo a que pertence a organização, ou seja, a perspectiva seria a maneira fundamental da organização fazer as coisas.
Pereira (2006) identifica pontos comuns na literatura sobre o processo de gestão estratégica: elaboração de valores e visão da empresa, desenvolvimento de competências e capacidades internas, conjugação de estabilidade com mudança.
Para o propósito da presente pesquisa os conceitos de estratégia ou administração estratégia são apenas para subsidiar a compreensão do tema e sua relação com a gestão por competências. Para tanto, considera-se estratégia como os planos da alta administração para alcançar resultados consistentes com a missão e os objetivos gerais da organização; e administração estratégica é em termo mais amplo que abrange não somente a administração de estágios já identificados, mas também estágios iniciais de determinação da missão e os objetivos da organização no contexto de seus ambientes externo e interno (WRIGHT et al., 2000).
Em um ambiente dinâmico, competitivo e em transformação, as organizações sentiram a necessidade de aperfeiçoar seus processos de planejamento e gerência e manterem- se alertas para possíveis riscos e incertezas futuras, desta forma surge o planejamento estratégico.
Para Tavares (1991), o planejamento estratégico se origina nos Estados Unidos nos anos 60, com o intuito de criar e programar estratégias que iriam aumentar a competitividade das organizações. Esse mesmo autor coloca que a evolução dos conceitos e práticas associados ao planejamento estratégico está diretamente relacionada com a intensificação do ritmo e das complexidades das mudanças ambientais.
Faria e Sauerbronn (2008) alertam para que o planejamento estratégico, por ter um efeito sobre toda a sociedade, não seja utilizado para legitimar e tornar plausíveis todas as
práticas da empresa. Como exemplo cita o caso da Enron, nos Estados Unidos da América, cujas estratégias influenciaram na alocação de vultosos recursos dentro da empresa.
Porém, no contexto deste trabalho, estamos lidando com a Administração Pública, e não com empresas privadas. Em Osborne (2006) a Administração Pública é definida como: a dominância da legalidade, focada em administrar regras e linhas gerais, estabelecidas por burocratas que fazem e implementam as políticas administrativas públicas. Seu núcleo está preocupado com um estado unitário, com integração vertical entre governo e políticas públicas.
Przeworski (2003) defende que é difícil comparar os desempenhos entre instituições públicas, vez que seus resultados dificilmente podem ser mensurados de forma objetiva ou clara como o resultado financeiro de uma empresa (lucro ou prejuízo). Há meios de se manter o controle, sim, porém estes são caros e, para minorar essas dificuldades, é imperativo formular contratos de trabalho adequados, realizar a seleção dos burocratas de forma adequada, promover fiscalização inter-institucional e fomentar a competição entre alguns entes estatais e privados.
Estas dificuldades em comparar desempenhos e traduzi-los em resultados financeiros costumam trazer a noção geral de que, em órgãos públicos, um planejamento estratégico seria incapaz de trazer resultados mensuráveis ou, pelo menos, sensivelmente observáveis. Contudo, Bastos e Macedo-Soares (2007) em seu estudo demonstraram a importância da análise da gestão estratégica de empresas que atuam num mercado altamente cativo, o que pode comparar-se com os órgãos públicos, dado que o seu usuário não pode simplesmente buscar um concorrente que lhe ofereça melhor serviço. Pereira (2006) defende que ainda que o foco do planejamento estratégico seja o lucro, mais recentemente os conceitos dessa ferramenta são largamente utilizados em organizações públicas, conforme veremos no item a seguir.