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Bağımsız Denetim Kuruluşları ve Bağımsız Denetçilerin Uyacakları Etik İlkeler

DENETİM KURULUŞLAR

3.2. Bağımsız Denetim Kuruluşları

3.2.4. Bağımsız Denetim Kuruluşlarında Görev Yapan Denetçiler

3.2.4.4. Bağımsız Denetim Kuruluşları ve Bağımsız Denetçilerin Uyacakları Etik İlkeler

A moderna doutrina de gestão de pessoas indica, de forma quase unânime, que a capacitação é uma das melhores ferramentas de aprimoramento dos funcionários e mecanismo fundamental para a consecução dos objetivos da instituição, seja esta pública ou privada.

Em regra, as organizações que implementam programas de capacitação direcionados para o alcance de objetivos, paralelamente, obtiveram ganhos de produtividade, melhoria nas relações humanas e no ambiente organizacional.

No caso das organizações públicas o princípio da eficiência fez com que o Estado iniciasse um movimento de modernização da máquina pública e o desenvolvimento de programas de capacitação por parte das escolas de governo mostrou-se um importante veículo na busca dessa modernização. Ao criar condições para que os servidores públicos sejam capacitados, o Estado oferta um melhor serviço público aos cidadãos e alcança de maneira mais econômica, racional e eficiente as metas de gestão elencadas pelas políticas de governo.

A norma que consolidou o princípio da eficiência é o art. 37 da Constituição Federal, o qual determina para o Estado a busca permanente da eficiência mediante a avaliação e a reformulação de seus processos. A Emenda Constitucional n° 19, de 4 de junho de 1998, em seu artigo nº 39, explicitamente determinou que sejam instituídas e mantidas escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo a participação em cursos como um dos requisitos para promoção na carreira.

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas. § 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a

formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a

participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Grifos do autor).

Portanto, a carta Magna criou para o poder público o dever de formar e aperfeiçoar os servidores públicos para fins de atingir as finalidades do Estado e, por outro lado, tal norma também gera o ônus para o servidor que não buscar os meios de capacitar-se, na medida em que não poderá obter promoções em sua carreira.

Através de normas infraconstitucionais ocorreu a regulamentação da capacitação dos servidores públicos no âmbito da União, e mais especificamente, na Polícia Federal, que é o objeto dessa pesquisa. A Lei 8.112/1990 dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais. Trata-se da norma mais abrangente que regula os servidores públicos.

Os Peritos Criminais Federais são pessoas legalmente investidas no cargo público e na condição de servidores públicos civis da União e estão submetidos às normas da Lei 8.112/1990. Em resumo, a Lei a Lei 8.112/1990 prevê três modalidades de capacitação. A primeira é a participação em programa de treinamento ou programa de pós-graduação no país:

Art. 102. [...] são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de:

[...]

IV - participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pós-graduação stricto sensu no país, conforme dispuser o

regulamento; (Grifos do autor)

Cabe registrar, que o programa de treinamento mencionado na hipótese anterior, deve ser o programa institucional custeado pelo órgão, no interesse deste, e voltado para a consecução das metas e do planejamento estratégico do ente. A segunda hipótese de capacitação do servidor público previsto na Lei 8.112/1990 é a missão ou estudo no exterior:

VII - missão ou estudo no exterior, quando autorizado o afastamento, conforme dispuser o regulamento; (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97). (Grifos do autor)

Na segunda hipótese, elencada anteriormente, temos a figura do afastamento do servidor, com as finalidades de missão ou para estudo, o qual deve ser combinado com o art. 95 da Lei nº 8.112/90, o qual disciplina o instituto jurídico do afastamento.

Art. 95. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial, sem autorização do Presidente da República, Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal.

[...]

§ 4º As hipóteses, condições e formas para a autorização de que trata este artigo, inclusive no que se refere à remuneração do servidor, serão disciplinadas em regulamento.

Por fim, na terceira hipótese surge a licença capacitação prevista no inciso VIII do art. 105 Lei nº 8.112/90, combinado com o art. 87 da mesma lei.

VIII - licença: [...]

e) para capacitação, conforme dispuser o regulamento;

Art. 87. Após cada qüinqüênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses, para participar de curso de capacitação

profissional.

Parágrafo único. Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) (grifos do autor)

Todas as formas de capacitação retro mencionadas podem ser utilizadas para qualificar os servidores de maneira a capacitá-los a desenvolver as competências desejáveis pela organização.

A Lei nº 11.907 de 02 de Fevereiro de 2009, entre outras coisas, altera o Capítulo V da Lei Nº 8.112 de 11 de dezembro de 1990, passando a vigorar acrescido da Seção IV, e regula o afastamento remunerado do servidor para participação em Programa de Pós- Graduação Stricto Sensu no País conforme Artigo 96 a seguir:

Art. 96-A e demais parágrafos, o servidor público poderá “no interesse da Administração, e desde que a participação não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, para participar em programa de pós- graduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País”.

Obviamente há regras para participar desses programas de pós-graduação. O afastamento do servidor público só poderá ser concedido apenas àquele que esteja em exercício há pelo menos 3 (três) anos para o mestrado e 4 (quatro) anos para o doutorado, incluído o período de estágio probatório e que não tenham se afastado por licença para tratar

de assuntos particulares nos 2 (dois) anos anteriores à data de solicitação de afastamento. Quando do seu retorno, deverá permanecer na sua unidade de origem por um período igual ao do afastamento concedido. Caso o servidor venha pedir exoneração do cargo ou aposentadoria, antes de cumprir o período de permanência previsto, ele deverá ressarcir o órgão ou entidade dos gastos com seu aperfeiçoamento, e de igual modo caso ele não venha obter o título ou grau que justificou o seu afastamento.

O decreto 5.707, de 23 de fevereiro de 2006, expedido pelo Presidente da República, institui a política e as diretrizes para o desenvolvimento de pessoal da administração pública direta, autárquica e fundacional, e regulamenta dispositivos da lei 8.112/1990. Em seu art.1º são listadas as finalidades do decreto, entre elas, consta:

I – melhoria da eficiência, eficácia e qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão.

II - desenvolvimento permanente do servidor público;

III - adequação das competências requeridas dos servidores aos objetivos das instituições, tendo como referência o plano plurianual;

No Art. 2º, inciso II, desse mesmo decreto consta a definição:

II - gestão por competência: gestão da capacitação orientada para o desenvolvimento do conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao desempenho das funções dos servidores, visando ao alcance dos objetivos da instituição.

A portaria nº 208, de 25 de julho de 2006, expedida pelo Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, em seu Art. 1º, inciso III, inclui o Sistema de Gestão por Competência como um dos instrumentos da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal. No Art. 2º, inciso III, esse Sistema é definido como:

III - Sistema de Gestão por Competência: é a ferramenta gerencial que permite planejar, monitorar e avaliar ações de capacitação a partir da identificação dos conhecimentos, das habilidades e das atitudes necessárias ao desempenho das funções dos servidores.

A portaria nº 208/2006 também definiu os responsáveis pelo processo de implantação da Gestão por Competências nos órgãos da Administração Pública Federal:

Art. 3º Caberá à Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - SEGES desenvolver e implementar metodologias do Sistema de Gestão por Competência.

Parágrafo único. A Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - SRH e a SEGES coordenarão o processo de implantação do Sistema de Gestão por Competência nos órgãos e entidades da Administração Pública Federal.

Após percorrer as normas que regulam a capacitação dos servidores públicos civis da União, passa-se a situar o tema na realidade pontual da Polícia Federal. Alguns normativos que disciplinam a capacitação dos servidores do DPF e o tema da gestão por competências são listados a seguir.

A Instrução Normativa no. 08-DG/DPF, de 07 de dezembro de 2004, expedida pelo Diretor Geral estabelece as diretrizes e competências para o planejamento e a gestão das ações de capacitação dos recursos humanos do Departamento de Polícia Federal – DPF, bem como as rotinas para a elaboração e implantação do Plano de Capacitação e Desenvolvimento de Recursos Humanos – PCDRH. O artigo 3º formaliza a criação de estruturas de treinamento e desenvolvimento nas unidades descentralizadas e o artigo 5º define sua finalidade:

Art. 3o. Fica criada, no âmbito da Diretoria de Gestão de Pessoas – DGP, a Comissão de Gestão de Capacitação – CGC e, no âmbito das Unidades Centrais e Descentralizadas do DPF, as Equipes de Treinamento e Desenvolvimento – Equipes T&D.

Art. 5º. As Equipes T&D, formadas por, no mínimo, 2 (dois) servidores, têm a finalidade de coordenar, executar e controlar a política de capacitação do DPF nas suas unidades, em consonância com as diretrizes emanadas do GT e do PCDRH, com atribuição contínua e, preferencialmente, exclusiva de pelo menos um de seus membros.

O capítulo II, seção I, é dedicado a normatização das necessidades específicas de treinamento e um dos aspectos avaliados, conforme Art.12, inciso II, são as deficiências identificadas na execução das diversas atividades que possam ser relacionadas a treinamento inadequado, insuficiente ou inexistente.

Art. 12. As diversas Chefias, com o apoio das Equipes T&D, deverão considerar,

para o Levantamento das Necessidades de Treinamento – LNT (Anexo I) de

cada unidade, além das diretrizes estabelecidas no art. 11 desta IN, os seguintes aspectos:

I - as metas e os objetivos de cada unidade para o próximo exercício;

II - as deficiências identificadas na execução das diversas atividades que possam ser relacionadas a treinamento inadequado, insuficiente ou inexistente; e

III - as atribuições de cada cargo/função.(Grifos do autor)

Cabe mencionar que a IN nº08 de 2004 foi alterada pela Instrução Normativa nº09/2006 DG/DPF, de 18 de outubro de 2006. A alteração foi no sentido de garantir que os servidores que participam de ações de capacitação custeadas com verbas públicas não se

desliguem dos órgãos logo após se qualificarem; e possam, assim, aplicar e entregar o conhecimento adquirido no órgão que custeou sua qualificação. Transcreve-se a seguir o 1º e o 2º artigos da Instrução Normativa nº09/2006 DG/DPF:

“Art. 1o. O art. 25 da Instrução Normativa 008-DG/DPF, de 07 de dezembro de 2004, publicada no Boletim de Serviço no. 235, de 9 de dezembro de 2004, passa a vigorar acrescido dos seguintes parágrafos:

Art. 25 [...]

§ 1o. O servidor que participar de ação de capacitação prevista no PCDRH deverá permanecer no efetivo exercício do cargo pelo dobro do tempo da duração do curso, a contar do término do mesmo, sob pena de ressarcir ao erário o valor despendido para esse fim.”

“Art. 2o. O inciso IV, do art. 40 passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 40

[...]

IV – comprometer-se a cumprir interstício no DPF equivalente ao dobro do prazo do curso, a contar da data da conclusão deste, se custeado pelo Órgão, na área de finalidade ou interesse da ação de capacitação, sob pena de restituição proporcional ao tempo de exercício após o evento.”

A portaria nº 473, de 12 de agosto de 2008, expedida pelo Diretor-Geral do DPF dispõe internamente sobre o art. 102 inciso IV da Lei nº 8.112/90, regulamentado parcialmente no decreto nº 5.707, de 23 de fevereiro de 2006, traçando diretrizes de uma política de valorização e capacitação de servidores das atividades meio e fim do Departamento de Polícia Federal.

A portaria nº 473 de 2008 em seu Art. 3º, incisos I e III, lista as premissas que orientarão a implantação do Programa Permanente de Capacitação:

I – a elaboração, por parte do órgão, do Planejamento Estratégico, bem como a disseminação entre os servidores da missão, dos valores, dos objetivos e das metas organizacionais;

III – a identificação e o desenvolvimento das competências necessárias para garantir a efetividade organizacional.

Foi realizado um sumário das normas que regulam a capacitação do servidor público e que possuem aplicação no contexto da Polícia Federal. Com isso, é possível perceber que há ferramentas disponíveis para operacionalizar a qualificação dos servidores para que os mesmos estejam aptos a desenvolver as competências necessárias para a boa prestação dos serviços. Por fim, o quadro 9 exibe o resumo dessas normas.

Quadro 9 – Resumo das normas de capacitação do servidor do DPF.

Norma O que ela regulamenta

CF, Art.39 § 2º. Criação e manutenção de escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Lei nº 8.112/1990 Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais. Prevê as modalidades de capacitação do servidor público.

Lei nº 9.527/1997 Altera a redação da Lei 8.112/1990, entre eles afastamento remunerado para participar de cursos de capacitação.

Instrução Normativa no.08/2004 -DG/DPF

Estabelece as diretrizes e competências para o planejamento e a gestão das ações de capacitação dos recursos humanos do DPF

Instrução Normativa nº09/2006 DG/DPF

Altera a IN nº 08/2004, busca garantir que servidores que participaram de ações de capacitação custeadas com verbas públicas não se desliguem dos órgãos logo após se qualificarem.

Decreto 5.707, de 23 de fevereiro de 2006

Institui a política e as diretrizes para o desenvolvimento de pessoal da administração pública direta, autárquica e fundacional, e regulamenta dispositivos da lei 8.112/1990.

Portaria nº 208/2006- GAB/MPOG

Define os instrumentos da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal e os responsáveis pelo processo de implantação da Gestão por Competências nos órgãos da Administração Pública Federal

Portaria nº 473 /2008- DG/DPF

Dispõe internamente sobre o art. 102 inciso IV da Lei no. 8.112/90,

regulamentado parcialmente no Decreto no. 5.707, de 23 de fevereiro de 2006, traçando diretrizes de uma política de capacitação de servidores.

Lei Nº 11.907/2009 Altera a redação da Lei 8.112/1990, regula o afastamento remunerado do servidor para participação em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no País.

Fonte: Pesquisa Documental na Legislação interna e da União Federal.

Neste capítulo apresentou-se o posicionamento da Criminalística na estrutura organizacional do DPF, a figura do Perito Criminal Federal, as ações e o nível de implantação do planejamento estratégico do DPF, a contextualização da competência no DPF e, por fim, foi realizado um levantamento da legislação que disciplina a capacitação e o tema competências, no DPF.