2.2. Çok Kriterli Karar Verme ve Finansal Performans: Literatür Araştırması
2.2.2. Literatürde Yapılmış Çok Kriterli Karar Verme Yöntemleriyle Finansal
2.2.2.3. Literatürde Yapılan Seçilmiş Çalışmaların Bulguları
A Agência Nacional em Saúde Suplementar – ANS em seu Informe nº 07 de Avaliação de Tecnologia em Saúde – ATS (2008) define como sendo um processo contínuo de análise e síntese dos benefícios para a saúde e as conseqüências econômicas e sociais do emprego das tecnologias. Avalia-se alguns aspectos, tais como: segurança, acurácia, eficácia, efetividade, custos, custo-efetividade e equidade. Há ainda análises dos impactos éticos, culturais e ambientais. E seus objetivos consistem em dispor informação para tomada de decisão nas políticas e práticas em saúde.
Para Banta e Luce (1993) ATS é uma síntese do conhecimento produzido a partir de uma análise, no qual mede as implicações e conseqüências da utilização da tecnologia estudada servindo como respaldo técnico para a decisão de difusão e incorporação.
ATS pode ser utilizada também como mecanismo de regulação, como elaboração de instrumentos de avaliação e de melhorias na qualidade dos serviços na saúde, segundo Krauss, Escosteguy, Machado (1996).
A ANS em 2005, juntamente com iniciativas do Ministério da Saúde no sentido de incorporação de tecnologia criaram a Gerência de Avaliação de Tecnologia em Saúde (GEATS), visando ser o instrumento de divulgação das pesquisas realizada pela ANS por intermédio de seus Informes.
O Informe possui uma estrutura no qual se faz um levantamento da melhor evidência disponível, identificando e avaliando criticamente o impacto clínico (eficácia/efetividade e segurança), a relevância epidemiológica e as implicações da tecnologia em questão. A segmentação estrutura consiste basicamente em:
a) Situação clínica: no qual avalia-se o caso clínico em questão que foi estudado; b) Descrição da Tecnologia: funcionamento da nova tecnologia em questão; c) Metodologia: a maneira no qual se chegará na tecnologia;
d) Resultados alcançados/esperados: análises das evidências disponíveis em revisões sistemáticas ou em testes experimentais já alcançados;
e) Considerações finais.
Segundo Battista e Hodge (1999) o papel da ATS “é o de facilitar a introdução e o uso apropriados das novas tecnologias em saúde”. Trata-se de uma contribuição para a regulação da difusão da tecnologia, fazendo a interface entre a tomada de decisão e a pesquisa científica. Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health - CADTH (2011) define ATS como sendo a avaliação de tecnologia, que inclui procedimentos, equipamentos e drogas, no
qual aborda questões interdisciplinares como: segurança, custos, efetividade, eficácia, ética e qualidade de vida.
Department of Health do National Health Service in England (NHS, 2011) traz outra visão de ATS como sendo usado para acesso aos custos, e, efetividade e difundir os impactos dos procedimentos utilizados para promoção, prevenção e tratamento da doença, com melhora na reabilitação.
De acordo com CONASS (2007), os objetivos da ATS consistem em:
• Assegurar que não causem malefício à saúde, de modo que sejam seguras;
• Garantir que tragam benefícios para a saúde, no propósito para qual foram desenvolvidas, justificando os investimentos realizados;
• Assegurar que as tecnologias sejam utilizadas de maneira apropriadas;
• Promover a divulgação de informações de modo a auxiliar diferentes atores no processo de incorporação de tecnologia afim de promover o desenvolvimento de regulamentações e alterações e/ou formulações na legislação, além de informar as alternativas tecnológicas existentes.
As ATS podem ser segmentadas em basicamente dois tipos: regulatória e consultiva (HAILEY, 2003):
• Regulatório: alguns governos estabelecem determinados programas para certas tecnologias em saúde. O objetivo é assegurar a segurança do produto, equipamento ou processo em questão, bem como sua qualidade e em alguns casos o enunciados dos rótulos dos fabricantes quando necessário. É o caso por exemplo, da Anvisa/Ministério da Saúde no Brasil, ou da Health Canada ou do FDA (Food and Drug Administration) nos EUA.
• Consultiva: é uma análise mais abrangente de como a tecnologia interferirá as organizações de saúde como um todo. Fará uma avaliação de seus impactos econômicos gerais, e de como repercutirá na qualidade da saúde humana.
ATS é um fenômeno no qual a área privada está crescendo muito realizando investimentos maciços devido aos ganhos envolvidos, especialmente os fabricantes de drogas. O desenvolvimento da ATS dependerá do objetivo pelo qual atenderá, podendo diferenciar se for de origem privada ou público pois os interesses envolvidos são diferentes.
Alinhada ao processo de descentralização, há algumas desvantagens atreladas: falta de coordenação, duplicidade de esforço ou alocação ineficiente de recursos.
Goodman (1998) elenca dez passos básicos para se conduzir uma ATS: 1. Identificar os tópicos para avaliação
2. Especificar o problema de avaliação 3. Determinar o locus de avaliação 4. Buscar evidência
5. Coletar dados primários novos 6. Interpretar evidência
7. Sintetizar / consolidar a evidência 8. Formular achados e recomendações 9. Disseminar achados e recomendações 10. Monitorar o impacto
Avaliação tecnológica em saúde pode envolver diversos aspectos como atributos e propriedades (CONASS, 2007):
a) Propriedades técnicas: é o desempenho, e se está de acordo com as especificações de design, composição, manufatura, tolerância, confiabilidade, facilidade de utilização, manutenção etc;
b) Segurança: está relacionado à tolerância ao risco, que é a chance de um evento ocorrer e de sua gravidade, associada ao uso da tecnologia;
c) Eficácia e efetividade: estão atrelados à melhora da saúde do paciente. Eficácia é a capacidade de fazer aquilo que é preciso, o que é certo para se alcançar determinado objetivo. É escolher os melhores meios para a melhor solução. No caso do uso da tecnologia seria a utilização de tecnologia para um mal específico, no qual se apuraria o resultado ideal. Eficiência é a capacidade de conseguir maior produtividade, melhor desempenho, utilizando a menor quantidade de recursos possíveis. Exemplo são os casos de atendimento em um hospital comunitário para diferentes tipos de pacientes. Eficiência envolve a forma de como determinada atividade é feita, enquanto a eficácia se refere ao resultado. Algumas tecnologia podem ter eficácia, mas sem eficiência, ou sejam, atendem ao propósito do paciente ou do mal para qual foi criada, mas é inviável financeiramente devido aos altos custos envolvidos na sua fabricação ou aplicação.
A existência da ATS está justamente na lacuna deixada pela divulgação da tecnologia, que não ser uniforme e equânime. O ideal seria que pesquisas de qualidade fossem facilmente difundidas e incorporadas às áreas de interesse na tomadas de decisões. Entretanto, não é o que ocorre na prática, porque surge diferentes resultados de diferentes fontes, sendo necessário a síntese.
É preciso que haja uma melhor sistematização na incorporação de novas tecnologias impulsionando assim reorganização dos sistema de saúde como todo. A incorporação de tecnologia desorganizada e descentralizada eleva os gastos com saúde por envolver diversos agentes, atrelados a múltiplos recursos e escolhas (TRINDADE, 2008).