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Kurumsal Kaynak Planlaması Sistemleri Kritik Başarı Faktörleri Analizlerinin

6. KALİTE YÖNETİM SİSTEMİNİN KURUMSAL KAYNAK PLANLAMAS

6.4. Kurumsal Kaynak Planlaması Sistemleri Kritik Başarı Faktörleri Analizlerinin

Os dados meteorológicos foram coletados na estação meteorológica automática pertencente à APTA Polo Centro Sul, localizada a 25 m de distância do experimento.

O fornecimento de água para o experimento ocorreu por meio de chuvas e irrigação. A irrigação foi realizada para manter capacidade de campo, utilizando água deionizada aplicada com baldes de 5 L graduados.

3.2.8. Delineamento experimental

O delineamento foi em blocos casualizados com quatro repetições e 16 tratamentos (Tabela 5), arranjados em esquema fatorial (2 x 2 x 4). Os fatores componentes dos tratamentos foram: (1) Com e sem inoculação; (2) Doses de N de 0 e 50 kg ha-1; (3) Épocas de avaliações, aos 45, 90, 135 e 180 dias após o

Tabela 5. Tratamentos constituídos da combinação da aplicação do inoculante com nitrogênio em quatro épocas de avaliação .

Tratamentos Inoculante Dose de N Épocas de Avaliação

(kg ha-1) (DAT) 1 Sem 0 45 2 Sem 0 90 3 Sem 0 135 4 Sem 0 180 5 Sem 50 45 6 Sem 50 90 7 Sem 50 135 8 Sem 50 180 9 Com 0 45 10 Com 0 90 11 Com 0 135 12 Com 0 180 13 Com 50 45 14 Com 50 90 15 Com 50 135 16 Com 50 180 3.2.9. Avaliações 3.2.9.1. Índice SPAD

O índice foi determinado na folha +1 utilizando o medidor de clorofila SPAD- 502 da marca Konica Minolta. Nos vasos que apresentaram perfilhamento, foram aferidos, em todas as folhas +1, os valores do índice SPAD e feitas as médias.

3.2.9.2. Análise de crescimento

a. Perfilhamento, somatória das alturas ( ALT) e dos diâmetros ( DIAM)

Antes de cada avaliação destrutiva, foi feita a contagem do número de perfilhos por vaso e a medição das alturas somadas ( ALT) dos perfilhos, feita da base da planta até a folha +1. No caso de haver mais que um perfilho por vaso, estas alturas foram somadas. Realizou-se também a somatória dos diâmetros ( DIAM), medidos na base de cada perfilho e somados quando existiam mais perfilhos.

b. Área foliar (AF), matéria seca de colmos (MSC), matéria seca de folhas (MSF), matéria seca de palha (MSP) e matéria seca total (MST)

Nas avaliações destrutivas, foram, primeiramente, retiradas as partes aéreas de cada vaso, separados em colmos, folhas verdes e palha. Nas folhas verdes, foi medida a área foliar (cm2) com um medidor portátil de área foliar da marca CID Bio-

Science modelo CI-203. A seguir, os materiais vegetais das partes da planta foram colocados em sacos de papel e levados à estufa a 65ºC até que atingissem massa constante. Cada parte da planta foi pesada em uma balança semi-analítica (precisão 0,01 g) e determinou-se a matéria seca de colmos (MSC), folhas (MSF) e palha (MSP). A matéria seca total (MST) foi obtida pela soma da matéria seca (g) de todas as partes da planta (MSC, MSF, MSP e MSR).

c. Determinação do comprimento radicular (CR) e matéria seca de raízes (MSR)

O sistema radicular foi separado do solo ainda no campo com auxílio de duas peneiras sobrepostas, uma de malha de 2,0 mm e outra de 1,0 mm, e de água corrente. Os vasos foram cortados ao meio e colocados sobre as peneiras. A maior parte do solo foi retirada com o auxílio de jatos de água. As raízes foram levadas ao laboratório, colocadas sobre as peneiras sobrepostas e lavadas minuciosamente. Após a lavagem, as raízes foram armazenas em sacos plásticos contendo uma

solução de etanol 10% e colocadas em geladeira a 5ºC, para melhor conservação, até o momento das avaliações (NAVROSKI et al., 2010).

As raízes foram tiradas da solução dispostas em bandejas acrílicas transparentes, com dimensões de 21 x 30 cm, preenchidas com água. As bandejas foram colocadas em um scanner de alta resolução modelo HP Scanjet G4050 e as imagens das raízes foram digitalizadas com uma definição de 300 dpi. As imagens geradas foram processadas pelo software Safira (JORGE; SILVA; RODRIGUES, 2010) e, através das imagens, obtiveram-se os valores das somatórias de todos os eixos radiculares, o comprimento radicular (m).

Depois de escaneadas, as raízes foram acondicionadas em sacos de papel e levadas à estufa a 65ºC, até obter massa constante. Após secas, as amostras foram pesadas em balança semi-analítica e obtiveram-se as massas de matéria seca de raízes (MSR).

d. Cálculo de índices fisiológicos

A partir dos valores obtidos nos itens anteriores foi possível calcular os seguintes índices (LUCHESI, 1984; MARAFON, 2012):

Índice de área foliar (IAF):

IAF = AF/S

,

em que: AF é a área foliar (cm2) e S é a área do solo do vaso disponível para o crescimento da planta (cm2);

Taxa de crescimento relativo (TCR):

em que: ln é o logarítimo neperiano e MST1 e MST2 são as massas de matéria seca,

em gramas, nos tempos t1 e t2;

Taxa de produção de matéria seca (TPMS):

TPMS

=

(MST2-MST1)/S/(t2-t1)

,

em g m-2 dia-1

em que: MST1 e MST2 são as massas de matéria seca, em gramas, nos tempos t1 e

t2 (em dias), S é a área do solo do vaso (m-2);

Relação da parte aérea pelo sistema radicular (RPASR):

RPASR

=

MSPA

/

MSR

,

em que: MSPA é a massa de matéria seca da parte aérea (g) e MSR é a matéria seca de raízes (g).

3.2.9.3. Acúmulo de nutrientes e cálculo da eficiência de recuperação do N- fertilizante (15N)

Todo o material vegetal da parte aérea (colmos, folhas e palha) foi agrupado e moído em moinho de facas tipo Willey. O material moído foi acondicionado em sacos plásticos. Para o sistema radicular, o procedimento foi semelhante. Depois de identificados, todo o material vegetal foi encaminhado para determinação dos teores dos nutrientes de acordo com metodologia descrita por Malavolta; Vitti e Oliveira, (1997). Para análise de abundância de átomos de 15N, parte do material moído foi

separado, encaminhado ao Laboratório de Isótopos Estáveis da Embrapa Agrobiologia, localizado em Seropédica-RJ, onde as amostras foram moídas finamente, em um sistema semelhante ao de Arnold e Schepers (2004), para posteriormente serem analisadas. O acúmulo de nutrientes (A) no sistema radicular e na parte aérea das plantas por vaso foi calculado pela seguinte expressão:

A = MS x T

,

em g

em que: MS é a massa de matéria seca da parte aérea ou de raízes (g) e T é o teor do nutriente (g kg-1).

O acúmulo de nutrientes na planta toda foi obtido pela soma do total de nutrientes acumulados na parte aérea com os nutrientes acumulados nas raízes.

Com os resultados da abundância de átomos de 15N em % das amostras da parte aérea e das raízes das plantas de cana-de-açúcar, foram calculados o N na planta proveniente do fertilizante (Nppf) e a eficiência da utilização do fertilizante nitrogenado (Eufn) por meio das seguintes expressões:

Nppf (%) = [(a-c)/(b-c)] x 100 , Nppf (g vaso-1) = [Nppf (%)/100] x NA ,

Eufn (%) = [Nppf (g vaso-1)/ QNA (g vaso-1)] x 100 ,

onde a e b são as abundância de 15N (% em átomos) na parta da planta (parte

aérea ou raízes) e no fertilizante (sulfato de amônio); c é a abundância natural de

15N (0,366% em átomos), NA é o nitrogênio acumulado na planta (em g vaso-1) e

QNA é a quantidade de N aplicado como fertilizante marcado (g vaso-1). Assim como

Vitti (1998), o parâmetro Nppf foi utilizado para se quantificar o aproveitamento pela planta do N do fertilizante em comparação ao N extraído de outras fontes, neste caso, o solo e fixação biológica de N atmosférico.

3.2.9.4. Análise química do solo

Ao final do experimento, foram coletadas amostras compostas de solo de cada vaso, utilizando trado tipo sonda e o material submetido à análise.

3.3. Análise dos dados

Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância, aplicando-se o teste F. Quando houve significância, foi feita comparação de médias pelo teste Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Realizou-se, ainda, estudo de regressão polinomial para verificar o efeito da inoculação de bactérias diazotróficas e do nitrogênio sobre algumas variáveis com relação ao tempo de avaliação. Todas as análises estatísticas foram realizadas empregando-se o programa AgroEstat (BARBOSA; MALDONADO JUNIOR, 2011).

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1. Experimento 1: brotação, altura e matéria seca de mudas pré-brotadas

Na fase de formação de mudas, a variedade RB867515 mostrou-se altamente responsiva à inoculação com bactérias diazotróficas e influenciada pela quantidade de reserva das gemas, sendo constatado efeito significativo destes fatores para todas as variáveis analisadas e ocorrendo interação entre eles apenas para altura de plantas (Tabela 6).

O IVB representa a brotação média diária, ou seja, quanto maior o índice calculado, mais rápida a brotação. Todos os tratamentos apresentaram 100% de gemas brotadas, diferindo quanto à velocidade da brotação. A média dos tratamentos com inoculação foi superior a dos tratamentos sem inoculação, demonstrando que as bactérias diazotróficas aceleraram a brotação (Tabela 6). Possivelmente isto ocorreu porque, em condições propícias (umidade, por exemplo), as gemas são ativadas e dão início ao processo de crescimento e desenvolvimento devido à presença de reservas nutricionais, atividade enzimática e fitorreguladores de crescimento (DILLEWIJN, 1952). As bactérias diazotróficas, através de sua

capacidade de síntese de diferentes fitorreguladores (SANTI et al., 2013), podem favorecer a brotação ao aumentar a concentração destes nas gemas.

Em relação às reservas das gemas, foi possível verificar que as gemas com 4,5 g de massa de matéria seca tiveram IVB superior às demais (gemas com 1,5 e 3 g de massa seca), as quais não diferiram entre si (Tabela 6).

De acordo com Carneiro et al. (1995), a reserva orgânica e de N dos minirrebolos têm influência direta sobre a brotação e desenvolvimento inicial da planta. No estudo realizado, Carneiro et al. (1995) observaram, através da técnica de diluição isotópica, que minirrebolos com maiores reservas de nitrogênio no plantio foram os maiores liberadores, em quantidade, deste nutriente e, por consequência, tiveram resposta positiva na brotação, assim como nos resultados obtidos no presente estudo ao realizar-se o tratamento com maior quantidade de reserva (Tabela 6).

As massas de matéria seca de raízes (MSR), parte aérea (MSPA) e total (MST), apresentaram ganhos com a inoculação de bactérias (Tabela 6). Muthukumarasamy et al. (2006). Em um experimento semelhante realizado na Índia com duas espécies bacterianas Gluconacetobacter diazotrophicus e Herbaspirillum sp. (estirpes T8 e H22, respectivamente), também estudadas aqui, observaram ganhos proporcionados pela inoculação. Dos tratamentos testados pelos autores, a combinação de duas bactérias diazotróficas proporcionou melhores resultados, tanto para biomassa de raízes, quanto para a parte aérea quando comparados à inoculação individual das estirpes e ao controle. Da mesma forma, Muñoz-Rojas e Caballero-Mellado (2003), também em um experimento de curta duração, constataram que a inoculação de estirpes bacterianas proporcionou maiores ganhos na parte aérea e sistema radicular de mudas micropropagadas, porém estes ganhos dependeram da variedade e das estirpes utilizadas. Resultados positivos também foram obtidos por Marques Júnior et al. (2008). Os autores testaram o efeito de bactérias diazotróficas e ácidos húmicos sobre minirrebolos tratados termicamente ou não. Eles constataram o efeito positivo da inoculação sobre os minirrebolos tratados termicamente, assim como constataram o fato de

a inoculação, combinada com ácidos húmicos, também proporcionar ganhos, mas apenas em biomassa da parte aérea, comprimento e área radicular.

A quantidade de reserva das gemas também influenciou a produção de MSR, MSPA e MST (Tabela 6). Gemas com reserva de 1,5 g apresentaram resultados inferiores aos demais tratamentos (gemas com 3,0 e 4,5 g de reserva). Apenas para MSR, as gemas com 3,0 g tiveram resultados que não diferiram tanto de gemas com 1,5 quanto com 4,5 g.

Segundo Carneiro et al. (1995), 50-60 dias após o plantio é o período em que as maiores taxas de exportação de N ocorrem e de 60-70 dias é quando ocorre maior degradação da reserva orgânica do minirrebolo. Essas informações da literatura associadas aos resultados deste estudo revelam que as reservas orgânicas e de N do colmo devem ser consideradas, junto com outros fatores, responsáveis por influenciar a produtividade da cana-planta, ou seja, na fase inicial. A maior parte do que é utilizado pela planta é proveniente das reservas do minirrebolo, explicando as maiores produções de massa de matéria seca para gemas com maiores reservas.

Tabela 6. Índice de velocidade de brotação (IVB) e produção de matéria seca de

raízes (MSR), parte aérea (MSPA) e total (MST) de mudas de cana-de- açúcar com 50 dias de idade.

Fatores IVB Altura (cm) --- (g plantaMSR MSPA -1)--- MST

Sem inoculante 0,92 b 5,58 b 0,15 b 0,50 b 0,65 b Com inoculante 1,42 a 7,97 a 0,31 a 1,21 a 1,52 a Gema 1,5 g 1,07 b 5,46 b 0,19 b 0,60 b 0,80 b Gema 3,0 g 1,12 b 7,23 a 0,24 ab 0,90 a 1,14 a Gema 4,5 g 1,32 a 7,63 a 0,26 a 1,05 a 1,31 a Teste F Inoculante (I) 204,17 ** 114,95 ** 83,41 ** 71,58 ** 100,44 ** Gemas(G) 19,12 ** 35,74** 4,60 * 9,71 ** 11,85 ** IxG 3,52 ns 10,92 ** 0,22 ns 2,19 ns 1,79 ns CV(%) 7,32 8,08 18,92 24,14 19,71

Médias seguidas pela mesma letra, em colunas, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade; * e ** significativo a 5 e 1%, respectivamente; ns: não significativo. CV: coeficiente de variação.

A altura foi o único parâmetro influenciado pela interação entre inoculante e reserva nas gemas (Tabela 6). Para os tratamentos sem inoculante, a maior quantidade de reserva (4,5 g) promoveu incremento nas alturas em relação a menor quantidade (1,5 g). A intermediária (3,0 g) não diferiu das demais (Tabela 7). Em relação aos tratamentos inoculados, verificou-se que as reservas de 3,0 e 4,5 g não diferiram entre si e apresentaram ganhos na altura de aproximadamente 50% em relação ao tratamento com menor reserva (1,5 g) (Tabela 7). De modo geral, foi possível observar que quanto maiores as reservas, maiores as alturas (Tabela 7). Os resultados concordam com estudo realizado por Simões Neto e Marcos (1987), com diferentes quantidades de reserva nos minirrebolos, no qual maiores reservas também refletiram maiores alturas de plantas.

Tabela 7. Desdobramento da interação entre inoculante e quantidade de reserva nas gemas referente a altura das plantas (cm).

Inoculante 1,5 Quantidade de reserva nas gemas (g) 3,0 4,5

Sem 4,98 Bb 5,52 Bab 6,24 Ba

Com 5,94 Ab 8,95 Aa 9,02 Aa

DMS colunas (5%) 0,82 cm DMS linhas (5%) 1,00 cm

Letras diferentes, maiúsculas nas colunas e minúsculas nas linhas, indicam diferença significativa pelo teste de Tukey a 5%. DMS: diferença mínima significativa.

4.2. Experimento 2: acúmulo de material vegetal, nutrientes e estimativa da

recuperação do N-sulfato de amônio (15N) na cana-de-açúcar até os 180 DAT

Durante a condução do experimento a campo, de 22 de abril a 29 de outubro de 2013, a temperatura média foi de 20,4 oC e a precipitação pluvial acumulada foi de 620,2 mm. Também foram necessárias irrigações suplementares (volume total de 196,2 mm) para que o crescimento da cultura não fosse prejudicado (Figura 1).

Figura 1. Volume de água recebida pela cultura e temperaturas médias, máximas e mínimas, ocorridas no período de 22 de abril a 29 de outubro de 2013, durante a condução do experimento 2.

Na Tabela 8 estão expostos os resultados das características químicas finais dos solos dos vasos. O pH do tratamentos que utilizaram sulfato de amônio ficaram reduzidos em relação aos tratamentos sem N. De acordo com Costa et al., (2008), a

maior acidificação do solo pelo sulfato de amônio se deve à nitrificação do NH4+ ,pois

há liberação de H+ e NO3- ,acidificando o solo. Além disso, o SO42-,presente na sua

estrutura, e o NO3- podem promover a lixiviação de bases, também contribuindo para

maior acidez do solo e redução da V%. Para K, Ca e Mg foram verificadas menores quantidades para os tratamentos com N, pelo maior desenvolvimento das plantas destes tratamentos e consequentemente maior extração do solo. O enxofre presente em maiores quantidades no solo dos tratamentos T8 e T16 é devido à fonte de N utilizada (sulfato de amônio), que fornece cerca de 24% de S.

0 5 10 15 20 25 30 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180

22/Abr Mai Jun Jul Ago Set 29/Out

Temp er atu ras (⁰ C) Lâmin a de á gu a (mm )

Tabela 8. Média das análises químicas dos solos dos tratamentos sem inoculante e sem nitrogênio (T4), sem inoculante e com nitrogênio (T8), com inoculante e sem nitrogênio (T12) e com inoculante e com nitrogênio (T16), aos 180 dias após o transplantio.

pH M.O. P (resina) K Ca Mg H+Al Al SB CTC V% m% S

Tratamentos1 (CaCl2) (g dm-3) (mg dm-3) ---(mmolc dm-3) --- (mg dm-3)

4 6,4 <5,0 17,5 2,2 4,2 1,5 7,0 0,3 7,9 14,9 52,8 3,7 7,25 8 5,9 <5,0 15,5 1,2 2,8 0,8 8,0 0,5 4,8 12,8 37,5 8,7 9,75 12 6,5 <5,0 15,8 2,3 4,3 1,6 7,0 0,5 8,2 15,2 53,5 5,5 6,25 16 5,9 <5,0 17,8 1,3 2,5 0,7 8,5 0,3 4,5 13,0 34,5 6,1 10,25

1Tratamentos correspondem aos da última avaliação aos 180 DAT, em que: T4: sem inoculante + 0

N; T8: sem inoculante + 50 N; T12: com inoculante + 0 N e T16: com inoculante + 50 N.

Avaliando isoladamente os efeitos de cada um dos fatores sobre número de perfilhos, somatória das alturas ( ALT) e diâmetros ( DIAM), comprimento de raízes (CR) e matéria seca de raízes (MSR), colmos (MSC), folha (MSF), palha (MSP) e total (MST), foi possível verificar que o inoculante (I) não favoreceu o número de perfilhos por vaso, MSR e MSF (Tabela 9). Já o nitrogênio (N) proporcionou ganhos altamente significativos para todas as variáveis mencionadas (Tabela 9).

Apesar da massa do sistema radicular não ter sido favorecida pela inoculação, é possível inferir que as bactérias diazotróficas modificaram a arquitetura do sistema radicular, como observado por Hari e Srinivasan (2005) e Gosal et al. (2012). Isto porque, mesmo apresentando massas iguais, o comprimento radicular dos tratamentos inoculados foi maior que os não inoculados (Tabela 9) e, portanto, composto por um sistema radicular mais fino, que propicia maior superfície de contato, permitindo captar mais água e nutrientes (VESSEY, 2003; BHATTACHARJEE et al., 2008). Esta alteração é atribuída à síntese de hormônios que alteram a morfologia das raízes, favorecendo o aumento das raízes laterais e pêlos radiculares (OKUMURA et al., 2013; SANTI et al., 2013) . Tal fato pôde ser constatado a partir da segunda avaliação (Figura 2).

matéria seca de raízes (MSR), colmos (MSC), folhas (MSF), palha (MSP) e total (MST) de plantas de cana-de- açúcar cultivadas em vasos até os 180 DAT.

Fatores Perfilhos  ALT DIAM CR MSR MSC MSF MSP MST

por vaso (cm) (mm) (m) --- (g vaso-1) ---

Sem inoculante 4,40 61,77 b 48,31 b 90,88 b 30,35 24,17 b 13,60 12,03 b 80,15 b Com inoculante 4,56 72,70 a 54,34 a 114,96 a 31,96 27,95 a 14,69 15,17 a 89,78 a 0 kg ha-1 de N 1,41 b 16,67 b 14,88 b 25,82 b 7,68 b 3,92 b 3,38 b 2,82 b 17,81 b 50 kg ha-1 de N 7,56 a 117,81 a 87,78 a 180,02 a 54,63 a 48,20 a 24,90 a 24,38 a 152,12 a 45 DAT 2,94 b 22,46 d 20,50 d 10,10 d 3,04 d 3,47 d 2,80 c 0,66 d 9,96 d 90 DAT 3,63 b 60,36 c 43,56 c 55,19 c 16,63 c 21,76 c 8,21 b 5,96 c 52,56 c 135 DAT 5,81 a 85,36 b 64,44 b 134,50 b 40,71 b 30,42 b 21,22 a 15,27 b 107,62 b 180 DAT 5,56 a 100,77 a 76,81 a 211,89 a 64,25 a 48,59 a 24,36 a 32,51 a 169,72 a Teste F Inoculante (I) 0,26 ns 8,46 ** 5,27 * 31,69 ** 1,38 ns 5,45 * 1,48 ns 8,81 ** 5,90 * Nitrogênio (N) 406,05 ** 724,12 ** 769,41 ** 1298,90 ** 1171,29 ** 745,50 ** 569,47 ** 415,54 ** 1147,31 ** Época (E) 21,63 ** 82,71 ** 88,40 ** 432,76 ** 387,50 ** 133,83 ** 130,52 ** 174,70 ** 304,70 ** IxN 5,53 * 12,22 ** 5,94 * 28,68 ** 1,74 ns 4,87 * 1,80 ns 8,75 ** 6,02 * IxE 1,57 ns 3,21 * 1,24 ns 4,58 ** 0,19 ns 2,16 ns 0,52 ns 1,79 ns 1,00 ns NxE 24,84 ** 63,43 ** 72,66 ** 297,54 ** 268,23 ** 100,84 ** 101,03 ** 129,11 ** 219,55 ** IxNxE 0,21 ns 1,79 ns 0,41 ns 5,64 ** 0,30 ns 1,81 ns 0,90 ns 1,87 ns 1,33 ns CV(%) 27,25 22,36 20,48 16,63 17,61 24,89 25,50 31,10 18,67

Médias seguidas pela mesma letra, em colunas, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade; * e ** significativo a 5 e 1%, respectivamente; ns: não significativo. DAT: dias após o transplantio. CV: coeficiente de variação.

Figura 2. Produção de massa de matéria seca total, relação entre produção de matéria seca na parte aérea pelo sistema radicular e comprimento radicular, com e sem inoculação, em função do tempo.

Tanto para tratamentos inoculados, quanto não inoculados, a MST teve comportamento linear, mas é possível verificar que o coeficiente angular dos tratamentos inoculados foi maior do que os não inoculados, refletindo no aumento da diferença entre eles ao longo do tempo (Figura 2).

O efeito do N, ao longo do tempo, promoveu ganhos crescentes até os 180 dias para somatória das alturas e diâmetros, MSR, MSC, MSP e MST (Figura 3). Por outro lado, quando a cana-de-açúcar não foi adubada com a dose de 50 kg de N, verificou-se que as plantas apresentaram baixo desenvolvimento e a diferença entre as adubadas foi visualizada já a partir da segunda amostragem (Figuras 3).

O número de perfilhos teve um comportamento similar ao da MSF, houve crescimento até os 135 DAT, estabilizando-se após este período e, segundo Orlando Filho e Rodella (1995) e Simões et al. (2005), deverá diminuir após este período por coincidir com os efeitos de competição e auto-sombreamento ou fechamento da cultura.

Em relação à parte aérea, apenas colmos e palha responderam à inoculação e à interação com N. A maior produção de palha pode ser efeito da deficiência de N, pois houve o crescimento da planta e, possivelmente, diluição do N do fertilizante absorvido. Segundo Hawkesford et al. (2012), quando ocorre a carência de N, a planta passa a mobilizá-lo de folhas mais velhas para as mais jovens, promovendo uma clorose generalizada e senescência de folhas (formação de palha) (Figura 3).

Sem Inoculante y = 1,1194x - 45,783 R² = 0,9919** Com Inoculante y = 1,2563x - 51,579 R² = 0,9945** 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 40 60 80 100 120 140 160 180 M a tér ia s ec a t o ta l (g )

Dias após o trasnplantio (DAT)

Sem Inoculante y = 0,00436852x2+ 0,3819x - 18,438 R² = 0,9973** Com Inoculante y = 0,0036x2+ 0,8658x - 37,277 R² = 0,9972* 0 50 100 150 200 40 60 80 100 120 140 160 180 Co m prim ent o ra dicul a r (m )

Com Nitrogênio y = - 0,00001143x3+ 0,0036x2- 0,2769x + 10,375 R² = 1,00** 0 2 4 6 8 10 12 40 60 80 100 120 140 160 180 N úm er o de per filho s

Dias após o transplantio (DAT)

Sem Nitrogênio y = 1,4063 Com Nitrogênio y = -0,0058x2+ 2,3833x - 62,194 R² = 0,9993** 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 40 60 80 100 120 140 160 180 So m a ria da s a lt ura s (cm )

Dias após o transplantio (DAT)

Sem Nitrogênio y = 16,6656 Com Nitrogênio y = -0,0028x2+ 1,4246x - 30,531 R² = 0,9998** 0 20 40 60 80 100 120 140 40 60 80 100 120 140 160 180 S o m a ria d o s diâm et ro s (m m )

Dias após o transplantio (DAT)

Sem Nitrogênio y = 14,8750 Sem Nitrogênio y = 0,2605x - 3,48 R² = 0,9897** Com Nitrogênio y = -0,0001x3+ 0,0494x2 - 3,0838x + 60,633 R² = 1,00* 0 50 100 150 200 250 300 350 40 60 80 100 120 140 160 180 Co m rpim ent o ra dicul a r (m )

Dias após o transplantio (DAT)

Sem Nitrogênio y = 0,0777x - 1,0625 R² = 0,9893** Com Nitrogênio y = -0,000038x3+ 0,0152x2- 0,9568x + 19,0363 R² = 1,00** 0 20 40 60 80 100 120 40 60 80 100 120 140 160 180 M a tér ia s ec a de ra ízes ( g )

Dias após o transplantio (DAT)

Com Nitrogênio y = 0,000076x3- 0,0259x2+ 3,2397x - 95,11 R² = 1,00** 0 20 40 60 80 40 60 80 100 120 140 160 180 M a tér ia s ec a de co lm o s (g )

Dias após o transplantio (DAT)

Sem Nitrogênio y = 3,9243 Com Nitrogênio y = -0,00000664x3+ 0,022x2- 1,82x + 47,505 R² = 1,00** 0 10 20 30 40 40 60 80 100 120 140 160 180 M a tér ia s ec a de fo lha s (g )

Dias após o transplantio (DAT)

Sem Nitrogênio y = 3,3841  Sem Nitrogênio y = 0,034x - 1,0081 R² = 0,9896* Com Nitrogênio y = 0,0029x2- 0,2119x + 4,7544 R² = 0,9985** 0 20 40 60 40 60 80 100 120 140 160 180 M a tér ia s ec a de pa lha ( g )

Dias após o transplantio (DAT)

Sem Nitrogênio y = 0,1789x - 2,315 R² = 0,9844** Com Nitrogênio y = 0,0043x2+ 1,2335x - 51,614 R² = 0,9999** 0 100 200 300 40 60 80 100 120 140 160 180 M a tér ia s ec a t o ta l (g )

Dias após o transplantio (DAT)

Figura 3. Número de pefilhos, somatória das alturas e diâmetros e massas de matéria seca de raízes, colmos, folhas,

O aumento da produção de palha também pode explicar o comportamento da MSF que, após os 135 DAT, demonstrou uma redução no acréscimo de matéria seca, mesmo nos tratamentos com N, enquanto a MSP (folhas secas) apresentou um crescimento linear sem N e exponencial com N (Figura 3).

Ao observar as interações, verificou-se que as respostas à inoculação são causadas pela interação I x N, inclusive para o número de perfilhos que não apresentou resposta ao fator inoculação isoladamente (Tabela 9).

Nos desdobramentos das interações significativas de I x N (Figura 4) foi constatado que, quando o inoculante foi associado ao fertilizante nitrogenado, houve acréscimos significativos em todas as variáveis em relação ao uso apenas do N. Os ganhos para número de perfilhos, somatória das alturas e diâmetros, comprimento de raízes, MSC, MSP e MST foram de 12, 23, 15, 30, 17, 30 e 14%, respectivamente. Similarmente aos resultados obtidos por Muthukumarasamy et al. (2006), verificou-se que bactérias diazotróficas influenciam positivamente a produção de massa de matéria seca total.

Estudos de diversos autores (HARI; SRINIVASAN, 2005;

MUTHUKUMARASAMY et al., 2006; GOSAL et al., 2012) constataram que bactérias promotoras de crescimento possibilitam a redução no uso de fertilizantes. No Brasil, são observadas baixas respostas de cana-planta ao uso de nitrogênio, possivelmente pela matéria orgânica (M.O.) presente no solo suprir boa parte da necessidade da cultura e pela provável ocorrência da fixação biológica (ROSSETTO et al., 2010; URQUIAGA et al., 2012). Já Oliveira et al. (2006), observaram que as maiores respostas ao uso de bactérias diazotróficas ocorriam em solos de média e baixa fertilidade. Como no presente estudo, foi utilizado um solo de baixa fertilidade e com baixo teor de M.O. (2,0 g dm-3), verificou-se respostas altamente significativas

ao uso de nitrogênio e o incremento ocasionado pelo inoculante foi devido à interação com nitrogênio.

Figura 4. Desdobramento da interação entre Inoculação e Doses de N para: a) número de perfilhos, b) somatória das alturas, c) somatória dos diâmetros, d) comprimento radicular, e) matéria seca de colmos, f) matéria seca de