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AK PARTİ’NİN DAVA SÜRECİNDEKİ KRİZ YÖNETİMİ 3.1 AK Parti’nin Kriz Yönetim

3.4. Kriz Yönetim Sürecinde Medya İle İlişkiler

Partindo da revisão de literatura sobre precarização e considerando as mudanças no mundo do trabalho foram estruturadas questões sobre as formas de contratação presentes nas empresas supermercadistas. A análise de conteúdo realizada nas falas dos participantes comprovou a existência de um grande tema denominado comentários sobre a contratação de aprendizes e estagiários. Este tema expressa em parte o desconhecimento sobre as formas de contratação presentes na empresa supermercadista e a valorização de projetos sociais que visem o ingresso de jovens ao mercado de trabalho. O tema apresentou as categorias e subcategorias identificada na Tabela 16.

Tabela 16

Comentários sobre a contratação de aprendizes ou estagiários

Categorias Subcategorias Sim

Não Presença

Existente, mas sem contrato (formal) Oportunidade

Inespecífico

Opinião positiva Benefício

ao

indivíduo Diminuição do sofrimento

Primeiro Emprego

Indicação de contração formal/tradicional Mudança de pequeno impacto

Inicialmente os participantes identificaram a presença ou não de aprendizes e estagiários nas equipes de trabalho, ressalta-se a contratação destes por meio de

contratos provisórios, como se observa na fala − “Tem carteira assinada, mas tem

alguns que é contrato, né? Esse pessoal do Futura, né? aí é contrato, terminando o contrato se der pra fixar, eles ficam, se não dé, vai embora” E5 −, ou por meio de

projetos sociais como o primeiro emprego. Este tipo de contratação de jovens e aprendizes foi identificado nas duas organizações pesquisadas, sendo compreendido pelos trabalhadores de forma positiva, enquanto oportunidade e benefício, termos estes que nomearam as subcategorias. Podem-se melhor identificar estes aspectos nos seguintes trechos de falas:

“eu acho boa, sabe? ... Por que tá dando oportunidade as pessoas, né? Principalmente para quem nunca trabalhou, né? Tá fazendo um estágio também, né? Muitas vezes você se forma..numa formatura e precisa de um estágio,né? (E6).

“Eu acredito que seja de grande valia...porque ali, eles tão chegando ai e já teve muitos que ficaram fixos na empresa, né?” (E5).

“Eu acho. Que eu sei o que eu sofri pra arrumar o meu primeiro emprego e na época não tinha isso, ninguém que dá oportunidade, por que você nunca trabalhou, não tem experiência... eu acho muito bom esse primeiro emprego” (E2).

Percebe-se uma reprodução de discurso afetivamente positivo a entrada de aprendizes, contudo sem a apreciação do por quê seria positivo (inespecífico), como também uma identificação com os jovens sem experiência que por meio de programas como o primeiro emprego vivenciam uma diminuição do sofrimento no processo de entrada no mercado de trabalho.

Diante da relevância atribuída pelos participantes e a ocorrência do termo na fala dos mesmos criou-se uma categoria específica denominada primeiro emprego ressaltando sua relevância numérica, presente em ambas as instituições pesquisada e em mais de um posto de trabalho. Entretanto não é percebida uma substituição de funcionários antigos por aprendizes ou estagiários. As demissões e contratações realizadas nas empresas, segundo relatado pelos participantes expressam algo comum ao contexto. Suscita-se também, após revisão da literatura e análise do contexto natalense que devido à expansão do setor de supermercados as admissões de

funcionários estariam ocorrendo em maior número e se sobrepondo as demissões: “Contratou várias pessoas, inclusive eu conheço todas que tem aqui. Algumas pessoas pra abastecimento, pra depósito, pra frente de loja, tem várias pessoas” (E4).

(demissões)...foi pouco o que aconteceu, não afetou em nada, não... tanto que não mudou quase nada, só o fornecedor que saiu, mas entrou cinco, um promotor, um funcionário que presta serviço saiu, foi pra outra empresa... essas coisas... mas não chegou a mudar, não (E1).

A esta mudança ocorrida (substituições) relatada pelos entrevistados foi denominada pela categoria mudança de pequeno impacto.

Conforme descrito neste tema, os participantes avaliam de forma positiva a entrada de aprendizes e estagiários nas empresas supermercadistas, sem estes ameaçarem a estabilidade do emprego dos mais antigos. Percebe-se a ocorrência de demissões, contudo compreendidas como rotina, ou prática da empresa, entretanto as admissões superam numericamente as demissões devido à expansão do setor na cidade de Natal, causando assim um clima positivo entre os funcionários que percebem tanto oportunidades de ascensão funcional, quanto de criação de novos postos de trabalho. A instabilidade não se apresenta enquanto uma ameaça imediata existindo a migração e contratação de funcionários entre empresas supermercadistas na cidade de Natal. Segue exemplo de migração no setor:

Eu trabalhava no supermercado X, como eu lhe expliquei, é... três gerentes daqui eram de lá do supermercado X, da época que eu trabalhava lá como patinadora, aí eu fiquei sabendo, aí vim aqui, falei pra uma das meninas que tava desempregada, que me conhece... aí no outro dia eu vim fazer entrevista e já fiquei, não trouxe currículo, não trouxe nada, vim direto (E2).

Retornando as hipóteses formuladas e a literatura pesquisada, observa-se forte presença de programas assistencialistas que justificam e incentivam a contratação de aprendizes e estagiários, para assumir postos efetivos de trabalho. Contudo este quadro em sua maioria é percebido pelos trabalhadores como benéfico, oportunizando aos

jovens acesso a seu primeiro emprego, fato este que muitos não vivenciaram no processo de iniciação ao trabalho.

A hipótese 3 formulada foi verificada sem contudo ser confirmada, visto que os trabalhadores não percebem a presença de aprendizes e estagiários como ameaçadoras aos seus postos trabalhos, nem como forma de informalização do trabalho. O aspecto ideológico disseminado por meio de projetos assistencialistas viabilizam uma leitura positiva e não ameaçadora deste processo de inclusão de jovens ao mercado de trabalho.