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Kredi Kartını Ödeme Aracı Olarak Kabul Etiğini Gösteren Tanıtım

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B. Üye İşyerinin Yükümlülükleri

2. Kredi Kartını Ödeme Aracı Olarak Kabul Etiğini Gösteren Tanıtım

Apesar da iniciativa de contrarreformar a Previdência Social ter nascido no Governo Collor, foi no Governo FHC que as medidas neoliberais tomaram corpo. E como as contrarreformas constituem-se em peça chave para o projeto neoliberal, as alterações na Previdência, segundo o PDRE foi a primeira medida estratégica desse governo para a implementação da contrarreforma do Estado brasileiro (BEHRING, 2003).

De acordo com Vianna (VIANNA, 1999, p. 111) ―reformar a Previdência faz parte, hoje em dia, de qualquer receituário internacional de ajuste e, obviamente, é condição ‗indispensável‘ de empréstimo para países emergentes‖ e como não é possível a privatização total, o governo vale-se de severas limitações para ―mostrar que está tentando com tenacidade, cumprir estes requisitos‖.

Os organismos responsáveis pelos empréstimos aos países dependentes de sua ajuda financeira moldam as políticas das nações de acordo com os seus princípios e regras. Tais mensagens são transmitidas através do relatório anual do Banco Mundial. E os últimos governos brasileiros têm se rendido às regras impostas por essa organização, desde o início dos anos 1990.

Assim, como apreendemos da assertiva, as iniciativas de contrarreformar a Previdência datam do início da década de 1990. Tão logo adentramos os anos 1990 muitas foram as propostas de contrarreformas da Previdência Social apresentadas por diversos organismos. Segundo Araújo (2004, p. 156)

a proposta do Ministério do Trabalho e Previdência Social, de 1991, consta de oito projetos de lei de reforma da previdência. [...] Ainda no âmbito do Executivo, a literatura registra outras quatro propostas de reforma da previdência, entre junho de 1991 e junho de 1992, de iniciativa do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento.

na Câmara dos Deputados, uma Comissão Especial para Estudo do Sistema Previdenciário, formada por lideranças dos partidos e de grupos representativos da sociedade – empregadores, trabalhadores, funcionários públicos e aposentados – e presidida pelo deputado Antônio Britto. As proposições do relatório desse estudo vão servir de base para as propostas apresentadas na primeira tentativa de contrarreforma da Previdência por FHC (SALVADOR E BOSCHETTI, 2002). Todavia, foi somente entre 1995 e 1998 – período do primeiro mandato de FHC – que este debate se efetivou.

Em março de 1995 – dando continuidade ao processo de contrarreforma do Estado – foi encaminhado ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 21, a qual propunha alterações significas para o sistema previdenciário. Sob a égide neoliberal os direitos são tratados como empecilhos para o progresso do mercado, portanto, precisam ser restringidos.

No momento de discussão para aprovação da proposta de contrarreforma da Previdência no Governo FHC, as mais variadas entidades formularam propostas para as mudanças que se desejavam ensejar na Previdência Social, desde o grande capital, os organismos internacionais e os trabalhadores40. Tais propostas

englobavam discussões acerca do conceito de seguridade social, regimes previdenciários, gestão e controle dos regimes, clientela, filiação, benefícios, financiamento do Regime, fontes de custeio da Seguridade, orçamento, arrecadação e recolhimento, teto de contribuição, regimes de previdência – geral, próprio e complementar – e regras de transição (ARAÚJO, 2004).

Dentre o capital destacou-se as propostas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP – uma das instituições mais representativas do empresariado industrial brasileiro), cujo pensamento dominante era a privatização da Previdência. A Federação Brasileira de Associações de Bancos (FEBRABAN- um orgão representativo dos banqueiros), que, como tal, sua proposta esteve centrada numa divisão entre a previdência básica e a previdência complementar. E o Instituto Liberal do Rio de Janeiro (órgão de consultoria, estudo e pesquisas dos empresários), também, formulou propostas, as quais, no geral, criticavam o modelo de repartição simples e defendia o regime de capitalização.

Dentre as propostas dos organismos internacionais, fizeram-se presente o

Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em suas propostas esses órgãos, geralmente, defenderam uma clara divisão das políticas para aqueles trabalhadores que podem pagar (privatização) e aqueles que não podem pagar (programas assistenciais ou uma previdência básica e restrita).

Segundo Mota (2008) as propostas das classes trabalhadoras foram pensadas por duas Centrais Sindicais, bastante atuantes na época, Força Sindical41 e Central Única dos Trabalhadores (CUT). Apesar de ambas representarem a classe trabalhadora suas propostas demonstraram-se bem diferentes. A Força Sindical, evitando o confronto e não saindo do plano das negociações entre patrões e empregados, propôs dois planos de benefício, um básico e compulsório e outro complementar e facultativo, apoiando a divisão público/privada proposta pelas demais entidades empresariais e internacionais.

A Força Sindical representa o chamado sindicalismo de resultados ou de negócios. Alguns pontos do ideário político desta central que demonstram o seu direcionamento e funcionalidade são:

O reconhecimento da vitória do capitalismo e da inevitabilidade da lógica do mercado; a limitação e restrição da luta sindical, que se deve ater à busca de melhorias salariais e das condições de trabalho; a desvinculação dos partidos políticos; defesa da redução da intervenção do Estado em favor de uma política privatizante (MOTA apud ANTUNES, 2008, p. 210).

Essa autora salientou que apesar da CUT não ter apresentado nenhuma proposta detalhada em contraposição à contrarreforma da Previdência de 1998, a mesma, na época, esteve, de modo geral, voltada a defender uma previdência pública ampla, fosse em suas campanhas, seminários ou documentos. Por outro lado, no período de contrarreforma previdenciária no Governo Lula, não foi visto grande oposição à iniciativa do governo de retirar mais direitos dos trabalhadores. Seja pela afinidade com o PT e com o Lula, seja pela pouco tempo para discussão, já que tão logo chega ao poder Lula, menos de um ano após, foi aprovada a Emenda Constitucional nº 4142. Isso reflete a própria organização das classes trabalhadoras nesse período neoliberal.

41

Abordaremos a constituição e perfil dessa central mais adiante.

42 No próximo capítulo analisaremos melhor o posicionamento e propostas da CUT no período de

3.4 A CONFIGURAÇÃO DAS CLASSES TRABALHADORAS NO CONTEXTO

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