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Kişisel Gizliliğin Korunmasına İlişkin Düzenleme

B. Türk Borçlar Kanunu ile İşçinin Kişiliğinin ve Kişisel Gizliliğinin

2. Kişisel Gizliliğin Korunmasına İlişkin Düzenleme

Nascido em Belo Horizonte a 17 de agosto de 1898, era filho primogênito de Rodrigo Bretas de Andrade, professor de direito criminal da Faculdade de Direito de Minas e procurador seccional da República, e de Dália Melo Franco de Andrade. Tratava-se de nobre e letrada família mineira, sendo que Rodrigo era bisneto de Rodrigo José Ferreira Bretas, primeiro biógrafo de Aleijadinho, e sobrinho do escritor regionalista Afonso Arinos de Melo Franco.

Aos 12 anos foi viver com Afonso Arinos em Paris, onde continuou o curso secundário. Na casa de seu tio, Rodrigo teve os primeiros contatos com intelectuais e personalidades da vida política e literária brasileiras, como Graça Aranha e Alceu Amoroso Lima. Quando retornou ao Brasil, iniciou o curso de Direito na extinta Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, onde cursou apenas o primeiro e o quinto anos, pois mudava constantemente de residência. Os outros anos estudou em São Paulo e Belo Horizonte. Como afirmou Teresinha Marinho, isso “deu-lhe oportunidade de conhecer e fazer contato com vários intelectuais dos mais em evidência na época e que posteriormente tiveram suas obras consagradas” (Marinho, 1986:17). Dentre esses intelectuais com quem estabeleceu duradouras amizades, estavam Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Abgar Renault, Oswald de Andrade e outros participantes do chamado movimento modernista.

Em 1919, já formado no Rio de Janeiro, trabalhou como oficial de gabinete do diretor da Inspetoria de Obras Contra as Secas – cargo ocupado durante oito anos. Paralelamente, em 1921, deu início à carreira jornalística, colaborando com o jornal O Dia, dirigido por seu primo Virgílio Melo Franco. Foi também jornalista de O Jornal, do empresário Assis Chateaubriand, onde assinava a seção Boletim Internacional e o rodapé de crítica literária, apesar de ele escrever sobre os assuntos mais diversos. No período de 1928 a 30, chegou a ser diretor-presidente desse periódico.

Em 1924, tornou-se redator-chefe da Revista do Brasil, recém-adquirida de Monteiro Lobato45 pelo mesmo empresário. Nessa fase, publicou nove números46. Em 1926, tornou-se seu diretor, ao lado de Prudente de Moraes, neto, imprimindo-lhe novas características. Colaborou ainda em vários jornais e revistas: Revista do Brasil (mesmo na fase anterior,

45 Lobato (1882-1948), além de consagrado escritor, é tido como quem revolucionou o mercado editorial no Brasil, imprimindo-lhe o caráter comercial vinculado à ampliação de um público leitor. Colaborou regularmente no Estado de S. Paulo, e foi o diretor da Revista do Brasil, lançada em 1916. Dois anos depois, Lobato adquiriu o controle acionário desse periódico e em 1919 lançou a Monteiro Lobato & Companhia, formada com Octalles Marcondes Ferreira, futuro fundador da Companhia Editora Nacional (1925). Seu projeto para a indústria nacional do livro abarcou todos os aspectos, desde o gráfico, passando pela propaganda, até a distribuição.

dirigida por Monteiro Lobato), Estado de Minas, A Manhã, Diário da Noite, O Estado de São

Paulo, O Cruzeiro, Diário Carioca e Módulo. Essas atividades eram conciliadas com a

carreira de advogado no escritório dos seus tios Afrânio e João de Melo Franco.

Antes de ingressar no Sphan, em 1936, foi chefe de gabinete do também mineiro Francisco Campos, no recém-criado Ministério da Educação e Saúde Pública, durante cinco meses. Nesse cargo, indicou o jovem arquiteto Lúcio Costa para a direção da Escola Nacional de Belas Artes em dezembro de 1930, a fim de que ele reformasse o ensino naquele estabelecimento. Mais tarde, por um breve período, foi chefe de gabinete do secretário-geral de Viação e Obras da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Mário Machado.

Em 1936, Mário de Andrade e Manuel Bandeira indicaram o nome de Rodrigo para o então Ministro da Educação e Saúde Pública, Gustavo Capanema, para organizar e dirigir o Serviço de Patrimônio que seria criado. Marinho descreve que:

A partir de então direciona suas manifestações criadoras e produtivas no sentido de proteger os bens patrimoniais do país, implantando um órgão para esse fim, redigindo uma legislação específica, preparando técnicos, executando trabalhos na área, empreendendo disputas judiciais, lutando pela sobrevivência da repartição junto a políticos e governantes, patrocinando o surgimento de uma consciência nacional de preservação e divulgando, no Brasil e no exterior, o que o ‘seu’ Serviço fazia (Marinho, 1986:19).

No Sphan, organizou uma equipe de pesquisadores, historiadores, juristas, arquitetos, engenheiros, restauradores, conservadores, mestres-de-obras. Uma de suas marcas era o profundo acompanhamento pessoal de todas as atividades do Serviço: os tombamentos, estudos, restaurações, elaborações de políticas públicas, divulgação e respostas à imprensa, acompanhamentos das atividades regionais, contratação e cobrança de serviços etc. Dentro dessa ampla gama de ações comandadas pelo diretor do Sphan, havia ainda a elaboração de publicações.

Fora do Sphan, Rodrigo também teve vasta participação. Em 1943, foi eleito membro do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Escritores (ABDE), órgão criado um ano antes por Sérgio Milliet. Em 1947, foi indicado para a presidência do Conselho de Organização do Salão Nacional de Belas-Artes. Em 1951, tornou-se presidente da Comissão Nacional de Belas Artes47 e integrou a diretoria provisória fundadora do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com a função de vice-diretor-executivo.

46 Ver Luca 1999 e 2009.

47 Fundada em 1951 pela Lei Ordinária no 1.512, que também criou o Salão Nacional de Arte Moderna. Pela lei, a Comissão Nacional de Belas Artes ficava subordinada ao MES, e tinha por objetivos “estudar, planejar, resolver e aplicar diretrizes atinentes ao campo das artes plásticas, o Salão Nacional de Belas Artes e o Salão Nacional de Arte Moderna como instituições oficiais subordinadas à Comissão Nacional de Belas Artes

Em 1954 foi representante do Brasil no Congresso Internacional de História da Arte e Museologia, promovido pelo The Metropolitan Museum of Art e Columbia University, realizado em Nova York. Em 1959, participou do Congresso da História dos Descobrimentos e de um colóquio de diretores de museus em Portugal. Foi ainda membro da Comissão de Honra da VI Bienal de São Paulo de 1961. Dois anos depois, foi novamente a Portugal como delegado do país no V Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros. Nos anos 1960, realizou estágios e visitas na Bélgica, Holanda e Itália, além de participar da reunião de peritos e dos comitês Consultivo e Executivo do Conselho Internacional de Museus – ICOM.

Manteve assim contato com autoridades estrangeiras vinculadas à preservação do patrimônio e fez conferências em universidades tanto no Brasil quanto no exterior. Era ainda sócio efetivo do IHGB, vogal correspondente da Academia Nacional de Belas-Artes de Portugal, membro de The Hispanic Society of America de Nova York, sócio benemérito do Instituto dos Arquitetos do Brasil, membro do Conselho Federal de Cultura a partir de 1967, sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, sócio de honra do Instituto Histórico de Olinda, do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos de Belo Horizonte e do Centro Brasileiro de Arqueologia. Em 1967, recebeu diploma de membro honorário do Instituto de História y Museo Militar do Ministério de Defensa Nacional do Paraguai.

Recebeu ainda o título de professor honoris causa da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia em 1962, e das Universidades Federais de Pernambuco, de Minas Gerais (1961) e do Rio de Janeiro (1969). Recebeu diversas medalhas e condecorações48.

Aposentou-se em 1967, indicando como seu sucessor no Sphan o arquiteto que trabalhara com ele, Renato Soeiro. Mesmo aposentado, Rodrigo permaneceu ligado ao Sphan: e, a 5 de setembro de 1967, tomou posse como membro do Conselho Consultivo do órgão.

destinados a apresentar em exposições públicas, anualmente, obras plásticas de artistas nacionais ou estrangeiros, contemporâneos, que residam ou se encontrem no Brasil, e a estimular as artes e os artistas, mediante bolsas de estudo, prêmio honoríficos e em dinheiro e outras recompensas”. Foi formada inicialmente por Iberê Camargo, Santa Rosa e Goeldi, entre outros. A Comissão foi extinta pela Lei no 6.426, de 30 de junho de 1977.

48 Rodrigo recebeu a Medalha da Inconfidência, concedida pelo estado mineiro em 1955; de Reconhecimento, concedida pela I Conferência Nacional de Professores para Surdos em 1959; Medalha Pernambucana de Mérito em 1963; e Grande Medalha da Inconfidência em 1966. Foi condecorado ainda Cavalheiro Oficial da Ordem do Mérito da República Italiana e da Ordem das Artes e Letras da França. Em 1962, recebeu a Ordem do Mérito Militar. Em 66, recebeu a condecoração Martim Afonso concedida pelo Instituto Histórico e Geográfico Guarujá-Bertioga. Em 1964, recebeu do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Seção da Guanabara, o título de Personalidade do Ano. Em 1968, o Conselho de Artes Plásticas do Museu da Imagem e do Som concedeu-lhe o Prêmio Estácio de Sá, das artes e da cultura devido a seu trabalho na área de proteção ao patrimônio histórico e artístico.

Escreveu pouco, considerando sua longa atividade. Em 1925, seu poema “Ode pessimista” foi publicado na revista modernista Estética, dirigida por Sérgio Buarque de Holanda e Prudente de Morais Neto. Em 1936, mesmo ano que assumiu o Sphan, ainda em caráter experimental, Rodrigo publicou seu único livro de ficção: os contos reunidos em

Velórios, que teve tiragem restrita e logo foi recolhido por ordem do próprio autor, sendo

publicado postumamente49. Originalmente foi publicado pela editora Os Amigos do Livro, de Belo Horizonte, que já publicara obras de Drummond e de João Alphonsus. Marinho (1986:20) afirma que “a edição foi custeada pelo autor e impressa pela tipografia do Jornal

do Comércio, do Rio de Janeiro, com capa de Santa Rosa”. Em 1952, publicou duas obras: Brasil, monumentos históricos e arqueológicos e Artes plásticas no Brasil, ambas editadas

fora do âmbito do Sphan. Em 1953, publicou Rio Branco e Gastão da Cunha, ensaio de história e política diplomática editado pelo Ministério das Relações Exteriores; e em 1958, o MEC publicou Artistas Coloniais, coletânea de artigos sobre pintores e arquitetos que trabalharam no Brasil durante o período colonial, já publicados anteriormente pela imprensa50.

Foi casado com a mineira Graciema Prates de Sá, com quem teve três filhos: Rodrigo Luiz, o cineasta Joaquim Pedro de Andrade e Clara de Andrade Alvim. Faleceu em 1969, reconhecido e lembrado.