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3. AraĢtırmanın Hipotezleri

1.3. KiĢilerarası ÇatıĢma ve Nedenleri

A cooperativa [...] é uma forma de congregar mais os médicos, porque nós somos uma classe extremamente desunida. (E19)

Ninguém nasce cooperativista

“Ninguém nasce cooperativista, a gente vai ficando com o tempo, à medida que entende a filosofia cooperativista”. (E34) “Então, o sistema se constitui a partir de todos nós que fazemos parte da cooperativa pensando coletivamente”. (E3)

Ser dono, prestador, intermediário

“Quem é o dono da cooperativa? São os médicos” (E3). “Hoje eu entendo que a cooperativa é uma empresa nossa. (E4) “Afinal, todo mundo é dono. Esse é o princípio: todo mundo é dono da Unimed, grosso modo, falando. (E10) “Tu é tua cooperativa, entendes?”. (E14) “A gente é dona de uma empresa, mas não é a única dona, são vários cooperados, cada um tem uma cota parte igual. A gente tem que defendê-la com unhas e dentes, eu vejo assim, para que cada vez mais ela se firme no mercado”. (E15) “Nós somos sócios, donos dela, se ela vai bem, nós vamos bem, se ela vai mal, nós vamos mal”. (E17) “Você sendo dono do que é teu, você tem certas garantias, tem que trabalhar de acordo com a maioria, é justo, facilita muito, são certas garantias que você tem que ter”. (E18)

“Então, na verdade, nós, ao mesmo tempo que prestamos o serviço, nós somos os donos, a gente é, ao mesmo tempo, o prestador e o intermediário. Tudo pelo fato de sermos uma cooperativa, a gente sabe que todos os cooperados têm o mesmo poder. Claro, existe a

diretoria, mas, na verdade, todos os cooperados, teoricamente, apresentam o mesmo voto dentro da cooperativa. Então, a gente executa, a gente não fica no meio do caminho” .(E24)

“Eu acho que as pessoas, de modo geral, não se sentem donas”. (E3) “O cooperado, ele não se dá conta que ele é sócio da empresa, sócio da Unimed. Ele acaba não encarando a Unimed como uma empresa sua e, muitas vezes, o médico, ele mesmo, acaba prejudicando a sua própria empresa”. (E21)

Veio para ficar... funciona...

“O que é a Unimed? [...] a Unimed é uma cooperativa, e por isso todos devem trabalhar em união, uníssono, todos com os mesmos pensamentos. [...] Os sócios têm que dar as mãos. Se houver um sócio que não ande dentro das linhas, ele pode ser convidado a se retirar”.(E14) “A Unimed é uma cooperativa e, dentro dessa cooperativa, o princípio básico é o cooperativismo, é isso aí, cooperar”. (E10) “Tem um companheirismo muito grande, tem churrasco, todo mês tem reunião, tem essa parte da amizade, é muito bom”. (E12) “A maioria dos médicos cooperados busca na Unimed isso, essa convivência”. (E4) “A cooperativa foi criada tendo em vista esse fator agregador com todo mundo igual”. (E8)

“Eu acho que a idéia Unimed é uma coisa que veio para ficar”. (E19) “Unimed, sem dúvida, é algo consagrado, uma instituição de extrema confiança que a gente sabe que funciona”. (E10) “É um sistema bem bom, muito interessante”. (E1) “É uma idéia inovadora, que se implantou e conquistou a população”. (E13) “A Unimed é uma coisa que a gente trata com carinho. Realmente, eu tenho um carinho enorme pela Unimed”. (E10)

“Existe uma relação de confiança entre o médico e a Unimed”. (E16) “Sozinho, você não consegue nada. Então, você tem que se unir, dentro de uma estrutura que tenha história, que tenha força e que tenha a palavra união, senão você é mais um, é isso”. (E22) “Eu acho que a cooperativa funciona para nós como uma defesa profissional, não no sentido exclusivamente financeiro, mas em todos os sentidos, no sentido político, no sentido social”. (E7)

“Na verdade, não é uma coisa imposta, é opcional de cada um; a pessoa entra se quer e sai quando quer, também. É um modo de juntar as pessoas, eu acho, porque é uma referência”. (E19) “Ela ensina a conviver com outros colegas e decidir pela maioria, pelo bem comum. Eu acho que essa é a influência que a cooperativa nos traz aqui”. (E25)

“A pessoa, sozinha, para atingir alguns objetivos em termos de conquista é muito difícil e no momento que tu tens um grupo, tem maiores facilidades para buscar, brigar por

condições de trabalho, remuneração, essas coisas todas”. (E31) “Ela tem interesse que todas as pessoas se conheçam, se relacionem”.(E20) “Também é a possibilidade de se encontrar, conversar, chegar ali, matar as saudades. Faz tempo que não vê alguém, é lá que tu vais encontrar. Eu acho que esse lado mais humano faz a gente, de repente, se agregar mais”. (E19) “Tu tens que cuidar daquilo que é teu, mas que não é só meu, é dos outros também”. (E15)

Participação

“O cooperado pode mudar alguma coisa na Unimed? Sozinho não, lógico, mas ele pode ser o início de alguma mudança de procedimento”. (E10) “No meu ponto de vista, a participação é muito significativa, sempre a gente é ouvido, sempre a gente abre a boca e grita”. (E16)

“Eu acho que tem uma participação boa. [...] O pessoal é bem participativo, discute bastante. Quando algum cooperado ou um grupo de cooperados acha que alguma decisão que está sendo proposta pela direção, pelo pessoal não é certa, tem muita discussão, sempre se opta depois através do voto, mas todo mundo expressa suas opiniões, tenta discutir e ver qual é a melhor opção”. (E12)

“Se é uma Unimed pequena, ou seja, o número de cooperados é pequeno, digamos assim até uma centena, se consegue trabalhar melhor. Consegue-se individualmente, conhecer cada um, a realidade de cada um, quem é aquela pessoa, o que ela faz, qual o tipo de paciente que ele atende, o que ele precisa. Agora, veja a dificuldade numa Unimed maior, numa grande capital, por exemplo, que às vezes tem milhares de cooperados. É muito difícil de sensibilizar todas as pessoas, mesmo que você encaminhe ofícios, documentos, convites para reuniões. Isso tem relação direta com o número de cooperados quanto maior o número de cooperados, mais difícil é ter uma idéia comum, é mais difícil de sensibilizar essas pessoas, mais difícil de você congregar forças, porque cada um vai ter a sua realidade. Isso, inclusive, vai ser setorizado dentro da própria Unimed. Mas a gente percebe que numa Unimed que tem poucos cooperados você consegue unir mais, consegue sensibilizar mais, se tornarem mais participativos”. (E22)

“Eu acho que o problema da Unimed é um problema de todas elas: não é todo mundo que está disposto a ceder o seu tempo em função da coletividade. É uma coisa pouco altruísta”. (E30) “Ela cresceu a tal ponto que as pessoas pouco participam”. (E3) “Tem gente que está cooperada, que não participa”. (E10) “A pior coisa que tem numa relação é a

indiferença. Acontece a indiferença, as pessoas não se preocupam, elas não vão às reuniões, não se interessam”. (E11) “Na verdade, é por não querer se envolver, é justamente por isso, porque sempre tem discussões mais acaloradas, a coisa é complicada”.(E21)

“Onde tem maior audiência é nas assembléias, nas festas. Busca-se trazê-los para a cooperativa, para falar, sugerir, criticar”. (E15) “A participação dos cooperados nas assembléias não é muito, a não ser quando há algum conflito. O pessoal se mobiliza um pouco [...]. Eu acho que deveria ser mais, o médico não participa muito disso”.(E1)

“Tem pessoas que não participam muito, ficam no consultório à noite na hora que tem uma reunião na Unimed. Naquele dia não deixam de marcar mais pacientes para ir numa reunião [...]. Existem, porém, algumas pessoas, eu acho, que não têm interesse ou têm outros interesses que acham sejam mais importantes.” (E12) “Essa participação, ela não é o ideal; o ideal seria mais gente participar, mas muitos não participam, como ocorre em clubes, porque estão contentes”. (E6)

“Na verdade, eu sou cooperado, mas sou profissional liberal. Eu estou aqui no meu consultório, eu não estou lá na Unimed. De repente, muitos têm essa idéia, por isso não participam tanto. Usam a Unimed e vêem a Unimed como mais um convênio, como eles atendem pelo IPE e outros convênios. Então, de repente, para este profissional, se ele vê como mais um convênio, então ele poderá pensar: ‘Por que eu vou na reunião para perder meu tempo’? Acho que é isso”. (E12)

“Eu nunca participei de nada, a não ser votar para presidente e cargos eletivos da Unimed, que eu nem sei te dizer quais são. Sei que tem assembléia pelo menos uma vez por ano, nesta assembléia sempre aparece o balancete”. (E5) “O médico fica naquela coisa da individualidade, dos dois lados: ‘Eu estou aqui mas não estou. Se tu precisares de mim, me chamas, mas não me chamas muito’”. (E35)