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3. AraĢtırmanın Hipotezleri

1.10. Din, Dindarlık ve KiĢilerarası ÇatıĢma Çözme ĠliĢkisi

1.10.3. Din, Dindarlık ve Öfke Kontrol ĠliĢkisi

1. Princípios da Unimed versus princípios do cooperativismo

A ambivalência/contradição que se estabelece entre os princípios do cooperativismo da ACI e os princípios da Unimed é sustentada pela própria cooperativa, na medida em que em sua Constituição, promulgada em 1998, refere aderir aos princípios gerais do cooperativismo, ao mesmo tempo em que afirma a necessidade de preservar a profissão liberal tal qual ela é, dando ao cooperado a liberdade que a caracteriza. Em decorrência disso, a Cooperativa não intervirá na conduta do cooperado.

1. Empresa capitalista versus empresa cooperativa

Para quem compra a marca Unimed, é um negócio, um investimento que tem que ser feito. Eu acho que em médio prazo tu recuperas esse investimento.

A participação na cooperativa se dá única e exclusivamente pelo dinheiro. Pelo interesse profissional direto. Ele (o médico) entra se tiver vantagens para ele.

A cooperativa foi criada tendo em vista esse fator agregador com todo mundo igual. O sistema se constitui a partir de todos nós que fazemos parte da cooperativa pensando coletivamente. Sozinho, você não consegue nada.

Você tem que se unir, dentro de uma estrutura que tenha história, que tenha força e que tenha a palavra união. Todos devem trabalhar em união, uníssono, todos com os mesmos pensamentos.

2. Unimed plano de saúde/secretária versus Unimed cooperativa É fundamental entender o que é uma Unimed.

A Unimed nada mais é do que uma secretária. A Unimed funciona como secretária do médico.

O que faz a cooperativa? Distribui os pacientes e todos se sentem bem, é uma mãe brasileira.

É um plano de saúde.

A cooperativa se tornou como qualquer outro plano de saúde, como exploração do trabalho médico.

Na realidade ele (plano de saúde) veio para que o médico não fosse explorado por outros intermediários.

3. Convênio versus cooperativa A cooperativa é só mais um convênio.

Se o dono do negócio disser que é um convênio e não disser que é minha empresa, é meu negócio, só aí você vai ter que gastar muita energia para fazer essa pessoa mudar a conversa.

O médico diz: “Eu sou credenciado da Unimed”. Na verdade, ele não é credenciado, ele é um sócio, um dono, mas na cabeça dele ele é credenciado.

Na verdade é uma competição com a pessoa mesma. Por ser uma cooperativa dos médicos e me credenciei.

4. Ser liberal versus ser cooperativado

Liberal porque é ele que vai escolher o procedimento que ele vai fazer naquele paciente.

Existe uma discrepância de postura no médico entre seu consultório particular e, ao mesmo tempo, ser sócio da cooperativa.

É uma coisa muito boa a relação médico-paciente, porque não tem nada que atrapalhe essa relação, mas aí tu pega um plano, até o plano de saúde da própria Unimed, aí eu não tenho a liberalidade de propor ao meu paciente tal coisa. Se estiver dentro de um plano não é mais tão liberal assim.

O médico fica nesse aperto, nesse impasse. Tu não podes utilizar muitos exames. Eu não sou mais liberal com o paciente.

5. Minha vida versus cooperativa Unimed A Unimed não mudou a minha vida.

Para mim a cooperativa é apenas um plus em minha vida.

Ela não interfere em nenhuma das outras atividades, nenhuma, nada que ele queira. Tu és tua cooperativa, entendes?

A gente tem que defendê-la com unhas e dentes.

Nós somos sócios, donos dela; se ela vai bem, nós vamos bem, se ela vai mal, nós vamos mal.

Sozinho, você não consegue nada.

6. Infidelidade versus fidelidade

Aquele colega que não se mantém dentro da ética nós eliminamos, exigimos fidelidade.

Ele atende o concorrente da cooperativa, mesmo que eticamente ele não possa atender. Ele atende para sobreviver.

A gente tem que ter esse entendimento de tolerância. O dirigente tem que ser tolerante. Você vai ter que ter múltiplos empregos, para poder manter um padrão, para poder estudar.

Temos o maior coeficiente de honorários do estado e talvez do Brasil. Então, de alguma forma isso fideliza bastante o cooperado.

Em (nome da cidade) tu pode atender todos os convênios fazendo parte da Unimed, aqui a nossa não.

7. Educação cooperativista/treinamento versus médico cooperativado A participação é um pouco aquém do esperado.

Os cursos que a Unimed está promovendo, na realidade, atingem poucos profissionais. Muitas vezes ele não aceita, ele diz que não vai fazer um cursinho: “O cara vem me ensinar como é que eu vou atender medicina”?

O curso é para saber tudo sobre a empresa que ele vai comprar.

8. Não vincular-se ao usuário versus vincular-se ao usuário

A coisa está tão atropelada que não estou tendo mais tempo para ter essa relação com o paciente.

Tu precisas, muitas vezes, dispor de bastante tempo, ouvir o paciente, e às vezes o que se recebe é pouco, tu tens que fazer um atendimento bastante rápido.

O vínculo direto com o paciente; nós realmente estamos cada vez mais distantes, nós temos uma interface difícil de transpor.

Sou simplesmente alguém que está ali dentro de uma máquina que faz esse procedimento.

Tem gente que atende uma Unimed por semana, então quando o paciente procura porque precisa, não tem consulta para ele.

Na realidade, a gente deveria ser sempre a mesma pessoa, quer dizer, eu vou atender o paciente, eu não vou atender o convênio, quer dizer, eu vou atender o paciente e sua doença

Quando existe uma relação médico versus paciente boa, ele confia em ti até debaixo d’água, essa é uma verdade.

9. Liberdade de escolha do usuário em relação ao médico versus limitação do paciente em acessar o médico em função de o médico ser ou não sócio da Unimed

É o paciente que faz a escolha do profissional que ele quer consultar. As pessoas que têm o convênio acabam vindo consultar com a gente.

10. O médico busca a Unimed porque não tem trabalho e não tem recursos financeiros

versus só entra quem tem dinheiro

Estão aumentando muito a cota capital, inviabilizando o médico jovem de participar do grupo pelo valor financeiro, na medida em que um médico recém-formado, com crédito educativo, não pode dispor de doze, quinze mil a vista para se associar na nossa cooperativa.

Se defender na assembléia que tem de ser cinqüenta mil a cota capital, só entrará os médicos ricos, para ter dois ou três clientes num mês ou num ano, não vale a pena.

A seguir, apresentaremos as três cosmovisões, que revelam, com bastante clareza, os diferentes modos de ser que hoje a cooperativa Unimed assume, tanto no que diz respeito à sua dinâmica interna como na sua relação com a sociedade, representada, principalmente, pelos seus usuários.