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3. AraĢtırmanın Hipotezleri

1.7. KiĢilerarası ÇatıĢma Çözme Becerileri

1.7.2. Empati

Paciente privado

“A paixão da minha vida são minhas pacientes particulares, dentro da minha profissão, claro. [...] Uma paciente particular beeem atendida te manda três ou quatro particulares. Eu sempre brigo com as meninas (secretárias): ‘Deixem, no mínimo, uma hooora para atendimento da paciente particular para a gente fazer uma boa... ao menos a primeira consulta’”. (E7)

“Um artigo do Drauzio Varella que diz que hoje em dia médicos que vivem exclusivamente da medicina privada são aves muito raras e a tendência é que sejam cada vez mais”. (E24)

“As pessoas da cidade que tinham condições de comprar o serviço particular, também tinham direito a comprar um plano de saúde. Então, ao mesmo tempo em que a gente formou um plano para trazer aquele que não podia pagar ou que podia contribuir com pouco, nós também matamos a galinha dos ovos de ouro, porque o cliente que tinha alguma coisa para contribuir com atendimento particular, esse principalmente podia comprar Unimed e eles passaram a comprar Unimed”. (E3)

“Até onde podemos falar do médico liberal e paciente particular junto está desaparecendo. O paciente particular está desaparecendo, quase não existe mais. Agora, o que

existe ainda é a possibilidade do paciente pagar uma consulta particular. Isso é muito comum, tu pagares para o teu médico. [...] O paciente particular quase não existe mais, porque o paciente hoje vai buscar o que é mais conveniente para si em termos financeiros. Antigamente, o paciente particular fazia um tratamento hospitalar enorme e não gastava muito, não era assim um gasto astronômico”. (E4)

“O ideal seria que toda a paciente fosse particular, esse é o correto. Nem que ela venha aqui e me traga uma galinha do quintal dela e duas dúzias de ovos, pronto está bem pago. Eu não sei, eu acho que eu seria mais feliz se eu vivesse a medicina dos anos 50, porque eu me dedico muuuito para minha paciente, naquele momento ali eu sou sóóóóó dela. Todo o meu conhecimento eu vou usar para tentar melhorar a qualidade de vida dela e não existe recompensa, assim do ponto de vista financeiro, porque o que conta é o que fica”. (E7)

“Quem são as pessoas que têm plano de saúde atualmente? São as pessoas que têm algum poder aquisitivo, para conseguir pagar mensalmente. A gente comenta que o paciente particular praticamente desapareceu e os que têm grande poder aquisitivo e que não têm plano de saúde é uma minoria. E os que têm particular, o que aconteceu? Às vezes, tu tens que dar desconto nas consultas, aceitar pré-datado, coisas assim. As pessoas sentem necessidade de ter seu plano de saúde e, com isso, você está garantido também, estás te garantindo.” (E15)

“O paciente particular é fiel, ele não reclama, ele não questiona, ele não processa. É tudo isso, é um perfil completamente diferente, só que ele está em extinção. Você vai falar com cinqüenta médicos, quarenta deverão dizer que praticamente não têm mais clientes particulares, mais ou menos essa proporção.” (E26)

“Hoje os meus pacientes particulares que chegam no meu consultório são pessoas de baixo poder aquisitivo, que não conseguem pagar um convênio. Daí eles juntam o dinheiro para vir consultar, porque aqueles que têm dinheiro mesmo, que são as famílias mais abastadas da cidade, vêm pela Unimed. Então, acabou saindo o tiro pela culatra”. (E31)

É o paciente que escolhe o médico

“A cooperativa não indica médicos, ela apresenta a lista dos especialistas, e as pessoas fazem sua livre escolha, depende do trabalho de cada um”. (E1) “O paciente escolhe o profissional e vem ao consultório conforme ele deseja, ele tem a sua carteirinha”. (E5)

“O cliente está acima de tudo, tem que tratar bem o cliente. [...] Agora, pode abrir consultório, mas é o cliente que vai optar, ele irá para quem oferecer a melhor coisa. A

direção continua sendo a mesma, médico/cliente, mas agora inverteu o sentido: quem manda é o cliente.” (E6)

“Paciente é como filho, tu educa, só que ela pode escolher se quer ser sua filha ou não, ela tem livre arbítrio. Então, eu digo, meu jeito de trabalhar é assim e ponto final, elas procuram pela qualidade do atendimento, pela confiança”. (E7)

O que leva o paciente a escolher o médico

“São vários fatores que levam o paciente ao próprio médico: capacidade profissional, nível intelectual do médico, carisma do médico. Tem uma listinha por ordem alfabética, as pessoas procuram os médicos e é assim que funciona”. (E11) “Aí as pessoas começam a ouvir teu nome, elas começam a te perguntar se tu atendes Unimed: ‘Tu atendes Unimed’? O que as pessoas querem? Elas querem ser atendidas, elas querem te conhecer, mas, primeiro, elas querem saber se tu estás encaixado no convênio delas. Se tu não estás, elas não querem mais saber de te conhecer também. Essa é a relação que exigem; ‘Ah! eu pago um plano de saúde, eu vou num médico que tem; se ele não tem, então eu não vou ir’, 95% das pessoas pensam assim”. (E7)

Eu quero que você me peça um exame...

“A pessoa que possui um plano Unimed vai no meu consultório e diz: ’Eu quero que você me peça uma tomografia da cabeça’: E eu pergunto: ‘Mas por que você precisa uma tomografia?’ ‘Porque eu tenho uma dor de cabeça’. Ele não tem nada, mas tem direito. E o médico quando entra nessa e começa, desenfreadamente, a fazer o desejo do cliente, está onerando a Unimed. Ele está diminuindo os lucros dele, dos próprios colegas e do próprio sistema. Você já gastou tanto que a Unimed já não tem como cobrir”. (E3)

“O paciente senta e põe em cima da mesa a ressonância e diz: ‘Doutor, eu tenho tal coisa’; Quer dizer, o paciente já senta para ti olhar o exame, ele não quer falar sua história. Aí tu diz: ‘Deixa teu exame e me conta tua história’. ‘Mas eu tenho tal coisa’... Então, essa é uma consulta viciada e, se o profissional não tem cuidado, ele vicia nesse sistema e ele se perde”.(E17)

“Ele quer aproveitar de fazer um exame que ele nunca fez. É a chance que ele tem de fazer um exame gratuito. Gratuito para ele, não gratuito para a entidade. Então, o meu critério de pedir exames é exatamente o que eu faria com o particular”. (E26)

“Aí é que se coloca uma questão importante: é mais fácil para o médico que está ali pedir outro exame do que conversar cinco minutos com o paciente e explicar sua situação. Então, essa é a questão.” (E3)

QUARTO NIVEL

Primeiro nível

Tema 1 COOPERATIVA UNIMED: QUE SISTEMA É ESTE?...

[....]

Segundo nível

Tema 2 O MÉDICO COOPERATIVADO... Tema 3 O QUE LEVA O MÉDICO A

ENTRAR NA UNIMED...

Tema 4 O INGRESSO

Restrições para o ingresso... Ingresso universal... Curso de cooperativismo...

[...]

Terceiro nível

Tema 5 RELAÇÃO

COOPERADO versus UNIMED

Um convênio...

Uma cooperativa...

Tema 6 RELAÇÃO

COOPERADO versus USUÁRIO

O médico... O usuário... [...] Quarto nível Tema 7 ADMINISTRANDO A COOPERATIVA UNIMED Secretária

O ideal dos primeiros anos O tamanho da cooperativa Participação ligada aos cargos

Centralização PODER COMO

DOMINAÇÃO/BUROCRACIA

PODER COMO SERVIÇO

O quarto nível traz a questão do espaço do poder. O tema que será abordado tem como título “Administrando a cooperativa Unimed”. Os subtemas: o poder como dominação/burocracia e, poder como serviço. Os enunciados destacam a questão do papel da Unimed como secretária e o ideal dos fundadores num comparativo com a realidade atual.