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3. AraĢtırmanın Hipotezleri

1.7. KiĢilerarası ÇatıĢma Çözme Becerileri

1.7.3. Etkin Dinleme

“É fundamental entender o que é uma Unimed. A Unimed nada mais é do que uma secretária: a Unimed é secretária do médico. Eu sou médico e tenho uma secretária no meu consultório. Agora, eu tenho a Unimed e eu tenho noventa, cem secretárias por mim, que vão atrás de planos, que vão atrás disso, que apresentam as contas, me pagam no fim do mês, porque ela não atende o cliente, ela só intermedia. Então, se eu entro na Unimed, eu já entro com trinta convênios, com cinqüenta convênios, porque ela é só secretária minha. [...] A Unimed funciona como secretária. É a qualidade do atendimento é que vai diferenciar o médico.” (E6)

“A Unimed, para o médico, preenche uma necessidade de intermediar uma relação com o paciente”.(E16) “O que faz a cooperativa? Distribui os pacientes e todos se sentem bem, é uma mãe brasileira, como seria vulgarmente chamada, dá cobertura. Dizer que é ruim, não é. É excelente”. (E13)

O ideal dos primeiros anos

“Eu fui um dos diretores, eu sempre lutei, mas naquela época, nos primeiros dez anos, a gente sempre pagava as nossas despesas, os nossos custos, porque a Unimed não existia, era uma estrutura que alguém tinha que pagar. Então, cada um pagava sua despesa. Agora não, agora todos (os diretores) recebem para viagens, presidentes, agora todo mundo recebe. Nos primeiros anos era só por ideal, né. [...] Fazíamos palestras nos municípios de interior, nos sindicatos, sobre cooperativismo, coisas assim. Mesmo a gente não sabendo muito, procurava se inteirar, mas vivia aquilo, acreditava naquilo”. (E6)

O tamanho da cooperativa

“Tudo aquilo que vai crescendo sem grandes planejamentos vai deixando lacunas. E o Sistema Unimed cresceu rápido demais. [...] Muitas vezes, em grandes cooperativas eles [direção] se perdem dentro daquela máquina de gerenciamento, e o lado humano e profissional do médico cooperado fica um pouco de lado, diferente de uma cooperativa de pequeno para médio porte”. (E17)

“Passa a ser uma coisa mais democratizada, que dá mais acesso para mais pessoas, mas aí vem a questão do gerenciamento disso”. (E3)

A participação ligada apenas quando exerce cargo de direção

“Você pode dizer: ‘Mas você deve participar da administração da Unimed’. E eu digo que não, não devo participar da administração, eu não tenho experiência administrativa, só como membro cooperado, eu acho isso. [...] Eu sei de pessoas que participaram da direção e hoje não têm mais vínculo nenhum. Por que deixaram de participar? O que houve? Talvez tenham tido vontade de mudar, mas chegaram lá e deram com os burros n’água. Não conseguiram mudar nada, pelo contrário, a coisa continua tudo na mesma” .(E2)

“Se tu me perguntar [...] como está a Unimed hoje, eu não sei, porque eu não tenho participado. E eu que já fui um fundador de uma Unimed, eu fui... participei dessa Unimed em duas gestões, as gestões são de três anos, participei na Comissão de Ética [...] E mesmo eu que participei dessa Unimed durante seis anos, eu hoje estou fora da direção durante anos, eu não sei hoje o que está acontecendo”. (E3)

“Eles já me convidaram para algumas coisas, eu não quis assumir porque eu já tenho muita coisa. Preferi não assumir um compromisso a mais”. (E10)

“Na medida em que o teu interesse em relação à Unimed é menor do que teu ganho em qualquer empresa, tu te tornas indiferente a tua cooperativa. Isso é ruim, isso é complicado. Na minha opinião, eu acho que para isso deveríamos todos os colegas em forma de rodízio, participar das diretorias. [...] É isso que eu vejo, esse é o principal ponto em relação à cooperativa. Acho que isso pode trazer sérios problemas”. (E11)

“Se tu perguntares para alguns médicos que entraram: ‘Me dá o nome de 5 pessoas que são responsáveis pelo gerenciamento da Unimed’, não sei se alguém vai responder um ou dois nomes. Ao passo, se tu fores ser sócio de uma empresa, tu vais conhecer todos os outros sócios, antes e tal.” (E20)

“Uma coisa que me chama atenção é que, a partir do momento em que os colegas começam a fazer parte do setor administrativo da Unimed, eles começam a ficar bons cooperados. Tanto é que chegou um período que se dizia assim: ‘Vamos chamar o fulano para cá, o cara aquele que sempre está aprontando uma ou outra’. Chamava-se o cara para fazer parte do Conselho Administrativo, uma série de coisas, ele se tornava um bom cooperado. (E4)

Centralização de poderes versus participação/distribuição de poderes

“Então, o que precisa é o sistema criar conscientização, gestão e mãos ao trabalho. Não pode ficar meia dúzia de dirigentes tendo que fazer todo o trabalho, centralizando. Isso é um defeito grande no sistema, chama-se centralização. Então, como dizia o nosso homem do bigode, tem que espraiar o poder. Dá para conciliar as coisas. O que não pode é você ficar totalmente dentro dos seus honorários, isso se chama centralização. Quando você tem que ficar lá o dia inteiro, passando tudo pela tua sala, está errado”. (E17)

“Eu acho que isso seria uma coisa de se pensar na mudança. Existe a casta de dirigentes e a casta de associados. Eu acho que deveria haver uma mudança no estatuto da cooperativa, que proibisse as pessoas de se perpetuarem nos cargos de direção. Eu vejo assim. Pode ser a pessoa mais apta, mas eu acho que existem outras pessoas que poderiam participar da direção. É difícil de mudar, talvez o que eu vejo aqui e nos outros lugares são sempre os mesmos presidentes. Talvez seja o mérito mesmo, eu acho que aqui é por mérito. Mas eu acho isso uma coisa muito errada. (E25)

“É que, na verdade, poucos se envolvem, e isso é um problema, porque é como na política, nós também somos assim em relação à política: os poucos que se envolvem, se envolvem de tal maneira que criam a continuidade política. [...]. “Os funcionários vão tomando conta, eles ficam 10,12,16 anos dentro da Unimed e, na realidade, os donos são eles, que se dizem donos da empresa. Isso é um problema. Quando você quer implantar uma gestão diferente, você não consegue, devido à dificuldade de você conseguir manobrar os funcionários. Você não consegue porque eles se acham donos da empresa”. (E21)

“Tem os alienados, que o que a cooperativa fizer está bom, e tem aqueles que está sempre ruim. Têm direito de votar, mas não está capacitado a analisar se uma administração está sendo bem-feita ou não, porque ele não participa de nada”. (E33)