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3. AraĢtırmanın Hipotezleri

1.7. KiĢilerarası ÇatıĢma Çözme Becerileri

1.7.4.4. Öfke Kontrolü

“É que, na verdade, poucos se envolvem, e isso é um problema, porque é como na política, nós também somos assim em relação à política: os poucos que se envolvem, se envolvem de tal maneira que criam a continuidade política. Dentro da continuidade política, você sabe, com o passar do tempo, aquilo vira uma roda, ficam sempre os mesmos. Todas as

empresas que não tem o patrão, que é o dono, são assim, cria-se o continuísmo. É um problema muito grande a omissão dos médicos”. (E21)

“Todos os postos de presidentes, superintendentes são remunerados e tem setores que tem salários muito bons. Tem pessoas que acabam ficando nisso como um emprego. Eles tentam fazer o melhor, mas, na verdade, estão lá como um emprego”. (E3) “Hoje os dirigentes não são mais médicos, hoje eles são só políticos [...]. Então, eles vão se agarrando aos cargos [...] Então, tu não pode mais ser médico, tu vai ter que continuar sendo diretor”. (E8) “Em muitas cooperativas seus dirigentes têm altos salários para justificar a sua abertura de espaço na sua atividade profissional. Eu não concordo muito com isso. [...] Não são mais profissionais do mercado, (médicos) eles já estão na ociosidade, e aí eles entram no sistema, e o sistema é uma maneira deles ganharem dinheiro. Se for essa mentalidade, eu acho ela errada, com isso nós nos tornamos reféns de pessoas incapacitadas”. (E17) “Tem gente que trabalha há muitos anos na cooperativa, que fazem daquilo seu carro-chefe principal. Assume essa atividade como fonte principal do seu dia-a-dia, se constitui como profissão”. (E29) “Na verdade, não se profissionalizaram, ficaram especialistas em ganhar dinheiro dentro do sistema Unimed. Cada vez ele [o Sistema Unimed] está se ampliando mais, novos cargos são criados e todos os cargos são remunerados. A conta que se paga fica uma conta muito grande.” (E21)

“Todos estão interligados e todos que estão lá dentro, que são os presidentes, diretores, ou outros cargos, vão criando cada vez mais cargos. São cargos, a gente sabe que são cargos políticos, só para se manter no cargo, é sempre assim”. (E21) “Na verdade, quem se dedicar à diretoria, até por necessidade, deve deixar as coisas da profissão de lado. Aí que eu acho a dificuldade de manter a vida de profissional liberal e a vida de cooperado”. (E19)

“Tá havendo, assim, um grupinho aqui que está vendo interesses, e tem todos os que estão fora que estão perdendo o interesse pela cooperativa” (E8). “São os médicos que começaram nas Singulares e ficaram e se dedicaram ali. Acho que isso tem vantagens e desvantagens. A vantagem é que existe certa profissionalização desses administradores. As desvantagens são os vícios, onde a diretoria trabalha para sua própria manutenção. [...] A minha percepção da Unimed hoje é que ela é uma estrutura administrativa imensa, com múltiplos, múltiplos e múltiplos cargos, onde existe um grupo de médicos que faz carreira”. (E27)

3.7.3 O poder como serviço

“As pessoas que estão gerenciando, comandando, são eleitas. Se elas são eleitas, foram escolhidas; se foram escolhidas, elas têm que usar da melhor forma possível todos os recursos para fazer a cooperativa crescer, mas também fazer as pessoas crescerem junto”. (E17) “A Unimed daqui é uma das melhores do estado em termos de funcionamento, justamente pelo esmero das pessoas que estão lá trabalhando. O presidente que tem hoje, o presidente anterior, um pessoal bem interessado em fazer a coisa funcionar, que se preocupa com a qualidade do serviço que a gente presta. Há muito interesse e muito cuidado para isso”. (E10)

“Se a pessoa tem experiência administrativa ela tem que usar essa experiência.” (E2) “Nós trabalhamos com planejamento estratégico, métodos para balanços e tudo isso é posto em Assembléia. Eles [cooperados] sabem como está sendo administrado e sabem onde está a dificuldade maior, e toda pesquisa que se faz é levada ao cooperado”. (E34)

“A Unimed, ela já está num certo grau de aperfeiçoamento que praticamente as pessoas que estão nesses conselhos são técnicos; são pessoas que têm especialização nisso, que vêm fazendo cursos, palestras, freqüentando e vendo as idéias de outras cooperativas, para se manterem atualizados. Geralmente, são pessoas que estão voltadas para aquilo. E os cooperados, dentro da realidade local, eles tentam fazer a coisa funcionar”. (E16) “Existe um grupo de dirigentes dentro da Unimed que fazem o que têm que fazer, e existem os médicos que nunca participaram de cursos de cooperativismo, porque não tiveram entendimento de como surgiu a Unimed e como deveria ser”. (E3)

“Os que são mais interessados e querem gastar seu tempo não é nada, gastam horas lá dentro, fazendo contas, manuseando documentos, fiscalizando as contas. E os cooperativados, esses são os privilegiados, eles vão lá fazem e nós damos cobertura. Mas, se hoje eu quiser ser presidente, me apresento e faço campanha para ser eleito”. (E13) “Admiro os colegas que se dispõem abrir mão do seu tempo para cuidar para que a coisa funcione” (E10). “A Unimed é uma entidade que tem pessoas que trabalham nela, médicos, diretores, que são todos remunerados”. (E2)

“A Unimed está disputando um mercado de planos de saúde. Então, ela é administrada como uma empresa que precisa ser competitiva naquele segmento, esse é o ponto administrativo da Unimed é claramente dito e reprisado. E as diretorias, nos seus vários escalões, elas têm essa meta, essa prioridade”. (E27) “Os membros da diretoria têm interesse

em aumentar a Unimed, dar mais benefícios, aumentar a margem de lucro. Por isso, eles não se preocupam tanto em produzir o trabalho deles (trabalho médico), porque eles ganham pela produção de toda Unimed, de toda a colméia, de toda a cooperativa”. (E16)

QUINTO NÍVEL

“O convite existe, o indivíduo vai se quiser, ele analisa e decide, isso é uma questão individual, que eu saiba todo mundo é convidado. Eu já fui convidado para cursos de cooperativismo, saber o que é, como funciona, qual o objetivo.” (E29)

Uma das coisas que faz parte dos princípios da Unimed é a educação”. (E15)

Primeiro nível

Tema 1 COOPERATIVA UNIMED: QUE SISTEMA É ESTE?...

[....]

Segundo nível

Tema 2 O MÉDICO COOPERATIVADO...

Tema 3 O QUE LEVA O MÉDICO A

ENTRAR NA Unimed...

Tema 4 O INGRESSO

Restrições para o ingresso... Ingresso universal... Curso de cooperativismo...

[...]

Terceiro nível

Tema 5 RELAÇÃO

COOPERADO versus Unimed

Um convênio...

Uma cooperativa...

Tema 6 RELAÇÃO

COOPERADO versus USUÁRIO

O médico... O usuário... [...] Quarto nível Tema 7 ADMINISTRANDO A COOPERATIVA UNIMED

O poder como dominação....

O poder como serviço...

[...]

Quinto nível

Tema 8 EDUCAÇÃO COOPERATIVA

Freqüência e participação A máquina administrativa Investimento nos cooperados

Programas científicos O papel da universidade

O quinto nível é constituído pelo tema educação cooperativa. Dentre os temas e subtemas identificados no quadro, este representa um dos princípios do cooperativismo. Desde os fundadores do cooperativismo, em 1844, o princípio da educação cooperativista esteve presente: sempre foi considerado como fundamental para a formação entre os sócios de uma consciência dos valores e princípios do cooperativismo. Como será que os participantes se referem a este tema? Constitui-se realmente como um importante aliado na construção de uma verdadeira prática cooperativa e solidária entre os cooperativados? Com a palavra os cooperativados.

3.8 Educação cooperativa

Freqüência dos cursos

“Às vezes, a freqüência dos cursos não é bem determinada, um, dois, três anos, depende de como está o comportamento do cooperado”. (E1) “Eu lembro já de ter havido cursos, eu já participei de cursos, mas não sei te dizer quanto tempo faz. Mas eu já participei de cursos neste sentido, até nos motivando que a gente entendesse a cooperativa como algo nosso. Já houve situações assim, mas nos últimos anos eu não me lembro de nada”. (E5)

“A participação é um pouco aquém do esperado”. (E1) “Existem os médicos que nunca participaram de cursos de cooperativismo, porque não tiveram entendimento de como surgiu a Unimed e como deveria ser, e eles vêem a Unimed como mais um convênio”. (E3) “Os cursos que a Unimed está promovendo, na realidade, eles atingem poucos profissionais. Se você fizer uma palestra sobre cooperativismo, você vai ver que tem meia dúzia de pessoas. O que está acontecendo?”. (E35)

“Fui lá, fiz os papéis, tudo certinho, entrei na Unimed e comecei a trabalhar. Eu aprendi sobre cooperativismo convivendo no dia-a-dia, conversando com colegas. Tem colegas da diretoria que são excelentes; além de saber muito sobre a cooperativa, são excelentes colegas, fácil de conversar, fácil de criticar, tudo muito positivo. Foi no dia-a-dia, foi convivendo, foi conversando, foi errando muitas vezes e aí aprendendo, buscando as informações. Na minha época, eu não participei de nenhum curso de cooperativismo, não me recordo se tinha, eu não participei”. (E19)

“Os médicos não participam. Existe esse curso, só que ninguém faz, sabe que o médico é bastante autoritário e individualista. Então, é uma coisa complicada de se conseguir gerenciar, porque cada um acha que a sua é a sua verdade. É complicado. [...] E muitas vezes

ele não aceita, ele diz que não vai fazer um cursinho: ‘O cara vem me ensinar como é que eu vou atender medicina?’ Mas não é ensinar como atender na medicina, mas como te portar diante daquele convênio, que é teu, que é tua empresa e o que você deve fazer.” (E21)

Máquina administrativa versus a falta da educação

“Ela cresceu muito rápido, e o médico, por ser um profissional que não teve um treinamento empresarial, ele foi aprendendo com os seus erros, e hoje, talvez, uma das grandes ferramentas seja educação, seja conscientização, e ela é muito mal utilizada no sistema, muito mal utilizada, muito mal utilizada”. (E17)

“Então, a cooperativa, ela tem que ter dentro da sua estrutura uma condição de educação cooperativista continuada” .(E17)

“Isso é uma falha. Muitas vezes, em grandes cooperativas as direções se perdem dentro daquela máquina de gerenciamento e o lado humano e profissional do médico cooperado fica um pouco de lado, diferente de uma cooperativa de pequeno para médio porte” .(E17)

Investimento nos cooperados

“Ela está preocupada na atualização do médico, embora seja uma coisa mais simbólica, mas eu acho interessante. Ela dá R$500,00 para congresso nacional e R$1000 reais para congresso internacional, meio simbólico, pois o gasto é muito maior do que isso, mas isso mostra que ela está preocupada com o ganho do médico. Isso talvez seja o ganho. Talvez sejam esses os ganhos, não vejo outras formas...’. (E11)

“Temos investido há mais ou menos nove anos, com bastante vigor, na educação cooperativista e nós temos reuniões mensais, onde se discute sempre o cooperativismo médico com um número significativo de cooperados. [...] Quem participa vai sedimentando as suas idéias e vai captando a sua”. (E34)

“Tem que se fazer a capacitação profissional também, não só na capacitação do médico cooperado, porque tem uma coisa: eu sou Unimed e eu só sobrevivo se eu tiver gente boa. Ela vai também começar a fortalecer cursos de capacitação profissional nas áreas de interesse que ela vislumbre, ela não tem como fugir disso. Hoje não se faz isso. Toda a capacitação profissional hoje é um ônus exclusivo do médico”. (E35) “Só que também não se tem uma estratégia de qual é a melhor forma de se criar mecanismos de conscientização.

Então, cada cooperativa tenta fazer a sua experiência de acordo com a sua situação política local de pressão, de aderência”. (E17)

“Aí nós pensamos o seguinte: ‘Se nós vamos começar a punir todo mundo, vai virar um pandemônio isso daqui’. A gente precisa dos colegas para poder trabalhar, para poder atender. Suspender um, suspender outro, isso aqui vai virar um inferno. Resolvemos partir para a educação”. (E33)

Programas científicos

“Ela promove muitos eventos científicos, traz bastante gente de fora para fazer palestras, nós discutimos artigos. Dentro da cardiologia, meses atrás trouxe um pessoal para falar de algumas áreas específicas que nós não temos aqui, algumas coisas novas que estão acontecendo. Tem uma parte científica bem importante, que eu não sabia”.(E12)

“Sempre tem os programas científicos; as reuniões, tanto da parte médica, como da parte administrativa, da parte do funcionamento da cooperativa. São muitos assuntos interessantes, claro que, às vezes, a pessoa está trabalhando, não dá para ir. Não dá para ter a assiduidade como a gente gostaria”. (E23)

O papel da universidade na formação dos profissionais

“Ao longo dos anos de curso de faculdade que a gente tem, não tem algo de cooperativismo, ninguém te ensina como funciona um consultório, ninguém te ensina como é que você ganha dinheiro. Na verdade, você sai com a sua formação médica, procurando fazer o melhor possível, mas sem conhecimento de como as coisas funcionam”. (E3)

“O médico formado agora não vem com esse preparo da faculdade, de pensar em dinheiro, de pensar em se unir, de ter uma estrutura, uma empresa que seja nossa. A gente não aprende isso. A gente só aprende a cuidar de doente. Cuidar, tratar”. (E9)

“Ainda tem pessoas que têm aquela mentalidade do mundo acadêmico da residência, aquela rotina: ‘Ah, eu tenho que fazer dez exames, entende?’ Tu aprendeu que tinha que pedir dez exames. Então, tu sai de lá e vem a questão: existe a real necessidade de se fazer isso’?”. (E15)

“A universidade forma as pessoas para aquilo, mas não forma para vida. Essa a sensação que eu tenho hoje depois dos meus 56 anos. As pessoas acabam se perdendo por aí por causa desse tipo de coisa. O vício vem lá da universidade, onde tu podes pedir o que tu quiseres. Nós recebemos uma neurologista aqui, qualquer dor de cabeça, ela pede tomografia;

na universidade é assim. Nós chamamos ela aqui umas duas vezes e falamos: ‘Sabes quanto custa uma tomografia? Tu sabes que nem toda dor de cabeça é um tumor ou um AVC? Tem que ter outros sinais clínicos, para pedir, não estás mais dentro da universidade. Tu fazes parte de uma empresa, se tiveres que pedir, tudo bem, mas não dentro dessa reincidência’”. (E33)

“Eu trabalho diariamente com residência médica, a gente orienta os residentes da ginecologia e obstetrícia. Eu os vejo das 8h às 11h da manhã, diariamente, nos últimos anos. O que é passado para eles não é somente o conteúdo técnico, eles sabem do dia-a-dia nosso”. (E30)

“Eu acho que os cursos de cooperativismo é uma ferramenta importante, mas não a única de algumas coisas que nós fazemos aqui. Nos congressos de educação médica, nós temos deixado um espaço para a Unimed falar sobre cooperativismo aos nossos alunos, para que o aluno saia e já tenha uma idéia na sua graduação do que é uma cooperativa médica. Talvez essa também seja mais uma ferramenta”. (E35)

SEXTO NÍVEL

“A luta maior é conscientizar o médico para essa mudança, dele assumir o cooperativismo, isto é; a coletividade, o coletivismo e não o individualismo, né. Essa é a mudança cultural do médico [...] ele vê muito específico, ele vê a parte, ele não tem essa visão, e o cooperativismo é uma visão do todo, é uma visão sistêmica e o médico não tem isso, ele já é mal formado na faculdade. Ele não é formado para o social mesmo”. (E6).

“O médico ainda não sentiu a necessidade de participar da sua cooperativa, porque ele ainda está numa boa, mas isso seguramente, nos próximos 5 anos, pela socialização vai mudar e ele vai ter que obrigatoriamente, participar”. (E35)

Primeiro nível

Tema 1 COOPERATIVA UNIMED: QUE SISTEMA É ESTE?...

[....]

Segundo nível

Tema 2 O MÉDICO COOPERATIVADO... Tema 3 O QUE LEVA O MÉDICO A ENTRAR NA

Unimed...

Tema 4 O INGRESSO

Restrições para o ingresso... Ingresso universal... Curso de cooperativismo...

[...]

Terceiro nível

Tema 5 RELAÇÃO

COOPERADO versus Unimed

Um convênio...

Uma cooperativa...

Tema 6 RELAÇÃO

COOPERADO versus USUÁRIO

O médico...

O usuário...

[...]

Quarto nível

Tema 7 ADMINISTRANDO A COOPERATIVA UNIMED

O poder como dominação....

O poder como serviço...

[...]

Quinto nível

Tema 8 EDUCAÇÃO COOPERATIVA...

[...]

Sexto nível

Tema 9 O FUTURO

Resistência à mudança Repensando a Unimed Novo paradigma na prevenção

Socialização da medicina O cooperativismo Educação do usuário A comunidade Solidariedade/altruísmo Expectativa Como seria sem a Unimed?