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Kemal Tahir’in Tarihî Romanları 24 

1.5. Edebi Kişiliği ve Romancılığı 15 

1.5.2. Kemal Tahir’in Tarihî Romanları 24 

As tabelas 5.9 e 5.10 demonstram discordância entre as medidas obtidas nas telerradiografias em normas lateral e frontal, em comparação com o padrão ouro. Entretanto, um achado interessante nesta pesquisa, foi a acurácia encontrada

para a medida da grandeza Co-Gn obtida nas telerradiografias em norma lateral, para ambos os examinadores e na comparação com as medidas físicas. Enquanto a maioria das medidas não apresentou concordância, com valores acima das medidas físicas (exceção da grandeza Co-A que apresentou valor inferior nas telerradiografias), a medida da grandeza Co-Gn apresentou acurácia semelhante à 3D-TC. As diferenças observadas nas telerradiografias, quando comparadas com o padrão ouro (acurácia) e com a 3D-TC, para as medidas das grandezas AZ-ZA, AG- GA e ENA-Me, podem ser facilmente explicadas pela magnificação inerente ao feixe de raios X, por se tratarem de medidas obtidas em um mesmo plano sagital (ENA- ME) e coronal (AZ-ZA, AG-GA). Entretanto, as discordâncias e imprecisões da medida da grandeza Zm(d)-Zm(e) são explicadas pela dificuldade de localização deste ponto cefalométrico nas telerradiografias frontais, em contraste com as imagens de 3D-TC (Apêndice F).

No presente trabalho, não foi utilizada tabela de correção de magnificação, em primeiro lugar, por não se tratar de estudo comparativo com padrões normais pré-estabelecidos, em populações específicas como os estudos de crescimento, por exemplo, (DIBBETS; NOLTE, 2002). Em segundo lugar, as tabelas e cálculos de correção de magnificação são complexos e pouco utilizados na rotina dos consultórios e em laboratórios de documentação. Finalmente, esperava-se encontrar alguma concordância para as medidas das grandezas Co-A e Co-Gn por se tratarem de medidas diagonais, em que os pontos estão localizados em diferentes planos sagitais, sujeitos a diferentes taxas de magnificação ao longo da sua trajetória espacial nos planos axial e sagital (Apêndice E). Observou-se que a alta concordância na acurácia da medida da grandeza Co-Gn, se deve ao efeito

“paralaxe”15, que compensou a magnificação que as outras medidas estavam

sujeitas, com exceção da medida da grandeza Co-A que, apresentou valores menores nas telerradiografias do que nas medidas físicas, sofrendo desta forma, “demagnificação” (DIBBETS; NOLTE, 2002; GOLDREICH, 1998; YOON, 2001) A importância dessas grandezas cefalométricas, está no relacionamento da mandíbula com a face média e altura facial antero-inferior, (MCNAMARA, 1984).

Com relação à comparação das medidas obtidas por meio da tomografia computadorizada em comparação com o padrão ouro, os resultados das correlações intraclasse, observados nas Tabelas 5. 13 e 5.14, confirmam a alta acurácia da 3D- TC para todas as oito medidas, com apenas duas medidas para o examinador 02 que apresentaram uma correlação intraclasse abaixo de 0,8. Quanto ao erro percentual, os valores variaram de 1,2% a 4,1%, com apenas três medidas excedendo 3% de erro, corroborando vários estudos anteriores (CAVALCANTI; ANTUNES, 1999; CAVALCANTI; VANNIER,1999; KITAURA et al., 2000; KIM et al., 2002; KUSNOTO et al., 1999; HOLBERG et al., 2005; PARK, 2006; TOGASHI et al., 2002)

Assim como, no trabalho de Lascala, Panela e Marques (2004), que avaliou medidas lineares por meio da TCFC, outro achado importante deste estudo foi o viés encontrado nas medidas em 3D-TC, que tenderam a apresentar valores menores do que as medidas físicas, como bem ilustram os gráficos de Bland-Altman (5.14 a 5.28). Apesar do tamanho da amostra ser limitado, o que poderia inferir imprecisão, ou inacurácia, vale ressaltar que outras pesquisas semelhantes, com crânios

15do Gr. parállaxis, mudança,

deslocamento da posição aparente de um corpo, devido a uma mudança de posição do observador.

humanos, utilizaram amostras menores (KIM et al., LASCALA; PANELA; MARQUES, 2004; MATTESON et al., 1989; RICHTSMEIER et al., 1995).

O uso de instrumentos de medições físicas diretas, como paquímetros, compassos, também estão sujeitos a algum nível de imprecisão, o que implica em cuidado na utilização da TC quando combinados com a utilização de dados obtidos por meio de paquímetros, compassos ou outros métodos diretos (RICHTSMEIER et al., 1995). Entretanto, a presença desta tendência a valores inferiores das medidas em 3D-TC configura-se como um erro sistemático, porém, sem significado clínico aparente. Lopes (2006) utilizando o mesmo protocolo e a mesma amostra deste trabalho, não encontrou diferenças estatisticamente significantes entre as medidas intra-examinador e interexaminadores nem entre as medidas físicas em 3D. Em estudos de TC convencional, erros de mensurações iguais ou menores do que 5% são clinicamente aceitáveis. (HILGERS et al., 2005)

Apesar da precisão e acurácia da 3D-TC, ocorreu pequena variação da medida da grandeza AG-GA que pode ser explicada, em parte, pela variação decorrente dos próprios examinadores, em função da diferença entre os conceitos prévios das definições destes pontos cefalométrico (AG e GA) que, na telerradiografia em norma frontal, pode ser facilmente demarcado na incisura antegonial. Mas, na 3D-TC, a visualização de uma “imagem anatômica real”, em função da grande interatividade inerente ao método, pode ter gerado alguma discordância no momento da demarcação dos pontos AG e GA, por se tratar de referência localizada em uma superfície óssea, no contorno inferior do corpo mandibular. Para Stabrun e Danielsen (1982), a reprodutibilidade na demarcação dos pontos cefalométricos depende da estrutura anatômica que está relacionada ao ponto. De acordo com Jarvinem (1987), a variabilidade na mensuração de

grandezas cefalométricas lineares pode estar relacionada a erros na técnica e imprecisão dos operadores, problemas na determinação dos pontos de referência, principalmente em áreas de contorno ósseo ou com relativa variabilidade anatômica como a mandíbula. Esse autor recomenda a utilização de pontos anatômicos ao invés de pontos de referência, como, “... o ponto mais anterior do contorno”, ou “... o ponto mais profundo da curvatura”; para reduzir a variação nas mensurações cefalométricas lineares.

Com relação à comparação entre as diferenças de ambos os métodos com as medidas físicas por meio dos testes t de Student pareados, que pode ser visualizada na Tabela 5.15, todas as medidas apresentaram diferenças estatísticas, com exceção da medida da grandeza Co-Gn que não apresentou diferença estatística para ambos os examinadores e as medidas das grandezas Zm(d)-Zm(e) e AG-GA que não apresentaram diferenças significativas para o examinador 01.