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Kelime Bilgi Düzeyi ile Okuduğunu Anlama BaĢarısının Okul Önces

I. BÖLÜM

4. BULGULAR VE YORUM

4.2. AraĢtırmanın Ġkinci Alt Problemine Yönelik Bulgular

4.2.4 Kelime Bilgi Düzeyi ile Okuduğunu Anlama BaĢarısının Okul Önces

A SUDENE reformulada, segundo o artigo 5º da Lei Complementar nº 125/2007, possui três principais instrumentos de ação para o desenvolvimento: O Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste – PRDNE; o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste – FNE, e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste – FDNE. Mas também são considerados instrumentos complementares da Autarquia, segundo os incisos VIII e IX do artigo 4º da mesma lei, a articulação e apoio complementar a iniciativas específicas de desenvolvimento sustentável, a administração dos incentivos e benefícios fiscais e financeiros regionais. Cada um desses instrumentos possui suas peculiaridades, conforme se segue:

 O Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) possui o escopo de fornecer

orientações para os processos de gestão e operação dos demais instrumentos de ação. O processo de formulação, monitoramento, avaliação anual do PRDNE é tecnicamente conduzido pela SUDENE sob a supervisão do Ministério da Integração. Segundo o art. 13 da Lei Complementar 125/2007, serão implementados sucessivos Planos Operativos de periodicidade anual, que compreenderão, pelo menos, avaliações recentes de diretrizes, prioridades e programações relativas ao FNE, FDNE e Incentivos Regionais, destacando o estágio da execução dos respectivos projetos, programações finalísticas contidas do orçamento do Ministério da Integração e órgãos vinculados e conjuntos de programas, iniciativas e projetos estratégicos para o desenvolvimento regional.

 O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) tem suas origens na Lei nº

7.827/89 que foi alterada pela Lei Complementar nº 125/2007, e se direciona à concessão de financiamentos em condições especiais a empresas de micro, pequeno e médio portes, que aportem contribuição relevante ao desenvolvimento da região, criando novas oportunidades de trabalho e ampliando a distribuição de renda. É o Conselho Deliberativo da SUDENE que gerencia o Fundo, especialmente no que concerne à sua adequação às metas e prioridades anuais. A operação do Fundo, todavia, é realizada pelo Banco do Nordeste do Brasil de acordo com as normas do Banco Central e Ministério da Fazenda.

 O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) visa assegurar os recursos para a

realização de investimentos em infraestrutura e serviços, assim como iniciativas empreendedoras com grande capacidade de criação de novos negócios e atividades produtivas em sua área de atuação. É importante ressaltar que empreendimentos decorrentes dos projetos implantados com o financiamento do FDNE também podem receber benefícios concernentes aos incentivos especiais, o que lhes abre a oportunidade de aumento da produtividade e competitividade nos mercados de atuação.

 As medidas de articulação e apoio complementar a iniciativas específicas de

desenvolvimento sustentável ocorrem mediante convênios ou acordos de cooperação técnica com instituições e entidades públicas ou privadas que estejam desenvolvendo atividades similares e que tenham interesses convergentes, programas, ações ou projetos direcionados para a ampliação e fortalecimento das estruturas produtivas e da infraestrutura física de apoio, para a capacitação para o empreendedorismo, gestão empresarial e atividades produtivas e para a organização e disponibilização de informações e dados confiáveis sobre as condições físicas do meio ambiente.

 Por fim, os incentivos especiais se concretizam mediante a ampliação e aumento da

produtividade do trabalho e mediante o progresso na questão da distribuição de renda nos setores e áreas beneficiadas, em decorrência de medidas de implantação, ampliação, diversificação ou modernização de empreendimentos produtivos que se habilitarem para seu usufruto (SUDENE, 2014).

Os incentivos e benefícios fiscais se incluem nesta última categoria e são geridos pela SUDENE. Possuem como fonte a redução de imposto sobre a renda e adicionais não

restituíveis, calculado com base no lucro da exploração da atividade econômica, e destinam-se às pessoas jurídicas que são titulares de projetos que visam à implantação, modernização, ampliação ou diversificação de empreendimentos (SUDENE, 2014).

Para os fins da aplicação das isenções vistas até então, o conceito de implantação é aquele referente à implantação de uma nova unidade produtora no mercado; diversificação é aquele que introduz novas linhas de produção para novos produtos ou serviços; ampliação é aquele referente ao aumento da capacidade real instalada do empreendimento, e modernização é aquele que introduz novas tecnologias, métodos ou meios de produção, modernizando o processo produtivo de um empreendimento (BRASIL, 2002).

De acordo com o art. 2º do Decreto 4123/2002, são considerados prioritários para fins dos benefícios, os empreendimentos nos setores de infraestrutura, de turismo, de agroindústria, de agricultura irrigada, da indústria extrativa de minerais metálicos, da eletroeletrônica, da indústria de componentes (microeletrônica) e da indústria de transformação, que compreende os setores têxtil, de artigos do vestuário, couros e peles, calçados de couro e de plástico e seus componentes; produtos farmacêuticos, considerados os farmoquímicos e medicamentos para uso humano; fabricação de máquinas e equipamentos (exclusive armas, munições e equipamentos bélicos), considerados os de uso geral, para a fabricação de máquinas-ferramenta e fabricação de outras máquinas e equipamentos de uso específico; minerais não-metálicos, metalurgia, siderurgia e mecânico; químicos (exclusive de explosivos) e petroquímico, materiais plásticos, inclusive produção de petróleo e seus derivados; de celulose e papel, desde que integrados a projetos de reflorestamento; de pastas de papel e papelão; material de transporte; madeira, móveis e artefatos de madeira, e alimentos.

A seguir, são apresentados os tipos de incentivos especiais previstos, que fazem parte do cenário do município analisado, e que são elementos constituídos do plano central de desenvolvimento no Nordeste, que visa, principalmente, a modernização dos meios de produção e o desenvolvimento de determinados setores na economia da região.

4.2.1 Isenções do IRPJ (Programa de Inclusão Digital)

A isenção do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas se destina a empresas titulares de projetos de implantação, modernização, ampliação ou diversificação de empreendimentos,

protocolizados até 31/12/2018. O incentivo se constitui da isenção do imposto, inclusive de adicionais não-restituíveis, pelo prazo de 10 (dez) anos para as atividades de fabricação de máquinas, equipamentos, instrumentos e dispositivos baseados em tecnologia digital, voltados para o programa de inclusão digital.

Para estar apta a receber o benefício, a unidade produtora do objeto de incentivo deve estar localizada e em operação na área de atuação da SUDENE; as atividades do empreendimento devem pertencer aos setores da economia considerados prioritários para o desenvolvimento regional e deverão ser limitadas à fabricação de máquinas, equipamentos, instrumentos e dispositivos, baseados em tecnologia digital, voltados para o programa de inclusão digital. A pessoa jurídica titular também deve ser optante da tributação com base no lucro real, para efeito de fruição do benefício (SUDENE, 2014).

4.2.2 Reduções de 75% do IRPJ para novos empreendimentos

A redução de 75% do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas se destina às demais pessoas jurídicas titulares de projetos de implantação, modernização, ampliação ou diversificação de empreendimentos que não os incluídos no programa de Inclusão Digital, que sejam protocolizados até 31/12/2018. O benefício se dá mediante redução de 75% (setenta e cinco por cento) do imposto, inclusive adicionais não-restituíveis, pelo prazo de 10 (dez) anos.

Para ser candidata apta ao recebimento do benefício, a Pessoa Jurídica deve estar localizada e em operação na área de atuação da SUDENE; as atividades do empreendimento devem estar entre os setores da economia considerados como prioritários para o desenvolvimento regional, e a pessoa jurídica titular do empreendimento deve ser optante da tributação com base no lucro real (SUDENE, 2014).

4.2.3 Reinvestimentos do IRPJ

O Reinvestimento do IRPJ se destina a pessoas jurídicas com empreendimentos em operação na área de atuação da SUDENE, com o reinvestimento de 30% (trinta por cento) do imposto em projetos de modernização ou complementação de equipamento até o ano de 2018. As condicionantes para habilitação a benefício são as mesmas das modalidades anteriores.

A operacionalização do reinvestimento se dá quando a empresa tem seu projeto aprovado. A SUDENE emite uma ordem de liberação, autorizando o BNB a proceder a transferência imediata dos recursos depositados em conta vinculada, devidamente corrigidos, para a livre movimentação da pessoa jurídica beneficiária do incentivo. As empresas que recebem o benefício devem reaplicar os recursos do IRPJ, obrigatoriamente, em projetos na área de atuação da SUDENE e, exclusivamente, em máquinas e equipamentos cujas inversões poderão já ter sido realizadas no ano-base do exercício financeiro a que corresponder o depósito no BNB. A incorporação dos recursos liberados deve ser feita no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, cotados a partir do encerramento do exercício social em que houve a liberação pela SUDENE. A partir da realização do investimento com os recursos, a empresa deverá encaminhar à SUDENE cópia autenticada dos documentos referentes à operação, devidamente registrados no órgão competente ou exemplar do Diário Oficial onde tenham sido publicados aqueles documentos, nos casos em que a legislação demandar tal formalidade (SUDENE, 2014).

4.2.4 Isenções do AFRMM

A Isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) é direcionada a pessoas jurídicas cujos empreendimentos se implantarem, modernizarem, ampliarem ou diversificarem no Nordeste até 31 de dezembro de 2015, com a isenção do referido adicional. Como requisitos para o benefício, a unidade produtora deve apenas estar localizada na Região Nordeste do Brasil e o empreendimento deve ser considerado prioritário para o desenvolvimento regional (SUDENE, 2014).

4.2.5 Depreciação Acelerada

A depreciação acelerada é destinada àqueles que já são beneficiários do Incentivo Fiscal de Redução de 75% do IRPJ. O benefício se traduz em depreciação acelerada incentivada de bens adquiridos, para efeito de cálculo do imposto de renda e no desconto dos créditos da Contribuição para o PIS/PASEP e da Cofins. Para ser beneficiária do benefício, a empresa deve cumprir todos os requisitos do benefício referente à redução de 75% do IRPJ e a unidade produtora do empreendimento deve estar localizada em microrregiões menos desenvolvidas na área de atuação da SUDENE.

A fruição do incentivo, necessariamente, fica condicionada ao gozo do benefício da redução do IRPJ, e o direito ao desconto ocorrerá no prazo de 12 (doze) meses, contados da aquisição dos créditos da Contribuição para PIS/PAEEP e da Cofins. O direito ao desconto se aplica às máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos e destinados à incorporação do ativo imobilizado da empresa. A depreciação acelerada consiste na depreciação integral no mesmo ano da aquisição ou até o 4º (quarto) ano subsequente à aquisição (SUDENE, 2014).

Percebe-se que, de forma ampla a partir da leitura dos dispositivos legais e da prescrição normativa, que os incentivos federais possuem feições genéricas e visam beneficiar certas áreas prioritárias, mas não há planejamento ou projeto de desenvolvimento que aproveite as potencialidades locais, cabendo ao mercado o ajuste dos empreendimentos incentivados. No município esse traço também se faz presente, como se verá a seguir.