I. BÖLÜM
4. BULGULAR VE YORUM
4.2. AraĢtırmanın Ġkinci Alt Problemine Yönelik Bulgular
4.2.5 Kelime Bilgi Düzeyi ile Okuduğunu Anlama BaĢarısının Annenin Öğrenim
No município de Montes Claros/MG, a concessão de incentivos fiscais é regulamentada pela Lei Complementar nº 04 de 07 de Dezembro de 2005 (Código Tributário Municipal) e pelo Decreto nº 2.283 de 26 de Outubro de 2006. De acordo com o art. 4º do referido decreto, os incentivos estão destinados ao fomento do desenvolvimento econômico-social, consistindo na doação e subsídio para aquisição de área de terreno, na isenção parcial ou integral do IPTU – Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana -, do ITBI – Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis -, ou do ISSQN – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - e na isenção de Taxas, Contribuições e Preços Públicos.
Todas as decisões relevantes de incentivo fiscal no município devem passar pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, composto por um representante de cada um das seguintes entidades: a) Associação Comercial e Industrial de Montes Claros - ACI; b) Câmara dos Dirigentes Lojistas - CDL; c) Câmara Municipal de Montes Claros; d) Central Única dos Trabalhadores - CUT/Seção Montes Claros; e) Federação das Indústrias de Minas Gerais/Regional Norte – FIEMG/Norte; f) Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Minas Gerais/Norte; g) Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento; h) Secretaria Municipal de Fazenda; i) Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo; j) Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e k) Sociedade Rural de Montes Claros.
São atribuições do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social: a) deliberar sobre a concessão dos incentivos fiscais; b) solicitar fiscalização de cumprimento das condições exigidas para outorga dos incentivos; c) deliberar sobre a prorrogação, suspensão ou o cancelamento dos incentivos; d) deliberar sobre os prazos de inspeção dos compromissos assumidos pela beneficiária dos incentivos; e) fixar o prazo para o cumprimento ou comprovação do atendimento dos requisitos para concessão dos incentivos; f) apresentar ao Executivo Municipal sugestões de políticas públicas e incentivos importantes para fomentar o desenvolvimento econômico e social do Município.
É condição imprescindível à outorga dos incentivos de qualquer natureza na cidade de Montes Claros/MG, cumulativamente, que a empresa requerente atenda às seguintes condições: a) a geração de mais de 50 (cinquenta) empregos diretos de forma imediata ou gradativa; b) o cumprimento do prazo de permanência da empresa no Município, conforme deliberação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Industrial; c) a obediência à legislação municipal, especialmente às normas de proteção do meio ambiente, e d) a comprovação de regularidade com a previdência social (art. 4º, § 2º Dec. 2.283/06).
Em relação aos incentivos em espécie, para a concessão do incentivo à instalação de novas empresas, é necessário que a Pessoa Jurídica beneficiária não tenha atuado no Município até 31/12/2004; que não seja oriunda de fusão, cisão, incorporação, desmembramento de sociedade ou qualquer outra transformação societária, ou constituída por pessoas interpostas; e que não ofereça embaraços à fiscalização municipal.
O incentivo consiste na isenção integral ou parcial de tributos municiais pelo prazo de até 10 (dez) anos, uma vez atendidas algumas condições: a) seja observado o compromisso de geração e manutenção, de forma imediata ou gradativa, de no mínimo 50 (cinquenta) empregos diretos; b) seja observado o compromisso de geração e manutenção imediata de, no mínimo 50 (cinquenta) empregos diretos, sendo estes elevados para 100 (cem) no espaço de 01 (um) ano, resguardado ao portador de deficiência física o direito de participação em, pelo menos, 4% (quatro por cento) das vagas ofertadas, a partir da instalação do empreendimento; c) seja instituído um prazo mínimo de permanência da empresa na cidade, e d) a empresa cumpra regularmente as normas municipais, mormente quanto às normas ambientais.
A prefeitura é autorizada, mediante a Lei nº 2.300/95, a adquirir e/ou fazer doações de terrenos, assim como subsidiar ou participar de aquisição deles, de comum acordo com as indústrias que forem implantadas no município. Para usufruir desse incentivo, há a necessidade, segundo o art. 6º dessa lei, de geração de 100 (cem) novos empregos diretos, pelo menos, com absorção mínima de 80% de mão-de-obra local. É preciso, ainda, que seja uma indústria de relevante interesse econômico e social, e que não haja qualquer tipo de dano ao meio ambiente, em especial aos mananciais fluviais.
Para os incentivos de isenção do IPTU, do ITBI, do ISSQN e das taxas municipais, há um sistema de pontuação e percentuais definidos em lei para tal. Esse sistema de pontuação privilegia, principalmente, quatro fatores: a geração de empregos diretos, o estímulo à contratação de pessoas de até 26 anos de idade em primeiro emprego, o estímulo à contratação de pessoas carecedoras de necessidades especiais e o incentivo conforme o aporte de recursos. Na hipótese do IPTU, o incentivo é extensivo ao imóvel utilizado nas instalações da empresa, ainda que na condição de locatária ou possuidora a qualquer título, desde que ali se evidencie o exercício de atividades da empresa. Os incentivos têm vigência de até 10 (dez) anos, a partir da decisão de outorga do benefício (DECRETO 2.283/2006).
Em relação ao incentivo especial às empresas de tecnologia ou estratégicas, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social poderá outorgar acréscimos de incentivos e tratamento diferenciado na aplicação de incentivo de doação de terrenos, como um instrumento de estímulo às empresas que se enquadrem nas seguintes linhas de ação: a) quando estratégicas, se forem empresas de semicondutores, softwares, bens de capital ou fármacos e medicamentos, e b) se atividades portadoras do futuro, se se tratar de empresa de biotecnologia, nanotecnologia e biomassa ou energia renovável.
Além dos incentivos gerenciados pela SUDENE previamente vistos e dos incentivos concedidos diretamente pela prefeitura municipal, o município conta ainda com a atuação proativa do banco do Nordeste – BNB, que oferece linhas de crédito específicas, como, por exemplo, o cresceNordeste, o Crediamigo, o Finor e o reinvestimento. Além do BNB, o comércio, os pequenos e médios empresários e o setor rural da região contam com suporte financeiro oferecido pelas Cooperativas de Crédito dos Comerciantes de Montes Claros (CREDIMONTES), pela Cooperativa de Crédito do Norte de Minas Ltda. (CREDINOR), e pela Cooperativa de Crédito dos Pequenos Empresários, Microempresários e Microempreendedores
do Norte de Minas Ltda. (CREDINOSSO). Todas são instituições idealizadas e mantidas por empresários locais.
Por parte do Governo Estadual, a região encontra-se apta a pleitear e receber incentivos a novos investimentos, tais como o Geraminas, na linha de crédito para capital de giro e expansão, e o BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais –, que disponibiliza crédito para a indústria e comércio nos municípios mineiros.
Percebe-se que a prefeitura opta por uma legislação que autoriza a concessão de incentivos fiscais conforme a quantidade de empregos criados. A deliberação sobre a concessão dos incentivos passa por um conselho de cidadãos e instituições, que possuem uma série de responsabilidades relacionadas ao desenvolvimento econômico da cidade. A compreensão de como se dá essa dinâmica entre cidadãos e incentivos federais e municipais é importante para compreender a própria dinâmica de desenvolvimento do município. Muito pouco se vê na legislação municipal relacionado a outras prioridades que não a geração de empregos – as externalidades são deixadas de lado em função do mero efeito imediato das concessões.
No próximo capítulo, será exposto o percurso metodológico da presente pesquisa e serão indicados os materiais e métodos utilizados para responder aos problemas de pesquisa propostos, bem como atender aos objetivos levantados para a presente dissertação.
5 PERCURSO METODOLÓGICO
O presente trabalho buscou analisar a adequação da política de concessão de incentivos fiscais à abordagem contemporânea de desenvolvimento local no contexto de Montes Claros/MG. Para responder ao problema de pesquisa, a formação do trabalho ocorreu em diferentes momentos. A primeira etapa foi uma das mais importantes, que foi a formação das referências teóricas e de casos anteriores, visto que essa construção anterior à condução de qualquer coleta de dados é um ponto da diferença entre os estudos de caso e os métodos relacionados, como a etnografia
e a “grounded theory”. Isso é essencial para o desenvolvimento ou teste da teoria, que molda a
visão do pesquisador e o orienta na análise do caso (YIN, 2010). Para responder ao questionamento trazido pelo problema de pesquisa, optou-se pela utilização de uma pesquisa descritiva em relação aos fins, e de campo em relação aos meios.
Como técnica de pesquisa propôs-se utilizar um estudo de caso, delineado por Gil (2010) como uma modalidade de pesquisa amplamente utilizada nas ciências por permitir um estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira a tornar possível seu amplo e detalhado conhecimento. Dessa forma, seguindo a tipologia de estudos de casos apresentada por Yin (2010), a presente pesquisa buscou seguir o formato de um estudo de caso com enfoque holístico que envolve os efeitos advindos de políticas públicas de concessão de benefícios e incentivos para grandes indústrias em um município específico. Com o intuito de respaldar a confiabilidade da pesquisa, apresentam-se alguns breves delineamentos teóricos e práticos acerca do estudo de caso, as estratégias utilizadas nesta pesquisa e seus procedimentos de coleta, de tratamento e de análise dos dados para a confecção final da dissertação.