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3. KAR AMAÇSIZ İŞLETMELERDE HİLE KAVRAMI VE DENETİMİ

3.8. KAR AMAÇSIZ İŞLETMELERDE HİLE BELİRTİLERİ

Fases da construção do modelo Ação Metodologias

 Construção da realidade local.  Busca das potencialidades do espaço social e territorial da comunidade.

 CTM52

 Espaço-comunidade: formação do sistema de atores/rede de trabalho.

 Formar grupos de decisores e facilitadores a partir das suas potencialidades humanas, técnicas e científicas, buscando priorizar a subjetividade humana.

 MCDA53 e rodas de conversa.

 Planejamento das ações em campo;

 Descobrir e encorajar as potencialidades humanas, técnicas e científicas promovendo a gestão territorial participativa.

 Analisar as diferentes ações na comunidade, atores participantes, locais prováveis

para multiplicar o

conhecimento;

 Local apropriado para a promoção e formação de gestores locais;

 Democratização da

 Mapas temáticos;

 Sistema integrado de atores por meio do planejamento participativo e da atuação

interdisciplinar e

interinstitucional.

52 O CTM é uma importante ferramenta catalisadora de informações socioeconômicas e ambientais da comunidade, e descreve, também, as diversas estruturas existentes, os fenômenos, os mecanismos, as teorias e as práticas que atuam sobre o dinamismo local. A principal característica desse cadastro é propor a multifinalidade dispondo de diferentes informações multifacetadas nas áreas socioeconômicas e ambientais num determinado escopo de espaço e tempo, a partir de regras e normas predeterminadas.

53 De acordo com a escola européia, a metodologia MCDA baseia-se nas seguintes convicções básicas: onipresença da subjetividade e interpenetrabilidade, com a objetividade no processo decisório, assim como no paradigma da aprendizagem pela participação e no construtivismo. Mas tais convicções só se justificam se estiverem integradas a um sistema de processo de apoio à decisão, que é formado pelos subsistemas de atores e ações.

Na abordagem MCDA, os problemas são complexos, tipo SOFT, e pressupõe que existam diversos atores envolvidos no processo decisório; considera também o subjetivismo dos atores e que os objetivos não estão claramente definidos e estruturados, enfatizando, assim, a fase de estruturação. O MCDA pode lidar com qualquer tipo de problema complexo. A metodologia é adaptável a todas as ocasiões em que os decisores estejam incertos quanto ao caminho a seguir, ou sempre que se depararem com interesses conflitantes. O método é capaz de organizar a complexidade e incluir considerações subjetivas, de sintetizar informações e julgamentos e de uniformizar conhecimentos. Além disso, fornece uma abordagem estruturada para decisões complexas, considerando dados quantitativos e julgamentos subjetivos, além de permitir ao(s) decisor(es) um retrato gráfico do problema na forma de uma hierarquia.

109 informação de alcance

comunitário por meio da comunidade.

Fonte: Beni (2006)

Nelson e Winter estudando aspectos da Nova Economia Institucional, leva-nos a refletir sobre as novas tendências de lidar com assuntos relativos ao desenvolvimento numa perspectiva dialética, perpassando por questões transversais que no seu conjunto mostram a importância do desenvolvimento econômico local baseado num sistema de parcerias e redes sociais. A visão destes autores encaminha-nos a estudar os enfoques e as perspectivas da gestão do desenvolvimento local.

4.9. A Sociedade Civil na Planificação Participativa (uma avaliação)

Alguns autores preocupados com o papel da Sociedade Civil na procura da avaliação do desenvolvimento econômico local mostram que, [a avaliação] começou por ser um ato social e político, e as suas conclusões estão sujeitas a discussão pública (utilização política da avaliação). O objetivo é fornecer ao público informações acerca da eficácia da utilização de recursos públicos pela administração. Neste contexto, a avaliação torna-se num instrumento do processo democrático, na medida em que informa os cidadãos, proporciona responsabilização e obtém aprovação social para as intervenções do Estado (DIEZ, MALAGON & IZQUIERDO apud

EVALSED: 2007-2013; pp. 88).

Quando pretendermos entrar na capacidade de avaliação participativa, ela deve, em primeiro lugar, constituir uma prática útil a todos os responsáveis pela execução do programa; porém, também deverá proporcionar a mesma função a todos os potenciais utilizadores e entidades coletivas afetadas pelos seus resultados, beneficiários, organismos sociais, associações civis, etc. Nesta perspectiva, a avaliação torna-se, assim, um exercício destinado a dar resposta às necessidades de informação dos agentes sociais na sua totalidade, e vai, inclusivamente, ao ponto de promover a sua participação ativa no processo de desenvolvimento.

Um sistema de planifiação e avaliação sustentável de desenvolvimento não pode estar confinado aos governos ou mesmo ao setor público. A Sociedade Civil também pode originar procura de planificação e avaliação. O reforço da avaliação é visto, muitas vezes, como um processo descendente nacional ou, mesmo, transnacional ao passo que, a planificação é vista

110 como local. A responsabilização e a aprendizagem decorrem ao nível dos decisores políticos, esperando-se que outros atores, de níveis hierarquicamente inferiores, satisfaçam os requisitos da comunidade política. Em termos de concepção contemporânea de políticas, esta perspectiva descendente é anacrónica. Deste modo, a participação, o envolvimento ativo, a responsabilidade e a transparência pressupõem que os atores da Sociedade Civil se encontram, eles próprios, empenhados na prestação de serviços e na decisão política pública, e tem responsabilidades de eficiência e capacidade de resposta, partilhadas com os governos. O desenvolvimento de capacidades tem que incluir atores da Sociedade Civil para ser fiel à lógica e aos valores da Reforma do Setor Público. Este processo poderá alcançar-se através da consulta pública, procurando contribuições para as prioridades de um plano de avaliação anual, e garantindo, conforme referido anteriormente, uma representação alargada dos interesses das comissões diretivas e dos conselhos consultivos.

Com efeito, impõe-se, naturalmente, o caso da avaliação ser executada nos distritos referidos, em primeiro lugar, em resposta à procura a nível nacional, mais do que com o objetivo de satisfazer necessidades de responsabilização externas (por exemplo, a FMI, BIRD, etc.), e estes processos de avaliação precedam ou, pelo menos, desenvolvam-se independentemente dos regulamentos dos fundos estruturais e dos sistemas de avaliação a eles associados. Porém, ainda mais surpreendente é a natureza centralizada e multi-nível da avaliação, que não reflete as realidades da governança multi-nível.

4.10. Participação e Promoção da Inclusão Social

As avaliações de medidas de luta contra a pobreza e de promoção da inclusão social em Moçambique, nem sempre têm em consideração os efeitos no desenvolvimento socioeconômico local. Estão, sobretudo, preocupados com a eficácia ao nível do alcance dos objetivos específicos para os quais foram criadas, através de abordagens de avaliação específicas, como a avaliação de resultados.

O objetivo de lutar contra a pobreza e a exclusão social está agora a começar a ser integrado em partes importantes da política moçambicana, tanto a nível nacional como comunitário. A complexidade e multidimensionalidade da exclusão social requerem a mobilização de um grande número de políticas sob uma estratégia geral. Paralelamente à política

111 de emprego, também a proteção social desempenha um papel fundamental, ao passo que a importância de outros fatores como a habitação, a segurança e a justiça, a saúde, a informação e as comunicações, a mobilidade, o lazer e a cultura é cada vez mais reconhecida.

A exclusão social é um tema multidimensional que incide sobre várias questões: pobreza, desemprego, deficiência, imigração e diversidade étnica - e os grupos mais marginalizados e excluídos, como ex-prisioneiros, toxicodependentes, os sem-abrigo, crianças de rua ou pessoas que têm alta de instituições, exilados etc. A exclusão social é um conceito relativo (ver definições na Caixa 7 abaixo: Duas definições de exclusão social). O Tratado de Amesterdão (1997) foi o primeiro a integrar artigos específicos (Artigos 136 e 137) relacionados com a luta contra a exclusão social. Consequentemente, o enfoque na luta contra a exclusão social alargou- se, passando de um assunto meramente nacional para uma questão fundamental da Política para a Inclusão Social na União Européia (UNIÃO EUROPÉIA: 2000).