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4. TÜRKİYE’DE KAR AMAÇSIZ İŞLETMELERDE HİLE RİSKİ ANALİZİ VE HİLE

4.2 TÜRK KÜLTÜR VAKFI (TKV) VE HİLE DENETİMİ

4.2.1 ÇALIŞMANIN KAPSAMI

4.2.1.3. ACFE Hile Check-Up Listesine İlişkin Mülakat Soruları ve Cevapları

Nos cursos de design de produto, o processo de criação não é um ramo do conhecimento tratado como disciplina de modo isolado, mas é resultado de um conjunto de matérias inter-relacionadas que compõem os programas e matrizes curriculares dos cursos de design. Nesse sentido, o processo de criação na formação do designer se constitui de conhecimento adquirido a partir das experiências práticas de projeto propostas ao longo do seu programa, garantindo que o indivíduo desenvolva a competência da criação.

A construção da linguagem dos produtos é componente fundamental desse processo de criação, pois é responsável pela aparência e, consequentemente, pela mensagem do produto final. Portanto, interessa agora introduzir algumas reflexões sobre o modo como se dá o ensino e aprendizagem da construção da linguagem dos produtos no âmbito acadêmico, valendo-me, nesse caso, da minha experiência como pesquisador e docente da área.

Assim, podemos observar que, mesmo diante dos esforços dos cursos para compor um programa de formação interdisciplinar integrando teoria e prática, como estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ministério de Educação e Cultura20, a maioria dos cursos de design de produto compõem as disciplinas de modo isolado. Logo, o domínio da linguagem não verbal, ou seja, da linguagem dos produtos, é exercitado nas disciplinas denominadas como Linguagem Visual, Linguagem Visual Bidimensional, Linguagem Visual Trimensional ou Metodologia Visual Bidimensional21, que têm o objetivo de apresentar as

                                                                                                                         

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Entrevista concedida por Barão di Sarno no escritório Questto\Nó em São Paulo, SP, em 03/09/2013.

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Entrevista concedida por Levi Girard no escritório Questto\Nó em São Paulo, SP, em 03/09/2013.

20 Portal MEC. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rces05_04.pdf>. Acesso em:

15/09/2013.

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(1) Curso de desenho industrial da Escola Superior de desenho industrial da UERJ. Disponível em: <http://www.esdi.uerj.br/graduacao/p_curr.shtml> Acesso em: 15/09/2013. (2) Curso de desenho industrial com

noções de composição dos elementos estéticos e de linguagem visual, a fim de oferecer subsídios para o desenvolvimento de exercícios práticos. Nessas disciplinas o aluno de design exercita, portanto, a composição de linhas, superfícies, formas, proporções, cores e texturas, verificando os diferentes resultados e efeitos produzidos, num processo de descobertas.

Por outro lado, a disciplina Projeto de Produto cumpre a função de integrar o conteúdo de todo o programa de formação, estabelecendo um campo de possibilidades para o desenvolvimento do conhecimento interdisciplinar. No entanto, essa disciplina tansversal utiliza métodos clássicos de desenvolvimento de projetos na área de design, e adota técnicas de coleta e tratamento de dados, criatividade e comunicação, definindo um percurso marcado pela linearidade, próprio da criação (produção) em série. Logo, o processo de construção da linguagem dos produtos, que confere a sua aparência e mensagem, revela-se frágil, pois a maioria das disciplinas, a exemplo da Metodologia Visual, não dá conta das questões relacionadas à linguagem do produto.

Nesse sentido, os documentos de processo de criação, a exemplo dos painéis conceituais e semânticos, que empregam a técnica da associação de ideias, significados e imagens, possibilitam uma aproximação com os aspectos mais subjetivos e abstratos do produto, traduzindo e interpretando tais características numa materialidade próxima ao produto, ou seja, numa linguagem visual. Porém observamos que esse procedimento é adotado de maneira variável nos cursos de design. Possivelmente, essa condição é um índice do distanciamento dos cursos em relação à prática propriamente dita.

Numa abordagem sumária, esse tem sido o tratamento dado ao processo de criação nos cursos de design de produto, com pequenas variações entre algumas escolas do Brasil. No entanto, sabemos que o caminho da criação se dá numa ordem muitas vezes distinta das convencionais metodologias de projeto de produto, revelando um percurso criador construído por um emaranhado de elementos e ações que deixam transparecer repetições significativas no tempo, um percurso construído por conexões, interações e expansão do pensamento que conduzem a falhas, imprevistos e descobertas. Como alerta Cardoso:

Precisamos urgentemente rever nosso ensino de design, para que ele recupere um pouco do atraso considerável que o separa do meio profissional, do mercado de

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

em:<http://www.faap.br/faculdades/artes_plasticas/pdf/portaria_40/P40%20ART%20EC%20CDP%20ING%20 20121%20240812.pdf>. Acesso em: 15/09/2013. (3) Curso de design de produto da Belas Artes. Disponível em: <http://www.belasartes.br/processo-seletivo/?pagina=cursos-oferecidos&curso=design-produto&matriz>. Acesso em: 15/09/2013 (4) Curso de design industrial do Centro Universitário SENAC. Disponível em: http://www.belasartes.br/processo-seletivo/?pagina=cursos-oferecidos&curso=design-produto&matriz. Acesso em: 15/09/2013.

trabalho, das indústrias e das reais condições de vida em nosso país. Diferentemente de meio século atrás, quando as novas escolas de design se propunham a ser laboratórios de inovação e pensamento, a universidade é hoje o elo mais fraco da complexa cadeia produtiva de design (2012, p. 42).

Logo, quando analisamos o processo de criação sob o viés da teoria da crítica de processo, passamos a enxergar a complexificação do campo do design e a discutir a criação como movimento em rede, ou seja, “[...] um percurso contínuo de interconexões instáveis, gerando nós de interação, cuja variabilidade obedece a alguns princípios direcionadores” (SALLES, 2010, p. 17), afastando-se dos insights sem história.

Essa mudança de perspectiva sobre o processo de criação desloca o objeto de estudo, geralmente associado ao produto final, para as marcas e sinais deixados pelo criador durante o processo, ou seja, os documentos de criação que contêm potencial de informação sobre o modo como um produto foi concebido. No caso desta pesquisa, estamos tratando de estudar os painéis conceituais e semânticos, responsáveis pela construção da linguagem dos produtos, para assim reconstruir seu percurso de criação.