3. KAR AMAÇSIZ İŞLETMELERDE HİLE KAVRAMI VE DENETİMİ
3.7. KAR AMAÇSIZ İŞLETMELERDE HİLENİN ÖNLENMESİ
3.7.5 KAR AMAÇSIZ İŞLETMELERDE DENETİM VE GÖZETİM
O desenvolvimento local, nas atuais condições da economia e da sociedade moçambicana, não pode ser analisado sem que se coloque o problema da necessidade da geração de emprego e renda. A ação dos distritos e municípios é limitada, mas a experiência demonstra que esse nível de governo pode assumir tarefas que contribuam para romper circuitos fechados de acumulação, gerando emprego e renda (Cf. DOWBOR)54.
Os abundantes recursos naturais de Moçambique implicam a necessidade de reforçar a gestão dos mesmos e criar um quadro legal para melhorar a seleção, negociação e acompanhamento de projetos e investimentos para o desenvolvimento econômico local. Isto passa pela formação de capacidades para a gestão de programas, sobretudo em nível descentralizado. Diante os constrangimentos encontrados na abordagem do DEL em Moçambique, recomenda-se que:
No que diz respeito à descentralização e a planificação participativa como ferramentas para alcançar um DEL inclusivo, propõe-se que a abordagem dos conteúdos do desenvolvimento econômico local deve tornar produtivo o território, de modo que este se transforme numa plataforma de lançamento de iniciativas, de projetos e de ações coletivas de âmbito local. Por DEL inclusivo entende-se um desenvolvimento econômico local que ultrapassa limites geográficos e mandatos eleitorais e cuja força motriz é a comunidade de base (atores locais).
Em termos de gestão local é criterioso apostar no capital humano para o desenvolvimento econômico local. Espera-se que, com a operacionalização no Decreto 5/2006 seja reforçado a capacidade das administrações locais de velar pela contratação e reforço do capital humano qualificado para poder responder as necessidades locais e as ações e resultados beneficiarem a população menos favorecida. Nesta perspectiva, a descentralização daria campo de manobra para
54 http://www.polis.org.br/publicacoes/dicas/dicas_interna.asp?codigo=194. Acesso em 13 de Outubro de 2009, 14:40 horas.
118 definir políticas locais através dos Planos Locais de Contingência – fruto da descentralização. Essas iniciativas nos levariam a idéia de que a descentralização possibilita a criação de governos ou administrações inovadoras, adaptáveis e flexíveis que libertam as energias dos funcionários e aprimoram suas capacidades para servir o público descrito por Osborne & Gaebler (1994: grifo nosso).
Experiências mostram-nos que, o DEL passa por um projeto que por vezes não é definido por um território delimitado fisicamente – o DEL ultrapassa os limites físicos e pode afetar outros territórios. Envolve pessoas com certa cultura e que queiram juntos fazer algo em prol do território (seja ele país, província ou distrito). Para Moçambique, o DEL não deve considerar mandatos eleitorais dos governos, ele é um processo contínuo que perpassa por qualquer mandato quando assumido em termos pragmáticos.
No reforço do poder local, um dos constrangimentos encontrados foi à falta ou assistência técnica e capacitação deficiente. Assim, recomenda-se a alteração do sistema de organização da informação bem como o reforço da capacidade administrativa, e um amplo trabalho de formação e capacitação tanto da comunidade como da própria máquina administrativa.
No âmbito do OIIL propõe-se a criação de um sistema de tecnologia e garantias de crédito e um Serviço Nacional de Assistência Técnica e Capacitação (sobre os dois elementos podemos pegar os exmplos do Banco Palmas e do SEBRAE - Brasil). Sugere-se que uma parte dos sete milhões seja empregue na criação e manutenção de uma máquina operativa (Extensão, Assistência Técnica & Consultoria ou capacitação) ao exemplo do SEBRAE no Brasil. A base de sucesso é a formação e o acompanhamento de pessoal e as ONGs têm grande capacidade e contribuição a dar no âmbito dos sete milhões.
É possível avançar, realizando ações que sejam também transformadoras da sociedade, no campo da organização da produção e das relações de solidariedade. Os governos locais podem ter um papel importante no estímulo a formas de organização da produção alternativas à empresa capitalista, como cooperativas e empresas não-lucrativas. Por exemplo, no que diz respeito às microempresas (MERA´s) criadas na Província de Nampula com um capital inicial de 585.500,00 MTn (cerca de U$ 21.408, 00) gerou um valor total de contratos subscritos entre as
119 MERA‘s e as Administrações Distritais que atingiram valores de 24.465.561,74 MTn (cerca de U$ 894.536, 10). Valor este, que ficou no circuito econômico dos Distritos.
Pela circulação de muito dinheiro nos distritos encoraja-se aos bancos comerciais a dinamizarem a abertura de agências nos distritos. Isso, encorajaria a captação de poupança no âmbito do OIIL. Ou por outra, potencializar as comunidades locais e as associações para a criação nos distritos de organismos de socioeconomia da qual, o Banco Palmas nos é uma experiência de sucesso (Fortaleza-Ceará).
O estímulo à organização comunitária da produção pode ser orientado para que essas empresas sociais atinjam um plano superior de produção. No caso das MERA‘S, é possível, com algum treinamento e pequeno investimento, transformá-las em industriais ou semi-industriais. Elas estarão se apropriando de um elo superior do processo produtivo, onde é agregado maior valor.
Dowbor escreve que, as empresas sociais não precisam ser pensadas como necessariamente precárias. O governo local pode estar presente fornecendo orientação e controle, auxiliando as iniciativas da comunidade a atingirem um patamar superior de organização das atividades. Assim como é importante estimular novas formas de organização da produção, também é bom que se busquem novas formas de ajuda e cooperação, para superar o tradicional assistencialismo. Outro ponto a ser valorizado é a constituição de formas de cooperação descentralizada, como os sistemas de ajuda horizontal. Muitas vezes, esse tipo de ajuda pode enfocar o intercâmbio e disseminação de experiências, suprindo os governos locais e as iniciativas comunitárias de informações e conhecimento técnico. Comunidades e associações locais, com um computador ou um fax disponível, podem ter acesso a outras experiências e a conhecimento técnico de forma muito simples e barata.
Desta forma, é necessário acelerar os avanços na melhoria do ambiente de negócios para o setor privado no nível local. Aponta-se que o acesso bastante limitado a financiamento (ilustrado pelo fato de que dos 128 distritos, mais de 90 não dispõem de um banco comercial) e os elevados custos dos serviços financeiros continuam a restringir o crescimento do setor produtivo. O baixo nível de infra-estruturas também continua a reprimir o desenvolvimento
120 local. Salienta-se também a oportunidade de maximizar as intervenções políticas e operacionais de natureza multisetorial, com vistas a capitalizar possíveis sinergias entre os setores.
De um modo geral, recomenda-se a institucionalização dos instrumentos legais para operacionalizar os termos previstos na LOLE (planos de funções, quadro de pessoal e recursos), bem como a institucionalização de processos que permitam uma clara definição da função de planificação e finanças nos distritos.
As recomedações pretendem harmonizar-se com as capacidades e potencialidades locais de cada distrito de Moçambique e entrar em conformidade com as necessidades das comunidades para se chegar as boas práticas. Isso se deve ao fato de os governos locais lidarem com reformas democráticas e políticas de desenvolvimento cada vez mais frequentes e maior descentralização e proximidade aos cidadãos, ao mesmo tempo em que transformações em grande escala acontecem na economia global. O significado dessas mudanças é que os cidadãos e os governos locais agora lidam com grandes desafios, mais oportunidades, e maiores responsabilidades para trabalharem juntos com o objetivo de abordar a saúde econômica das administrações locais e dos municípios e o sustento de seus cidadãos, muitos dos quais estão subempregados ou desempregados e vivendo na pobreza.
121