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KARŞI-ULUSAL VİZYONUN MİMAR MÜELLİFİN İCADI VE MEKÂNSAL ÜRETİM ARACILIĞIYLA İNŞAS

MODERNLEŞTİRME YAKLAŞIMLAR

5. KOSOVA’DA SOSYALİST DÖNEMİN İKİNCİ EVRESİNDE (1974-1989) KARŞI-ULUSAL VİZYONUN ÜRETİMİ VE

5.2. KARŞI-ULUSAL VİZYONUN MİMAR MÜELLİFİN İCADI VE MEKÂNSAL ÜRETİM ARACILIĞIYLA İNŞAS

FICHA DE COLETA DE DADOS INVENTÁRIOS

FICHA DE COLETA Nº: 43 - CAIXA Nº: 03 - DATA: Abril de 2008 Pesquisador: Maria da Conceição Guilherme Coelho

Natureza do documento: Inventário com auto de contas

Inventário nº: 73

Data do início: 04/09/1858 – Data do término: 16/10/1869 Comarca: Assú – Vila do Acari

Juiz Municipal e de Órfãos: Tenente Coronel Cipriano Lopes Galvão – 1º substituto em exercício.

Escrivão: Antônio Manoel Dantas - interino Curador: José Francisco Gomes da Silva

Tutor: Manoel Honorato Galvão – Parentesco com os órfãos: Pai INVENTARIADA: Maria Teresa de Jesus

INVENTARIANTE: Manoel Honorato Galvão Parentesco com o inventariado: Cônjuge Residência: Sítio Totoró

Herdeiros menores João – 15 anos Teresa – 11 anos Manoel – 08 anos

Josefa – falecida aos 02 anos.

Manoel - falecido aos dois dias de vida. Assentada

Escravos – 01

Bens de raiz – terras e casas

- 01 parte de terras no sítio Quimporó, avaliada em 13$000;

- 01 parte de terras no sítio Cacimba do Meio, com 195 braças e meia, valendo 1$000 cada braça, avaliada em 195$000;

- 01 casa de taipa com mais benfeitorias, avaliada em 80$000; - covas de roças, provavelmente 2000, avaliadas em 16$000.

O documento encontra-se bastante estragado, o que impede a leitura completa do texto. Dívidas passivas – 9$700

Funeral – 14$000 Bens d’Alma – 50$000

Auto de contas nº 01

Data do início: 13/10/1869 - Data do término: 16/10/1869 Comarca: Seridó – Vila do Acari

Juiz de Órfãos: Manoel José Fernandes Escrivão: Manoel Vitoriano da Silva Santos Tutor: Manoel Honorato Galvão – Pai dos órfãos

Feito em cartório e não em casa de Aposentadoria e nem casa do Juiz de Órfãos.

O Juiz pergunta pelos órfãos João, Teresa e Manoel, quais suas idades, seus estados, se estão bem, se estão recebendo a doutrina cristã .... “no santo temor de Deus” – se teve diminuição ou aumento de seus bens, constantes neste inventário.

Resposta do Tutor:

João conta vinte e seis anos de idade, que se acha no Paraguai, para onde marchou como voluntário, que quando deixou sua companhia não sabia ler e nem escrever, sabia, porém a Doutrina Cristã. Em Teresa e Manoel conta a primeira vinte e dois anos, e o último dezenove, que se acham em sua companhia, solteiros e que gozam de perfeita saúde, sabendo a doutrina cristã, que não sabem ler e nem escrever, sabendo a primeira cozer e fazer renda e que os não têm mandado ensinar a ler em vista de sua extrema pobreza e que o aumento ou diminuição de suas legitimas expressará em tempo competente.

Receita: descrição dos bens dos órfãos

Órfão João – 28 anos – Dois garrotes, dois novilhotes, uma bezerra e um cavalo e 20 braças de terra no sítio cacimba do Meio.

Achou o Juiz, pela informação do tutor ter este vendido todo gado vacum e morrido o cavalo de tingui (planta neurotóxica) (tinguizado). Em relação às terras não dá para ler, o documento está faltando pedaços.

Órfã Teresa – 22 anos, tinha gado, ouro (jóias). Uma vaca solteira, um bezerro, dois bois de 04 eras, um novilhote, uma égua velha, uma parte de terra no Sítio Quimporó, e vinte e oito braças de terra na Cacimba do Meio.

Achou o Juiz, por informação do tutor, ter vendido todo o gado vacum e ter morrido a égua velha de magra, ter vendido a terra do Quimporó para dar outra igual no sítio Cacimba do Meio, que existe em seu poder a terra do referido sítio e o par de argolas grandes de ouro com fuso de uma oitava.

Conta do órfão Manoel – 19 anos

Duas novilhotas, dois bois de 04 eras, uma poldra de ano, um bezerro e 32 braças de terra no Sítio Cacimba do Meio.

Achou o Juiz, por informação do tutor, ter este vendido todo gado vacum, a exeção (exceto) de um... Faltando parte do documento.

Vista do auto de contas pelo Curador ad litem Targino Gomes Pereira:

Quanta dor não faz estremecer o coração humano, que hajam pais, que em vez de garantirem um porvir mais feliz a seus filhos, já por meio de uma regular educação e já conservando e zelando suas pessoas e bens, procedam tão (...) demasiadamente, como o pai tutor Manoel Honorato Galvão no caso vertente?

O órfão João lá se foi para a Guerra do Paraguai sem saber ler e nem escrever, e seus bens foram dilapidados por seu pai Tutor! Como ingenuamente confessa! Que miséria humana! Se João ao menos soubesse ler e escrever, ainda poderia ser feliz, voltando a Pátria natal. Não vale ao pai Tutor o dizer que não mandou ensinar seus filhos a ler por causa de sua nímia pobreza; não, isso é uma evasiva bem fútil; tanto mais, quanto é certo que na povoação de Currais Novos existe uma Cadeira Pública de Instrução Primária (falta parte do documento)... de professor, e distante... e o pai Tutor Manoel Honorato Galvão...esse tutor tem...dilapidado os bens de... está provado pela sua ... . Que não tem cuidado de sua educação está também provado. Portanto, não precisando de mais comentários para um Juiz retíssimo e enérgico, esta Curadoria contenta-se em requerer que seja o Tutor em questão eliminado quanto ao órfão Manoel, e substituído por pessoa idônea, e quanto ao órfão João, conquanto tenha idade de vinte e seis anos, todavia achando-se ausente, e sendo presumível que já não exista, requer esta Curadoria, que a respeito do mesmo tenha lugar a Curadoria Provisória, como dispõe a Ordenação do L. 1º, tº. 1º para segurar o direito, que tem o órfão Manoel a herança do ausente, visto ter seu pai passado à segunda núpcias.

Villa do Acari, 14 de outubro de 1869. Curador ad litem

Targino Gomes Pereira O Auto segue para a vista do Juiz e conclusão.

Visto estar provado que o Tutor Manoel Honorato Galvão, esquecido de suas.... (neste espaço entende-se que o Juiz fala que ele estava dilapidando os bens dos órfãos, sem lhes dá educação).... dos parentes mais próximos dos órfãos para substituir o Tutor removido na tutela do órfão Manoel, e assinar termo de Curadoria Provisória do ausente João, a cujo Tutor substituto incumbe intentar contra o removido. Dar os meios que julgar convenientes a fim de se liquidar e haver os prejuízos por ele causados, que pagará as custas. Quanto ao mais julgo por sentença as contas que perderam seus efeitos, ficando salva a herdeira Teresa que dei por emancipada, o direito de haver os prejuízos causados pelo Tutor removido. O Escrivão cumpre em requerimento, e o disposto no artigo 201 do Regnto Judiciário. Vila do Príncipe, 16 de outubro de 1869. Manoel José Fernandes.