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F. Ü Sosyal Bilimler Enstitüsü Yönetim Kurulunun

2.4. Kıbrıs Meselesine Kadar Türk – Amerikan İlişkileri

Os conceitos aplicados neste estudo são na maioria provenientes do campo disciplinar da Segurança do Trabalho. As referências existentes são escassas e não discutem de forma abrangente a importância e consequência das condições impostas pelo projeto com relação ao desempenho em uso. Sendo descartadas as análises sobre os diferentes aspectos relacionados às condições perigosas [hazard], perigos [danger] e riscos [risk] quando da estruturação e uso dos espaços, formas e tecnologias.

2.1.1 Acidente

Já é sabido pelos estudiosos da área (AREOSA, 2009; GRIMALDI, SIMONDS, 1984; KOLLURU, 1996; SANDERS, McCORMICK, 1993; SHINAR, GURION, FLASHER, 1991) que os acidentes são decorrentes de uma ou mais ações conjugadas. Essas ações podem ter sido praticadas pelos projetistas [imperícia ou negligência ao disponibilizar informações incompletas ou propor forma, função e uso inadequados para o ambiente]; construtores [ao realizar alterações à revelia ou emprego de práticas construtivas inadequadas]; gestores [ao organizar e dispor erroneamente os elementos móveis e procedimentos] e usuários [ao desconhecer ou negligencias o atendimento de procedimentos necessários ao controle dos riscos oriundos das tecnologias e sistemas construtivos].

Para Areosa, J. [2009, p. 41] "o acidente é um acontecimento súbito, involuntário e não planejado, no qual a ação ou a reação de um objeto, substância, indivíduo ou radiação resulta num dano pessoal ou material". Esse

autor reafirma o entendimento de Green [1997] de que os acidentes são fenômenos construídos socialmente e variam com a interpretação social que lhe é dada.

Duas definições sobre acidente do trabalho merecem destaque.

"[...] é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho". Lei 8.213 de 24 de julho de 1991 – Artigo 19.

"[...] ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte ou que possa resultar lesão pessoal". NBR 14280 (2001, item 2.1, p.2)

A primeira estabelece o tipo de vínculo trabalhista e os tipos de consequências para o trabalhador. A segunda considera imprevisibilidade dos eventos, e a incerteza quanto à segurança do ambiente de trabalho. Além disso, considera o quase acidente1.

Autores como MEISTER (1987), BROWN (1976) definem respectivamente o acidente como um "evento não antecipado" ou "não planejado de um comportamento inapropriado". Eles corroboram como a definição de RASMUSSEN, P. e GOLDSTEIN (1994) que sintetiza o conceito ao definir a origem do problema "falta de controle". Portanto, o acidente do trabalho ocorre a partir de múltiplos fatores que podem ser associados ao comportamento humano (capacidade, habilidades e reconhecimento de procedimentos e protocolos), ao ambiente construído (arranjos físicos inadequados a sua funcionalidade, conflitos entre sistemas) e ao meio ambiente.

1 "é um incidente que interrompe o processo normal de uma atividade, provocando perda de tempo ou de material, mas sem provocar lesão corporal ou perturbação funcional" GUIMARÃES e COTELLA(2004B, p.4).

De acordo com o INSS (1998), o acidente do trabalho é definido tecnicamente por três possibilidades e podem levar a à incapacidade temporária ou incapacidade permanente.

 Acidente típico: decorrente das atividades desenvolvidas pelo profissional.

 Acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre a residência e o local do trabalho, desde que não modifique a rota pré-definida em documento.  Acidente devido à doença do trabalho: ocasionado por doença

profissional depois de caracterizado a verificação do nexo causal. Tabela da Previdência Social (Anexo II do Decreto 611/92).

Essa abordagem busca caracterizar o ambiente e o tipo de acidente, para então, buscar a sua origem e consequência para o trabalhador que é a incapacidade temporária ou permanente de realizar as atividades laborais. Os acidentes em um ambiente construído podem ocorrer por um ou mais fatores combinados. Eles podem estar associados às ações humanas, às tecnologias, ao ambiente e pela ação da natureza. Os relacionados às ações humanas estão associados à cultura comportamental; à falta de conhecimento técnico; habilidades e capacidades do indivíduo. Os relacionados às tecnologias estão associados às falhas de especificação [qualidade e compatibilidade entre sistemas, materiais e componentes]; arranjos físicos entre componentes; ausência de controles passivos; forma, tipos e controles dos resíduos no processo; manutenção e por ausência de informações [fichas técnicas e protocolos relacionados ao uso, operação e manutenção]. Os riscos relacionados ao ambiente estão associados às inadequações da organização espacial e da forma ao desenvolvimento seguro e salubre das funções e das atividades. Os relacionados às ações da natureza podem ser controlados até certo limite, daí a necessidade do atendimento aos critérios de segurança dos sistemas, como por exemplo, os para-raios e os aterramentos; a capacidade de suportar as cargas de ventos incidentes nas coberturas e fachadas; uso de sistemas compensadores nas fundações evitando que as ondas sísmicas afetem a integridade da estrutura e envoltória, etc.

2.1.2 Incidente ou quase acidente

Para Areosa, J. [2009, p. 41] incidente ou “quase acidente é qualquer acontecimento onde não ocorre qualquer dano para a saúde, ferimento, danos materiais ou qualquer outra perda". A ocorrência em demasiado dessa tipologia, normalmente, aponta para desvios comportamentais de ordem sistêmica. Isso significa a necessidade de rever a cultura da empresa. No caso do projeto são as repetições das proposições onde a condições perigosas se estabelece.

2.1.3 Risco

Embora já conceituado de forma mais abrangente no capítulo 1, a interpretação de risco pode variar conforme o campo de estudo.

Segundo Guimarães (2003, p.50) o termo risco tem um caráter bidimensional e está baseado nas consequências [sua gravidade] e na probabilidade da ocorrência do evento. Percebe-se que o caráter da não previsibilidade está associado a um conjunto de fatores [pessoal, profissional, cliente, ambiente do projeto, legislação, normas, etc.] que conjugam informações e decisões geralmente inadequadas.

"(...) risco é o resultado medido do efeito potencial do perigo", SHINAR, GURION, FLASCHER (1991, p. 1095 apud FISHER, 2005, p. 39).

Para Areosa, J. [2009, p. 40]

"a noção do risco acaba por estar associado a pelo menos uma das seguintes perspectivas: 1) Abordagem quantitativa – associada à probabilidade de ocorrência de um evento; 2) Abordagem qualitativa – associada à possibilidade incerta de ocorrência de um qualquer evento (não quantificável)".

Para efeito das Normas Regulamentadoras (NR) o conceito de risco está associado às condições ou situações impostas pelo ambiente de trabalho ao trabalhador.

Na NR 03 que trata de embargo de obra e de interdição de estabelecimento, setor de serviço ou máquinas/equipamentos traz os seguintes conceitos de risco:

"Considera-se grave e iminente risco toda condição ou situação de trabalho que possa causar acidente ou doença relacionada ao trabalho com lesão grave à integridade física do trabalhador". Norma Regulamentadora 03 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO (2011, p. 1).

Já a NR 09 indica:

"riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador". Norma Regulamentadora 09 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (1994, p.1). Na sequência tem-se a caracterização dos riscos citados na NR 09, são eles:

"Consideram-se agentes físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infrassom e o ultrassom. Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros". Norma Regulamentadora de Nº9 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (1994, p.1).

A Norma Regulamentadora nº17 - ERGONOMIA diferente das demais estabelece os parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar máximo conforto, segurança e desempenho eficiente. Nela incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, mobiliário, equipamentos, às condições ambientais do posto de

trabalho e a organização do trabalho. Subtende-se que o não atendimento dos prescritivos mínimos levará a uma condição inadequada que pode gerar ou não riscos que impactam a saúde do trabalhado.

A Norma Regulamentadora de nº 10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE apresenta o conceito de forma pragmática após diversas discussões no grupo Técnico Tripartite - GTTE durante o processo de atualização dessa norma. O Prof. João José Barrico de Souza explica os condicionantes e erros envolvidos no processo de tradução dos termos "damage, risk e hazard" e de sua apropriação na literatura brasileira.

Risco: "capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas". Norma Regulamentadora de Nº 10 (2004, p. 9). Riscos Adicionais: "todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos, específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho". Norma Regulamentadora de Nº 10(2004, p. 9). 2.1.4 Perigo

A condição perigosa [hazard] se difere do perigo [danger], mas ambos necessitam de medidas de controle, na primeira, geralmente são necessárias medidas sistêmicas e na segunda medidas no local.

As definições indicados a seguir mostram a junção dos dois conceitos. Isso se deve a dificuldade na tradução do termo em inglês.

"Perigo é a situação que contém uma fonte de energia ou fatores fisiológicos e de comportamento/conduta que, quando não controlados, conduzem a eventos/ocorrências prejudiciais /nocivas". GRIMALDI; SIMONDS (1984), apud (FISHER, 2005, p. 39).

Perigo: "situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle". Norma Regulamentadora de Nº 10(2004, p. 8).