• Sonuç bulunamadı

Kürt Sorununda Ekonomik Faktörlerin Etkisi Dil ve

2. BÖLÜM

3.4. Bir Sorun Olarak Kürt Kimlii ve Görüler

3.4.2. Kürt Sorununda Ekonomik Faktörlerin Etkisi Dil ve

Palavra por demais conhecida, que encerra um conceito de totalidade e que, por si só, expressa qualidade total. Entretanto, em face da necessidade de se conhecerem os vários sentidos desse vocábulo, recorremos ao Dicionário Aurélio (2000), segundo o qual excelência significa “Qualidade de excelente; primazia”.

Considerando que o vocábulo qualidade aparece também neste trabalho, achamos conveniente buscar seu sentido, um dos quais é propriedade, atributo ou condição das coisas ou das pessoas, capaz de distingui-las das outras e de lhes determinar a natureza. É comesse sentido que iremos encontrá-las no texto.

O uso da palavra com essa conotação teve início no século passado, principalmente em razão dos Programas de Qualidade Total. Não podemos deixar de reconhecer que, com o passar dos anos, esse vocábulo ampliou o seu significado e abrangência, chegando ao Século XXl carregado de novas cargas semânticas. Assim, historicamente, “qualidade” refletia tão somente que o produto estava de conformidade com as normas técnicas estabelecidas. No ato seguinte, a palavra incorporou o sentido de atender, ou melhor, satisfazer às demandas e exigências do cliente.

O Centro Interamericano de Investigação e Documentação sobre Formação Profissional (CINTERFOR) da Oficina Internacional do Trabalho (OIT) no Uruguai, no documento “Calidad, pertinencia y equidad: Un enfoque integrado de la formación profesional” (2006), apresenta uma interessante definição de qualidade do ensino. Para essa Instituição, desde o seu surgimento, o conceito de qualidade tem mudado constantemente. Nas suas primeiras aplicações, a qualidade era entendida como de “conformidade com as normas”, isto é, adequação às especificações estabelecidas para um produto. Posteriormente, foi definida como “satisfação das demandas e exigências do cliente”, incluindo-se, além da preocupação pela qualidade dos produtos, a qualidade dos processos: um bom processo, desenvolvido de forma consistente, poderia levar a um produto de qualidade. Logo, o conceito de qualidade foi substituído pelo de excelência, entendido como o melhor possível com relação às combinações das diferentes dimensões de uma organização: os melhores equipamentos, os melhores processos, a melhor gestão.

Segundo o CINTERFOR, a qualidade apresenta três dimensões: - Qualidade normativa ou de conformidade;

-Qualidade como adaptação às necessidades, expectativas e motivações do cliente;

- Qualidade compreendida como resposta a expectativas e motivações pessoais e sociais, através da formação de atitudes e de conhecimentos. - Qualidade normativa ou de conformidade - Delineia a necessidade de que o formador e a formação detenham conteúdos mínimos básicos (conceitos, habilidades e destrezas, atitudes e valores) e técnicas ou estratégias básicas, metodológicas e de orientação (psico-pedagógicas, didáticas e de análises sociológicas da realidade onde se desenvolve a formação). Esses requisitos

mínimos deveriam formar um todo integrado e poder ser facilmente avaliados em relação ao cumprimento de sua função;

- Qualidade como adaptação com as necessidades, expectativas e motivações do cliente – No caso da formação educacional, “clientes” são os diversos atores com os quais se relacionam o sistema produtivo, as empresas, as organizações, a família e a sociedade em geral, mas que devem inserir-se na população destinatária da formação. E, obviamente, os próprios participantes, com suas singularidades e necessidades específicas. Essa exigência de responder às múltiplas necessidades e expectativas gera tensão nas instituições de formação, ao se considerar a rapidez nas mudanças dessas necessidades e expectativas na sociedade atual;

- Qualidade compreendida como resposta a expectativas e motivações pessoais e sociais através da formação de atitudes e conhecimentos – Em outras palavras, trata-se de uma formação que permita desenvolver atitudes e valores capazes de gerar conhecimentos que tenham possibilidades de ser transferidos pelo participante para outros contextos e cenários organizativos e sejam aplicáveis a outros problemas e soluções. Um conhecimento que tenha também valor agregado, pelo seu impacto no entorno familiar, social e organizacional (bairro, empresa ou organização onde o participante desenvolve suas atividades), assim como o seu impacto no trabalho e nas tecnologias aplicadas em um grupo ou setor social ou produtivo. Esse nível não implica apenas conteúdos intrínsecos da formação, mas, também, processos de gestão e organização, entre os quais se inclui o trabalho em equipe dos membros da instituição de formação e sobre toda a geração de uma cultura capaz de integrar e responsabilizar a todos os membros que participam dos processos formadores.

Para o CINTERFOR, uma formação de qualidade será aquela que, além de possuir níveis técnicos suficientes passíveis de adaptar-se a diferentes cenários, seja capaz de responder adequadamente às demandas, necessidades e expectativas dos atores (indivíduos, empresas, setores, cadeias produtivas, territórios) e de possibilitar, simultaneamente, a criação de novas necessidades e expectativas pessoais, sociais e de desenvolvimento/promoção da população participante. Nesse sentido, o conceito de qualidade, sinônimo de excelência, exprime tudo o que desejamos e esperamos da universidade.

Tomamos como exemplo o pensamento de Brovetto (2003): Não existe uma criação científica excelente realizada em um mundo desenvolvido, e outra de segunda classe, própria dos países mais pobres.

Na mesma direção, Sjötrand (2006) afirma que o conceito de qualidade é relativo às instituições, aos processos e aos atores que estão ligados, de alguma forma, à academia e às suas relações com a sociedade. Portanto, a qualidade é assumida contextualmente, e não, como padrão obrigatório. Para a autora, a qualidade não se refere a metodologias quantitativistas ou a modas de correntes administrativas, mas está no fazer do dia-a-dia da academia.

Assim, entendemos que o conceito de qualidade não se aplica apenas às instituições, ele perpassa os processos e os atores que, de alguma forma, participam do dia-a-dia das universidades, seja como docentes, discentes, administradores ou técnicos, como também a relação que se estabelece com a sociedade, o que a torna parte do processo.

Sjötrand (2006) concebe que o papel de destaque da universidade está na criação de uma cultura política e democrática, no fortalecimento do exercício da cidadania; na revitalização do pensamento crítico e inovador e na transição da cultura da violência para a cultura do diálogo. Assim, pelo que podemos observar, e comungando do pensamento da autora acima referida, tanto a pertinência social quanto a qualidade das instituições de educação superior estão contidas nas ações desenvolvidas por essas instituições. Por isso, falar em melhorar a qualidade (da escola, dos programas e do processo) do ensino superior exige, acima de tudo, que se busque o ideal, começando por querer saber qual é a nação que queremos para nossa gente.

Faz-se, portanto, mister o oferecimento de novos cursos e/ou a restauração dos atuais, de tal modo que se estabeleça uma interação constante entre universidade e sociedade no processo de ensino, pesquisa e extensão. Essas atividades devem ser trabalhadas através de dois elementos indispensáveis à aprendizagem: a intradisciplinaridade e a interdisciplinaridade, como instrumentos para uma ação mais efetiva que reúna as ciências exatas e as áreas humanas, numa ação conjunta, que leve a uma produção de alto nível, a qual a sociedade aguarda e de que necessita.

A reestruturação do plano de carreira docente pode desempenhar um papel preponderante na qualidade da educação superior. Para Sjötrand (2006), isso

é possível ao se estabelecerem mecanismos adequados de ingresso, permanência, ascensão e reingresso de professores, que possibilitem a realização plena de suas funções acadêmicas de docência, pesquisa e extensão na graduação e na pós- graduação.

Assim, como reconhecimento das peculiaridades da carreira do docente, Sjötrand (2006) propõe o uso de um modelo de recompensas financeiras, que remunere, de forma coerente, o desempenho do professor; que reconheça seus direitos - além do salário base -, o recebimento por tempo de serviço, por categoria e por títulos de pós-graduação. Ele aponta tal reconhecimento como um coadjuvante na qualidade acadêmica.

Em síntese, a excelência ou qualidade da educação se dá em três níveis, a saber: individual, promovendo mudanças profundas nas pessoas, possibilitando uma educação e desenvolvimento profissional ao longo das suas vidas - Aprender a aprender, aprender a desaprender e aprender a reaprender; no nível organizacional, em que as instituições educativas geram e gerenciam conhecimento - são instituições que aprendem em contato direto, permanentemente revisado, com o setor produtivo e o social – e em nível social - está fadada ao fracasso uma instituição educativa, particularmente de ensino superior, que desconsidere a totalidade integrada pela qualidade, pertinência, eqüidade e autonomia universitária. Assim, uma formação de excelência é aquela que luta contra as desigualdades econômicas e sociais.