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Kültürel Açıdan Yaygın İslam Din Eğitimini Değerlendirme

II. KURSLARIN BAŞARISINI DEĞERLENDİRME

2. Toplumsal Açıdan Yaygın İslam Din Eğitiminin Değerlendirilmesi

2.1. Kültürel Açıdan Yaygın İslam Din Eğitimini Değerlendirme

Os anúncios do período republicano tiveram mudanças significativas. Entretanto, a Escola Normal, continuava no foco dos anunciantes. Todos que, de alguma forma, passaram pela escola faziam questão de anunciar como, por exemplo, os professores Severiano Carneiro e Horacio Maisonete, que abriram um curso para ensinar as doutrinas da Escola Normal somente para senhoras.

Texto 71: Escola Normal (A Federação, 20/02/1893).

Outras práticas que persistiram, nos primeiros anos da República, foram as aulas domiciliares e, algumas vezes, ministradas por professores da mesma família, como o professor Anastácio Lopes Torres e sua filha Ursulina. Nestes anúncios, transpareciam mais as virtudes paternas “professor de importantes estabelecimentos de educação no Rio e São Paulo, apresentando as melhores referências às suas habilitações”, enquanto a filha era descrita “com alguma prática do magistério sob direção paterna”. As questões de gênero e qualificação estavam presentes nos anúncios.

Texto 72: Professor (A Reforma, 22/04/1899). Texto 73: Professora (A Reforma, 22/04/1899). O maior número de anunciantes de aulas particulares domiciliares ainda parecia ser de mulheres que estudaram na Escola Normal, como se vê nos vários exemplos a seguir.

Texto 74: Professora (A Reforma, 17/02/1899). Texto 75: Normalista (A Reforma, 28/02/1899)

Texto 76: Professora Texto 77: Colégio Particular (A Federação, 17/01/1901). (A Reforma, 13/02/1912).

Destacou-se o anúncio da professora Maria da Gloria de Oliveira, que se oferecia para lecionar e que teria direção da professora Josephina de Barros Luz. O motivo para destacar o nome da professora Josephina, era o fato de ela ter sido uma das primeiras alunas formadas pela Escola Normal, além de asilada no Colégio Santa Tereza. Josephina adotava o sobrenome Barros, que era o mesmo sobrenome do Padre Cacique. Além disso, foi uma das primeiras mulheres a lecionar na aula elementar anexa à Escola Normal. Embora, esses dados não constassem no anúncio, subentende-se que o nome da professora Josephina Barros Luz tinha status de qualidade para a instrução.

Texto 78: Maria da Glória de Oliveira (A Federação, 28/02/1899).

Não foram só as mulheres que associaram seus nomes à extinta Escola Normal (de 1901 a 1906 chamava-se Colégio Distrital). O professor Antero Gonçalves de Almeida fez uso dessa estratégia discursiva para anunciar.

Texto 79: Ensino Particular (A Federação, 12/02/1906).

Assim como também anunciava o professor Henrique Emilio Meyer, que lecionava Matemática na Escola Complementar, também ministrava aulas particulares, juntamente com Juvenal Octaviano Miller. Os professores usaram a escola como referência na localização de seu curso.

Texto 80: Curso (A Federação, 30/01/1899).

Escolas que abriram suas portas durante a Monarquia continuavam anunciando nos primeiros anos de Republica. Também os professores continuavam prestigiados, pois seus

nomes não saiam dos anúncios, como o professor Frederico Fitzgerald, que passou a dirigir o Ginásio São Pedro161.

Texto 81: Ginásio São Pedro (A Federação, 20/02/1893).

Abriu, em 1891, o Colégio Porto Alegrense, localizado na rua Fernando Machado (antiga rua do Arvoredo), 217, com curso completo de instrução primária sob a direção da normalista Prescilla Alves de Paula Duarte162.

Texto 82: Colégio Porto-Alegrense (A Federação, 21/01/1893).

161 Houve mudanças no Ginásio São Pedro, como a mudança de diretor. Os anúncios continuaram em A Reforma

até 1899 e em A Federação até, pelo menos, 1901.

162 Além, das matérias da instrução primária, ensinava-se desenho, música, canto e francês (que será pago

separadamente – facultativo). A diretora terá especial atenção na redação de cartas, requerimentos, etc, no ensino de calculo especialmente de pesos e medidas e no ensino degeometria prática. Ensinar-se-a bordados, trabalhos de lã, crochet, etc. Aceitam-se meninos até 9 anos. O colégio fornece tinta, caneta, lápis, penas, livros,cadernos, ardosias, fazendas, linhas que ficarão a cargo dos senhores pais das alunas e dos alunos. O pagamento será adiantado e por trimestre pela tabela: uma aluna 15$000; duas alunas da mesma casa 27$000 e mais de três alunas conforme for convencionado. A diretora informará mensalmente por escrito sobre a conduta e aplicação de alunas e alunos. Os exames serão no dia 07 de dezembro, no fim dos quais se fará a distribuição dos prêmios (A Reforma, 1891),

Em seguida, em fevereiro de 1893, a professora Prescilla Alves de Paula Duarte se oferecia para lecionar a domicílio.

Texto 83: Prescila Alves de Paula Duarte (A Federação, 25/02/1893).

O anúncio da Escola Brasileira, em 1891, informava que preparava os alunos para Exames Preparatórios, inclusive para a Escola de Engenharia e era dirigida pelos professores normalistas: externato - Ignacio Montanha; internato - Ivo Corseuil Du Pasquier. Em anúncios de 1899, o diretor do internato era André Leão Puente (A Reforma, 1899 e 1901). Interessante no anúncio desta escola era a publicação, da lista dos resultados nos exames preparatórios de 1899, em que aparecia o nome de Getúlio Vargas, político gaúcho que se tornou presidente da República em 1930163.

Texto 85: Escola Brazileira (A Federação, 27/01/1893).

Enquanto o professor Ivo Corseuil Du Pasquier esteve na direção da Escola Brasileira, o nome de sua esposa Cecilia Corseuil Du Pasquier também esteve ligado a escola. A escola de meninas da professora Cecília existiu por muitos anos, encontraram-se anúncios pelo menos até 1912164. Depois de deixar a Escola Brasileira, professor Ivo Corseuil oferecia aulas a domicílio.

164 No século XX, a escola para meninas foi ampliada. Localizava-se na rua Marechal Floriano, 125, esquina

com a Jerônimo Coelho. A diretora e 14 professores ministravam o ensino, que compreendia curso primário e secundário com desenvolvimento das disciplinas: português, francês, alemão, inglês, geografia, elementos de cosmografia, história geral e ciências físicas e naturais. Mantinham aulas de música (violino, piano e cítara), solfejo e canto, desenho e pintura, costura e corte e variedade de trabalhos de agulha(A Federação, 1901).

Texto 86: Ivo Afonso Corseuil (A Federação, 04/07/1901).

Como as escolas particulares não são o foco desta pesquisa, e sim as relações de seus professores com a diretoria da instrução pública e da escola, não se seguiu adiante com a pesquisa sobre estas escolas. A preocupação foi somente com os anúncios, de como se apresentavam as escolas particulares em relação à instrução pública e à Escola Normal. Por isso, embora não se tenham encontrado anúncios sobre o Colégio Vert, o Colégio Souza Lobo, o Colégio União, o Colégio Rio Branco, o Instituto Porto-alegrense, o Internato Normal e o Instituto Brasileiro não houve a preocupação de verificar se a proclamação da República provocou o fechamento destes estabelecimentos.

Nos primeiros anos da República, a Escola Normal contava já com um bom prestígio, pois os professores/as particulares como: Francisca Augusta de Moraes, Alexandrina Mariante, Antero Gonçalves de Almeida, Maria da Glória de Oliveira, Prescila Alves de Paula Duarte, Ana Amalia Furtado, Camila Nunes Furtado, Horacio Maisonete, Severiano Carneiro, Ignácia Chaves (Fialho), entre outros, fizeram questão de colocar em seus anúncios que eram normalistas formados. Também os que eram lente da Escola Normal e/ou do Ginásio, tais como: João Mauricio von Frankberg, Frederico Bieri, Francisco Laurent, Apeles Porto Alegre, Achyles Porto Alegre, Henrique Emilio Meyer, Ignácio Montanha, André Leão Puente, entre outros.

A análise desses anúncios, permitiu perceber, que, na Monarquia e nos primeiros anos da República, muitos professores de escolas públicas e particulares atuavam em ambas instituições. Entretanto, nas décadas de 1920 e 1930, essa relação não ficava evidente.

Outro dado interessante era o grande número de escolas de meninas informando que ministravam trabalhos manuais, como no anúncio da professora Cecilia Corseuil Du Pasquier que “pelas suas múltiplas aplicações nos usos domésticos, torna-se uma prenda preciosa às moças” (A Federação, 1901).

o A maioria das escolas estava localizada no centro da capital, principalmente na Rua Duque de Caxias.

o Pela análise dos anúncios destas escolas particulares, tanto na Monarquia quanto na República, percebe-se, por exemplo, que havia uma grande circularidade desses homens professores nas diferentes escolas. A proximidade das escolas talvez tenha facilitado essa circulação.

o Muitos dos professores lecionaram na Escola Normal e/ou em outras escolas públicas.

o Alguns professores também chegaram a ocupar cargos na Diretoria da Instrução Pública e, até mesmo, na presidência da Província, ou seja, ocuparam cargos públicos de relevância, tais como Alfredo Clemente Pinto, Demétrio Ribeiro, Henrique Duplan, entre outros.

o Havia circulação entre os professores “homens” nas escolas públicas e particulares. Entretanto, entre as professoras a situação era diferente, as mulheres dedicavam-se a uma escola, pois no outro turno tinham os afazeres domésticos.

o A palavra normalista foi muito utilizada nos anúncios de professores particulares, o que de alguma forma demonstrava o status que a escola passava a ocupar na sociedade porto-alegrense. Essa situação pode ser explicada porque,

o curso normal, paulatinamente, passava a ser ocupado por uma clientela predominantemente feminina. E, na medida em que as normalistas detinham preferência no preenchimento de vagas, e alguns privilégios nos eventuais concursos, as professoras "naturalmente" passavam a ser vistas como as pessoas adequadas para o exercício docente neste grau de ensino (TAMBARA, 1998, p.46).

o Embora o número de alunas na Escola Normal fosse crescente, nas escolas particulares da capital, durante a Monarquia, o número de professoras ainda era muito reduzido, a não ser em aulas particulares. Porém, na República, foi crescente o número de professoras na instrução elementar em todo o Rio Grande do Sul. Chegou-se a estas considerações depois de analisar também as notas oficiais da instrução pública.

No século XX, tornaram-se numerosos os editais e anúncios sobre a Escola de Engenharia, Ginásio Júlio de Castilhos, Faculdade de Medicina, Faculdade de Direito, tanto no jornal A Reforma quanto em A Federação. Estas instituições, mesmo que inicialmente não o fossem, tornaram-se públicas e, por isso, alguns de seus lentes também tinham conexões com a diretoria da instrução pública e com a Escola Normal.

2. A instrução pública nos debates político-partidários: Monarquia (1869-1889) e