I. KURSA KATILAN ÖĞRENCİLER HAKKINDA GENEL BİLGİ
3. Ankete Katılanların Ebeveynlerinin Sosyal Durumu
3.1. Ebeveynlerin Tahsili
A Lei Rivadávia Corrêa teve uma repercussão negativa e, em reação a isso, em 1915, foi aprovada a reforma de Carlos Maximiliano, que entre outras coisas reoficializou o ensino, instituiu o exame vestibular e a obrigatoriedade do diploma de conclusão do ensino secundário para ingresso no ensino superior.
Decreto nº 11.530, de 18 de Março de 1915
Reorganiza o ensino secundario e o superior na Republica […]
Art. 77. Para requerer matricula nos institutos de ensino superior os candidatos deverão provar:
a) Edade minima de 16 annos; b) Idoneidade moral;
c) Approvação no exame vestibular.
Paragrapho unico. Em caso de exame vestibular verdadeiramente brilhante poderá a Congregação permittir a matricula de candidatos que não hajam attingido a edade legal.
Art. 78. O candidato a exame vestibular deve exhibir:
a) certificado de approvação em todas as materias que constituem o curso gymnasial do Collegio Pedro II, conferido pelo mesmo collegio ou pelos institutos a elle equiparados, mantidos pelos governos dos Estados e inspeccionados pelo Conselho Superior do Ensino;
b) recibo da taxa estipulada no Regimento Interno. [...]
Rio de Janeiro, 18 de março de 1915. Wenceslau Braz Pereira Gomes Carlos Maximiliano Pereira dos Santos38.
A nova lei voltou a dar significado para os diplomas de nível secundário, que passaram a ser também condição para o ingresso em cursos superiores e para a realização de
38 Disponível no sítio da Câmara dos Deputados: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1910-1919/decreto-
concursos públicos para o magistério Além disso, instituiu os exames vestibulares que sobreviveram até o início do século XXI.
Na década de 1920, notícias sobre o prédio da Escola Complementar voltaram à tona
Por motivos de força maior, foi prorrogado o praso para conclusão do novo edificio da Escola Complementar, aos fundos do Palacio Provisorio, com o qual será posto em comunicação, logo que o expediente da presidencia passe a ser feito no novo Palácio. No primitivo projecto foram introduzidas modificações, para melhor, quanto ao conforto, hygiene e esthetica (A Federação, 29/09/1929).
Pelo que se pode observar até mesmo o Palácio do Governo funcionou no referido prédio. Finalmente em 1921, foi instalada a Escola Complementar, ou seja, este passou a atender ao fim para o qual foi construído.
Installou-se ultimamente a Escola Complementar no edificio que de princípio lhe fora destinado, mas que de longa data servia de palácio provisório da presidencia. Ahi funccionará exclusivamente o curso complementar, quando terminar em breve a construcção do segundo edificio contíguo, para onde passará o curso elementar. Esses dois prédios preenchem os seus fins e pela sua imponencia e belleza architectonica são realmente monumentaes (A Federação, 22/09/1921).
Os dois prédios são realmente monumentais. O prédio onde funcionava à Escola Complementar, agora, 2013, está servindo como uma extensão da Casa Civil, vinculada ao Palácio Piratini.
Figura 3 – Prédio da antiga Escola Complementar, na rua Duque de Caxias esquina General Auto. Foto do sítio www.prati.com.br.
Pode-se observar a importância dada à Escola até mesmo por sua localização e pela suntuosidade do prédio. Na foto a seguir, pode-se ver ao lado da Escola Complementar o
prédio da Assembleia dos Representantes e bem próxima ao Palácio Piratini e a Catedral Metropolitana.
Figura 4 – Prédio da antiga Escola Complementar, hoje Casa Civil, ao lado Memorial do Legislativo, Palácio Piratini e a Catedral Metropolitana na Rua Duque de Caxias. Foto: Acervo pessoal (10/01/2013).
Fazendo parte do mesmo conjunto, tem-se o prédio, que em 2013, abriga a Escola Estadual Paula Soares e que foi construído para a Escola Elementar, anexa à Escola Complementar, inicialmente uma escola de meninas.
Figura 5 – Colégio Estadual Paula Soares, antigo prédio da Escola Elementar anexa à Escola Complementar. Foto: Acervo pessoal (10/01/2013).
No final dos anos 1920, a Escola voltou à denominação de sua fundação, mas novamente teve sua estrutura alterada e seus objetivos ficaram cada vez mais voltados para a formação de professores. Em 9 de março de 1929:
Em virtude do Decreto nº 4.277, foi creada a Escola Normal, com todos os cursos do ensino estadual:
1) Normal ou de aperfeiçoamento, dividido em 2 annos;
2) Curso Complementar, de 3 annos comprehendendo o das Escolas Complementares communs e equiparadas;
3) De applicação, em 6 annos, sendo 4 do ensino primario e 2 do elementar superior;
4) De ensino activo, em 2 annos; 5) Jardim de Infância.
Nos diversos cursos do referido estabelecimento empregam sua actividade 39 professores (VARGAS, Getúlio. Mensagem à Assembleia, em 1929).
O novo regulamento, além de alterar a denominação da instituição, também transformava a formação de professores em todo Estado.
Do ensino normal e seus fins
Art. 1º - O ensino normal é leigo, livre e gratuito, ministrado pelo Estado na Escola Normal de Porto Alegre e em Escolas Complementares localisadas em cidades, onde o Governo julgar conveniente.
Art. 2º - Os institutos particulares de ensino secundario do Estado podem equipar-se ás Escolas Complementares, de accordo com os decretos ns. 3918 e 3027, respectivamente de 22 de novembro e 5 de dezembro de 1927.
[...]
Art. 6º - Os alumnos que concluirem o curso nos institutos equiparados são obrigados a fazer exames praticos de pedagogia e pratica profissional n‟uma das Escolas Complementares.
§ Único – pela Escola, onde for submetido a exame, será fornecido ao alumno, no caso de approvação, um attestado que junto ao diploma de conclusão do curso fornecido pelo instituto equiparado, dará direito ao exercicio do magisterio publico, de accordo com o regulamento da Instrucção Publica (A Federação, 16/03/1929).
Esse Regulamento, de certa forma, era mais inovador que os anteriores, já que deixava claro que o ensino na escola era leigo, livre e gratuito. No entanto, reforçava a importância da Escola, pois, para obter um diploma e ter condições de exercer o magistério era necessário prestar provas na Escola Normal ou nas Escolas Complementares. Em 1929, também foram instaladas outras escolas complementares pelo interior do Rio Grande do Sul, em cidades como: Pelotas, Santa Maria, Alegrete, Passo Fundo, Cachoeira e Caxias (VARGAS, Getúlio Mensagem à Assembleia, 1930).
A estrutura da Escola estava voltada para a educação que tinha a máxima “a escola primária deveria ensinar a ler, escrever e fazer contas” (CORSETTI, 2007, p.311). Neste sentido, segundo Bastos,
[...] apesar de ocupar uma situação favorável em relação aos demais estados da federação, não houve, nessa época, uma reforma educacional dirigida pelas autoridades governamentais como as que ocorreram em outros estados da União, visando à implantação de princípios liberais escolanovistas (BASTOS, 2005, p.36).
A Escola Normal aplicava os conhecimentos escolanovistas, embora não fosse uma prática orientada oficialmente pelo Estado39. Como esteve sempre na vitrina das escolas estaduais, os atos políticos do governo estadual interferiam diretamente nos projetos pedagógicos e no quadro de professores da Escola. Desde o governo de Borges de Medeiros até a campanha de nacionalização do Estado Novo as ações governamentais tiveram influência direta de professoras e alunas da Escola. Louro reforça essa ideia:
Sendo uma escola oficial, ligada ao estado, localizada na capital, e tendo como seus dirigentes pessoas de confiança do governo, nela é possível perceber expressivamente as mudanças políticas do Rio Grande e do país. Para ela também se canalizam os esforços e apoios no sentido de que possa acompanhar novas idéias e processos pedagógicos que surgem (LOURO, 1987, p.13).
Neste sentido, a ideia de que as professoras da Escola tinham que aprofundar seus estudos persistia desde a década de 1910, pois as professoras Olga Acauan e Anadyr Coelho obtiveram permissão do Secretário do Interior para viajar ao Rio de Janeiro e a Belo Horizonte sendo publicada uma nota pela Federação.
As senhoritas Olga Acauan e Anadyr Coelho, professoras de pedagogia da Escola Normal, solicitaram ao dr. Sinval Saldanha, Secretario do Interior, permissão para irem ao Rio e Belo Horizonte, aperfeiçoar seus estudos.
No requerimento que lhe foi apresentado, o dr. Sinval Saldanha deu o seguinte despacho:
Permitto a ida das supplicantes, percebendo as vantagens integraes dos cargos, sem onus a mais para o Estado. Ficam obrigadas a apresentar relatorio de seu trabalho (A
Federação, 20/08/1931).
A partir de 1930, quando o Rio Grande do Sul passou a ser governado pelo General Flores da Cunha40 como interventor e, após, como governador. Em seus mandatos, várias medidas foram adotadas para a organização administrativa da educação, tais como:
Em 1935, foi criada a Secretaria de Estado dos Negócios da Educação e Saúde Pública, ocupada por Otelo Rosa (1935-37), compreendendo a Diretoria Geral da Instrução Pública, Diretoria de Higiene e Saúde Pública, Assistência a Alienados, Museu Júlio de Castilhos e Biblioteca Pública, bem como a superintendência da Universidade de Porto Alegre (decreto nº 5 969 de 26 de junho de 1935). No mesmo
39 Sobre esse assunto, ver LOURO (1987).
40 José Antonio Flores da Cunha: nasceu em Santana do Livramento em 1880 e faleceu em 1958. Estudou na
Faculdade de Direito de São Paulo, mas concluiu o curso no Rio de Janeiro. Depois de ser delegado no Rio de Janeiro e advogado em Uruguaiana e Santana do Livramento. Elegeu-se ao longo de sua vida para vários cargos públicos: deputado estadual pelo PRR, em 1909 (pelo RS); deputado federal, em 1917 (pelo CE); deputado federal, em 1924 e em 1927, pelo PRR (RS); prefeito de Uruguaina, em 1920; Senador, em 1928; deputado federal, pela UDN, em 1945 e em 1950 e deputado federal pelo PTB, em 1958 (faleceu antes de terminar o mandato). Flores da Cunha participou da campanha de 1923 apoiando Borges de Medeiros, como também apoiou Getúlio Vargas, em 1930. Foi nomeado por Getúlio Vargas como interventor federal no Rio Grande do Sul, cargo que ocupou até 1935, quando foi eleito governador pelo Partido Libertador. Em 1937, rompeu com Vargas e foi para o Uruguai, onde ficou exilado por cinco anos. Ao retornar para o Brasil, em 1943, foi preso, mas seis meses depois foi liberado por Vargas. Em 1945, ajudou a fundar a UDN, pela qual cumpriu dois mandatos de deputado federal. Entretanto, faleceu quando era deputado federal eleito pelo PTB. Sobre o assunto ver, SCHIRMER (2007).
ano também foi criado o Conselho Estadual de Educação [...] (BASTOS, 2005, p.39).
A educação passou a ter outra conotação para o Estado. E a escola normal adquiriu uma importância significativa nos projetos relacionados à educação por parte do governo estadual, pois representaria um sinal da modernidade no estado. Em 1935, o então governador General Flores da Cunha mandou construir um novo prédio para a Escola Normal. Só para se ter uma ideia do patamar de importância que a construção do novo prédio tinha para a administração estadual, o parque em que foi construído tal prédio tinha sido projetado pelo arquiteto e urbanista francês Alfred Agache para ser aproveitado para a Exposição do Centenário da Revolução Farroupilha (MONTEIRO, 2007, p. 255).
Figura 6 – Foto da Escola Normal General Flores da Cunha na década de 1930. Acervo do Instituto de Educação General Flores da Cunha.
Em relação a esse prédio o questionamento que provocou a análise: por que foi construído um prédio de estrutura tão monumental para uma escola de nível secundário? E, a partir dessa indagação, surgiram outras: por que este prédio? Por que foi construído? Quem mandou construí-lo? O que representou e representa para a sociedade porto-alegrense?
Começa-se a responder pelo projeto de construção do prédio elaborado por Fernando Corona41, em 1934, enquanto trabalhava para a construtora Azevedo Moura & Gertum, que
41 Fernando Corona chegou ao Brasil em 1912, vindo da Espanha e, aos 16 anos, iniciou sua formação junto às
oficinas de esculturas, no aprendizado da estatuária e da decoração de fachadas e interiores. Ao poucos foi se envolvendo com arquitetura. Em 1925 obteve primeiro lugar no concurso público para o Hospital Modelo.
fora contratada pelo General Flores da Cunha, na época, interventor federal no estado. A construção do prédio iniciou-se em setembro de 1934 e foi concluída em agosto de 1935 (CANEZ, 1998, p. 66). A rapidez na construção foi exigida para que o prédio servisse de pavilhão cultural na Exposição do Centenário da Revolução Farroupilha. Sobre a exposição, Possamai escreveu:
Além de pavilhões econômicos foi montado o Pavilhão Cultural, localizado na Escola Normal General Flores da Cunha, sob a direção de Walter Spalding. Esse era composto por várias seções, entre as quais as salas de Pedagogia, organizada por Tupy Caldas, as salas de Pintura, organizadas por Ângelo Guido, entre outras de Arquitetura, Escultura, Música, Literatura e Imprensa (POSSAMAI, 2005, p. 72-73).
Segundo Canez (1998), o prédio da Escola parecia estranho à exposição do Centenário da Revolução Farroupilha, pois Corona era um apaixonado pela arquitetura antiga grega e fez do prédio seu “exercício clássico”. A autora cita o próprio Corona quando este descreveu como fez as colunas da fachada:
Tive problemas técnicos de difícil solução que afinal foram resolvidos como eu imaginava. Por exemplo: a execução das oito colunas do pórtico. Eu não queria emendas e imaginei um sistema que deu resultado positivo. Estas colunas levantadas em tijolo têm um metro de diâmetro por nove metros de altura total, incluindo base ática e capitel jônico do Templo de Artemis, que eu mesmo modelei, desenhando em tamanho natural. Para que as colunas soltas não tivessem emendas, os andaimes foram divididos em quatro partes. Em cada um trabalhava um frentista. As colunas galhadas tinham caneluras gregas que eram cortadas com ferros curvos ainda no emboço de cal, areia regular e cimento [...] (CORONA apud CANEZ, 1998, p. 71).
Canez foi além da citação de Corona e analisou os demais prédios que fazem parte do conjunto arquitetônico da Escola. Para a autora, ele se utilizou do método mimético de analogias visuais. Corona escolheu o modelo do Templo de Artemis e retirou algumas partes ou fragmentos para conferir um significado de monumentalidade que foram usados nos acessos principais e saliências volumétricas das extremidades. Nos outros prédios, como o Jardim de Infância e o Pavilhão de Ginástica, ele limitou-se a fazer referências aos elementos clássicos, e a ordem colossal era sugerida pelo relevo da estrutura das paredes, como se fossem pilastras (CANEZ, 1998, p. 74-75).
A monumentalidade do prédio impressiona e, segundo Possamai, o estilo arquitetônico da Escola Normal, assim como o Palácio Piratini, a Biblioteca Pública, a Delegacia Fiscal, os
Trabalhando na firma Azevedo Moura & Gertum, que detinha uma parcela significativa do mercado da construção em Porto Alegre, pôde desenvolver projetos de estilo clássico, gótico e moderno. No projeto da Escola Normal foi o responsável em todas as etapas e execução. Corona lecionou no Instituto de Belas Artes e, em 1940, projetou seu novo prédio em estilo gótico. Citam-se alguns dos principais projetos arquitetônicos de Fernando Corona: Guaspari, Casa Sloper, edifícios como Moinhos de Vento, Charrua e Jaguaribe, Capela Nossa Senhora Aparecida, no balneário de Ipanema e as residências de M. M. Martinez e Felisberto Azevedo, na Vila Conceição, além do Hospital do Médico, entre outros.
Correios e Telégrafos e o Colégio Elementar Fernando Gomes42, foram construídos num contexto que,
utilizando uma heterogeneidade de estilos que caracterizava o ecletismo arquitetônico essas edificações estruturavam uma nova paisagem urbana, que correspondia ao imaginário de modernidade da época, tendo sido valorizadas nas remodelações realizadas por estarem afinadas com o princípio de embelezamento da cidade presente no plano proposto.
É interessante ver que essas edificações – erguidas no espaço urbano de Porto Alegre com o objetivo de se configurarem como monumentos positivistas – ao passo que dotavam o desenho urbano de maior beleza e suntuosidade, nas imagens fotográficas têm reforçada a sua função memorial (POSSAMAI, 2005, p. 72-73).
O prédio da Escola Normal foi construído em um contexto político de valorização de identidade do gaúcho, no qual se ressaltavam os monumentos como desenvolvimento e engrandecimento do Estado perante as outras unidades da federação. Além disso, a monumentalidade43 do prédio também estava associada à sua função inicial que era abrigar uma exposição do Centenário da Revolução Farroupilha, revolta essa tão valorizada no processo de construção de identidade do gaúcho44.
A Exposição do Centenário da Revolução Farroupilha estava inserida no contexto das grandes exposições internacionais, que, segundo Machado, “no quadro de um capitalismo internacionalmente ascendente, as exposições transformaram-se em espaço de sacralização e difusão dos objetos expostos, passando a ser visualizadas como fenômenos de massa” (1990, p. 65). Além disso, a autora complementa que as exposições eram organizadas concomitantes com datas históricas, o que contribuía para destacar sua ideia de festividade e relação com o passado. Ainda sobre o local da Exposição, Ceroni descreve:
Aberta à visitação do público em 20 de setembro de 1935, a exposição iniciava com o seu Pórtico Monumental, com duas altas torres que davam acesso à Avenida das Nações, situada no centro do certame, com seus pavilhões construídos especialmente para a mostra. Completando o cenário da Exposição, um grande lago artificial, um auditório ao ar livre e uma moderna fonte luminosa no centro da avenida. Os principais setores econômicos do Rio Grande do Sul se fizeram presente na mostra com seus Pavilhões da Agricultura, da Pecuária e – o maior pavilhão da Exposição – da Indústria, que representava o esforço em demonstrar o desenvolvimento industrial do Estado. Além dos Pavilhões do Rio Grande do Sul, vários estados brasileiros foram convidados para participar da mostra. Cada pavilhão foi construído em conformidade com as peculiaridades de cada estado.
No grandioso prédio da Escola Normal General Flores da Cunha [...] foi montado o Pavilhão Cultural, [...] outro destaque da exposição era o Cassino, que construído em forma de navio, notabilizou-se por oferecer bailes de gala, restaurante e salas de jogos (CERONI, 2009, p.16-17).
Para Machado (1990), dentre os objetivos da exposição, estava evidente a intenção, tanto do governo estadual como das elites locais, de mostrar os avanços e progressos
42 Sobre o assunto, ver ERMEL (2011).
43 Sobre a monumentalidade de prédios escolares, ver ERMEL (2011).
44 Sobre a construção dessa imagem de identidade do gaúcho associada à Revolução Farroupilha, ver ROSSATO
alcançados, pelo Estado, para todo Brasil. A ideia era estabelecer uma relação com o passado heroico do Rio Grande.
Como o prédio foi construído por ordem do General Flores da Cunha, a direção da escola reuniu os professores com o intuito de homenagear o “bem-feitor” da Escola e a denominação foi alterada para Escola Normal General Flores da Cunha. A seguir se vê a ata da mudança de nome, realizada em 3 de abril de 1935.
Texto 5 – Ata de alteração do nome da Escola para Escola Normal General Flores da Cunha [Arquivo