2.4. SOĞUK SAVAŞ SONRASI BARIŞI KORUMA ÇABALARI
3.1.2. SOVYET RUSYASI DÖNEMĐ
3.1.2.3. NĐKĐTA KRUSHCHEV(1894-1971)
3.1.2.3.1. Küba’da “Ekim Füzeleri” Bunalımı
Entre os serviços e elementos do hospital que mantêm contato direto com o paciente e que oferecem maior risco de incêndio, encontram-se: quartos e enfermarias, salas de consulta, de tratamento e outras afins, serviços cirúrgicos, serviço de radiologia, e serviço de farmácia. Os demais serviços e elementos que oferecem riscos de incêndio, embora sem contato direto com o paciente, são: refeitórios, salas de reunião, anfiteatros e salas de aula, cozinhas, comum ou industrial, lavanderia: área de lavagem e passanderia, centrais de climatização, setor
administrativo, arquivos de todos os tipos, almoxarifados, garagens e oficinas de manutenção: elétrica e mecânica (PINTO,1996:126).
Alguns outros dados são importantes e merecem destaque na prevenção e controle dos sinistros, servindo como referências:
- as causas originárias dos incêndios são produzidas, com maior frequência, nos seguintes locais – lavanderia, almoxarifado geral, centrais de lixo e incineração, central de esterilização, arquivos, cozinha, laboratório e oficinas; além destes, as enfermarias, ambulatórios e todas as salas de espera merecem atenção especial, em função da eventual permissão de fumar;
- 70% das mortes em incêndios são produzidas por intoxicação e asfixia; somente 30%, por queimaduras, quedas e outras causas; daí, a importância do controle da fumaça;
- aproximadamente, também, 70% dos incêndios têm lugar entre as 20:00 horas e as 5:00 horas da manhã, motivados por uma ação pessoal acidental, ou mesmo por um incendiário, sendo este o período do dia mais favorável à falta de atenção; ou seja, durante o período da noite, a sinalização e a iluminação de emergência têm papel capital no processo de planejamento (prevenção/proteção);
- os maiores de 65 anos e as crianças, com idade inferior a 5 anos, são vítimas mais frequentes dos incêndios; as percentagens do total de vítimas são, respectivamente, 40% e 20%, devendo-se redobrar os cuidados de segurança com estes grupos (LUZ NETO,1995:25).
A localização do Estabelecimento Assistencial de Saúde, sua configuração e a população que o utiliza são fatores que influenciam diretamente na concepção de um sistema de segurança contra incêndio. Ao contrário do que parece, a definição do grau de exigência concernente à prevenção e proteção na edificação é mensurado a partir das condições urbanísticas e não da edificação isolada. A análise da localização do EAS, pela ótica da prevenção de incêndios, deve considerar:
- climas e microclima (umidade do ar, índice pluviométrico, irradiação solar, concentração de chuvas, ventos dominantes, etc.);
- situação em relação às divisas, ao alinhamento e à proximidade em relação aos edifícios vizinhos;
- dimensões das vias e condições de acesso;
- abastecimento de água, posição de hidrantes públicos e condições da rede de energia elétrica; - distância do posto mais próximo do Corpo de Bombeiros, da Polícia, outras unidades de
- afastamento em relação a massas florestais;
- trânsito nas proximidades (engarrafamentos, semáforos, serviços de transporte coletivo, pontos de táxi, facilidades para evacução do prédio) (LUZ NETO,1995:35,36).
A sinalização adequada de todo o exterior do EAS e seus arredores contribuirá para potencialização das medidas de prevenção e proteção contra incêndios. Os estacionamentos externos, por exemplo, não devem interferir ou impedir o acesso de veículos dos Corpos de Bombeiros. Seu uso normal não deve bloquear ou esconder os hidrantes e sinais momentaneamente. Estas áreas podem, eventualmente, ter utilização para absorver a evacuação do prédio e a recepção de vítimas de grandes acidentes.
A análise climática tem aplicações diversas. A umidade relativa do ar, quando muito baixa, favorece a acumulação de eletricidade estática. Tal problema propiciaria condições de risco para explosões em ambientes com gases anestésicos. Uma boa ventilação nestes setores minimiza tal risco. As fontes alternativas de captação de água e os ventos dominantes, em relação às massas florestais, são fatores de alta importância. O colapso do abastecimento e o esgotamento das reservas de água do edifício podem impor a necessidade de bombeamento em córregos, fontes ou poços vizinhos ao EAS (LUZ NETO,1995:37).
A fumaça gerada por um incêndio florestal nas proximidades do EAS não pode atingir a edificação. Daí a oportunidade de determinar a situação do prédio em função dos ventos dominates. Este mesmo raciocínio se aplica, também, ao posicionamento, no terreno destinado ao EAS, de equipamentos e centrais de instalações. As centrais de gases medicinais, combustíveis e os setores de alto risco devem sempre ser posicionados a sota-vento. O treinamento de uma brigada própria, da comissão de prevenção de acidentes e do pessoal de segurança, terá que suprir a falta do auxílio externo no primeiro momento do sinistro (LUZ NETO,1995:38).
Outro fator de cunho urbanístico que não pode ser colocado em segundo plano são as barreiras arquitetônicas para deficientes físicos. A adequação das edificações e do mobiliário urbano à pessoa deficiente possui norma (NBR 9050) que deve ser aplicada ao planejamento dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. Assim, muitas das dificuldades para evacuação de pacientes em cadeiras de rodas, por exemplo, poderão ser evitadas.
As técnicas construtivas e os materiais adotados na edificação devem oferecer resistência ao fogo, devendo apresentar dificuldades na propagação do incêndio, mediante adequada setorização e compartimentação, assim como no dimensionamento adequado das vias de evacuação. Os hospitais com menor número de pavimentos facilita a evacuação no sentido
vertical, além de facilitar o trabalho de extinção do incêndio. Recomenda-se utilizar, no máximo, quatro pavimentos acima do nível do terreno, pois, uma edificação com mais de 28 m de altura já traz problemas de segurança no que se refere a sinistros, cuja dimensão é praticamente difícil de controlar (PINTO,1996:126,127).
Na medida do possível, os setores que oferecem alto risco de incêndio devem estar separados. A adoção de espaços abertos na localização de determinados serviços ajuda a afastar os riscos de incêndio. Qualquer setor de risco especial não pode ser interligado como rota de via de escape. Nas construções de grande desenvolvimento horizontal deve-se adotar a compartimentação de risco global, utilizando paredes corta-fogo, com portas resistentes a 1/2 hora de fogo. Os sistemas de compartimentação devem ser adotados nos edifícios com mais de 70 m de extensão. Os blocos operatórios devem ser compartimentados por paredes, pisos e tetos corta-fogo, resistentes a duas horas de fogo (PINTO,1996:127,128).
Na definição da implantação do edifício deve ser considerado, além de outros fatores de risco, a predominância na direção dos ventos, pois, em caso de incêndio, outros setores do hospital podem ser envolvidos, como o bloco cirúrgico e os depósitos de líquidos inflamáveis. As portas dos locais mais sujeitos a riscos de incêndio devem abrir para o exterior e de forma que em sua abertura não interfiram no local de evacuação a que dão acesso. As portas giratórias e corredores não poderão existir em locais de evacuação ou como portas de saída de setores de incêndio. As vias de evacuação devem ser projetadas em função de dois fatores importantes: - as dificuldades para a evacuação de pacientes graves, que se encontram incapacitados em seu
estado físico;
- os meios que devem ser empregados para seu traslado.
As escadas e rampas ao serem projetadas devem atender às recomendações previstas nas normas, além de possuir ventilação natural e direta. Já os elevadores, em caso de incêndio, nunca devem ser utilizados, por questões de segurança. Os novos equipamentos com alta tecnologia são programados de fábrica para serem desligados automaticamente e em determinado pavimento, como por exemplo o pavimento térreo.
A opção pelo sistema estrutural e, portanto, dos materiais, deve ser feita com base no comportamento dos elementos portantes da edificação sob o fogo, especificamente, sua resistência à temperatura de 850° C, valor este que usualmente ocorre no centro de um incêndio. Recomenda-se que a sinalização seja feita nas paredes e pisos, pois, a fumaça pode encobrir a sinalização mais alta. Sinais acústicos podem ser utilizados como meios complementares. Todas as saídas de pavimentos e setores de incêndio devem estar sinalizadas. As circulações contarão
com sinais indicativos de direção desde os pontos de origem de evacuação até os pontos de saída (BRASIL,1995a:127,129).
As instalações técnicas hospitalares podem, muita vezes, contribuir para originar um incêndio ou desenvolver um incêndio já iniciado. Para se evitar isso é necessário que as instalações estejam projetadas corretamente, manipuladas adequadamente e sejam objeto de um plano de revisão e manutenção adaptado às suas características. Entre as instalações com possibilidades de originar ou transmitir um incêndio, temos: transformadores e distribuição de energia elétrica; armazenamento e distribuição de combustíveis sólidos, líquidos e gasosos; climatização e calefação; monta-cargas para a retirada de bandejas e roupas sujas, utilizando dutos para esse fim; retirada de fumaça e gases; elevadores; central de lavanderia; gases medicinais, etc.
Os filtros do sistema de ar condicionado agem como retentores de partículas e estas ficam impregnadas neles. Mas sua capacidade de retenção tem um limite e quando ele é ultrapassado, o elemento filtrante passa a ser um elemento contaminante, principalmente no caso dos filtros absolutos. Cuidados devem ser tomados em relação a incêndio nos filtros, em função do material com que são fabricados (na maioria das vezes, papel).
O fogo pode ser alimentado pelo sistema de ventilação e a fumaça distribuída por vários ambientes. Por esse motivo, é aconselhável a instalação de um detector de fumaça após os filtros, com as funções de controlar o desacionamento do sistema de ventilação e de acionar um sistema de alarme. Os profissionais de manutenção de um hospital devem receber treinamento adequado para enfrentar os problemas citados (BRITO,1998:46).
Os meios para se combater ou controlar os efeitos de um incêndio devem ser constituídos de um conjunto de instalações específicas prevendo detecção, alarme, proteção e combate a incêndios e evacuação das pessoas, projetadas e instaladas de acordo com regras técnicas oficiais. Os sistemas de detecção e proteção contra incêndios são constituídos pelos seguintes elementos: - Dispositivos de entrada: detetores e acionadores automáticos, acionadores manuais;
- Centrais de alarme: painéis de controle individualizados, no mínimo, por setor de incêndio; - Dispositivos de saída: indicadores sonoros, indicadores visuais, painéis repetidores, discagem
telefônica automática, desativadores de instalações, válvulas de disparo de agentes extintores, fechamento de portas corta-fogo e monitores;
- Rede de interligação: conjunto de circuitos que interligam a central com os dispositivos de entrada, saída e as fontes de energia do sistema (BRASIL,1995a:130,131).
vigiadas. A instalação de detetores se faz por zonas coincidentes com cada setor de incêndio. Os detetores podem ser pontuais, lineares, de fumaça, temperatura, de chama ou eletroquímicos. Os sistemas de detecção e alarme devem ser instalados nos estabelecimentos de saúde que tenham mais de três pavimentos incluindo subsolo e/ou uma área construída maior que 2.000 m2. Os detetores de fumaça serão obrigatoriamente utilizados nos quartos e enfermarias de geriatria, psiquiatria e pediatria. Os locais de risco especial, por sua vez, possuirão detetores adequados à classe previsível do fogo (BRASIL,1995a:130).
A título de contribuição para o combate e prevenção aos incêndios, poderá ser criada uma Brigada de Incêndio com funcionários do próprio hospital, devidamente treinados pelo Corpo de Bombeiros local, e que deve trabalhar em consonância com a equipe de engenharia de manutenção da instituição.