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Köŋül bilig ‘şuur’:

Belgede Klasik Türk şiirinde gönül (sayfa 47-53)

Değişimi ve Gelişim

2. Köŋül bilig ‘şuur’:

quando se pretende alinhavar a compreensão sobre os propósitos enviesados do

escrito valverdiano de 1948.

2. Entre as obras de Emílio Willems que parecem ter influenciado a visão de Waibel e Valverde sobre a colonização européia no Sul do Brasil, podemos destacar ao menos duas delas: Assimilação e populações marginais no Brasil - Estudo sociológico dos imigrantes

germânicos e seus descendentes. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1940; e Aculturação dos alemães no Brasil. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1946.

3. Sobre o termo germanismo, ver GERTZ (1980:207-208).

4. O objetivo dessas iniciativas era, apenas entre os mais importantes, a redução das tensões sociais, através dos deslocamentos da fronteira agrícola, promovendo, ao mesmo tempo, o povoamento de regiões até então desabitadas.

5. Apenas para citar um exemplo, dentre as implicações do contexto da política de nacionalização das fronteiras levada à cabo pelo Estado Novo, uma delas consistiu no desboroamento da Companhia estrangeira que explorava a Mate Laranjeira no Mato Grosso e, numa ambiência marcada pelo combate ao “banditismo”, há quem tenha sugerido que os interesses de companhias colonizadoras gaúchas estivessem por trás da criação dos territórios federais de Iguaçu e Ponta Porá. Durante a tomada de decisões do regime discricionário referentes ao assunto, despontou a ameaça de criação do Conselho Nacional do Mate para sobretaxar a exportação do mate cancheado. Tal medida, associada ao incentivo da sua produção industrializada nos Estados de Santa Catarina e Paraná, objetivava claramente quebrantar os vínculos mantidos entre a Companhia e os moinhos argentinos, responsáveis pela industrialização da matéria-prima brasileira. Elementos fartos sobre o assunto são apresentados por LENHARO (1986:60-66), onde o autor demonstra a preocupação do Estado Novo relativas à nacionalização das fronteiras.

6. Explanação pormenorizada sobre as relações existentes entre o Terceiro Reich e a política argentina tanto no decorrer quanto após a Segunda Guerra Mundial podem ser consultadas em COSTA (2004:269, 283-284, 287-288).

7. Apenas para complementar as atividades desempenhadas pelo geógrafo nesse momento, também é oportuno disponibilizar a informação de que, alguns meses antes dessa conferência, em setembro de 1949 e após a I Reunião Pan-Americana de Consulta sobre

regiões brasileiras. Uma delas, designada como “Excursão C” foi endereçada ao estado do Paraná e contou em sua chefia com Orlando Valverde. A síntese do guia dessa excursão organizado pelo geógrafo brasileiro e que prestou a orientar os visitantes pátrios e estrangeiros no deslocamento ao longo das áreas e cidades percorridas foi publicado entre abril e junho de 1950, na Seção “Noticiário” da Revista Brasileira de Geografia (p. 172- 179). Esse trabalho do geógrafo não suscita a necessidade de comentários uma vez que em seu conteúdo predominaram descrições técnicas relativas, sobretudo, ao quadro físico das áreas visitadas. Embora se constate alguns trechos diminutos mencionando quer o uso da terra quer o povoamento das mesmas, os mesmos não suscitam razões para outras digressões, pois não guardam relação com o assunto aqui enfocado. Tal não é o caso do tratamento que conferiu a esses assuntos em outro trabalho, Planalto Meridional do Brasil, publicado em 1957, sobre o qual oportunamente teceremos alguns comentários, mesmo por que, com relação às valorações etnicistas, as visões de Waibel e Valverde destoaram sobre a caboclização dos colonos, descortinando diferença entre um provável nativismo do segundo e eurocentrismo do primeiro, sugerindo preconceito desse último muito próximo do sentido atribuído por Willems às idéias predominantes entre os colonos europeus no Brasil.

8. A Escola Superior de Guerra (ESG), criada em 1948, tendo como modelo o National War

College dos EUA, baseava suas concepções no binômio segurança e desenvolvimento,

defendendo para o país um projeto econômico de capitalismo associado ao bloco internacional, nos quadros de uma Doutrina Interamericana de segurança anticomunista (VIZENTINI, 2003:199).

9. O aspecto salientado pelo geógrafo adquire respaldo histórico e, visto em relação com seu escrito de 1948, pode ser percebido como tendo sido uma motivação de fundo capital para sua confecção. Essa assertiva adquire clareza considerando-a como procedente da constatação de que os anos da Segunda Guerra definitivamente intercederam para tornar inconteste a precariedade das atenções estatais frente às colônias estrangeiras do Sul do país e como essa falta poderia acarretar um sério revés aos seus desígnios de integração nacional. A dimensão do aspecto frisado pelo geógrafo à época mereceu a atenção do diplomata brasileiro Sérgio Corrêa da Costa. O referido autor o descreveu da seguinte forma: “É

evidente que o Brasil se encontrava na alça da mira da Alemanha, não apenas por seu importante papel no comércio internacional - no fim dos anos 30, éramos o maior supridor do Terceiro Reich em algodão, café e borracha - mas pela nossa posição estratégica nas rotas marítimas. Outro fator de especial significação: possuíamos uma comunidade germânica de quase um milhão de pessoas. Um em cada quatro habitantes de Santa Catarina era alemão nato (classificado no consulado alemão como Reichsdeutsch) ou filho de alemães (classificado Volksdeutsch); no Rio Grande, um em seis; no Paraná, um em oito. Inúmeros conservaram zelosamente a cidadania alemã. Só no Rio Grande e em Santa Catarina havia mais de 1.200 escolas, em boa parte mantidas com recursos recebidos da Alemanha. Quanto ao estágio de alunos, os que não podiam arcar com as despesas de viagem eram facilmente subsidiados. Quando Hitler subiu ao poder, não apenas aumentaram os recursos disponíveis para esse intercâmbio aliciador, como foi iniciado um programa de financiamento para que as escolas dependessem menos das verbas locais. A abundância de recursos nas escolas alemãs, não apenas do Brasil, mas igualmente da Argentina e do Chile, comparada à escassez crônica das demais chamou a atenção dos diplomatas americanos. Verificaram que tais escolas gastavam consideravelmente mais do que suas receitas conhecidas. Segundo informação enviada a Washington, o principal complexo de escolas alemãs em todo o hemisfério ocidental era o do Rio Grande do Sul. A receita conhecida não passava de 60% da despesa efetiva. Com efeito, o ministério alemão destinava verbas consideráveis a título de subsídio à educação de alemães e seus filhos na América Latina. O orçamento alemão de 1937 - portanto dois anos antes da guerra - já destinava especificamente a essa finalidade 4 milhões de Reichmarks, além de um suplemento de 3 milhões proveniente de um segundo fundo. Numa convenção de professores estrangeiros de origem alemã, em 1936, foi proclamado, quase como um

slogan: ‘América do Sul, nossa grande esperança.’ Com efeito, o recenseamento do IBGE em 1940 mostra que mais de 600 mil brasileiros natos utilizavam o alemão como língua principal no lar. O fato de serem cidadãos pelas leis brasileiras pouco interessava à Alemanha, que não abria mão de considerá-los Volksdeutsche, portanto sob proteção alemã” (COSTA, 2004:23-24).

CAPÍTULO 8

1. Esse episódio, conforme tratado no capítulo anterior, enquadrou-se nas preocupações relativas ao aprimoramento de uma almejada “presença multiforme” do Estado brasileiro no Sul do país diante de certas razões contextuais expressivas naquele momento.

2. Em ordem cronológica, alguns exemplos da tendência apontada são: GUERRA, Antônio Teixeira. “Alguns aspectos geográficos da cidade de Rio Branco e do Núcleo Colonial Seringal Empresa”, in Revista Brasileira de Geografia, IBGE, n. 4, outubro/dezembro 1951; BERNARDES, Nilo. “A colonização européia no Sul do Brasil”, in Boletim Geográfico, IBGE, n. 109, julho/agosto 1952, 7 pp; CARVALHO, Manuel Pacheco de. “Plano Nacional de Recuperação e Colonização da Amazônia”, in Boletim Geográfico, IBGE, n. 109, julho/agosto 1952, 15 pp.; FAISSOL, Speridião. “O Núcleo Colonial Barão de Antonina (SP)”, in Boletim Geográfico, IBGE, n. 109, julho/agosto 1952, 2 pp.; FAISSOL, Speridião. “O que é colonização?”, in Revista Brasileira de Geografia, IBGE, n. 3, julho/setembro 1952, 5 pp.; BERNARDES, Nilo. ”Expansão do povoamento no Estado do Paraná”, in Separata da Revista Brasileira de Geografia, IBGE, n. 4, ano XIV, outubro-dezembro 1952, 29 pp.; e, finalmente, FAISSOL, Speridião. “Alguns aspectos do problema da colonização no Brasil”, in Boletim Geográfico, IBGE, n. 111, novembro/dezembro 1952, 22 pp.

3. No Apêndice III ao final de nosso trabalho são apresentados subsídios para o leitor

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