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Para cada circuito são definidos pela literatura os recursos e os equipamentos para a realização da amostragem de circuitos industriais. Tendo em vista a grande variedade de opções, particular para cada equipamento e condição de trabalho, estão aqui listadas apenas os que se aplicam à amostragem realizada na usina do

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Termo em inglês referente à parte elevada da placa de revestimento dos moinhos, que tem a função de levantar a carga, por isso também chamado de levantador de carga. Por ser um termo utilizado no setor mineral brasileiro, optou-se aqui por manter o termo em sua versão original.

Sossego.

3.1.3.1. Alimentação do moinho semi-autógeno

Inicialmente, deve ser avaliada a origem do material que alimenta o moinho semi- autógeno, de forma a se conhecer quais frentes de lavra compõem esta amostra, a fim de se avaliar se a alimentação corresponde a realidade do depósito que se deseja amostrar.

Como pode ser observado pela eq. (4), a quantidade de massa necessária para pontos de amostragem com granulometria muito grosseira pode ser muito grande, facilmente chegando a algumas toneladas, tornando-a impraticável. A fim de lidar com esse problema, Napier-Munn et al. (1999) sugerem um método que combina a amostragem de material grosseiro e fino do transportador de correia.

Após a parada do moinho e do transportador de correia de alimentação, deve-se coletar 2 a 5 m de minério fino e 50 fragmentos de rochas maiores que 75 mm. Em geral, esse método leva à coleta de uma amostra de aproximadamente 500 – 800 kg, o que irá requerer o apoio de 4 a 6 pessoas e aproximadamente 30 minutos. É importante seguir-se os seguintes passos:

- deve-se medir a velocidade do transportador de correia de alimentação nova com um tacômetro ou com um cronômetro, medindo-se o intervalo de tempo que uma marca leva para percorrer o transportador de correia;

- determinar em que local o transportador de correia será amostrado e dispor tambores ou caixas para a coleta do material;

- assim que o transportador de correia estiver parado e todos os procedimentos de segurança para a subida no transportador de correia tiverem sido tomados, deve-se subir na mesma e coletar 50 amostras de material acima de 75 mm. É importante que se marque o comprimento de correia ao longo do qual tal material foi retirado. Deve-se certificar que dentro deste intervalo todas as amostras de rocha acima deste tamanho foram retiradas;

- após a retirada do material grosseiro, deve-se marcar a faixa de 2 a 5 m, da qual será retirada a amostra de material fino e então proceder à coleta;

- o material grosseiro pode ser classificado, com a ajuda de gabaritos com as diferentes granulometrias desejadas e pesado na própria área de coleta, evitando o transporte deste material para o laboratório.

3.1.3.2. Carga do moinho

Caso se deseje obter a distribuição da carga, deve ser tomada uma amostra suficientemente grande no interior do moinho, utilizando-se pás e tambores de 200 l. Tal procedimento é extremamente trabalhoso e os resultados apresentam desvios relevantes. Deve-se, portanto, avaliar os benefícios destas informações, tratando-as adequadamente.

Para se estimar o enchimento do mesmo, deve-se fazer um crash stop5. A carga de bolas deve ser sempre avaliada e, para tanto, utiliza-se o procedimento conhecido como grind-out6.

3.1.3.3. Alimentação e produto dos rebritadores de pebbles

Assim como na alimentação do moinho semi-autógeno, retira-se uma amostra do oversize da peneira de descarga do moinho semi-autógeno e produto dos rebritadores, parando-se os transportadores de correia que recebem estes produtos. Esta amostra serve como uma boa estimativa da abertura das grelhas7 de descarga

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Crash stop é o termo em inglês usado para descrever a parada do moinho, cortando-se a alimentação da água e do minério ao mesmo tempo em que o moinho é parado. O objetivo é ter uma fotografia de como o moinho estava operando, em termos de enchimento, acumulo de polpa em seu interior, etc. Caso a parada do moinho não seja realizada exatamente no mesmo momento em que se para a alimentação de água e do minério, a observação não poderá ser realizada, pois a situação da carga não será a mesma que se observaria durante a operação do moinho.

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Grind Out é o termo em inglês usado para descrever a operação do moinho sem alimentação de sólidos, visando deixar no interior do moinho apenas a carga de bolas. É realizado para que se possa estimar a carga de bolas em um moinho semi-autógeno.

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Em moinhos de bolas, chamamos este componente de diafragma. Na área de moagem semi- autógena, é chamado de grelha, por possuir aberturas significativamente maiores que as dos

do moinho semi-autógeno.

3.1.3.4. Descarga do moinho

Trata-se de uma amostra freqüentemente impraticável de ser obtida em moinhos de grandes diâmetros sem erros significativos. Assim, estima-se a vazão por meio do oversize da peneira de descarga do moinho semi-autógeno somada à diferença entre a alimentação dos ciclones e a descarga dos moinhos de bolas, que representa o undersize da peneira do moinho semi-autógeno.

3.1.3.5. Alimentação, overflow e underflow da ciclonagem

Para que se possa retirar uma alíquota da alimentação dos ciclones, pode-se realizar a amostragem com uma saída extra da bateria de ciclones (ou uma sonda interna a caixa de distribuição dos ciclones), em uma saída de um ciclone desmontado ou ainda fazendo-se com que todo o fluxo siga para o underflow, por meio do fechamento parcial da válvula de alimentação do ciclone. Neste caso, assim como para a amostragem dos overflows e underflows, recomenda-se a utilização do amostrador ilustrado na figura 3.1, que evita que o material que já entrou no amostrador saia, devido à forma de suas paredes, que favorecem a retenção de material dentro do amostrador.

diafragmas.

Figura 3.1 – Amostrador para fluxos de polpa (NAPIER-MUNN et al., 1999. Adaptado pelo autor)

De preferência, deve-se coletar o produto reunido dos overflows e underflows de todos os ciclones.