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HİZMET İŞLETMELERİNDE PAZARLAMA ETKİNLİĞİ

B.) Yönetsel anlamda pazarlama fonksiyonları 1 Ürün veya hizmet planlama ve geliştirme

2.6.1 Bir Ürün Olarak Hizmet

2.6.2.2 Aracılar Kanalıyla Dağıtım

2.6.2.2.3 İnternet ve Özellikler

No início do semestre letivo, foram destinados quatro encontros na Universidade para tratar de aspectos teóricos e conceituais do Estágio. Na primeira aula desse bloco (aula 1), foi apresentado o regimento interno do curso de Educação Física em seus aspectos tocantes ao Estágio e às normas internas da disciplina (formas de avaliação, atividades a serem desenvolvidas, cronograma etc.). Foi também nesta primeira aula que ficou estabelecido com os PEFI, por meio de acordo entre todos da turma, que utilizaríamos a produção de fotos e de vídeos como meios articuladores das discussões em sala de aula, além de uma rede social da internet para compartilharmos as experiências de Estágios, nossas dúvidas e todo tipo de atividade colaborativa possível entre os grupos.

A segunda aula (aula 2) foi destinada à apresentação e à discussão de dois textos específicos: O primeiro capítulo do livro La investigación como base de la enseñanza (STENHOUSE, 1993), intitulado "Un concepto de investigación", e trechos selecionados do texto "A fixação das crenças" de Peirce (1972; 2008). Com base nesses textos, discutimos os pressupostos educativos de conceber o ato investigativo como um percurso sistemático e autocrítico de passagem da dúvida (em relação a crenças pedagógicas já estabelecidas) a novas crenças validadas pela experiência, assumindo os Estágios como um campo privilegiado para tal empreendimento.

E, por fim, na terceira e quarta aulas (aulas 3 e 4) deste bloco foi realizada uma aproximação entre os fundamentos elementares da Semiótica peirceana (especialmente no que se refere aos conceitos de signo e semiose) e as atividade de observação dos Estágios, bem como de produção e leitura de imagens das práticas de Estágio.

Em tais aulas, foram feitas atividades de análise de imagens segundo os fundamentos da Semiótica de Peirce, e também foi discutido o texto "O sensível olhar-pensante"

(MARTINS, 1996), como forma de preparação dos PEFI para as observações de campo, que se iniciaram no dia 9 de março, terceira semana do semestre letivo. No período que se seguiu, de 9 de março a 3 de abril os estudantes tiveram que procurar as escolas nas quais realizariam os Estágios para fazer as observações do contexto escolar, das turmas em que fariam as interlocuções pedagógicas, e para já estabelecerem um horário de planejamento de ensino junto com os professores de Educação Física das escolas.

As discussões preliminares ocorridas nestas aulas revelaram que os estudantes de Educação Física não tinham tido qualquer contato com nenhuma das duas teorias apresentadas (“Professor Reflexivo” e Semiótica peirceana), o que lhes pareceu basilar para o desenvolvimento das atividades de investigação e reflexão das práticas de Estágio de forma mais profunda, segundo relataram alguns estudantes da turma:

YARA: Sem essa bagagem a gente acaba olhando as aulas e fazendo vídeos meio que, assim,

sem muita intenção, ou mais para agradar a gente mesmo, os colegas, o professor

(Diário de campo, 18/3/2015).

Pudemos constatar que os aspectos da Semiótica aplicada à leitura de imagens foram uma abordagem que mobilizou o interesse dos estudantes, trazendo-os a participar de forma ativa na aula, com muitas perguntas, comentários e envolvimento com as atividades de análise de imagens propostas em sala e no grupo criado no Facebook para amparar a disciplina. Verificamos o poder sugestivo que a imagem traz ao envolvimento dos estudantes na aula, em especial para que se expressem. A imagem assume tanto caráter de memória, um duplo da realidade (em sua dimensão icônica), como insere um elemento instigante, provocativo (dado sua potência indicial), que tende a desencadear efeitos interpretativos nos sujeitos.

O primeiro exercício de análise semiótica de imagem foi realizado com a fotografia "Downtown" (1947), de Henry Cartier Bresson42 (Figura 4). A partir de um exercício simples de identificação dos signos contidos na imagem, bem como das representações e sugestões que dela emanam, os estudantes puderam se defrontar com a imagem como um meio de expressão que pode contemplar aspectos factuais históricos, artísticos e informativos, que permitem tanto um exercício abdutivo, quanto dedutivo, sendo essas formas de raciocínios fundamentais para o estabelecimento de uma interlocução crítica e criativa com os Estágios.

42

Henri Cartier-Bresson (1908 -2004) foi um fotógrafo francês considerado por muitos críticos de arte como um dos mais importantes fotógrafos do século XX. Por ser atento em captar cenas cotidianas ao redor do mundo e um dos pioneiros em flagrar manifestações espontâneas e críticas da humanidade com tom artístico, sua obra lhe concedeu o título de fundador do fotojornalismo.

Figura 4 - Fotografia "Downtown" (1947), de Henry Cartier Bresson Fonte: https://www.pinterest.com/pin/420382946441681385/ Acesso em 20/2/2015

Após o exercício com esta imagem, pela primeira vez, o grupo criado no Facebook contou com a participação plena dos estudantes, que fizeram cerca de 30 comentários interpretativos a respeito da imagem, complementando e estendendo a discussão iniciada em sala. Entre os comentários online destacamos alguns que mostram as interpretações que os estudantes fizeram a respeito da foto inicial:

Renato: Penso que seria uma pessoa que se acha pequena no mundo, também devido aos

grandes prédios ao seu redor.

Isaac: Tem na foto signos que expressam: 1- solidão: pelo fato de estar "sozinho" sentado na

calçada, até mesmo o fotografo o deixou sozinho, captou o momento bem de longe para dar a dimensão da exata solidão sentida pelo indivíduo; 2 - tristeza: ausência de cores vibrantes, a sobreposição do preto (vazio, sombrio) sobre o branco (remete a paz interior, luz)

Com este tipo de exercício buscávamos preparar os estudantes para tirar as "amarras" do olhar episódico, rápido, comum. Desta forma, a imagem fotográfica foi apresentada como um texto semiótico capaz de expressar/comunicar não somente pela sua obviedade aparente. Ao contrário, era preciso explorar seus detalhes, da composição das cores, das formas, as texturas, dos espaços e personagens, permitindo, como lembra Martins (1996), encher os olhos de um jeito novo de olhar, para constituir um "olhar-pensante". Para esta autora, o olhar-pensante é:

Olhar-pensante é percepção cognoscitiva. Percepção que vai além dos dados sensoriais. O olhar pensa, é visão feita interrogação [...]. Olhar-pensante curioso diante do mundo, que transcende as aparências e procura o que está por trás. [...] A 'fôrma' restrita do olhar sem pensar só percebe, só quer ver o homogêneo, o bonito, o que compreende. O resto não lhe serve. É jogado fora como se fosse uma parte da realidade que pudesse, de fato, ser jogada no lixo. O olhar-pensante procura formas de olhar. Procura no próprio objeto a forma de o compreender. Percebe as diferenças no que já conhece. E faz relações (MARTINS, 1996, p. 09)

Como se pode ler nas postagens destacadas anteriormente, é possível ver os PEFI iniciando um exercício de interpretação de imagem, buscando explorar diferentes formas de ver e de inter-relacionar os dados presentes na fotografia. Restava, então, verificar se tal exercício replicar-se-ia em relação às imagens publicadas pelos próprios PEFI e se isso ajudaria na "leitura" das situações de aula vivenciadas nos Estágios. Além disso, cabe destacar que, a partir dessa experiência de análise de imagens, foi desencadeada uma participação mais ativa dos estudantes nas aulas, o que parece indicar que a presença de imagens/fotografias, quando amparadas por algum referencial teórico-metodológico que subsidie a ampliação dos processos de significação e interpretação dos alunos, é um fator relevante para atribuição de um sentido pedagógico ao uso de imagens /fotografias durante os Estágios.

6.4 Momento de contemplar e planejar: encontros e desencontros entre a cultura digital