2.7. İlgili Araştırmalar 97
2.7.3. İkinci/Yabancı Dil Eğitiminde Öz-Yeterlik Algısı ile İlgili Araştırmalar 110
A análise de investimento requer a customização do modelo de otimização principal desenvolvido neste estudo de tal modo a contemplar as despesas decorrentes do investimento em um determinado projeto para o cálculo da viabilidade. A base do modelo em relação à vertente de comercialização da produção do portfólio permanece a mesma definida nas seções anteriores. No modelo principal, estima-se os resultados financeiros (Receita Esperada e CVaR) e se analisa o comportamento de um portfólio hidro-eólico. Ao se analisar o grau de complementaridade, é possível determinar o valor do hedge quando a GF do portfólio é comercializada em conjunto ao invés de individualizada.
No caso da análise de investimento, a complementação da vertente de comercialização requer a inclusão de um modelo para o cômputo das despesas de
investimento. Essa despesa retrata o efeito dos custos dos projetos e sua valoração engloba os parâmetros de cada empreendimento (projeto), tais como a taxa de desconto, a vida útil e o cronograma de desembolso do investimento realizado.
O Modelo de Despesa de Investimento é utilizado para definir o custo periódico decorrente do investimento realizado. Essa projeção de despesa compõe o fluxo de caixa do projeto, que por sua vez também é alimentado pelos resultados financeiros da operação de comercialização da produção do portfólio (parque existente e novo projeto), determinado através da aplicação do modelo de otimização do “Gerador”.
A Figura 43 apresenta o esquemático do conceito explicado neste parágrafo. Para efeito de organização, os parâmetros de entrada dos modelos foram omitidos, uma vez que o modelo de otimização já foi detalhado anteriormente e o de despesa o será a seguir.
Figura 43 - Esquema Geral do Modelo de Análise de Investimento
Fonte: Autoria própria
A determinação do custo de investimento requer a definição de alguns parâmetros de entrada condizentes com as condições de realização do investimento, conforme apresentado no esquemático do modelo de despesa da Figura 44 e explicado em sequência.
Figura 44 - Modelo de Despesa: Determinação do Custo Anual Equivalente (CAE)
Os dados de entrada são aqueles necessários para a determinação dos custos associados ao investimento em cada projeto. Como saída, obtém-se o cronograma financeiro de desembolso de capital e o Custo Anual Equivalente (CAE). O custo dos investimentos (CAPEX – capital expenditure) é definido com base em algumas características dos projetos, como a vida útil dos empreendimentos, cronograma de desembolso de capital durante a fase de construção (% do investimento em cada ano pré-operacional) e custos unitários do MW instalado.
A partir do custo unitário de cada projeto (CIP), R$/MW, e da respectiva potência instalada (PotP), MW, determina-se o valor total do Investimento em cada usina (IP = CIP∗ PotP). Esse valor será desembolsado em parcelas ao longo da fase pré-operacional dos projetos, conforme definido em parâmetro de entrada correspondente e em função da particularidade de cada projeto.
O desembolso financeiro na fase pré-operacional - realizado ao longo do horizonte de implantação do projeto e constituído por parcelas distintas - implica em Juros Durante a Construção (JDC), capitalizados a valores futuros (na data de início da operação).
No modelo desenvolvido, adotou-se a premissa que todos os projetos entrarão em operação na mesma data (A-0) e que, a depender do projeto, estes possuirão tempos de construção distintos, ajustados para iniciarem na mesma data (A-0).
Como os investimentos parciais ocorrem em montantes e em tempos distintos, há um efeito diferenciado dos juros que incidem durante a fase de construção; tal efeito também é influenciado pelo montante desembolsado em cada parcela.
A Equação (19) apresenta o equacionamento do Investimento total com incidência do JDC (IJDC). Assume-se como ilustrativo que o investimento na eólica
demanda 3 anos de investimento pré-operacional, onde a = 0 é o ano de entrada em operação.
𝑃 = ∑ 𝑃∗ + −
=
O investimento total (IP ) é calculado pela soma dos investimentos de cada projeto ‘p’ novo do portfólio.
Uma maneira de representar o custo do investimento ao longo da vida útil de um empreendimento é através da determinação do Custo Anual Equivalente (CAE), que consiste em transformar uma sequência de desembolsos de um projeto em uma série uniforme.
A equação (20) apresenta a fórmula do CAE:
𝐴 𝑃 = ∗ ( 𝑝 ∗ + 𝑝 + 𝑝− (20) : [%] vu : ú [ ] 𝑝 do projeto p ê [ $]
Nota-se que, com essa abordagem, as despesas financeiras são uniformizadas ao longo da vida útil de cada projeto, na forma das parcelas do CAE.
A vantagem de tal método simplificado constitui-se no fato de que, na análise de um fluxo de caixa, ao se truncar as séries ao final do horizonte de análise econômica (exemplo: horizonte decenal), leva-se em conta, implicitamente, o valor residual do projeto - que será diferente para cada caso - e permite prescindir da adoção de hipóteses “fortes” e discutíveis, como por exemplo, repetir o último ano da análise indefinidamente, até o final do horizonte de contrato, ou ter que assumir premissas detalhadas que compõem um fluxo de despesas pré-operacional e operacional.
No caso de mais de um projeto, o CAE é determinado individualmente para cada tipo de usina, com base em seus parâmetros de entrada, sendo que a soma destes valores resulta no CAE do Portfólio (CAEP ), uniforme para todos os anos e séries da análise.
Como no modelo de otimização trabalha-se com a contabilização da exposição ao mercado de curto prazo em base mensal, o CAE anual é transformado em parcelas mensais uniformes. Essas despesas de investimento são abatidas da parcela da receita mensal de comercialização.
Customizando a equação principal de formação da receita para de Fluxo de Caixa, tem-se a seguinte equação (21):
𝒙𝑪, = { ∑ [(𝒗𝒄∙ 𝝋,𝒄∙ 𝒉 ∙ (𝑷𝑪,𝒄− 𝝅 , ] 𝒄 ∈ 𝑪𝒗𝒇𝒇′ + ∑ [( ,𝒄∙ 𝒉 ∙ (𝑷𝑪, ,𝒄− 𝝅, ] 𝒄 ∈ 𝑪𝒗𝒗𝒇 + ∑ ( , ,𝒌∙ 𝝅, 𝒌 ∈ 𝑲 ∪ 𝑲 − 𝑪𝑨 } Onde: (21) Conjuntos: ′ , ç , ç Parâmetros: 𝐴 𝐴 ∈ [ $] , ∈ á ∈ [ $] 𝑷𝑪,𝒄 ç ∈ ′∪ ê ∈ [ $/ ℎ] 𝒗𝒄 ∈ ′ ∈ [ ] 𝝅 , ê ∈ á ∈ [ $/ ℎ] , ,𝒌 çã ∈ ∪ ê ∈ á ∈ [ ℎ] Variável de Decisão: ,𝒄 ∈ ∪ ê ∈ [ ]
De acordo com o exposto, o fluxo de caixa mensal em cada cenário é determinado a partir do cômputo da receita oriunda dos contratos candidatos e existentes (parque gerador), da parcela resultante da contabilização no MCP e do abatimento da parcela do CAE mensal.
As demais formulações seguem as mesmas em relação ao modelo de otimização apresentado no começo do capítulo, no que tange à contabilização do CVaR, à Função Objetivo da maximização da função convexa entre a parcela da receita (nesse caso, Fluxo de Caixa) e ao CVaR ponderado pelo nível de aversão ao risco e à restrição de lastro comercial.
Dessa forma, com base na aplicação do modelo de otimização, na análise do novo projeto obtém-se o volume ótimo a ser alocado no contrato candidato e os resultados financeiros (expectativa de receita, CVaR e resultado da função objetivo).
A sinergia entre o parque gerador existente e o novo projeto será determinado de acordo com o apresentado no fluxograma da Figura 45.
Na primeira etapa, ocorre o processamento do modelo de otimização para análise do parque existente; nessa etapa simula-se a alocação ótima em um contrato candidato (preço e prazo), dados os contratos existentes e demais condições de contorno (cenários de PLD e GSF, aversão ao risco, etc.), aferindo-se os resultados financeiros (Receita Esperada e CVaR) e alocação ótima. Apenas por questão de simplicidade de análise, mas sem nenhuma limitação por parte do modelo de simulação, assume-se que o contrato candidato é o mesmo em todas as simulações, sendo do tipo longo prazo (> 5 anos) para efeito de análise de investimento.
Nas etapas dois e três repete-se o mesmo procedimento realizado na primeira, com a diferença que, na segunda, considera-se o novo projeto e, na terceira, o portfólio formado pelo parque existente e o novo projeto.
Como no caso do novo projeto ocorre a despesa financeira, obtém-se como resultados financeiros o VPL da Receita Esperada e do CVaR, decorrente do volume ótimo alocado, que define a estratégia de comercialização.
A quarta e última etapa busca analisar a sinergia entre o novo projeto e o parque gerador. O valor financeiro da sinergia é aferido pela comparação dos resultados das etapas anteriores, quando o parque existente e o novo projeto são analisados individualmente (1ª e 2ª etapas) e quando o são dentro do mesmo portfólio (3ª etapa).
O estudo de caso apresentado a seguir ilustra esse procedimento para análise da sinergia entre novos projetos e parque gerador.
Figura 45 - Fluxograma: Análise da Sinergia entre novo projeto e parque gerador
Fonte: Autoria própria
3.9.2 Estudo de Caso: Sinergia entre Projetos Eólicos Novos e Parque Gerador