2.4. Yabancı Dil Eğitiminde Bireysel Farklılıklar 60
2.4.1. İkinci / Yabancı Dil Eğitimi ve Öğrenme Stilleri 66
A capacidade instalada de fontes eólicas tem se expandido rapidamente, estima-se um crescimento no patamar de 10 GW em 2015 para cerca de 17 GW em
2019, sendo que mais da metade do novo potencial explorado, concentra-se na região nordeste, seguido da região Sul, conforme ABEÓLICA (2015).
Tal expansão, além do fato da característica natural do vento em território nacional, tem sido suportada tanto pelos incentivos fiscais e financeiros do governo a essa fonte, como pela diretriz nacional de planejamento da expansão e pela queda nos preços de equipamentos, a qual decorre do desenvolvimento do mercado nacional e da crise no mercado europeu no início desta década.
Nesse contexto, empresas tipicamente hidrogeradoras de energia elétrica buscam investir em projetos eólicos como forma de obterem vantagem competitiva no ambiente de mercado e, assim, adotam a estratégia de ampliação da capacidade instalada de seus parques geradores com base na diversificação hidro-eólica, sempre que haja atratividade para que os investimentos ocorram.
Esse movimento de mercado traz a necessidade dessas grandes empresas redimensionarem suas estratégias de comercialização e de viabilização de novos empreendimentos, considerando o efeito conjunto do parque gerador e não somente do novo projeto de forma individualizada.
A complementaridade da geração sazonal entre fontes renováveis é uma importante vertente a ser considerada pelos agentes que possuem em seus parques geradores ativos reais (usinas de geração) de diferentes tecnologias ou por aqueles que buscam novos arranjos comerciais com parceiros estratégicos.
Estudos sobre complementaridade entre fontes renováveis, como de Camargo et al. (2013a, 2013b), apresentam resultados que atestam ganhos financeiros provenientes de uma estratégia de comercialização conjunta da garantia física associada desses empreendimentos, ao invés de fazê-la de forma independente; ressaltam também que, além de ganhos financeiros, o risco inerente à estratégia de contratação pode ser consideravelmente reduzido.
Naturalmente, o benefício financeiro oriundo da complementaridade depende de alguns condicionantes importantes, tais como: (i) a existência de sinergia entre os projetos, sejam novos e/ou existentes; (ii) a proporção, em termos de capacidade instalada e garantia física associada de cada ativo gerador que compõe portfólio; (iii) a correlação do perfil de geração de cada fonte com o PLD; (iv) o custo operacional e de investimento de cada fonte; (v) o percentual de contratação da placa do portfólio, dentre outros fatores.
No estudo de Ramos et al. (2013a) analisa-se os benefícios financeiros decorrentes da estratégia de comercialização entre uma empresa com parque gerador hidráulico se associando com dez opções de projetos eólicos existentes, localizados em diferentes regiões do país, ou seja, com diferentes perfis de geração. Com o suporte de um modelo de otimização estocástica com métrica de risco CVaR incorporada - resolvido por técnica de algoritmo genético - determinam-se quais associações proporcionam os maiores benefícios em termos de melhora no perfil de risco do portfólio formado.
Como variante da análise de complementaridade entre fontes de geração sazonal, Camargo et al. (2013a) abordam a questão enfatizando a vertente investimento, e analisam o caso em que uma empresa tipicamente geradora de hidroeletricidade realiza investimento em novos projetos - eólico e de biomassa. Suportado por um modelo de otimização estocástica similar ao caso anterior, o estudo demonstra como o ganho adicional oriundo do efeito da complementaridade (seja pela maximização da receita ou minimização do risco), quando existente, aumenta o valor do novo projeto (biomassa e/ou eólico), viabilizando a realização do investimento mesmo em Ambiente de Contratação Livre.
Em virtude da relevância no contexto nacional do efeito complementaridade entre as fontes eólica e hidráulica, no presente trabalho dá-se enfoque a três vertentes que refletem situações reais no mercado atual, a saber:
(i) Análise da complementaridade hidro-eólica para efeito de
comercialização conjunta da produção dos ativos pertencentes a uma mesma empresa;
(ii) Análise comercial de associação hidro-eólica, onde a empresa com parque gerador hidráulico realiza uma operação de compra da produção de parques eólicos para a revenda do mix da produção própria (hidro) mais a de terceiro (eólico) no mercado; e
(iii) Análise de investimento de uma empresa com parque gerador hidráulico em projetos eólicos, contemplando a sinergia entre os projetos candidatos e o parque gerador existente.
Na primeira vertente foca-se em mensurar o retorno financeiro oriundo da comercialização conjunta de um parque gerador composto por fontes hídricas e eólicas.
Nesse caso, parte-se do pressuposto de que ambas as fontes são de propriedade da mesma empresa e define-se a estratégia ótima de contratação com base no efeito de complementaridade entre as fontes, medindo a melhoria no perfil do risco do portfólio quando tais fontes são complementares.
Na segunda vertente, busca-se analisar uma derivação do primeiro caso através da análise da associação comercial entre uma empresa com parque gerador hidráulico e um parque eólico. Assume-se que a empresa com parque gerador hidráulico deseja realizar uma operação de compra da produção de um parque eólico qualquer, para então comercializar a placa conjunta (hidro-eólica) no mercado, explorando o efeito de complementaridade para melhorar seu perfil de risco e auferir ganhos adicionais na operação de compra e venda. Tal decisão pode ocorrer em decorrência de uma estratégia onde a empresa hidro não deseja investir na participação em parque, e sim celebrar um arranjo comercial.
Por fim, a terceira vertente analisa uma operação de investimento em projetos eólicos realizado por uma empresa com parque gerador hidráulico. Nesse caso, a análise de viabilidade do projeto eólico leva em consideração a sinergia com o parque existente, isto é, o benefício financeiro que o novo projeto traz para o parque gerador. Essas vertentes serão analisadas com o suporte do modelo de otimização estocástica com métrica de risco associada, desenvolvido neste capítulo e apresentadas detalhadamente em cada item correspondente.
3.2.6 Estruturação do capítulo
Este capítulo inicia-se com a contextualização dos principais temas abordados, conforme introduzido nas seções prévias.
Na próxima seção 3.3, apresenta-se o modelo de otimização desenvolvido para suporte à tomada de decisão do agente gerador. Com base nesse modelo principal, as seções seguintes exploram a aplicação de suas derivações nos seguintes estudos: na seção 3.4, o efeito da contabilização periódica do CVaR sobre a estratégia de contratação; na seção 3.5, a precificação de contratos flexíveis; na seção 3.6, a operação swap; na seção 3.7, a análise de complementaridade hidro-eólica; na seção 3.8, a participação comercial de empresas tipicamente hidráulicas em projetos eólicos;
e na seção 3.9, a participação de empresas tipicamente hidráulicas em investimentos em projetos eólicos. A seção 3.10, de cunho conclusivo, encerra o capítulo.