2.2 İbra Sözleşmesinin Geçerliliği
2.2.3 İbra Sözleşmesinin Geçerliliğine İlişkin Haller
2.2.3.6 İş Kazasından Doğan Tazminatlara İlişkin Yapılan İbra Sözleşmesi
A escolha da história oral para investigar como as culturas das organizações se formam e se juntam recaiu sobre a capacidade do método em orientar e sistematizar a busca de respostas aos problemas e objetivos de pesquisa previamente definidos. Por esse método pode-se aprofundar reflexões sobre as relações entre memória e história que passam a nortear desdobramentos teóricos e metodológicos essenciais para os pesquisadores (AMADO e FERREIRA, 2002). É bem recebido quando os documentos escritos parecem inadequados e em situações nas quais os textos orais dizem coisas que não são ditas explicitamente, ou que não se encontram documentadas em nenhum lugar. Sua meta então
é criar fontes históricas, gravadas com a colaboração do ator e do especialista, que auxiliarão na construção do tema em estudo. No caso das aquisições, estratégias tipicamente tratadas com extremo sigilo, as fontes orais trouxeram à tona importantes descobertas desses complexos processos de negociações.
A imagem do mosaico seria útil para pensarmos nesse tipo de empreendimento científico. Para compreendermos um determinado desenho, a figura de cada peça acrescentada ao mosaico nos dará, posteriormente (quando várias peças já tiverem sido colocadas), uma visão geral das cores ali postadas. Na análise de um quadro social específico, o mosaico refletiria as relações entre os objetos e as pessoas que dele fazem parte. Os estudos das falas mostrarão fragmentos contribuindo diferentemente para o nosso entendimento: “alguns são úteis por sua cor, outros, porque realçam os contornos de um objeto” (BECKER, 1994, p.104). Se compararmos a história de um caso com o mosaico, os depoimentos orais comporiam as peças que retratam as cores do desenho.
Ao ser entendida como método, a história oral inclui a história do tempo presente construída e narrada por meio das pessoas que a testemunharam. Uma vida é inseparavelmente o conjunto de acontecimentos de uma existência concebida como uma história e o relato dessa história. Assim, ao fazer uso da narrativa histórica, o ator situa a base de seu discurso no terreno que lhe é familiar: sua vida, sua experiência profissional. Essa trajetória, historicamente organizada, transcorre de acordo com uma ordem cronológica que acompanha, desde o seu início, uma lógica objetivada de princípio e razão de ser. Isso significa que o pesquisado ao relatar a sua biografia, tende a organizar os acontecimentos em seqüências ordenadas trilhando sempre aspectos por ele considerados inteligíveis (BOURDIEU, 2002, p.184).
Transpondo para o campo organizacional, a história de um funcionário se entrelaça com as experiências vividas nas organizações. Sendo, na média, mais de um terço do dia dos atores organizacionais dedicado às empresas; a formação do indivíduo passa a ser influenciada pela proposta cultural das corporações às quais está vinculado. Nesse contexto, a formatação esboçada nos sistemas normativos, pilares básicos de uma cultura, indicará o comportamento que se deseja dos membros da organização. A importância da biografia está na possibilidade de fornecer os meios para a observação e análise do funcionamento da dinâmica cultural que envolve as normas, os valores e as práticas do cotidiano organizacional.
Inevitavelmente as organizações maiores e mais bem sucedidas são as que comumente deixam registros ou encomendam suas próprias histórias. A preocupação em conservar e expor o histórico da organização, hoje, é manifestada nos sites das empresas que, quase sempre, fazem questão de apresentar as raízes de seu nascimento, crescimento e momentos de sucesso em seus portais na internet. Diante dessa finalidade, o grande desafio de rever o percurso construído, via depoimentos orais, é apresentar uma compreensão que auxilie entender a mudança nos rumos da empresa. Como bem argumentado por Rodrigues e Child (2003, p.19), na análise da transformação organizacional, deve-se incorporar tanto as características da história e do contexto, quanto as ações dos agentes da mudança neles inseridos. Assim, estar-se-ia cumprindo a proposta social da história oral de não apenas confirmar os fatos, mas também de servir como meio de transformar o conteúdo da trajetória elucidada (THOMPSON, 1998).
Entre os cientistas sociais que utilizaram a oralidade histórica como fonte de desenvolvimento teórico situam-se Karl Marx e Max Weber. Ao recorrer unicamente ao material oral publicado de comentários políticos e econômicos da época, Marx (1983)
optou pelos relatos originais extraídos de periódicos e publicações parlamentares para reforçar seus argumentos ao escrever O Capital, obra singular da história social. Em A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, Weber (1987) demonstra que, se uma boa fonte de dados se encontra disponibilizada, a pesquisa histórica pode servir como um complemento efetivo que generaliza o estudo científico com base em um único evento histórico. Pelos exemplos desses estudos, verifica-se que a abordagem histórica é indispensável para o conhecimento de um evento contemporâneo ou mesmo da razão de existência de uma instituição.
Com o advento da história oral contemporânea, a análise do papel do indivíduo nos momentos denominados marcantes e os aspectos culturais acerca da memória do passado passaram a ganhar notoriedade como meios de entender o tempo presente (THOMPSON, 1992; CHARTIER, 2002). Nesse novo formato de construção da realidade social, o uso de relatos pessoais, histórias de vida e biografias, antes renegados a uma subjetividade distorcida, voltaram a ocupar espaço nos campos de estudo que utilizam a história como fonte de pesquisa. Chartier (2002, p.215) ao fazer menção à fase que distingue o historiador modernista, acredita que a história das estruturas e das conjunturas acabou dando lugar à análise das representações e das práticas. Ao invés de considerar o relato oral falando por si mesmo de uma forma simples, auto-evidenciando as suas denotações, passou-se também a estudar os seus significados.
Para Bertaux (1981), houve uma inversão no foco dos historiadores. A insistência nos questionários padronizados, que buscam levantar questões teóricas importantes, cedeu seu lugar ao relacionamento intensivo e espontâneo desenvolvido no diálogo direto entre o pesquisador e o entrevistado. Essa relação ajuda a revelar a natureza oculta que move a teorização genuína e os fatos empíricos. A abordagem da história do ator
seria o melhor caminho para se compreender a experiência vivida, sua ideologia e sua praxe, possibilitando chegar mais perto dos significados implícitos de suas ações (LÉVI- STRAUSS, 1991, p.32). Toda essa proliferação de interpretações se desenvolve inseridas em um contexto histórico.
No fio dessas transformações nas pesquisas históricas, iniciou-se um processo de valorização da análise qualitativa de experiências individuais expressas nas situações singulares vividas. Qualquer que seja a avaliação a despeito da crença que objetiva o posicionamento de uma pessoa, essa significará a construção de uma versão particular de como as coisas se assentam e como podem ser representadas. Isso implica dizer que a narrativa da vivência é subjetiva, e, como tal, ela é única e não necessariamente certa ou errada.
Seria, então, por meio das fontes orais individuais e coletivas que se revelam as necessidades da atualidade. Como frisado por Ferreira (1996), a idéia da história do tempo presente é transpor do passado os testemunhos vivos daqueles que presenciaram o momento do desenrolar dos fatos. Dos relatos orais sobre o passado, consegue-se perceber como o modo de entender o ocorrido “é construído, processado e integrado à vida de uma pessoa” (CRUIKSHANK, 2002, p.156).
A história oral, na medida em que acrescenta dados pessoais e visões subjetivas baseadas em determinado evento, permite abrir caminhos de investigação, tanto no campo das rotinas institucionais como dos processos e das relações sociais. Serve como uma “pedra de toque”, um veículo, pelo qual, teorias e proposições possam ser avaliadas (MINAYO, 2000, p.127). Além disso, tem o potencial de conseguir dados difíceis e quase inacessíveis, numa tentativa de revelar o ambiente intangível dos acontecimentos que fizeram parte da experiência de determinado indivíduo ou grupo social. Visa a descobrir o
ponto de vista dos protagonistas dos fatos sociais, mesmo daqueles geralmente descartados da visão dos setores dominantes.
Nesse caminho de descobertas, não só as citações dos líderes sociais devem ser consideradas pelo pesquisador, mas também de todas as outras categorias de pessoas. Thompson (1992, p.26) alega que para uma reconstrução mais realista e imparcial do passado, a história oral deve convocar as testemunhas subalternas, os desprivilegiados, que podem, com seus depoimentos, colaborar com o compromisso de revelar a mensagem social de um evento histórico. Dentro das organizações, a participação dessas classes pode criar uma forma de expressão verbal mais verdadeira e socialmente mais valiosa para um estudo organizacional específico, permitindo, além disso, aproximar a alta administração dos demais funcionários. A variedade da experiência social revelada elucidará aqueles grupos ou indivíduos que desfrutam da melhor ou pior condição no ambiente da organização. Daí, emerge-se a reflexão do que poderá ser feito a esse respeito.
A ferramenta principal para evidenciar esse processo é a fala. Utilizando-se do gravador, a história é registrada e apresentada por meio das palavras faladas. Bakhtin (1986) considera a palavra como “o modo mais puro e sensível da relação social”. O caráter histórico da fala expressa, para cada época e, para cada grupo social, um repertório de formas de discursos em que se confrontam valores e posições sociais contraditórios. Na identificação dos grupos organizacionais deve-se atentar para não esvaziar a relação que move o indivíduo e o grupo. Da mesma maneira que em determinados períodos há um estilo próprio que identifica um determinado grupo, seria sensato afirmar que as ações específicas de um indivíduo, mesmo não sendo exatamente aquelas do grupo do qual faz parte, não podem ser consideradas irrelevantes ou não apropriadas. Para evitar subestimar as possíveis instabilidades das coerências e coesões grupais, Levi (2002, p.181) sugere
abordar assuntos pertinentes à constituição dos grupos, assim como, questionamentos sobre sua solidez, durabilidade e amplitude. Caberá ao investigador fazer com que as pessoas confiem em suas expressões orais, para que delas se possa extrair as pistas que conduzirão à análise das temáticas individuais e coletivas.
Vários estudiosos apontam a particularidade que qualifica a comunicação verbal como uma forma de interação e elucidação do fato social. Na maioria dos extratos da sociedade, existe um leque amplo de evidência oral resgatado pelas tradições orais, aquelas falas espalhadas e repetidas por um determinado grupo (THOMPSON, 1992, p.46). A importância dessas tradições resulta em sistemas confiáveis que são transmitidos a viva voz de uma geração a outra, com um mínimo de alteração, mediante estratégias de socialização, histórias e rituais. Para este estudo, a concepção da tradição repassada pela oralidade, é fundamental na materialização dos discursos que movem a absorção, ou não, das ideologias e valores repassados dos grupos matrizes aos agentes da cultura receptora.
Cruikshank (2002, p.151) identifica na tradição oral, não só o processo da informação transmitida entre gerações, como também o conjunto de bens materiais preservados do passado. Assim, as noções essenciais recebidas por uma cultura ressurgem de tempos em tempos, reafirmando ou reinventando os elementos básicos que a sedimentaram. Aqueles grupos integrantes deste escopo cultural, cujos depoimentos apresentem uma memória construída e validada após anos de convivência, tenderão a demonstrar uma coerência estrutural rígida e quase que consensual nos testemunhos situacionais. Como nos remete Danièle Voldman:
Consciente de ter uma mensagem a comunicar, a testemunha fala, apropriando-se do passado do grupo; ela seleciona as lembranças de modo a minimizar os choques, as tensões e os conflitos internos da organização, diminuindo a importância dos oponentes ou então aumentando-a até a caricatura para justificar, por exemplo, afastamentos, partidas e exclusões (VOLDMAN, 2002, p.40).
Com a ferramenta metodológica pode-se facilitar a elucidação da unanimidade ou, por outro lado, dos posicionamentos ambíguos, desordenados e conflituosos que geralmente se manifestam no encontro de indivíduos e grupos organizacionais, cada um com a sua trajetória que lhe é peculiar. Na difícil tarefa de confrontar os relatos, o pesquisador estará diante daqueles que querem manter a legitimidade da transmissão das tradições orais e os dos contrários, os discordantes, que querem fazer valer a autonomia e a preservação de seus discursos. Conforme defende Lévi-Strauss (1991), longe de representarem explicações diretas, a tradição oral revela a capacidade do ser humano de pensar simbolicamente seus problemas complexos.
As entrevistas realizadas com aqueles atores que participaram, de alguma forma, dos acontecimentos históricos podem vir a fornecer evidências mais verdadeiras do que os registros baseados em documentações inadequadas, ou mesmo, em índices estatísticos agregados considerados importantes. Várias razões distinguem a evidência oral da palavra escrita. Talvez a principal seja a própria natureza da oralidade, que permite o registro imediato do dado fornecido. A comunicação original oral propicia um documento preciso, uma vez que, todas as palavras utilizadas na argumentação estão ali exatamente como foram faladas, independentemente das incertezas, esquecimentos, silenciamentos, simulações e ironias inerentes ao depoimento (VOLDMAN, 2002, p.38). Aliás, tais
manifestações significam relevantes elementos integrantes e estruturantes do discurso do relator.
Distante de se apresentarem numa condição inferior às fontes escritas de arquivos, os recursos orais contam com a autenticidade da fala do ator. O testemunho oral difere do escrito pelo seu caráter singular de reprodução. Ao contrário da escrita, ele nunca se repetirá da mesma maneira. Essa ambivalência autêntica dignifica mais a expressão verbal do que as anotações rascunhadas, os formulários preenchidos pelo entrevistado ou as informações coletadas na mídia formal. Thompson (1992, p.140) alerta que o pesquisador, ao reportar às reportagens contemporâneas, aceitando o que a imprensa oferece para reconstruir o passado, deve atentar para os vieses que seus autores conjeturam ao redigir determinada matéria. Ela é selecionada, moldada e filtrada por um determinado viés, a respeito do qual, o investigador não está seguro.
O mesmo acontece na possível utilização dos arquivos organizacionais. As publicações oficiais de uma organização como brochuras, relatórios anuais e releases impressos destinados ao público interno e externo, tipicamente refletem, na maioria das ocasiões, apenas o que um time de executivos e especialistas em relações públicas querem explorar publicamente (OTT, 1989, p.109-110). De acordo com Rowlinson e Procter (1999), normalmente, o descomedido conteúdo dos documentos presentes nos arquivos da organização trazem consigo uma concepção errônea sobre a sua natureza. Entretanto, é prudente frisar, que nem as formas escritas, nem as orais estão livres do problema da segurança dos dados informados. O ideal para o pesquisador é checar as evidências confrontando todas as fontes disponíveis, sejam elas documentais ou faladas (GRELE, 1998).
Um estudo que ilustra a confrontação da evidência oral em relação à documentação escrita pertinente à atividade organizacional é a checagem da vasta biografia social e industrial de Henry Ford. Nevins (1954), pelos depoimentos do industrial americano, consegue expor, com mais clareza do que os vários escritos da história econômica da indústria automobilística, os métodos de trabalho empregados pelo empresário que fizeram aumentar a produtividade de seu empreendimento no início da era da produção em massa. O autor teve a felicidade de, ao fazer uso da evidência oral, substanciar a história que encontrou nos documentos da companhia e assim estabelecer os métodos pessoais de Ford e os diversos papéis da equipe de trabalho que concebeu o Modelo T.
Isso demonstra que a evidência oral pode vir a ser um poderoso recurso para o estudo adequado de uma atividade econômica transitória, quando o registro escrito é insuficiente para cobrir a situação que está sendo investigada. A evidência oral amplia as informações sobre acontecimentos específicos da organização elucidando, não só a participação de seus edificadores na evolução da empresa, como também a história subjacente aos principais momentos de tensões e acordos que movem as relações entre, por exemplo, sindicatos e empresas. Não se trata de abordá-los como simples documentos históricos, mas sim de explorar o valor contido no testemunho subjetivo falado, extraindo dele o significado social a ser avaliado.
A potencialidade da evidência oral como fonte admissível da pesquisa perpassa pela iniciativa do experimento social da entrevista, de sair a campo e de falar com os atores atuantes do estudo em questão. Para Minayo (2000, p.109), o que torna a entrevista um instrumento privilegiado de coleta de informações para as ciências sociais é a possibilidade de a fala ser reveladora das condições estruturais dos sistemas de valores, normas e
símbolos (sendo ela mesma um deles). Ao mesmo tempo, ela tem a magia de transmitir, por um porta-voz, as representações de determinados grupos, em condições históricas, socioeconômicas e culturais específicas.
As representações se traduzem nas relações particulares entre sujeito e objeto ligadas a um meio social. Elas tipificam as maneiras como as pessoas se relacionam com os objetos no seu mundo vivencial, devendo ser examinadas atentamente por meio das opiniões, atitudes, sentimentos, explicações, crenças, ideologias, identidade, hábitos e práticas dos respondentes (BAUER e AARTS, 2003, p.57). Pela entrevista qualitativa serão fornecidos os dados básicos que constituem a construção da realidade das pessoas, essenciais para o desenvolvimento e compreensão de comportamentos em contextos sociais específicos (HOLSTEIN e GUBRIUM, 1997; GASKELL, 2003). Da natureza estrutural e aberta da entrevista pode-se extrair do entrevistado o que ele sente como relevante e importante sobre um tema (ALVESSON, 2003).
Dentro da diretriz de potencializar o uso da história oral como método, a Administração desponta como uma das disciplinas na qual se tem realizado uma série de pesquisas. É possível inferir que grande parte das entrevistas nos estudos organizacionais derive da história oral. Conforme observado por Ichikawa e Santos (2003), se essas pesquisas seguissem os preceitos que regem a execução do método, tornar-se-iam mais robustas do ponto de vista metodológico. Neste trabalho tem-se interesse em usufruir da potencialidade da história oral para reconstituir a identidade e a história dos indivíduos e grupos diante da trajetória e encontro das organizações.
Assim sendo, no tratamento dos dados, a idéia foi transformar o conjunto de trajetórias individuais em unidades de análise para, então, mapear as características que identificavam e diferenciavam os grupos das duas culturas organizacionais. Inicialmente,
por meio dos depoimentos orais e outras fontes escritas, reconstruiu-se a história das culturas matrizes e receptoras das organizações. No sentido de revelar se o processo de aquisição poderia ser bem mais entendido, conhecendo-se a dinâmica da formação cultural, evidenciaram-se os acontecimentos principais do encontro das duas companhias e os conflitos gerados, as diferenças funcionais e regionais e os pontos de consenso e discórdia sobre esses eventos.
Ao tratar da biografia organizacional as trajetórias das organizações se fundem obrigatoriamente com os eventos que com elas se relacionam. O evento, incidente isolado, aparentemente abrangido pelas histórias que ilustram e complementam nossa compreensão de tais fatos, pode parecer mais ou menos relevante à medida do grau de envolvimento do sujeito no episódio. Os extratos orais dos atores que participaram dos eventos carregam os núcleos de sentido que compõem a comunicação interpretada pelos entrevistados. Eles originam um conjunto de significados identificados nos depoimentos, cuja presença ou freqüência gera um elemento temático para análise. Essas interpretações dos atores ao vivenciarem os eventos, podem ser agrupadas de acordo com o objetivo analítico visado.
Pela análise dos dados, procurou-se então, cumprir as seguintes etapas:
a) Desvendar as culturas das organizações utilizando: as fontes escritas sobre a história de cada uma delas e da siderurgia no Brasil e as fontes orais daqueles membros que delas fizeram ou fazem parte desde o seu início;
b) Levantar os principais eventos que marcaram o encontro das duas empresas;
c) Identificar os atores individuais e os grupos envolvidos nos eventos e, por meio dos extratos orais, os principais temas enfatizados nos depoimentos;
d) Relacionar as evidências emergidas da análise cultural que influenciaram na formação da nova cultura da organização adquirida.
CAPÍTULO 5