A terceira e última parte desta primeira ação de pesquisa deu-se nas dependências do Departamento de Educação da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Para tanto, os licenciandos da UNESP viajaram de Ilha Solteira até Recife e ficaram hospedados nesta cidade durante a realização da atividade. Tal etapa trouxe para esses uma oportunidade bem mais ampla e rica, na qual puderam conhecer a cidade, o clima, suas atrações, costumes e algumas expressões da cultura nordestina, dentre estas, em particular, um pouco de nossa música. Consideramos tal oportunidade ímpar e em perfeita sintonia com o espírito próprio de nossa pesquisa de trazer a culturalidade para a formação do professor de física. Destarte, o ideal de poder conhecer e experimentar os elementos próprios da cultura de um povo aproxima-se muito com o pensamento freireano de conhecer a cultura de um povo e, portanto, sua identidade para, ao apropriar-se, construir uma educação transformadora. No desenvolvimento dos trabalhos, os alunos mostraram-se bastante interessados e envolvidos, como pôde ser observado nas apresentações das paisagens sonoras por eles investigadas.
O trabalho do grupo 2, formado pelos estudantes cinco, seis, sete, oito e nove consiste da análise de um marco sonoro muito significativo para os cidadãos Ilhenses. Trata-se da sirene instalada no topo da caixa d’água da praça central da cidade (Praça dos Paiaguás), desde a época em que a usina hidrelétrica foi construída e permanece ainda hoje em pleno funcionamento. Segundo o trabalho escrito, os alunos buscaram construir relações entre a história desse marco sonoro, sua ligação com o desenvolvimento socioeconômico do lugar e analisar suas características físicas.
Estudante 7: após o curso em Ilha Solteira, ficou acordado que iríamos apresentar o trabalho sobre o marco sonoro e com o objetivo de fazer a relação entre história e cultura em torno de um marco sonoro de uma comunidade. No nosso caso, da comunidade de Ilha Solteira, que é a sirene da caixa d’água. Analisar sua relação com o desenvolvimento socioeconômico da cidade, bem como suas características físicas.
Na primeira parte do trabalho os alunos resgatam a história da cidade de Ilha Solteira, desde sua origem, evidenciando a importância da sirene na construção da usina hidrelétrica. Na segunda parte, resgatam a história da sirene da caixa d’água de Ilha Solteira, que começa em 1966 com a chegada dos funcionários das empreiteiras que vieram para construir a cidade, que posteriormente serviria de moradia para os operários que trabalhariam na construção da usina hidrelétrica de Ilha Solteira.
A cidade possui diversos bens materiais e imateriais que foram declarados como patrimônio histórico e cultural do município. São eles: a estrela, a praça da emancipação, o monumento da emancipação, o monumento aos barrageiros, a ilha que deu origem ao nome da cidade, a ilha da ferradura, o festival de música popular brasileira, a expressão barrageiro e toda documentação referente ao processo de emancipação político-administrativa. Dentre esses constam ainda a praça dos Paiaguás e a caixa d’água (figura treze), construída nesta praça, e que, no topo da qual, foi colocada a sirene em questão, objeto de pesquisa dos alunos.
Figura 13: caixa d’água da praça dos Paiaguás em Ilha Solteira/SP.
Na segunda parte do artigo, há uma breve inserção histórica factual sobre esse marco sonoro, evidenciando a data de instalação da mesma na caixa d’água e o propósito desse mecanismo. Inicialmente a intensidade sonora da sirene não precisava ser tão elevada, já que os funcionários ficavam apenas na região central, em torno dela. Porém, com a chegada dos operários que vieram para a construção da Usina, a cidade expandiu-se, e foi sentida a necessidade de adaptar a sirene antiga para que um som de maior intensidade fosse emitido.
Estudante 9: um dos moradores falou que, como não tinha eletricidade, a sirene era movida a bateria. Os alojamentos eram perto da caixa d’água para que os moradores fossem alertados às sete horas da manhã, ao meio dia e às seis horas da tarde. A intensidade da sirene e sua forma não eram as mesmas de hoje. Um senhor falou que a intensidade era muito reduzida. Por que não tinha a necessidade da intensidade de ser tão alta? Porque como os moradores dessa construtora não se dispersavam, mas ficavam concentrados em torno da caixa d’água, a intensidade não tinha que ser tão elevada. Seria um desperdício.
A sirene foi instalada com o intuito de “avisar” os funcionários sobre a hora de acordar (07:00 h), hora do almoço (12:00 h) e, finalmente, a hora de encerrar o expediente (18:00 h). Assim como na maioria das empresas que possuem algum tipo de sinal sonoro para informar o início e o término de um turno de trabalho, esses horários foram escolhidos de forma a
aproveitar ao máximo a luminosidade do dia, pois não havia energia elétrica. É interessante observar que a cultura de tocar a sirene da caixa d’água nos mesmos horários continua até hoje, já faz parte do cotidiano da cidade, muito embora muitos cidadãos não tenham ideia alguma do que se trata. Além da análise da importância do som da sirene ao longo da história da cidade, “extraíram” o som de sua paisagem sonora e o estudaram fora do contexto, por meio do invólucro do objeto sonoro, identificando ainda tratar-se de um ambiente Lo-Fi.
Estudante 6: apresentaremos inicialmente a tentativa de buscar o som da caixa d'água que escutamos na cidade de Ilha Solteira.
Estudante 9: a paisagem sonora foi filmada dessa forma para mostrar que a sirene é tocada todo horário de maior movimento, que é justamente para avisar o horário do almoço, o horário do expediente. A forma como filmamos e apresentamos teve o intuito de tornar o registro natural, preservando o som dentro da paisagem, o marco sonoro inserido no local.
Estudante 6: nos artigos que lemos, está colocado que a paisagem sonora é como se fosse uma fotografia do ambiente com o som. Tentamos fazer isso.
Estudante 9: esse primeiro registro foi feito, tomando por base o que a estudante 6 falou, que a paisagem sonora é uma foto sonora do ambiente. Tiramos diversas fotos desse local, gravamos o som e o vídeo também. Juntamos essas duas partes para falar que o resultado seria essa paisagem sonora, tanto a imagem quanto o som da sirene.
Na terceira parte, a saber, metodologia da pesquisa, os alunos descreveram todos os passos seguidos, evidenciando, inclusive, que na primeira gravação, feita da praça, ao pé da caixa d’água, o ambiente, por ser lo-fi, introduziu no objeto sonoro ruídos indesejáveis. Daí veio a ideia de subir até o topo da caixa para, assim, registrar o evento de forma mais pura, isenta de outros sinais.
Passo 1: gravação do evento sonoro. A paisagem sonora foi gravada em um ambiente LO-FI, em que a razão sinal ruído é desfavorável. Como a sirene é tocada em horários em que ocorre maior movimentação de carros e pedestres, optamos por gravar o som produzido pela sirene em cima da caixa d’água, para que um estudo de propriedades físicas (como intensidade sonora, frequência da onda sonora produzida) fosse realizado. Com o intuito de melhor isolar o sinal sonoro da sirene, os alunos subiram até o topo da caixa d’água e com a ajuda do laboratorista do DFQ/UNESP e de um funcionário da prefeitura registraram um evento completo e cujos gráficos estão mostrados a seguir.
Passo 2: levantamento referente ao contexto histórico-cultural que envolve esse marco sonoro. Nesta fase, os alunos perceberam grande proximidade com a física do som.
Passo 3: construção de um referencial teórico referente à física do som, concernente a elementos como intensidade sonora, frequência e altura, que auxiliam na compreensão das modificações pelas quais a sirene necessitou passar para se adequar às necessidades em que a cidade em ligeira expansão estava sofrendo. Toda essa análise é pertinente e suficiente para responder perguntas como: por que a sirene possui essa altura sonora? No que o aumento da intensidade sonora influenciou na vida dos funcionários que trabalhavam nos arredores da caixa d’água? Por que a disposição da sirene na caixa d’água é da forma com que a conhecemos hoje? Enfim, poderíamos formular diversas outras questões que poderiam ser respondidas levando-se em consideração o contexto da situação à luz da teoria física.
Passo 4: edição do invólucro do objeto sonoro e análise do ataque, corpo e decaimento, com a utilização do programa SONAR. É interessante observar que os estudantes foram a fundo na análise do sinal, extraindo interessantes conclusões que sintetizamos da seguinte forma:
i. O ataque é fortemente influenciado por transientes causados pelo desbalanceamento da estrutura metálica. A não homogeneidade da onda gerada pelo programa deve-se a esse ruído que cessa a partir do momento em que a rotação da ventoinha da sirene se acerta com o eixo de rotação e a vibração provocada por esse desbalanceamento na estrutura para. Daí que não aparece um padrão de onda no ataque.
ii. No corpo do invólucro do objeto sonoro, encontraram três padrões de onda, que podem ser vistos claramente utilizando-se do ‘zoom’ na janela de edição de áudio do sonar.
iii. A busca por padrões de onda no corpo do invólucro do objeto sonoro foi guiada pelo monitoramento auditivo dos transientes. Como pudemos perceber ao longo do texto, os alunos mostraram-se atentos à existência desses transientes desde o início da investigação e, num determinado momento, eles perceberam a sua minimização. É justamente nesta posição do objeto que eles começaram a ampliar. Nesse momento, pudemos aquilatar o esforço dos estudantes em tentar perceber as nuanças do som por meio da audição, alinhando-se com um dos grandes marcos do pensamento de Schafer que é a reeducação para a audição. Perceber estas nuanças não é simples e principalmente quando estamos habituados a analisar o som a partir dos gráficos, como é o caso dos licenciandos em física.
Quando o grupo começou a apresentar a análise que havia feito do evento sonoro, o estudante 2 pediu a palavra e antecipou que se trataria, igualmente ao do grupo dele, de um ambiente lo-fi. É interessante observar que, com a fala do citado estudante, houve outros relatos evidenciando não escutarem a sirene, inclusive da estudante 6, componente do grupo
que desenvolveu a pesquisa. Esse fato mostrou-se particularmente interessante porque evidenciou, novamente, o que o grupo um havia alertado a respeito do culto ao ruído. As pessoas tornam-se insensíveis e acabam acostumando-se com ambientes nocivos. A exposição passiva naturaliza, muitas vezes, ambientes cuja paisagem sonora está repleta de sons indesejáveis. Mesmo não sendo o caso da sirene da caixa d’água, o fato de os estudantes não perceberem o som da sirene reflete essa condição de indivíduos auditivamente passivos. Nesse momento, colocamo-nos também nesse rol, pois, até então, não havíamos percebido também o som da sirene.
Estudante 2: segundo Schafer, o ambiente analisado é lo-fi também. Tanto é que eu nunca percebi a sirene, e até hoje eu nunca parei para ouvir mesmo. Vai ser a primeira vez que eu vou ouvi-la (todos riem).
Estudante 6: para mim era só ao meio dia. Eu nunca tinha percebido às seis horas da tarde. Estudante : às vezes eu ouvia, mas nem percebia que era uma sirene.
pesquisador: passa despercebido, mas mexe na nossa vida. Passa despercebido no sentido de que começou, mas terminou. Adaptou-se, mas aquele som, de certa forma, condiciona você a alguma coisa. Schafer diz que é preciso pararmos e nos reeducarmos. Aquela experiência que eu falei na palestra de que se você gravar o ambiente com todo mundo em silêncio e, depois colocar para a audição dos presentes, eles só perceberão porque estarão ouvindo duas vezes o que está acontecendo.
Muito embora o som da sirene seja bastante intenso, os automóveis e outras fontes sonoras contraem a paisagem para junto do ouvinte, dificultando a audição de fontes mais distantes. Mesmo assim, uma audição mais cuidadosa identificará a presença desses sinais. Nesse momento da apresentação, abre-se um debate entre os estudantes, alguns, inclusive, admirados com a existência desse marco sonoro. Momentos como esse, acontecidos durante o curso, reiteram o valor da dialogicidade como possibilidade de construção de níveis de percepção da realidade problematizada. A consciência de que determinados sons podem ser percebidos quando estamos atentos a eles pode consistir no primeiro passo em direção à reeducação da audição. Na sequência, o debate continua em torno da apropriação dos conceitos de Schafer na articulação entre ciência e paisagens sonoras.
Pesquisador: o conceito de marco sonoro está mais evidente no trabalho deles do que no que foi apresentado anteriormente. Quando eles forem analisar o registro, ou seja, o objeto, esse estará destituído de tempo e espaço. Logo o objeto não tem história e essa é a crítica à música eletroacústica. A música nasce numa comunidade, ela tem elementos daquela comunidade, carrega aqueles elementos. A música industrial é morta. Ela não tem tempo, não tem espaço. A mesma coisa é o invólucro do objeto sonoro. Aí eles diferenciam o objeto da paisagem. A paisagem é histórica, antropológica, assim como esse marco sonoro específico tem significado
para pessoas. Eu não sei se eles chegaram a fazer entrevistas com as pessoas mais velhas, as pessoas de média idade, no sentido de investigar a relação desse marco sonoro com a vida dessas pessoas.
Nesse momento, os estudantes colocam a filmagem realizada no momento em que a sirene tocava. A filmagem foi realizada da esquina próxima à praça na qual se encontra a sirene. Desta posição, os estudantes consideraram o ambiente lo-fi, a saber, aquele em que a razão sinal/ruído é desfavorável, ou seja, os sinais se amontoam, tendo como resultado o mascaramento ou falta de clareza dos componentes do som. Gravaram a paisagem sonora quando a caixa d’água soa ao meio dia, que é um horário que o fluxo de pessoas, ônibus e carros é maior por ser a hora do almoço. Por isso o som da sirene ficou um pouco “escondido” pelos carros, motos, caminhões e ônibus que passavam próximo ao gravador.
Estudante 5: a sirene foi instalada em 1966 com a chegada dos operários para a construção da cidade. Essa sirene foi colocada com o intuito de avisar às sete horas seria o início do trabalho, doze horas parada para o almoço e às dezoito horas o final do expediente. Assim como na maioria das fábricas grandes que tem a sirene para esse intuito de avisar aos funcionários os horários de início e término de um turno, a sirene foi colocada com esse mesmo intuito. Naquela época não existia energia elétrica. Ela funcionava à bateria. Essa cultura de tocar a sirene continua até hoje, é um marco sonoro da cidade. Acontece todos os dias e é reconhecida pela sociedade ilhense. A maioria, pelo menos, acredito eu, da população ouve essa sirene tocar nos três horários
(risos). Classificamos o tocar da sirene como um evento sonoro e o som da sirene é um marco sonoro. É uma
paisagem sonora tocar a sirene porque ela está incluída na sociedade ilhense. É uma característica daquele local, daquela comunidade. Talvez tenha uma sirene que toque em outro lugar, só que não tem as mesmas características desta. É próprio de Ilha Solteira a sirene tocar nesses horários e o motivo dela tocar nesses horários. Só que agora retiraremos a sirene desse local, vamos representá-la em termos do seu invólucro. Vamos descontextualizar a sirene, porque ela tem toda uma abordagem histórica, social com o desenvolvimento da cidade. Só que para analisar, a retiramos desse ambiente, constituindo-se apenas num toque de uma sirene. Não tem nenhuma relação com Ilha Solteira. Não tem nenhuma relação com a construção da cidade. Torna-se uma representação do objeto sonoro. O ambiente em que essa sirene está instalada é lo-fi, tanto que deu para perceber no primeiro vídeo que evidenciamos que o barulho dos carros era, às vezes, mais alto que o da sirene. Esse ambiente lo-fi significa que a razão sinal ruído é desfavorável. O ruído acaba sendo maior que o próprio objeto que queremos observar, a própria paisagem sonora. Então acaba faltando clareza, principalmente quando o carro passa perto da câmera. Ouvimos o carro e a sirene fica praticamente esquecida. Os meninos foram lá na caixa d’água para gravar de perto, para deixar de ter um ambiente tão lo-fi.
Nesse momento os estudantes mostram a representação do objeto sonoro da sirene, registrado no topo da caixa d’água, perto do artefato. A figura catorze, retirada do texto escrito entregue a nós, mostra invólucro do objeto sonoro de um evento do toque da sirene,
seccionado em seu ataque, corpo e decaimento. Antes de falar do objeto sonoro e de sua representação em termos do invólucro em si, os estudantes fizeram uma breve apresentação sobre ondas mecânicas e, em particular, sobre o som enquanto uma onda mecânica longitudinal. Durante esta apresentação, os estudantes mostraram particular interesse sobre o tema, o que parece ter relação com a identificação cultural dos estudantes com a cidade.
Figura 14: invólucro do objeto sonoro da sirene de Ilha Solteira.
Estudante 17: tiveram a atenção de ver até onde ia o sinal? Por exemplo, alguém que está no zoológico consegue ouvir?
Estudante 6: só não ouve nos bairros novos.
Estudante 8: tanto é que eles tentaram colocar outra sirene lá na caixa nova, mas não conseguiram porque essa sirene foi construída artesanalmente. Eles não acharam esse mesmo modelo, porque quem fez morreu. Não tem como.
Estudante 5: a Ilha foi uma cidade planejada para ser destruída. Não foi planejada para continuar. Só do centro era para ser ouvido, porque não tinha a intenção de que a cidade crescesse mais. Ela seria destruída. Então a sirene foi feita de forma à atingir só o centro, a região central.
Nestas falas, encontramos interessantes elementos de análise nos quais subjazem preocupações oriundas dos estudos de paisagens sonoras, inclusive evidenciando conceitos que não foram discutidos durante o curso. Por exemplo, na fala do estudante 17, é possível identificar particular preocupação com o perfil do som na paisagem, ao que Schafer chamou “espaço acústico”. Já na fala do estudante 8, por sua vez, percebemos a valorização do artefato não pelo artefato em si, mas pelo seu valor histórico, cultural. É obvio que um bom profissional da área poderia construir uma réplica, mas talvez não conseguisse reproduzir todas as nuanças que foram acrescentadas pelo construtor original.
Figura 15: sirene da caixa d’água e construção da cidade de Ilha Solteira.
Na análise do invólucro do objeto sonoro, os alunos trataram os dados com muito cuidado, procurando, inclusive, observar eventuais padrões que pudessem aparecer no invólucro do objeto sonoro. Nas falas, relacionaram intensidade com pressão e frequência com comprimento de onda, identificando regiões de instabilidade e regiões onde a forma de onda manteve um padrão durante parte do corpo do invólucro do objeto sonoro. Identificaram ainda transientes causados por folgas da estrutura.
Estudante 9: usamos esse referencial para a análise física das ondas mecânicas. As ondas mais simples são senoidais. Podemos representar essas ondas em padrões senoidais, que é o que tentaremos analisar, ou seja, se existe um padrão para essa onda utilizando o sonar. O intervalo de frequência perceptível ao ouvido humano vai de 20Hz à 20KHz. A frequência que medimos na caixa d’água dava em torno de 500Hz. A frequência máxima medida pelo frequencímetro.
Pesquisador: é uma coisa a se discutir, porque se o corpo tem um ataque assim (demonstramos com um objeto
sonoro que possui um corpo bem definido), você consegue um corpo que é uma região de estabilidade,mas se
você tiver uma coisa que faça isso (demonstramos com um objeto sonoro cujo corpo seja muito curto), o corpo é bem pequeno.
Estudante 9: ela se mantém durante um bom tempo (os alunos põem à audição a gravação realizada no topo da
caixa d’água).
Estudante 9: esse primeiro barulho é o motor começando a funcionar. Não é o som da sirene. Há muita variação na lataria (coloca a audição novamente para podermos identificar o ruído no início da gravação). O motor parece não está bem sentado, então ele parece dar uma variada
Pesquisador: durante o corpo, esse ruído de fundo é o vento tangenciando a cápsula do microfone (colocam à
audição novamente).
Estudante 9: mas, mesmo assim, tem umas variações. Tem alguns trechos fora desse padrão de continuidade, da