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Hermann Hesse’nin Psikanaliz Sonrası Kaleme Aldığı Eserlerindeki Kadın

BÖLÜM 3. HERMANN HESSE’NİN ROMANLARINDAKİ KADIN

3.2. Hermann Hesse’nin Psikanaliz Sonrası Kaleme Aldığı Eserlerindeki Kadın

De acordo com Singer (1987, p.123) o fenômeno da metropolização brasileira encontra na concentração a sua referência de origem:

A unificação do mercado nacional, tanto física quanto política, a partir de 1930 criou condições para uma crescente concentração do capital, antes impedida pela fragmentação regional do mercado. A concentração do capital se apresenta sob dois aspectos diferentes, que se reforçam mutuamente:

a) A concentração de atividades em estabelecimentos e firmas cada vez maiores, causadas pelas vantagens financeiras, comerciais, produtivas etc. que uma escala maior de operações proporciona;

b) A concentração de atividades em determinadas áreas, causada pelas chamadas economias externas de despesas de transporte e comunicações entre empresas complementares e pelo uso em maior escala, o que reduz os seus custos, de serviços industriais (energia, água, esgotos), de serviços financeiros, comerciais etc.

Na medida em que as empresas se concentram espacialmente, o mercado para cada uma se amplia, possibilitando assim maior concentração empresarial do capital e na medida em que esta se dá as vantagens da concentração espacial se acentuam.

No Brasil, a concentração espacial do capital se deu primordialmente em São Paulo por uma variedade de motivos, dos quais o mais importante é que a capital paulista já possuía o maior parque industrial do país, devido à razão apontada antes: o grande mercado regional formado pela cafeicultura. Quando esta se deslocou, a partir dos anos 40, para o norte do Paraná, ela continuou fortemente ligada a São Paulo, cuja hegemonia no mercado nacional já não podia mais ser disputada.

O fenômeno metropolitano, assim como as mudanças ocorridas no espaço brasileiro no século XX, impunham uma nova agenda ao governo brasileiro. Em Marangoni (1982) encontramos o resgate das iniciativas voltadas ao planejamento governamental no Brasil e os conseqüentes resultados materializados nas transformações do território. Tendo como ponto de partida a apreciação da legislação brasileira, o trabalho descreve iniciativas governamentais com vistas à criação de instâncias voltadas ao desenvolvimento setorial, que tiveram início na década de 1930. O país, que havia se inserido na economia mundial com maior destaque, impulsionado pela produção cafeeira, passaria a contar com diversas instituições voltadas ao planejamento dos vários ramos da economia10.

No que se refere ao processo histórico brasileiro, a autora identifica três etapas distintas: a do desenvolvimento nacionalista, no governo Vargas; a do desenvolvimento pragmático (não necessariamente nacionalista), no governo Juscelino Kubitschek e o do

10 MARANGONI, Ana Maria M C – O Governo Planejador e as Transformações do Espaço Brasileiro –

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desenvolvimento fundamentado na segurança nacional, no período entre 1964 e 1985 (MARANGONI, 1982, p. 61).

Também em Gardin (2009), observa-se destacada contribuição para a reflexão sobre a criação da Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai (CIBPU), que se constituiu entre 1951 e 1972, enquanto instrumento de planejamento regional no Brasil.

As ações governamentais, cujo condão era estabelecer instâncias de planejamento regional, sucederam-se ao longo do tempo, com maior freqüência após a Segunda Guerra Mundial. Esse planejamento governamental no Brasil deu-se em limites territoriais que não coincidiam com a divisão regional estabelecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, órgão federal responsável, entre outras, pelo recenseamento populacional nacional, assim como extrapolava os limites administrativos dos Estados. Sua referência de ação sustentava-se em unidades geoeconômicas, com vistas à redução dos desequilíbrios regionais e preocupações de ordem geopolítica11.

Dessa forma, conforme Gardin (2009, p.37), vimos surgir em 1948 a Companhia do Vale do São Francisco (CVSF), que se estende até 1968, a SPEVEA, que atuou entre 1953 e 1966, antecessora da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), criada em 1966, a SPVESUD, constituída em 1956 e que atuou até 1967, a SUDENE, instituída em 1959 e também a SUDECO (1967). Em 1951 os Estados situados nas bacias hidrográficas dos rios Paraná e Uruguai, envolvendo sete estados à época, constituíram a CIBPU. As interfaces governamentais entre a CIBPU e as instâncias criadas pelo governo federal constituem importante contribuição para o registro dos momentos em que os entes federativos no Brasil implementam ações que implicam sobreposição, com a atuação em uma mesma porção do território.

Para o planejamento estadual, a autora define três dimensões: a global, a setorial e a regional (MARANGONI, 1982, p. 62). No Estado de São Paulo, o Plano Rodoviário, de 1933, é exemplo de ação de planejamento setorial, implementado ainda que de maneira parcial. Também o planejamento da rede escolar e a recuperação das finanças do Estado podem ser citados como medidas de planejamento setorial, ocorridas entre as décadas de 1930 e 1940.

11 GARDIN, Cleonice – A Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai no planejamento regional

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A autora revela que somente a partir da década de 1950 é que “planos mais complexos e integrados” passariam a constar da agenda governamental. Data desse período a criação da Sociedade de Análises Gráficas e Mecanográficas Aplicadas aos Complexos Sociais (Sagmacs), tendo à frente Louis-Joseph Lebret, o padre Lebret (MARANGONI, 1982, p.67). Um dos primeiros trabalhos da Sagmacs foi a elaboração da pesquisa contratada pela Comissão Interestadual da Bacia do Paraná-Uruguai, por solicitação do governador de São Paulo, Lucas Nogueira Garcez, em 1951. A Sagmacs e Lebret, cujo campo de trabalho contemplava os levantamentos sócio-econômicos, exerceram forte “influência na formação dos futuros planejadores. Alguns destes puderam, em fins dos anos 50 e já no início da década de 60, participar do Plano de Ação do Governo Carvalho Pinto (1960-1962), até então a mais ousada experiência de estabelecimento de metas (setoriais, mas relativamente integradas) em nível estadual, no Brasil” (MARANGONI, 1982, p.62).

No tocante ao planejamento estadual, Marangoni (1982, p.64) também verifica que esse pode se apoiar em programas regionais, intraestaduais ou supramunicipais. Destaca a autora que o Estado de São Paulo também havia iniciado, de forma pioneira, a divisão de seu território em regiões e sub-regiões administrativas, em 1967.

Em circunscrição municipal, a autora considera que:

Quanto ao planejamento municipal, a mais restrita das escalas de governo, é normalmente setorial (setores administrativos, físico-territorial e sócio-econômico, da mesma forma que o Estadual e o Federal), ou ‘zonal’, ou seja, rural (raramente) e urbano (o mais frequente). Em realidade, são muito poucos os exemplos de planos verdadeiramente municipais, no Brasil: o que temos em abundância é o planejamento urbanístico (não planejamento urbano, que supõe muito maior integração de elementos sócio-econômicos e espaciais, que a apresentada pelo plano urbanístico). E isso ocorre apesar de todas as Unidades da Federação, praticamente, teream em suas Constituições ou suas Leis Orgânicas dos Municípios, dispositivos legais que falem em Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, ou ao menos em Planejamento Municipal (MARANGONI, 1982, p. 64).

Seguindo sua análise, Marangoni (1982, p. 65) relaciona também o planejamento metropolitano:

Além dos citados, teríamos ainda o planejamento metropolitano, misto de planejamento urbano (urbanístico), municipal e regional. Esta característica, sob a atual legislação, traz problemas de difícil solução, como a superposição de poderes, órgãos e autoridades, que se acrescenta aos demais, como as deseconomias de escala, a falta de estudos adequados, as divergências entre planos governamentais em outra esfera, e muitos outros. Também neste caso, o Estado de São Paulo teve a iniciativa pioneira, no Brasil, de criar um órgão de planejamento metropolitano (Grupo Executivo da Grande São Paulo – Gegran – em 1967). E ainda nesse caso, como ocorre, de resto, não só em São Paulo , como nem só em um ou outro nível de planejamento, os problemas básicos continuam a ser os mesmos: o não entrosamento entre os níveis de planos, a não coerência interna de cada um deles (em termos de integração setorial), a não continuidade de aplicação (e conseqüentemente, a não avaliação de resultados), e entre muitos outros, a falta de estudos adequados, e a não

54 participação da população, de forma mais ampla, na indicação de soluções e na aceitação de compromissos.

Elencando uma extensa lista de entidades, criadas a partir da década de 1930 no Brasil, Marangoni (1982, p.59-61) considera que o governo brasileiro passaria a promover a “sistematização de informações, a realização de debates, a análise de problemas, a tomada de decisões e a própria execução de medidas de política econômica”, a partir da criação de diversas instituições como o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (1930), o Ministério da Educação e Saúde Pública (1932), o Instituto do Açúcar e do Álcool – IAA (1933), o Instituto Nacional de Estatística (1934), o Conselho Brasileiro de Geografia (1937), o Conselho Nacional do Petróleo (1938), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1938), a Fábrica Nacional de Motores (1940), a Companhia Siderúrgica Nacional (1941), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (1952), o Plano de Metas (1956), a Comissão Nacional de Planejamento – Coplan (1961) e os Planos Nacionais de Desenvolvimento (1970, 1975, 1980).

Ressaltando a ausência de muitas entidades de planejamento regional e para o caráter restrito da informação sobre as instituições do período pós-1950, a autora aponta para uma questão que consideramos primordial, expressa na “falta de continuidade em relação aos sucessivos planos de governo”.

Para além do desafio da criação de uma instância que reúna outros entes federativos e a garantia da participação de representantes de cada um dos membros associados nas decisões, há que se criar mecanismos para garantir a continuidade dos planos aprovados.