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Hasan Eren, Türk Saz Şâirleri Hakkında Araştırmalar I

neste início de séc. XXI, não basta à organização constituir-se e estabelecer-se em um dado mercado para se ter a certeza de uma longa vida empresarial. A dinâmica do atual ambiente de negócios exige que as organizações estejam atentas a uma ampla gama de sinais.

Estes sinais podem indicar necessidades de mudanças nos cenários em que atuam e exigir adaptações que lhes permitam obter um melhor desempenho e, consequentemente, prolongar suas operações ao longo do tempo. A busca e a percepção destes sinais só são possíveis a partir de uma atividade de definição de necessidades informacionais bem estruturada e de acordo com as variáveis que influenciam a organização. É preciso que esta seja uma atividade continua e com uma forte abertura para o aprendizado.

Para Hansen (2005, p. 392), “é essencial que os profissionais de hoje tanto estejam informados quanto informem seus ambientes de trabalho para serem competitivos, eficazes e inovadores”. Goad (2002) afirma que a informação assumiu um novo e formidável significado cujo impacto é o maior de todos os tempos. E que a habilidade para analisar uma situação, identificar novas demandas e a partir delas obter uma resposta certa, rapidamente, é um fator determinante para o sucesso ou não de um gestor.

A grande questão aqui é que as variáveis que afetam a organização são inúmeras e, às vezes, surgem a partir de contextos totalmente inesperados, ou seja, que outrora não tinham qualquer influência sobre o ambiente da organização. Este fato se dá em função do rápido desenvolvimento de setores da economia, que promovem mudanças em hábitos e demandas da sociedade. Assim, produtos e serviços que, em um instante, são líderes em sua área de atuação, veem seu mercado desaparecer em um curto espaço de tempo. Seja porque foram substituídos ou simplesmente porque se tornaram desnecessários.

Para Choo (1998b), a informação pode ser utilizada para três propósitos básicos: criar sentido para compreensão de seus ambientes de negócios; construir conhecimento para desenvolver novas competências e para tomar decisões sobre os rumos a serem seguidos pela organização. Para o autor, é da conexão desses três modos de usar a informação, em uma rede maior de processos para geração de significado, que emerge o conhecimento organizacional.

Conhecer a organização, seus princípios, objetivos e operações são os primeiros passos para se compreender o cenário em que ela atua. A compreensão deste cenário exige ainda que se esteja disposto a aceitar o inesperado, a partir da percepção de sinais vitais captados na imensidão de informações na qual se insere e que compõe o ambiente organizacional.

Para Boyatzis (1982), o desempenho organizacional de um gestor é influenciado pela missão organizacional, que pode ou não estar adequada ao ambiente no qual ela opera e cujos aspectos podem, ou não, estar claramente definidos, o que é um fator muito importante. Para o autor, é preciso considerar ainda o nível de entendimento desses fatores, pelos membros da organização.

Já Schwartz (2006, p.37) afirma que, para a percepção dos rumos de uma organização, é importante que se esteja disposto a encorajar a “própria imaginação, novidade e até mesmo o senso de absurdo”, assim como o nosso senso de realismo. Para compreender a realidade que cerca uma organização é importante que a mente seja mantida aberta e em constante estado de alerta. É preciso ainda acreditar na existência de eventos que contradizem as nossas crenças e valores. A resistência à validade dessas ocorrências pode fazer com que informações vitais sejam desprezadas, influenciando diretamente o futuro da organização.

A avaliação da relevância cognitiva e emocional do indivíduo é determinante na atividade de busca e uso da informação, assim como os atributos objetivos que determinam a pertinência da informação em certa situação problemática. Por isso, diferentes pessoas ou grupos têm diferentes ideias sobre o que constitui a solução de um problema. As escolhas que direcionam as operações para solução deste

problema são determinadas por preferências pessoais, pela cultura e por experiências, afetando, assim, as estratégias da organização. Para compreensão desse contexto é preciso considerar que a determinação de relevância ou pertinência é um elemento subjetivo, cognitivo e situacional, enquanto as atitudes de um usuário em relação à informação são fruto da educação, treinamento, experiência e preferência pessoal (MIRANDA, 2006; PENG, 2008).

Assim, percebe-se que a busca da informação necessária à compreensão de um dado cenário em que atua uma organização depende fundamentalmente do modelo mental, nela prevalecente, e da disposição dos indivíduos de questioná-lo ou reiterá-lo. No entanto, a nossa capacidade de busca e percepção dessas informações pode ser melhorada a partir de treinamentos e outras ações formais de educação. Mas é preciso levar em conta que treinamentos e ações formais de educação são definidos pela alta gestão da organização e que, se esta não perceber as mudanças à sua volta, esforços neste sentido não contribuirão para o desenvolvimento da organização.

Um sério obstáculo a esta atividade é a sobrecarga informacional. Para Goad (2002), o grande problema com a informação é que simplesmente ela existe em grande quantidade. Para o autor, quando há muita informação e ela vem de muitas direções, ocorrem problemas com a precisão, credibilidade e usabilidade, agravando um problema que já é muito grande. O excesso de informação dificulta a tomada de decisão que cada vez mais precisa ser tomada com muita rapidez. Gleick (2012) afirma que o excesso de informação, cujos fluxos e canais foram alterados pelas novas tecnologias de informação, é o principal fator de sucesso das empresas da chamada economia da informação, que têm suas bases construídas em cima de mecanismos que facilitam a busca e a utilização de filtros.

Neste contexto, a elaboração de estratégias vencedoras exige profissionais que sejam capazes de lidar de forma eficaz e eficientemente com a informação. Ter capacidade para determinar necessidades, entender significados, dar o tratamento adequado e usar a informação para a obtenção dos resultados objetivados são habilidades primordiais aos profissionais que desejam desenvolver estratégias de

sucesso para suas organizações. No entanto, a resistência ao inesperado ou a um fator que fuja do modelo mental prevalecente tem provocado uma série de dificuldades ao desenvolvimento de estratégias organizacionais, mesmo que as organizações ocupem postos de destaque no ambiente em que atuam.