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İşçi Hareketleri: Dönemde gerçekleşen işçi eylemleri öğrenci ve öğretmen eylemlerine benzer şekilde 1960’ların başında cılız ve yine mahalli bir yapıdadır

A seleçã o de fontes de dados nã o pode ser deixada ao acaso. S egundo S take (2007), o investigador deverá possuir a intuiçã o de um conhecedor para selecionar as melhores pessoas, lugares e ocasiões.

B urgess (1997), acrescenta que para além de selecionar, com acerto, os informantes privilegiados, os lugares e ocasiões, cabe ainda ao investigador controlar e gerir da melhor maneira todo o seguimento. A crescenta ainda que o investigador é o mais importante instrumento da investigaçã o.

Num estudo qualitativo a amostra é sempre intencional. Para C outinho (2014), nã o há qualquer razã o para que seja uma amostra representativa da populaçã o.

C armo e F erreira (1998), referem que a escolha dos futuros entrevistados deve ser adequada aos objetivos da entrevista. Pode essa escolha ser personalizada, intencional ou feita aleatoriamente dentro do universo análogo à temática em estudo. Quivy & C ampenhoudt (2005), acrescentam ainda que todos estes informadores sã o “testemunhas privilegiadas”.

Para realizar esta investigaçã o os sujeitos imprescindíveis para fornecer todas as informações e dados genuínos sã o:

 S ubdiretor e gestor da S ociedade de D esenvolvimento da Madeira (SD M);

 D iretores gerais das maiores managements a prestar serviços na Z F M, nomeadamente, D ixcart, B B ridges e NewC o.

 R esponsáveis de empresas prestadoras de serviços na R A M;

A seleçã o efetuada baseia-se em dois pontos fundamentais. O primeiro recaiu sobre sujeitos imprescindíveis para a recolha de dados sobre o impacto da Z F M, nomeadamente, o subdirector e gestor da S D M e os diretores das managements, uma vez que os mesmos sã o os promotores da Z F M, o primeiro contato e o mais próximo das empresas sediadas na Z F M e pelo fato de serem os diretores e gestores fiduciários dessas mesmas empresas. O segundo ponto baseia-se em sujeitos prestadores de serviços à s empresas sediadas na Z F M, de modo a triangular, sempre que possível, as informações prestadas pelos primeiros sujeitos.

Para T esch, 1997, cit por Morse, p.263, “A s abordagens da investigaçã o qualitativa que se tornaram predominantes nas ciê ncias sociais (… ) exigem encontros intensos entre o investigador e as fontes de conhecimento”.

A recolha de informaçã o indispensável foi realizada na sede de cada management e na sede da S D M como evidencia C reswell (2009).

F oi elaborado previamente um conjunto de questões importantes sobre a temática, e foi solicitado alguns dados estatísticos à s managements em questã o.

2.5

Instrumentos e técnicas de recolha de dados

D enzin & L incoln, (1994, cit. por C outinho, 2014, p.328), defendem que

“ A investigaçã o qualitativa utiliza uma multiplicidade de métodos para abordar uma problemática de forma naturalista e interpretativa, ou seja estuda-se o problema em ambiente natural, procurando interpretar os fenómenos em termos do que eles significam para os sujeitos (… ) utiliza uma variedade de materiais empíricos – estudo caso, experiê ncia pessoal, entrevista, histórias de vida, introspeçã o – que descrevem rotinas e significados nas vidas dos sujeitos”.

Para Y in (1994), o nível de sucesso num estudo caso e/ou investigaçã o cientifica está relacionado com critérios de validade e fiabilidade adotados. Na mesma ordem de ideias, C armo & F erreira (1998) referem que para assegurarmos a validade podemos utilizar a triangulaçã o, observando o fenómeno em estudo durante um longo período e discutindo os resultados com outros investigadores. R elativamente à fiabilidade, os mesmos autores referem que “pode ser garantida sobretudo através de uma descriçã o pormenorizada e rigorosa da forma como o estudo foi realizado (… ) ”.

S egundoT uckman (2005) , cada dado obtido ou verificado deverá fazer-se acompanhar de uma prova de validade. S take (2007), concorda com T uckman (2005) e acrescenta que as perguntas de investi gaçã o orientam-se geralmente para casos ou fenómenos, procurando padrões de relações imprevistas, mas também outras já esperadas.

A técnica de recolha de informaçã o poderá variar, segundo Quivy & C ampenhoudt (2005), do tipo de informaçã o que é desejado recolher, qualitativa ou quantitativa.

Normalmente a técnica de entrevista é mais utilizada para recolha de dados qualitativos.

A s técnicas utilizadas na recolha de dados para a investigaçã o desta dissertaçã o foram: entrevistas e análise documental.

R elativamente à s entrevistas, recorreu-se à entrevista semi-estruturada, por ser a mais adequada, de acordo com Patton (1990) e B ogdan & B iklen (1994), uma vez que este tipo de entrevista permite uma maior abertura com os entrevistados, transmitindo assim maior segurança ao investigador. Outra vantagem deste tipo de entrevista, segundo B ogdan & B iklen (1994), é que o investigador tem a certeza que obtém dados comparáveis entre os sujeitos.

A utilizaçã o das entrevistas como técnica de recolha de dados, deve-se também ao fato de nã o encontrar-se documentaçã o disponível para responder à s questões fulcrais da temática em estudo (C armo & F erreira, 1998) e deve-se também ao fato das entrevistas explanarem o ponto de vista dos participantes, como pensam, interpretam ou explicam o seu comportamento no contexto natural em estudo (C outinho, 2014).

A lém disso, pretende-se utilizar as entrevistas uma vez que tê m como funçã o principal revelar determinados aspetos do fenómeno estudado em que o investi gador nã o teria espontaneamente pensado por si mesmo e, assim, complementar as pistas de trabalho sugeridas pelas suas leituras (Quiv y & C ampenhoudt, 2005).

C omo orientaçã o à s entrevistas, efetuaram-se quatro guiões de entrevista (ver anexo I, II, III e IV ), como sugerido por Quivy & C ampenhoudt (2005) e S take (2007). Um guiã o para as entrevistas realizadas à s management, outro para a entrevista realizada à S D M e dois para as empresas prestadoras de serviços.

A mbos os guiões foram estruturados e definidos pelo investigador, como sugerido por B ogdan & B iklen (1994), sã o perguntas de respostas relativamente abertas uma vez que espera-se uma descriçã o de um episódio, uma ligaçã o de fatos e/ou uma explicaçã o (S take, 2007).

C outinho (2014) considera que “as entrevistas exploratórias servem para encontrar pistas de reflexã o, ideias e hipóteses de trabalho e nã o para verificar hipóteses preestabelecidas”, recomenda entã o que as entrevistas deverã o ser “de uma forma muito aberta e flexível e que o investigador evite fazer perguntas demasiado numerosas e precisas”.

Pretende-se, através das entrevistas, verificar possíveis triangulações, como sugerido por C armo & F erreira (1998) e C outinho (2014), que nã o seriam possíveis através da observaçã o.

C outinho (2014) aborda as ameaças à s entrevistas. D esmistifica duas ameaças, os desvios do observador e o efeito observador. Os desvios do observador ocorrem quando a perspetiva ou opiniões do investigador relativamente aquilo que vê ou escuta influenciam na recolha de dados. A segunda ameaça acontece quando a presença do investigador leva os participantes a comportarem-se de forma diferente.

A interaçã o direta é uma questã o chave da técnica de entrevista. Para C armo e F erreira (1998), a interaçã o direta faz com que no ato de entrevistar se tenha de gerir trê s problemas, designadamente a influê ncia do entrevistador no entrevistado, as diferenças que entre eles existem (de género, de idade, sociais e culturais) e a sobreposiçã o de canais de comunicaçã o.

Um dos maiores obstáculos, segundo B urgess (1997), reside na distância social percetível entre o investigador e o investigado. S alienta ainda que o investigador detém o polo do poder.

R elativamente à análise documental, procedeu-se à utilizaçã o desta técnica uma vez que serve como substituto de registos de atividade que o investigador nã o poderia observar diretamente (S take, 2007).

A través desta análise, pretende-se adquirir informações e dados que auxiliam na compreensã o de fatos e possibilitam a criaçã o de relações, ou seja, facilitam a reconstruçã o de fatos e seus precedentes (Pimentel, 2001).

C om a análise documental, pretende-se complementar os dados recolhidos através das entrevistas e criar possíveis relações, como refere Moreira (2005).

L udke & A ndré (2013) também concordam com a utilizaçã o da análise documental como complemento de outras técnicas. Os autores defendem que, a análise documental é uma técnica valiosa de abordagem de dados que complementa as informações obtidas por outras técnicas, que poderá desvendar novos aspetos ou solidificar as informações já recolhidas.

A análise documentada, para S antos (2000), apreende os documentos como base para o desenvolvimento do estudo. S antos (2000) e L aville & D ionne (1999), apresentam alguns

exemplos de documentaçã o, nomeadamente relatório, ofícios, tabelas estatísticas, notas, diários, documentos informativos, arquivos pessoais, publicações administrativas, fotografias, publicações administrativas, entre outros.

S take (2007), afirma que “quase todos os estudos verificam alguma necessidade de examinar jornais, relatórios anuais, correspondê ncia, atas de reuniões e coisas do género”.

No que respeita à análise de dados, pretende-se nesta investigaçã o consultar os dados disponibilizados pela S D M relativamente à evoluçã o dos postos de trabalho e dos registos de empresas, bem como consultar informaçã o disponível no INE relativamente ao contributo das empresas sediadas na Z F M para o PIB da R A M, e os relatórios de contas da R A M. A análise a estes documentos irá permitir confrontar a informaçã o recolhida nas entrevistas com a pesquisa documental. C omo afirma S aint-Georges (1999), “a pesquisa documental apresenta-se como um método de recolha e de verificaçã o de dados: visa o acesso à s fontes pertinentes, escritas ou nã o, e, a esse título, faz parte integrante da heurística da investigaçã o”.

B ardin (1977), salienta que a análise documental é muito importante e que devemos interpretar os dados, pois os mesmos constituem indicadores para o trabalho a desenvolver.

S egundo R ichardson (1999), existem duas fontes para transmitir os fenómenos sociais, a primeira é a comunicaçã o oral, que permite observar os fenómenos e comunica-los. Nã o obstante, tais comunicações poderã o sofrer alterações perdendo assim a sua fiabilidade. A segunda é a comunicaçã o escrita que regista os fatos sociais que ocorrem diariamente. E sta segunda fonte permite obter dados com confiabilidade e sem distorçã o ao longo do tempo.

Gil (2008) aborda positivamente o uso da análise documental e corrobora da mesma opiniã o de S take (2007), defendendo que esta técnica serve para comprovar evidê ncias ou identificar ocorrê ncias que nã o estariam ao alcance do observador. S alientam ainda que, o uso desta técnica é ainda justificada pelo baixo custo uma vez que a sua consulta normalmente é gratuita e pela estabilidade das informações uma vez que se tratam de “fontes fixas”.

C ontudo, a análise documental apresenta determi nadas limitações. O mesmo autor aborda essas limitações que sã o frequentemente criticadas. Uma primeira limitaçã o prende-se ao fato da existê ncia de possibilidade dos dados serem manipulados, tornando-se assim fontes sem fiabilidade. S alienta ainda o fato de muitas vezes os dados apresentados serem amostras nã o representativas.

Benzer Belgeler