4. BÜYÜK SELÇUKLU DEVLETİ’NİN DEVLET TEŞKİLÂTI VE YÖNETİM
4.1. DEVLET İDARİ TEŞKİLÂTI
4.1.1. Devlet Yöneticileri
4.1.1.1. Hükümdar
4.1.1.1.1. Hükümdarın unvanları ve hâkimiyet alâmetleri
JANEIRO RECESSO FEVEREIRO 12 MARÇO 05 ABRIL 02 MAIO 07 JUNHO 04 JULHO 02 AGOSTO 06 SETEMBRO 03 *OUTUBRO 01 NOVEMBRO 05 DEZEMBRO 03 DEZEMBRO 10
*Reunião não foi realizada por ter sido constatado a falta de Quórum.
Fonte: Secretaria Municipal de João Pessoa/CMS-JP-2009.
Com relação ao calendário do CMS/JP no período de 2009, ao contrário do que foi constatado no ano anterior, quase todas as reuniões registradas em Atas correspondem às datas indicadas no calendário do referido Conselho. A exceção é a reunião prevista para ter sido realizada no dia 03 de dezembro de 2009, mas que foi adiada, ocorrendo, de fato, no dia 10 do mesmo mês, sob a justificativa de força maior. Afora isso, não foi observada nenhuma alteração e/ou modificação com relação às pautas ou à ordem de realização das reuniões no período em vigência.
No que se refere ao conteúdo das atas, observa-se que a Ata 117a – Reunião Ordinária
de 05 (cinco) de Março, entre outras matérias da ordem do dia, traz o assunto da Apresentação do Regimento Eleitoral e o respectivo edital para Eleição do Conselho Municipal de Saúde – Período 2009-2011, segundo mencionado em Plenária do CMS/JP ano de 2008.
A eleição estaria prevista para realizar-se em fevereiro de 2009, mas verificou-se que o seu processo ocorreu no decorrer do mês de março, com indicações das inscrições das entidades/segmentos nos dias 12 e 13 de março e as eleições, nos seus fóruns próprios, estabelecidas para os dias 19 e 20. No tocante à apreciação das informações sobre o processo eleitoral no CMS/JP, algumas falas demonstram certo descontentamento por parte da
representação de segmentos presentes na reunião, como pode ser verificado a partir das falas a seguir:
A Conselheira representante de Usuários de Saúde diz que, quanto ao Regimento, não tem observações a fazer e que entende a urgência de se renovar a composição, visto que já se passaram os dois anos do mandato, porém questiona as datas das inscrições, que, para ela, estão muito próximas e não haveria tempo para uma mobilização mais ampla junto às entidades e movimentos. (...). (Ata da 117a/2009).
Ainda sobre o processo eleitoral do CMS/JP, Biênio 2009-2011, a mesma Conselheira representante de Usuários conclui com a seguinte declaração:
(...) Ela diz que teme que ocorra, dentro do movimento estudantil, o que, segundo ela, ocorreu na eleição passada do CMS, quando poucas pessoas ligadas ao movimento estudantil souberam das eleições. Ela diz que, se repetindo isso, continuaria a existir um grave problema que é a sociedade não estar informada a respeito do CMS, contribuindo, e assim, realizando sua função dentro do CMS. (Ata da 117a/2009).
Por sua vez, sobre o tema acima abordado pela conselheira, o presidente do CMS/JP, em mesma Ata, traz a seguinte argumentação:
O presidente do CMS/JP responde às indagações da conselheira dizendo que as entidades e movimentos referidos pela mesma já estão informadas desse processo há seis meses, período em que foi solicitado o adiamento desse mandato justamente para que fosse proporcionado esse debate dos membros do CMS em seus grupos e movimentos interessados. (Ata da 117a
/2009- CMS/JP).
Conforme verificado em ata, aparentemente seguiu-se a programação indicada pelos informes da Plenária, sendo que a posse dos membros do CMS/JP para o Biênio 2009-2011 foi realizada no dia 27 (vinte e sete), através da Reunião Extraordinária 116a, em março de 2009.
Com relação à Ata 124a,que deveria ter sido realizada ao 1o (primeiro) de outubro de 2009, foi solicitada a verificação de quórum por um membro representante do segmento de Governo e foi constatada que não havia a presença mínima de representantes do CMS/JP para a realização dos trabalhos, sendo a pauta transferida para a próxima reunião. Diante disso, afirma o presidente do Conselho do CMS/JP: “Os conselheiros não estão aproveitando, na minha forma de ver, e de alguns colegas que eu já tenho conversado”. (Ata 124a /2009 –
CMS/JP).
Assim sendo, dentre os diversos temas contidos nas demais atas do período de 2009, chama nossa atenção a exposição do debate sobre o tema da insalubridade dos profissionais
da rede de saúde municipal, matéria de pauta da reunião que apresentou falta de quórum, levada para a reunião posterior, e que gerou debates, suscitando outras questões para discussão em plenária. Nesta ata, foi observada a cobrança da participação das entidades nos processos de políticas de saúde desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Saúde nesta capital, como pode ser examinado através da seguinte anotação:
O conselheiro representante de Usuários de Saúde diz que estava presente à Reunião onde a Secretária de Saúde do município de João Pessoa apresentou o PCCR dos profissionais da SMS, e que, no momento, “disse que via com tristeza o fato das entidades sindicais não terem participado do processo de construção desse Plano de Cargos e Salários”. E diz que, à época, exprimiu um protesto em nome da CUT, onde dizia que seria muito melhor se as políticas que vêm em benefício dos trabalhadores fossem construídas em discussão junto aos trabalhadores. (Ata da 125a/2009-CMS/JP).
Para concluir a sua fala, esse conselheiro ainda argumenta que:
O que se vê agora é a repetição do mesmo problema4. Ele diz que a prefeitura com esse ato, formula uma proposta que não passa pelos trabalhadores, e que se perde tempo ao se proceder dessa forma, sem adicionar às discussões a presença do sindicato, pois os mesmos sempre usarão de todos os meios de direito para reivindicar. (...). (Ata da 125a/2009- CMS/JP).
A continuação da discussão sobre o tema da insalubridade dos profissionais da rede de saúde municipal também foi pautada na reunião seguinte do CMS/JP - Ata 126a,em 10 de dezembro de 2009. Dentre os questionamentos acerca do projeto, foram feitas algumas críticas por conselheiros, conforme ilustrado a partir da fala do conselheiro representante dos Usuários de Saúde:
(...) Ele critica o fato de já existir um projeto na Câmara para implementação da insalubridade sem ter sido feita uma discussão no CMS antes. Ele diz ser um fato de que não se pode ser insensível ás restrições orçamentárias, mas que faltou uma discussão entre o trabalhador e o governo para definição de ato que atinge diretamente o trabalhador. (Ata 126a /2009 – CMS/JP).
Sobre a temática, Bonfim (2000) explica que há governos nos quais a elaboração orçamentária é realizada com participação da sociedade, mas, de maneira geral, as grandes dificuldades da luta pela construção de política pública resultam do fato de que se acaba
4A transcrição das falas foi realizada conforme escrito nas Atas do CMS/JP, sendo as informações de total
construindo, em suma, somente políticas de governo. Em geral, entende-se que a política de governo dependerá do governo em exercício, seja municipal, estadual ou federal.
Assim sendo, essas abordagens referem-se aos aspectos que estão presentes e, por sua vez, influem na dinâmica de funcionamento de cada conselho. Indica que, mesmo diante de aspectos gerais institucionais, cada espaço possui também algo de peculiar, de articulação, diálogo e enfrentamentos sociopolíticos etc.
Para dar prosseguimento ao estudo em relação à participação numérica dos conselheiros municipais de saúde de João Pessoa, cujas informações serão comparadas com os demais dados estabelecidos no estudo, segue abaixo o gráfico:
GRÁFICO 03: Participação relativa (ou percentual médio) nas Reuniões Ordinárias do CMS/JP – 2009
Fonte: Atas do CMS/JP – Ano 2009. (Elaboração própria).
Os dados do gráfico acima indicam que, em exercício do mandato de Conselheiro Municipal de Saúde no período 2009, houve uma pequena, mas importante redução da participação numérica de praticamente todos os segmentos que integram o CMS/JP-PB quando comparados com o gráfico do ano anterior. Contudo, o segmento representante de Governos apresenta-se, de forma isolada, com maior índice quanto à presença nesse colegiado, enquanto que o segmento dos Trabalhadores de Saúde expressou uma declinação, isto é, menor participação numérica em relação às reuniões ordinárias do CMS/JP no ano anterior, quando ficou equiparado à presença de quórum de representante de Governos.
Portanto, a representação dos Servidores de Saúde, quando comparados os gráficos de 2008 e 2009, teve uma queda de cerca de 9% na presença de quórum no CMS/JP. Por sua vez, os conselheiros representantes de Usuários de Saúde apresentaram, nos dois anos citados, o
maior índice de ausência de quórum. No último ano acima descrito, esse segmento demonstrou abstenção de cerca de mais de 50% da sua representação, como pode ser observado no gráfico da participação relativa (ou percentual médio) nas Reuniões Ordinárias do CMS/JP – 2009.
Em suma, o que se observa nesse cenário é que, apesar da diversidade de organizações sociais representadas no âmbito desses conselhos municipais de saúde, muitas dificuldades ainda se permeiam em torno da atuação de alguns segmentos, assim, o perfil sociopolítico e demais aspectos analisados até agora dos conselheiros municipais de saúde de João Pessoa- PB parecem indicar que as entidades/segmentos com assentos no CMS/JP são representativas, sobretudo, com predominância de alguns segmentos sociais, principalmente aquelas com maior articulação, organização e “presença na cena pública”.
Segundo argumenta Gohn (2004), em seu estudo sobre os Conselhos municipais e a Gestão urbana, numa gestão democrática participativa, onde o social é tomado como prioridade, “não é possível ter igualdade quando os representantes do governo ou dos trabalhadores da área sabem tudo sobre o funcionamento da máquina pública e a legislação pertinente”, enquanto outros segmentos como “os representantes de usuários, além de não saberem, não dominarem os códigos, têm uma imensa dificuldade de ter acesso às informações”. (GOHN, 2004, p. 89).
No campo dessas reflexões, observam-se diversos elementos norteadores da temática, principalmente o debate sobre a abstenção de quórum por parte de determinados segmentos, em particular a representação do segmento de Usuários de saúde e as suas implicações no processo de tomadas de decisão no interior do CMS/JP.
ESTABELECENDO OS DADOS DAS REUNIÕES DO CMS/JP 2009:
QUADRO 6- REUNIÕES ORDINÁRIAS E EXTRAORDINÁRIAS DO CMS/JP -2009