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3.6 ABD BAġKANI GEORGE W.BUSH DÖNEMĠNDE ABD‟NĠN

3.6.1 George W.Bush Doktrini

A primeira técnica básica no yoga dos sonhos e replicada por todos os manuais é tentar se lembrar dos sonhos. Para isso, usa-se uma espécie de diário onírico, no qual se anota tudo o que é possível recordar: detalhes dos personagens, do ambiente, da narrativa, texturas, sons, gostos etc.

A técnica budista consiste em meditar sobre o sonho ao acordar, o que nos manuais ocidentais foi substituído pelo registro do sonho; em qualquer uma das técnicas, refletir sobre o sonho é uma forma direta de ter consciência da diferença dos estados.

LaBerge aponta a importância do yoga dos sonhos para a cultura budista tibetana, como fator de busca de autoconhecimento:

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Pelo menos desde o século VIII os budistas tibetanos dão valor especial ao sonho lúcido como meio de chegar à descoberta da própria pessoa. Tarthang Tulku escreveu que ‘pode ser uma grande vantagem perceber que um sonho é um sonho enquanto estamos sonhando’. Por exemplo, ‘podemos usar o que sentimos nos sonhos para desenvolver uma atitude mais flexível’ e ‘também para aprender a nos modificar (...) ilumina facetas da mente que antes esta- vam invisíveis e clareia o caminho para que possamos explorar dimensões sempre novas da realidade’. (LABERGE, 1990, p.40)

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A segunda técnica básica, também muito simples, consiste em comparar o sonho com o estado desperto, notar o que se sente, o que se vê e o que se percebe quando se está desperto e quando se está dormindo. É o chamado genericamente de reality check – checar a realidade.

Trata-se, basicamente, de se questionar enquanto se está desperto: “Será que estou sonhando?”.

Esse raciocínio comparativo, pela repetição, leva a dúvida ao sonho – quando o so- nhador faz o reality check dentro do sonho há maiores chances de se dar conta da imprecisão e do estranhamento do mundo onírico e despertar para a lucidez.

Carlos Castañeda, o controverso antropólogo que fez muito sucesso com seus livros nos anos 1970, sobre experiências com drogas divinatórias, em um dos seus livros populari- zou uma técnica que viria a ser muito citada e utilizada por candidatos a sonhadores lúcidos: olhar para as palmas das mãos oníricas enquanto dorme.

O famoso xamã Don Juan, personagem criado ou descrito por Castañeda em Jornada

para Ixtlán, indica para ele um procedimento para tornar-se consciente nos sonhos, como des-

creve Roberto Carricone, em Castañeda em O Caminho do Nagual:

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O primeiro passo era olhar para as mãos enquanto sonhasse. Não é muito fácil conseguir isso, mas a técnica é essa. Quando dormir procure focalizar as mãos no sonho. Não há indicações precisas para isso. Apenas devemos olhar as mãos, que o resto vem por si só. Quem conseguir êxito nesta experi- ência entenderá o resto, pois é algo indescritível. Depois falou que o próxi-

mo segredo era olhar para as coisas, no sonho, e fixar-se nelas. A realidade do olhar passa a manifestarem-se (sic) quando a gente focaliza tudo o que vê no sonho. Quando as mãos começarem a mudar de forma, deve o sonhador mudar a direção dos olhos e escolher outro objeto de foco. Logo após deve tentar a olhar as mãos. (CARRICONDE, 2013, p.176)

A seriedade de Castañeda já foi posta à prova algumas vezes, assim como a veraci- dade de seu título de antropólogo. A posição de Laberge põe esses questionamentos em pers- pectiva, o que satisfaz aos interesses desta dissertação:

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Quando faço uma palestra sobre o tema de sonhar lucidamente há sempre alguém que traz à baila o tema de Carlos Castañeda, geralmente mencionan- do o famoso incidente citado no livro Journey to Ixtlán, em que o persona- gem ‘don Juan’ ensina o personagem ‘Carlos’ a ver onde está a própria mão num sonho, ostensivamente como meio de estabilizar o fato de estar sonhan- do. Como ‘Carlos’ é sempre apresentado como um imbecil cheio de si, aprender a ver onde está a própria mão em qualquer lugar pode ser conside- rado um progresso. Já para a maioria dos outros candidatos a sonhar lucida- mente, lembrar-se de ver onde está a mão poderia ser útil como pista de luci- dez; mas, uma vez que se está lúcido, há muitas outras coisas interessantes a fazer. (LABERGE, 1990, p.35)

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As “muitas outras coisas interessantes” citadas pelo pesquisador é virtualmente qual- quer coisa que se possa imaginar, dependendo do nível de controle das técnicas:

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(…) para quem sonha, lucidamente nada é impossível. Inspirado por ter perce- bido isso, você poderia voar para alturas jamais ousadas. Poderia querer en- frentar alguém ou alguma coisa que vinha evitando por medo; poderia querer ter um encontro erótico com o parceiro mais desejável que se pode imaginar; poderia querer visitar alguém muito amado que já morreu e com quem vem desejando conversar; no sonho, poderia procurar se conhecer melhor e aumen- tar a sua sabedoria. As possibilidades são infinitas (…) (LABERGE, 1990, p. 35)

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A terceira técnica é de concentração em alguma imagem e objeto. A concentração, é um poderoso agente indutor de sonhos lúcidos (MUNIZ, 2001).

Pode-se utilizar qualquer imagem ou objeto, mas os monges tibetanos utilizam a letra “Ah” de seu alfabeto:

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Geralmente, para praticar com um objeto usamos a letra tibetana Ah como objeto de concentração (…) é usada para desenvolver o foco. Outros objetos (…) – quase qualquer coisa. No entanto, é bom usar algo conectado ao sa- grado se isso te inspirar. (WANGYAL, 1993, p.68)

(A letra tibetana é particularmente interessante esteticamente para ser utilizada no jogo.)

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Figura 3: Letra Ah tibetana utilizada nas meditações

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A quarta técnica básica é a INCUBAÇÃO ou INSERÇÃO de sonhos. Em inglês incepti-

on, mesmo nome do thriller estrelado por Leonardo DiCaprio e dirigido por Christopher No-

lan em 2010. No filme, o personagem Cobb tem o trabalho de insertar ideias no sonho de um grande empresário para que ele decida dividir seu império entre seus filhos.

O conceito de incubação consiste em se concentrar em alguma questão, imagem ou qualquer coisa com que se queira sonhar, como a resolução de uma questão; trata-se de visua- lizar uma ideia e se concentrar intensamente antes de ir dormir, se possível escrever e utilizar objetos que lembrem o assunto com que se queira sonhar. Ao atingir a lucidez dentro do so- nho, deve-se tentar fazer o que se propôs na incubação.

LaBerge descreve que uma amiga nunca pôde ir em suas conferências porque mora- va do outro lado do país e tinha medo de voar em avião. LaBerge a aconselha a utilizar o so- nho para enfrentar esse medo. Ela o fez e foi exposta ao medo de forma simulada no sonho. Na conferência seguinte, sua amiga apareceu: tinha vencido o medo de avião (LABERGE, 1990).

Há uma grande quantidade de técnicas e artifícios para induzir aos sonhos lúcidos. A seguir, apresento duas técnicas, de forma resumida, além de algumas informações sobre equi-

pamentos e substâncias utilizadas para esse fim  : 20

− WILD (Wake Induced Lucid Dream): Sonho Lúcido induzido acordado. Basica- mente, consiste em dizer para si mesmo: “Terei um sonho lúcido”. Com essa téc- nica, é frequente ter “paralisia do sono”; se isso acontecer, é porque se está no caminho certo. O ideal é manter-se tranquilo até passar a sensação e poder conti- nuar dormindo e aproveitar a experiência do SL.

− CAT (Cycle Adjustment Technique): Técnica de Ajuste de Ciclo. Desenvolvida pelo autor e sonhador lúcido inglês Daniel Love, consiste em ajustar os ciclos de sono e melhorar a consciência nos sonhos REM: acordar 90 minutos antes do ho- rário de costume durante uma semana. Isso modificará o relógio interno. Com a realização adequada dessa técnica, verificou-se ser possível ter até 4 sonhos lúci- dos por semana. Na semana seguinte, deve-se revezar o horário: em um dia acor- dar no horário costumeiro e em outro, 90 minutos antes. O condicionamento ao

novo horário de sono possibilita ao sonhador chegar ao sonho lúcido.

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1.6 DISPOSITIVOS PARA SL

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Existem alguns equipamentos que prometem aumentar as chances de ter sonhos lúci- dos.

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− Máscaras: REM Dreamer é um exemplo de máscara onírica. Utiliza basicamente uma frequência luminosa constante que é modificada quando o sonhador entra no estado REM; essa diferença de frequência causaria um estalo de lucidez no sonho, fazendo possível o SL.

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! Essas informações foram retiradas do site Sonhos Lúcidos (www.sonhoslucidos.com), um portal que contém

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