2.1 Yapı İçi Hava Kirleticilerinin Türleri
2.1.1 Gaz/Buhar Durumundaki Yapı İçi Hava Kirleticileri
Ao tratarmos das condições de trabalho é necessário colocar em evidência a condição de vida e de trabalho que os operários passam em milhões de obras espalhadas no país, principalmente no momento atual em que existe uma ampliação de obras governamentais. Em meio a esse contexto tem-se que:
A Indústria da Construção Civil é uma atividade econômica que envolve tradicionais estruturas sociais, culturais e políticas. É nacionalmente caracterizada por apresentar um elevado índice de acidentes de trabalho, e segundo ARAÚJO (1998), está em segundo lugar na frequência de acidentes registrados em todo o país. (MEDEIROS; RODRIGUES, 2001, p. 1)
Os operários da construção civil formam um grupo de profissionais que desenvolvem sua atividade laboral em espaços com baixas condições de salubridade. Normalmente possuem baixa remuneração e atendimento inadequado nas questões de transporte e moradia, além de possuir uma restrita capacidade reivindicatória e certamente um reduzido grau de conscientização acerca das arriscadas atividades a que estão submetidos na maioria das obras de edificações. Os trabalhadores do setor estão expostos a riscos de potencial gravidade ou mesmo a desenvolvimento de uma série de patologias laborais (HAUSER, 2012, p. 25).
O entendimento que se tem a partir dessa condição é que o trabalho da construção civil é pautado por riscos profissionais, pois os locais de trabalho são cercados de precárias condições, que afetam a saúde, segurança e o bem- estar do trabalhador. Esse risco se torna maior nos trabalhos desenvolvidos por meio de tarefa, onde o ritmo de produção é grande e o trabalhador receber o salário conforme seu ritmo de produção. A questão do risco na atividade laboral está contida na Norma Regulamentadora número 9 em que considera:
[...] riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho, capazes de causar danos à saúde do trabalhador. Consideram-se agentes físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como ruídos, vibrações, temperaturas extremas, entre outras; consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória nas formas de poeiras, fumos, neblinas, névoas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão; consideram-se agentes biológicos, dentre outros: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários e vírus. (MEDEIROS; RODRIGUES, 2001, p. 1)
Ao analisar essa gama de agente que elevam o risco de trabalho coloca-se como certo que as condições estruturais precárias são reflexo de uma defasagem quando comparados a outros setores. Revelando assim que existe uma precariedade e também o descaso das construtoras com o trabalhador. Por meio da análise de panfletos do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Construção Civil de Belo Horizonte e Região (STIC-BH- Marreta) percebe-se que embora as empresas busquem certificados de qualidade e produtividade o que mais existe nos canteiros são péssimas condições, principalmente para trabalhadores de outras regiões que estão em alojamentos que não tem nenhuma estrutura, não obedecendo a regras normatizadas para este ambiente. Esses locais possuem péssimas condições de higiene, além de proliferação de animais nocivos como ratos.
As condições de trabalho se encaixam pela lógica produtiva que é de produzir rápido com pouco custo e alta qualidade. Porém, o resultado dessa condição para o trabalhador é a precarização do trabalho que resulta em doenças, mutilações e em alguns casos o falecimento no canteiro de obras. Esse fato é apresentado por Nóbrega (2006) por entender que existe:
[...] uma realidade sinistra nos locais aonde são erguidas às construções, quando se percebe um perigoso jogo de vida e morte para os operários diariamente, sujeitados a realizarem tarefas arriscadas e se acidentarem devido à falta de equipamentos de segurança, além de aleijamentos e doenças que são próprias a esse ofício. (NOBREGA, 2006, p. 41)
Essa realidade se mostra clara, por exemplo, quando se abre os jornais e a notícia que existe de um lado para os empresários é a alta produção da construção, ao passo que para o operário é a morte ou mutilação por acidente de trabalho. A condição para o operário da construção civil é cruel, existe um número grande de quedas em prédios e andaimes:
Mas as mortes por despencarem dos prédios não são as únicas a contribuírem para a estatística que dá à construção civil o triste título de campeã de acidentes de trabalho: a falta de equipamentos de segurança seria responsável também por doenças típicas desse ofício, como as respiratórias, e dentre elas destaca-se a silicose, doença obtida pela absorção de poeira de cimento, pois o trabalho sem as máscaras necessárias para lidar com este material acaba por provocar o entupimento de seus pulmões, dificultando a respiração e levando-o a morte, além de doenças de pele causadas por esta mesma matéria-prima. Uma outra doença familiar aos trabalhadores é o tétano, provocada pela ausência de botas, luvas e capacetes adequados para um trabalho que envolve materiais perfurantes [...] (NOBREGA, 2006, p. 43).
Essa condição que se apresenta ao trabalhador frente a essa condição é trabalhar 8 horas diárias e quando se tem que concluir uma produção acrescenta-se horas- extras. Um fato que se acrescenta a esse ritmo de trabalho pesado por muitas horas é a questão da alimentação. Em Minas Gerais, ainda existe a necessidade de trabalhadores terem que levar marmita, e essa fica sem refrigeração do horário de saída das casas dos operários até o horário de refeição que costuma ser entre 11:00 às 12:00 horas. Esse longo período e a condição de armazenamento levam muitos a consumirem alimentos com teor energético pequeno e acrescenta-se a esse fato a falta do lanche da tarde.
A partir desse pequeno retrato das condições de trabalho entendemos que o trabalhador da construção é na sociedade o que constrói quase tudo que está nas
cidades e lugares de habitações, porém o próprio trabalho os destrói e retira deles as condições de ter uma vida digna e tranquila. Essa condição demonstra a face mais obscura do capital que é ter lucro a qualquer custo, e a única condição que existe para esse trabalhador além de se formar e informar para desviar das condições precárias que a ele são impostas é a organização política por uma valorização e reconhecimento real deste trabalhador, que ainda tem uma carga horária extenuante e um salário baixo20.
20 Segundo a Convenção Coletiva de Trabalho de 2012/2013 o valor do salário do servente é
CAPÍTULO 7
ESCOLA POPULAR OROCÍLIO MARTINS GONÇALVES: SUA TRAJETÓRIA E OS SEUS SUJEITOS
Neste capítulo o intuito é expor sobre a trajetória da Escola Popular Orocílio Martins Gonçalves e a partir dessa explanação apontar os princípios dessa organização escolar que se reflete nas várias estâncias relacionadas a esta instituição, ou seja, coordenação, sala de aula, conteúdo trabalhado entre outros aspectos que trataremos aqui. Além dessa exposição neste capítulo serão expostas as falas dos sujeitos da pesquisa, entendendo que este é o momento de expor os dados, pois estes não se descolam da prática vivenciada e do processo formativo que estes possuem que será apresentado aqui. Para construir esse capítulo nos baseamos nos relatos cotidianos e em documentos da escola (PPP, Informativo O novo Tempo, matérias de estudos e seminários da escola, site da escola), além das falas de coordenadores, professores e educados.