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3. FETĐH VE SONRASINDA ĐSTANBUL’UN ĐSKÂN VE ĐMARI

3.1 Fatih’in Đskân ve Đmar Siyaseti

Do ponto de vista bíblico, se tem pelo menos três relatos de batalhas entre Israel e Damasco. Nos dias de Acabe (1 Reis 20 e 22:1-38) em Samaria - Afeca, perto do Mar da Galiléia e em Ramote de Gileade (2 Reis 9).

Finkelstein (2007, p.272-273) e Amihai Mazar (2014, p.50) apontam também o fato de que seja Hazael, quem provavelmente tenha destruído Tell Rehov649 durante a guerra contra

Israel, descrita na Estela de Dã.

A opressão dos arameus está diretamente descrita em diferentes textos que tratam sobre reinados de Jeú e seu filho Jeoacaz (2 Reis 10,32-33 - 13:3-7 e 22), no entanto, a importância desse período na história de Israel também é marcada pelo interesse profético, tanto antes quanto depois do reinado de Jeú. Os acontecimentos que envolvem sua ascensão e, a opressão de Hazael são postos em movimento no mesmo dia até o sul da terra de Israel (BOLEN, 2013, p.13).

O profeta Elias havia superado os profetas de Baal em um encontro dramático no Monte Carmelo, mas ele fugiu para salvar sua vida, por causa das ameaças da rainha Jezabel (1 Reis 19,1-9). No Monte Sinai, defendeu duas vezes o seu zelo para com Javé: "Os israelitas abandonaram a sua aliança, derrubaram os seus altares, e mataram os seus profetas à espada. Eu sou o único que sobrou, e buscam a minha vida" (1 Reis 19,10-14).

Em resposta, Javé ordenou a Elias que voltasse e ungisse Hazael como rei da Síria - Jeú como rei de Israel - e Eliseu como o seu sucessor, com a seguinte explicação: "Aquele que escapar da espada de Hazael, Jeú matará. E aquele que escapar da espada de Jeú, Eliseu matará. E eu vou preservar em Israel sete mil pessoas vivas, isto é, todos os joelhos que não se dobraram a Baal e toda boca que não o beijou" (1 Reis 19,17-18).

Essa passagem tem sido criticada do ponto de vista de ser uma fonte historicamente confiável, vindo até mesmo a ser considerada por alguns como sendo um “ex vaticinium

eventu” (lat. Profecia feita depois do fato ocorrido) com o objetivo de associar esses

indivíduos à autoridade profética de Elias (HASEGAWA, 2012, p.198). Além disso, é evidente que o redator deuteronomista parece apoiar a ação de Jeú, apresentando-a como sendo do próprio Javé.

Apesar das instruções, Elias não foi quem ungiu Hazael e Jeú - e também não há registro de que Eliseu - que cumpriu a comissão dada a seu antecessor, tenha matado alguém. Assim, a priori, a redação deuteronomista considera esse registro sendo autêntico da intenção de Javé para punir Israel por sua contínua adoração a Baal.

64 Sítio arqueológico localizado a cerca de 6 km a oeste do rio Jordão, a 3 km a leste do monte Gilboa e a 5 km

ao sul de Beth Shean. Foi encontrada neste local, em um dos extratos arqueológicos, uma menção a Nimshi, o avô de Jeú.

Especificamente, Javé diz que Hazael vai matar a muitos - que Jeú vai matar aqueles que escaparem à espada de Hazael - e que Eliseu matará os que escaparem à espada de Jeú. Nos registros que se seguem desses reinados essa sequência de eventos não é relatada, no entanto, os relatos sobre a “Revolta de Jeú” parecem ser uma indicação clara de que o seu reinado, pelo menos em seu início, foi muito violento.

Talvez as palavras de Javé dirigidas a Elias, não representem uma sequência histórica específica de relatos dos fatos - no entanto - a ordenação dos indivíduos implica que Hazael, seria o maior precursor de uma sucessão de acontecimentos que evidenciariam um período de opressão do reino da Síria sobre a nação de Israel (PROVAN, 1995, p.216).

O que não está claro a partir do texto bíblico, porém, é que se Jeú e Hazael foram aliados neste esforço. A teoria de que Jeú era simplesmente um agente de Hazael, em seu levante contra a casa de Acabe em Israel, tem sido defendida desde a descoberta da Estela de Dã.

William Schniedewind (1996, p.76) foi um dos primeiros a sugerir que a diferença entre o conteúdo da Estela de Dã e de 2 Reis 9 poderia ser resolvida se Jeú tivesse assassinado os reis em nome dos arameus. Este fato seria o motivo pelo qual Hazael toma crédito pela vitória em Ramote de Gileade, mas o redator deuteronomista atribui a mesma a Jeú.

Schniedewind (1996, p.84) para apoiar suas conclusões, diz que o texto de 1 Reis 19 desenvolve um importante papel na reconstrução das histórias em torno da Revolta de Jeú, por se tratar de um texto fragmentado em sua construção, e não servir aos interesses do deuteronomista em apontar os motivos do levante de Jeú como sendo unicamente de viés religioso.

Esse argumento ganha força, pois, a arqueologia mostra que a época de maior investida de Damasco, contra o reino do norte - foi levado a cabo por Hazael - sendo esse período mencionado em vários textos bíblicos (1 Reis 19,17 - 2 Reis 8,12 - 10,32-33 - 13,3 e 22 - Amós 1,3), bem como na Estela de Dã (NA’AMAN, 1997, p.122-128; LIPINSKI, 2000, p.377-383).

Hazael reinou durante aproximadamente 42 anos (842-800 a.C.), chegou ao poder em 843 a.C. (LEMAIRE, 1991, p.91-108; LIPINSKI 2000, p.376) e os eventos descritos na Estela de Dã - a matança dos reis de Israel e Judá e, consequentemente - a ascensão de Jeú ao

trono em Israel - ocorreram imediatamente depois, em 842 a.C. (FINKELSTEIN, 2007, p.270).

A partir destes apontamentos, é seguro para propor que as destruições de Hazor e Hamah, também foram causadas no decurso da campanha de Hazael (FINKELSTEIN, 2007, p.270). Além desses locais, entram na lista - Tell Rehov - como mencionado acima, e provavelmente Jezrael.

As ambições de Hazael não se limitaram ao território do Reino do Norte. Em 2 Reis 12,18 - existem relatos de que ele conquistou a cidade de Gate (dos filisteus) na Sefelá6510

inferior.

Escavações no Tell-es-Safi6611, onde ficava localizada a cidade de Gate, revelou que ela

atingiu o seu apogeu no século IX a.C., quando foi provavelmente o maior e mais dominante centro urbano no sul de Israel, sendo completamente destruída no final Ferro II A, para nunca mais recuperar sua prosperidade passada (UZIEL, MAEIR, 2005, p.50-75).

Maeir (2004, p.319-334), a partir de amostras arqueológicas, atribui à destruição do

Tell-es-Safi, como parte da campanha de expansão de Hazael. Sharon (2007, p.1-46), propõe

uma data que se aproxima de 843-842 a.C. para o acontecimento dos fatos.