BİRİNCİ BÖLÜM İDEOLOJİ ve MEDYA
1.3. Türkiye Medyasında İçerik Üretimini Etkileyen Etmenler
1.3.3. Editoryal Yayın Politikası ve Haber İnşa Sürec
No tratamento dos dados, utilizou-se a análise de discurso, seguindo as orientações de Gill (2003).
Uma análise de discurso é uma leitura cuidadosa, próxima, que caminha entre o texto e o contexto, para examinar o conteúdo, organização e funções do discurso. Os analistas de discurso tendem a ser pessoas muito humildes que não gostam de afirmações bombásticas, e nunca irão argumentar que sua maneira é a única maneira de ler um texto. Em uma análise final, a análise de discurso é uma interpretação, fundamentada em uma argumentação detalhada e uma atenção cuidadosa ao material que está sendo estudado. (GILL, 2003, p. 266).
A análise dos dados foi feita de forma qualitativa a partir dos levantamentos realizados. Para a análise do discurso, seguiram-se os seguintes passos: 1) formulação do roteiro da entrevista (questões básicas); 2) realização das entrevistas; 3) transcrição das entrevistas; 4) realização de uma leitura cética do texto, interrogando-o; 5) codificação, identificação de aspectos positivos, negativos e neutros; 6) análise; 7) descrição. Para garantir a neutralidade na avaliação das entrevistas, e a impressão que um ou outro entrevistado possa ter causado no entrevistador, os entrevistados foram identificados com numeração de 1 a 13, de forma aleatória, não correspondendo a numeração à ordem de realização das entrevistas.
Complementando essa análise, construiu-se um mapa conceitual, elaborado a partir dos estudos bibliográficos e da pesquisa de campo, buscando sistematizar o conhecimento adquirido no decorrer do trabalho.
Mapas conceituais são ferramentas gráficas que permitem representar e organizar o conhecimento, a partir de termos e expressões, possibilitando estabelecer relações condicionantes entre esses termos e contribuindo à sistematização do conhecimento em um determinado campo. Novak e Cañas (2006) apontam as principais características de um mapa conceitual: os conceitos são organizados a partir de diagramas, de forma hierárquica desde o conceito mais abrangente até o mais específico, e entre esses conceitos são estabelecidos relacionamentos, ilustrados por linhas que conectam um conceito a outro, explicando os condicionantes da relação entre eles. Os autores identificam a ligação entre os conceitos como o espaço de criatividade na produção do conhecimento e ressalta a aplicabilidade do modelo na busca de respostas para perguntas investigativas.
Os mapas conceituais podem ser ancorados na teoria psicológica que explica o processo de construção e estrutura do conhecimento. Como esclarecido por Novak a partir dos estudos de Ausubel (1963, 1968 e 1978) e Macnamara (1982), citados em Novak e Cañas (2006, p. 8), para quem o aprendizado do ser humano, nos seus primeiros anos de vida, começa num primeiro estágio com a identificação de regularidades e repetições em eventos ou objetivos que lhe são apresentados e aos quais se atribui uma nomenclatura. Segue-se um segundo estágio de busca pelo relacionamento existente entre os eventos e objetos que constituem o universo dessas nomenclaturas.
Ausubel traz luz ao conceito do aprendizado de significados, ou seja, que integra e relaciona o conjunto dos conhecimentos adquiridos pelo indivíduo, e para o qual estabelece três condições básicas: i) o indivíduo deve possuir conhecimento prévio relevante sobre o tema a ser estudado; ii) o material a ser aprendido deve possuir clareza conceitual e ser apresentado em linguagem e exemplos acessíveis ao conhecimento prévio do aprendiz; e iii) o indivíduo deve decidir e escolher pelo entendimento do significado, o que lhe possibilitará incorporar novos sentidos ao conhecimento prévio que possui. Novak e Cañas (2006) argumentam que
[...] a criação de novo conhecimento é nada mais que um nível relativamente alto de aprendizado por significados por indivíduos que possuem uma estrutura de conhecimento bem organizada em uma área
particular do conhecimento e, também, um alto grau de comprometimento emocional para persistir na busca de novos significados [...] a criação de conhecimento novo é um processo de construção que envolve tanto o conhecimento como a emoção como orientadores para criar ou identificar novos significados e novos caminhos para representar esses significados." (NOVAK e CAÑAS, 2006, p. 9)17
No estudo que trata da teoria que fundamenta os mapas conceituais, Novak estabelece os passos para a construção do modelo: a partir de um determinado domínio ou tema e uma pergunta investigativa bem definida, que se aplique ao assunto, identifica-se um conjunto de palavras ou expressões que representem e expliquem a questão elaborada (NOVAK e CAÑAS, 2006)18. Esses termos são listados do mais abrangente ao mais específico iniciando-se, então, a construção de relações entre os conceitos, e o desenho de um mapa preliminar, com a incorporação das linhas de ligação entre esses conceitos. Para os autores, a ligação entre os conceitos é chave para demonstrar que o indivíduo entende as relações existentes em todos os níveis do mapa. Eles apontam ainda que um mapa consistente resulta de, no mínimo, três revisões e não termina nunca, uma vez que os conceitos e suas interações podem sempre ser revistos e reposicionados uns em relação aos outros. Os autores consideram que "Mapas conceituais são ferramentas poderosas indicadas não só para capturar, representar e arquivar o conhecimento dos indivíduos, mas também para criar novos conhecimentos." (NOVAK e CAÑAS, 2006, p. 13).
Cañas et al., em seu trabalho de 2005, apresenta as ferramentas de mapa conceitual como uma base para gestão de conhecimento. Ao integrar a visualização da informação com a representação gráfica, permite a qualquer pessoa expressar o seu conhecimento de maneira facilmente compreensível para qualquer outra. Ele considera o mapa conceitual como uma ferramenta bidimensional composta por conceitos interligados par a par por linhas e cujo relacionamento é estabelecido por palavras de ligação compostas por verbos, frases ou proposições para cada par de conceitos. O autor destaca que a construção de um mapa conceitual está diretamente ligada ao contexto e ao ambiente no qual e a partir do qual é estruturado. Assim, ele ressalta, mapas que tratam de um determinado assunto possuem variações das mais simples às mais complexas, pois, além de partir de perguntas diferentes, retratam o conhecimento acumulado por cada
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Livre tradução do autor desse trabalho.
indivíduo, também passível de variações qualitativas e quantitativas. A partir dessa premissa, Cañas aponta a impossibilidade de definir um mapa único e perfeito sobre um determinado assunto, podendo existir diferentes mapas para um mesmo conceito que sejam corretos.
Hoffman e Novack (2005) destaca as características que considera essenciais para um mapa conceitual bem elaborado: i) cada par de conceitos e a palavra ou frase de ligação que determina o relacionamento entre eles podem ser lidos isoladamente do conjunto sem perder o sentido, ou seja, o trio conceito-frase de ligação-conceito é coerente e bem estruturado; ii) tanto os conceitos como as frases de ligação são o mais objetivos e curtos possíveis, preferencialmente e sempre que viável, resumidos em uma única palavra; iii) a estrutura é hierárquica e a rota de ligação entre os conceitos é objetiva e representa claramente o tema que originou o trabalho.
Cañas et al., (2005) acrescenta ainda que os mapas conceituais têm demonstrado ser uma ferramenta eficiente e efetiva para organizar, representar e comunicar o conhecimento.
Para a construção do mapa conceitual que sintetiza esse trabalho, seguiu-se o passo-a-passo pautado na teoria dos mapas conceituais, a saber:
1. a primeira etapa foi a definição da pergunta orientadora a ser respondida pelo modelo, já assinalada anteriormente: "Quais são os fatores que determinam, facilitam e restringem a construção de alianças e parcerias que visam a ações interorganizacionais coordenadas para o desenvolvimento local?";
2. a segunda etapa foi a realização da pesquisa nas dimensões bibliográficas e de campo;
3. a terceira etapa foi a identificação e seleção dos conceitos-chave para a estruturação do mapa;
4. na quarta etapa, todos os conceitos selecionados foram colocados em uma tarjeta e afixados em um painel de parede utilizado como referência para a reflexão;
5. na quinta etapa, os termos foram agrupados em blocos de afinidade e, a partir de então, buscou-se estabelecer e qualificar o relacionamento existente entre esses termos;
transferido para a ferramenta específica (software Cmaptools) e submetido a uma nova rodada de análise e reflexão.