• Sonuç bulunamadı

Doğrudan yabancı sermaye yatırımlarının bölgesel belirleyicileri

1.2 Yabancı Sermaye Yatırımlarını Açıklamaya Yönelik Kuramsal

1.2.5 Doğrudan yabancı sermaye yatırımlarının bölgesel belirleyicileri

Mestrando escolhia

A escolha do tema da dissertação pelo próprio mestrando foi preponderante entre os alunos de Medicina, que são os mais velhos, e ocorreu o mesmo com o mestrando de Engenharia Civil mais velho e os dois mestrandos de Direitos Humanos que eram os mais velhos de seu grupo:

ECH3: um dos motivos pelos quais eu escolhi áreas contaminadas, porque eu não conhecia quase nada de áreas contaminadas, ou não conhecia praticamente nada, então o mestrado veio como uma forma de aprender, satisfação pessoal, prosseguimento de estudos, acho que é uma forma de evoluir tecnicamente.

MD1: eu queria fazer [assunto], que é um assunto que eu já venho estudando como autodidata há muito tempo, naqueles cursos que eu te falei.

MD3: fui para um congresso dar uma aula sobre [assunto] até então eu pouco conhecia do assunto, só o que qualquer outro dermatologista sabia, e era uma aula longa e tinha que estudar bastante, e comecei a estudar e na medida em que eu fui estudando para montar esta aula eu fui achando o tema interessante, fui fazendo levantamento bibliográfico, e estudei tanto e me empolguei tanto que além da aula, modéstia à parte, ter ficado muito boa, eu comecei a gostar de estudar o assunto, e aí quando você faz uma boa aula, num congresso ou seminário, sempre te convidam para repetir esta aula, ou aumentar esta aula, ou outro aspecto do assunto, e aí comecei a estudar outros aspectos do [assunto] e aí achei várias lacunas a serem pesquisadas, e o tema da minha tese foi aquele que me empolgou pelo ineditismo ... exatamente por eu

lidar com um assunto absolutamente fora do contexto de atuação das linhas de pesquisa dentro da dermatologia, o professor teve uma forte resistência, tanto que na primeira etapa minha tese não foi aprovada, e eu estava nesta linha, ou eu fazia esta linha ou não fazia mestrado, porque para mim não tinha sentido estudar uma outra coisa, aí depois eu reapresentei meu projeto de pesquisa de uma outra forma.

DH1: foi algo que eu fui amadurecendo ao longo do tempo, na primeira especialização que eu fiz, fiz um trabalho pouco voltado para isso, ... a segunda especialização ... a discussão foi essa, no projeto de mestrado já foi um segundo amadurecimento disso tudo. DH3: do meu trabalho. ... conforme eu ia trabalhando ia vendo que tem muita coisa para discutir, quando fiz especialização fiquei com vontade de escrever sobre isso e aí quando eu fiz a monografia o vi que tinha muito mais para discutir em relação àquilo, várias outras abordagens possíveis e tal.

MDIP2: minha orientadora na época trabalhava lá como patologista, e eu contribuía bastante com ela, e eram coisas que a gente discutia e aí um dia eu apresentei a minha idéia da tese como um trabalho para ela, aí ela me sugeriu porque não fazer como uma tese, que ela me orientaria.

MDIP3: no final do ano, eu comecei a trabalhar aqui e daqui surgiu uma questão, e ela já se interessou por desenvolver o projeto.

Mestrando escolhia, porém adaptava o tema à linha de pesquisa do orientador

Houve, também, mestrandos que escolheram seus temas, porém tiveram de adaptá-lo à linha de pesquisa do orientador, ou foram recortados pelo próprio orientador:

ECM1: eu percebi que os professores daqui da área de tecnologia e gestão não tinham muito interesse em desenvolver este projeto no tema que eu propus ... a gente fica algum tempo sem projeto, e aí você assiste à disciplina sem ter muito foco, ... poderia melhor aproveitar já direto na dissertação ... o orientador me deixou à vontade para escolher outro tema, não colocou nenhum tema que ele já estava desenvolvendo , não impôs nenhum tema, consegui escolher, foi um tema bastante inovador ... depois que ele foi definido.

DH2: na parte de projeto eu já tinha o projeto mais ou menos pronto e escolhi a orientadora e dei uma adaptada. DEF1: Na verdade eu tinha uma dificuldade enorme para escolher o tema, por que eu tinha dificuldade em delimitar um assunto que pudesse ser do interesse de terceiros, ... de identificar alguma coisa que despertasse interesse, ... mas eu acabei escolhendo meu tema, por ler dois ou três trabalhos, não especificamente sobre meu tema mas sobre aspectos relacionados e que meu orientador me sugeriu a restringir o tema.

DEF3: eu queria fazer um trabalho, independentemente do que fosse, muito menos de dogmática legislativa, ou seja de estar interpretando e analisando lei, e ... mais formativo de direito do que analítico ... foi uma decisão que eu tomei, e depois a minha tese de láurea foi um negócio excessivamente interpretativo, falei não chega, não é essa linha, eu queria uma coisa mais voltada para a economia, juntar economia com direito, ... nessa área de internacional, que era uma área que eu estava precisando estudar... tem uma afinidade grande com a linha do meu orientador.

Orientador escolhia o tema da dissertação

A escolha do tema da dissertação pelo orientador foi mais presente no Programa de Engenharia Civil, porém ocorreu com dois mestrandos da Medicina e um do Direito.

ECH1: fiquei encarregado da parte de informática do projeto, então existia um modelo matemático que é o meu mestrado que é um sistema computacional, como já tinha um produto que já estava inserido no projeto há muito tempo então já era bem mais fácil para mim, então eu fiz mestrado.

ECM2: sempre trabalhei com materiais e acabei vindo para cá por causa disso, e aí antes de eu começar o mestrado, eu tinha conversado por e-mail com o [nome] e tinha vindo para cá para conversar : - olha, quais são os temas que você tem? - Ah eu tenho, esse, esse, esse e esse tema, e aí ele tinha um tema mais ou menos próximo de um que eu já tinha trabalhado, achei interessante, só que era diferente.

ECM3: o pré-projeto não partiu de mim … eu sabia que ia trabalhar com produtividade, mas não sabia o que eu ia pesquisar, então ele falou assim eu gosto de eu definir a pesquisa, você vai trabalhar para um grande fornecedor … então vendo melhor percebi que era a melhor opção para trabalhar, como eu não tinha uma conclusão e ele escolheu, foi bom neste sentido.

ECM Or.: esta questão do aluno escolher a pesquisa na engenharia não faz sentido.

MD2: surgiu em comum acordo com ele, ah falei para ele que estava pensando em fazer alguma coisa na área ... pensando em fazer isso, o que você acha, a gente começou a discutir.

MDIP1: eu não tinha uma idéia de pesquisa, porque putz que pesquisa, ... eu trabalhei uma idéia do orientador em função da linha dele, eu não levei a minha idéia, fiquei até com medo de levar e não tinha nenhuma talvez.

MDIP Or: pega na seleção gente que vem com um projeto que você sabe que não foi o aluno que escreveu ... pegou carona no projeto do orientador, ... as vezes é muito mais fácil para o orientador, quando vem um candidato falar para ele olha você vai fazer isto daqui, já dá um projeto pronto que ele já escreveu e já até tem financiamento do que ficar nesse processo de pré-ingresso no bate e volta do desenvolvimento de um projeto até ele ter uma cara adequada para poder ser submetido para um financiamento ... hoje em dia, não dá para o orientador ficar jogando ping-pong com 5 alunos, sendo que cada projeto não tem nada a ver com o do outro e não tem a ver com o do próprio orientador, você tem carência de recursos humanos, carência de recursos financeiros, tem que estar tudo amarrado senão não vai dar certo, então o aluno vem com uma idéia interessante, mas está absolutamente fora de tudo aquilo que você está fazendo, então ou você se apaixonou pela idéia do aluno e resolve investir naquilo, ... isso é raro acontecer, ou você descarta

a possibilidade de enveredar por um terreno totalmente novo, ... o que tem acontecido, é que com a imaturidade dos candidatos, vem com uma idéia, ouviu o galo cantar , mas não sabe bem aonde, ... na verdade ele está querendo ser acolhido pelo sistema.

DEF2: O tema da dissertação acaba sendo um pouco mutante, tu ingressa com um tema, aí com as aulas, com o estudo, vai se aprimorando um pouco, e depois ela é sacramentada ... Porque o orientador, ele quer que obra se destaque, e eu não sei se meu tema estava um pouco restrito e aí ele ampliou o recorte.

Programa escolhia tema da dissertação

Outro aspecto apontado pelo grupo foi o fato de o Programa escolher o tema da pesquisa do mestrando.

ECH2: conversei com a coordenadora de pós-graduação, na época era a professora [nome], conversei sobre as linhas de pesquisa da área.

MD Or.: o projeto de pesquisa é do departamento e ele tem que ver se se interessa, normalmente estes projetos estão atrelados a determinadas doenças, ele atende os doentes e pode fazer depois uma parte mais experimental, mas tem que acompanhar um doente, e a demanda para atrelar as duas coisas é puxada, então tem orientador que chega, e acaba acontecendo mesmo, você seleciona um método científico e depois você vê que não dá certo, você tem que fazer mudanças e é complicado.

Quanto à escolha do objeto de uma pesquisa, deve se considerar a necessidade de se conciliarem as demandas internas e externas, em que se deve decidir se é preciso limitar-se à demanda formulada (ou manifestada)

ou contribuir para explicitar as demandas não formuladas (por um trabalho de pesquisa empírica, por exemplo) (Bourdieu, 2004). No entanto, não se pode tampouco desconsiderar os compromissos e adesões necessárias para se tornar um pesquisador (Kuhn, 2003), nem, tampouco seus aspectos organizacionais que abrangem pesquisadores, professores, infra-estrutura, entre outros (Giannotti, 1987), e ainda as limitações e contradições mais amplas do campo científico, dos interesses específicos da sociedade e das “questões consagradas” de cada época histórica (Minayo, 1996).

Para os mestrandos de enfermagem (Bujdoso, 2005) assim como os pós-graduandos de Biomedicina (Louzada, Silva, 2005a) a adequação do projeto à linha de pesquisa do programa é uma questão presente.

3.4.2 A proximidade ou distanciamento do objeto de trabalho