2.2 Gayrimenkul Piyasasına Dair Kavramlar ve Olgular
3.2.1 Doğrudan Yabancı Sermaye Girişi Düzenlemeleri
As características descritas anteriormente nos permitem conceituar a escola, a sala de aula, professores e alunos como SACs, aninhados uns aos outros. Para Larsen- Feeman & Cameron (2008, p. 33), a escola é um sistema aberto, uma estrutura dissipativa longe-do-equilíbrio onde se espera que a ordem, ou estabilidade dinâmica, seja a vivência de uma educação significativa. Para manter essa estabilidade, esse sistema, que inclui professores, alunos, currículo e ambiente de aprendizagem, precisa se adaptar constantemente de modo a corresponder às mudanças nos alunos, em outros aspectos do sistema educacional e também na sociedade. Como destacam as autoras, fatores externos à escola podem influenciar estudantes e sua aprendizagem, como, por exemplo, conflitos em áreas distantes que tragam refugiados à área; melhorias e
declínios nas condições econômicas locais, etc. Um sistema educacional capaz de se adaptar a tais tipos de influências conseguirá manter a estabilidade dinâmica de aprendizagem efetiva em face à mudança contínua.
Na mesma direção, a sala de aula pode ser também compreendida como um SAC, ou seja, um ambiente de possibilidades, e não de certezas - um espaço dinâmico e sempre aberto às mudanças. Como explicitam Larsen-Freeman e Cameron (2008, p. 25), aprendizes em uma sala de aula de línguas são dinâmicos enquanto grupo, ou seja, o que o professor encontra hoje será diferente do que ele encontrará amanhã: amizades florescem e acabam; problemas de saúde vêm e vão; o tempo mais ameno pode fazer com que os alunos se sintam mais ativos, ao passo que o calor pode fazê-los menos responsáveis ou atentos; as atividades de sala de aula podem motivá-los ou desapontá- los. Enfim, o grupo de alunos jamais será o mesmo no período de dois dias ou até mesmo de um minuto para o outro.
Por isso, as autoras sugerem quatro componentes que podem ser utilizados como pontos de partida para a construção de uma abordagem complexa para o ensino e aprendizagem de línguas:
1. Tudo está conectado: uma perspectiva complexa para a sala de aula de línguas focaliza conexões entre níveis de organizações humanas e sociais, que vão desde as mentes de indivíduos até o contexto sócio-político da aprendizagem de línguas. Além disso, essas conexões também variam em escalas de tempo: do minuto a minuto da atividade de sala de aula até uma vida de ensino e aprendizagem. Assim, de acordo com Larsen-Freeman & Cameron (2008, p. 198) “qualquer ação no ensino e aprendizagem de línguas está entrelaçada a essa teia de conexões em múltiplos sistemas que pode influenciá-la ou restringi-la; [portanto,] compreender a ação em sala de aula requer que essas conexões sejam reveladas”. 18
2. A língua é dinâmica: a língua como uma entidade isolada é apenas uma ficção normativa; ela só existe nos fluxos de seu uso em uma dada comunidade de fala. Para a sala de aula de línguas, isso implica que o objetivo de aprendizagem, ou a ‘língua alvo’, deixa de existir. A dinamicidade é intrínseca à língua. Assim, mesmo quando uma versão ‘congelada’ ou estabilizada é utilizada em uma
18Tradução livre de: “Any action in language teaching and learning is tied into this web of connections to multiple systems which can influence and constrain it; understanding classroom action requires those
gramática, em um conteúdo programático ou em uma prova, assim que língua é ‘solta’, é ‘libertada’ na sala de aula, ou nas mentes dos aprendizes, ela se torna dinâmica.
3. Coadaptação é uma dinâmica-chave: a coadaptação é um tipo de mudança que acontece em sistemas dinâmicos. Trata-se do ‘acoplamento’ de um sistema ao outro, ou seja, é a interação de dois ou mais sistemas complexos, cada qual mudando em reposta ao outro. Nesse processo, a mudança em um sistema é motivada pela mudança em outro sistema conectado. Segundo Larsen-Freeman e Cameron (ibid., p. 199), “salas de aula de línguas estão repletas de pessoas coadaptando-se: professor com alunos, alunos entre si, professor ou alunos com os contextos de aprendizagem”.19 Como outras mudanças em sistemas complexos, a coadaptação é inevitável, mas nem sempre trabalha em prol da aprendizagem. Às vezes, na sala de aula, sistemas de aprendizagem de estudantes se adaptam em função de notas, por exemplo, sem garantia de que a aprendizagem esteja acontecendo de fato.
4. Ensinar é gerenciar a dinâmica da aprendizagem: os três primeiros pontos sugerem, de acordo com as autoras, que ensinar, em uma perspectiva complexa, implica administrar o dinamismo da aprendizagem, explorando a natureza complexa e adaptativa da ação e do uso da linguagem, garantindo, ao mesmo tempo, que o movimento de coadaptação trabalhe em prol da aprendizagem. Nessa perspectiva, professores não controlam a aprendizagem de seus alunos, tampouco ‘causam’ sua aprendizagem: estudantes traçam suas próprias trajetórias de aprendizagem. Isso não quer dizer, como lembram as autoras, que o ensino não influencia a aprendizagem. Ao contrário, o ensino e a interação professor-alunos ampliam e limitam as oportunidades de aprendizagem em sala de aula. Uma abordagem complexa para o ensino/aprendizagem de línguas é, portanto, uma abordagem centrada na aprendizagem - a aprendizagem guia o ensino, e não vice-versa.
Dessa forma, compreender os movimentos de coadaptação que acontecem na sala de aula é crucial para o desenvolvimento de intervenções que possam potencializar
19 Tradução livre de: “Language classrooms are full of people co-adapting – teacher with students,
students with each other, teacher or students with learning contexts” (LARSEN-FREEMAN &
as oportunidades de aprendizagem. Trabalhar em prol da aprendizagem envolve encontrar maneiras de perturbar sistemas, retirando-os de sua estabilidade e fomentando novas trajetórias. O objetivo principal do encontro em sala de aula deve ser, portanto, levar os alunos à ‘beira ou limite do caos’. Paiva (2009, p. 194) explica que “na ASL, podemos dizer que beira do caos é o ponto onde a aquisição sofre mudança repentina de um estado a outro e quando o aprendiz é desafiado e exposto ao risco de cometer erros e aprender com eles”. É no limiar do caos que o sistema opera em seu nível máximo de funcionamento e onde o processamento da informação acontece, onde riscos são tomados e novos comportamentos experimentados (OCKERMAN, 1997. In: PAIVA, 2009, p. 194).