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D. KARDEŞLERİNİ TEVBEYE HAZIRLAMA STRATEJİSİ

2. Doğru Hamlede Bulunma

É inegável, no momento sócio-historico contemporâneo, a influência política e o poder exercido por países cuja língua materna é a língua inglesa, especialmente Estados Unidos, Inglaterra, Austrália e Canadá (entre outros). Em um cenário de constante efervescência tecnológica, pautado por avanços em diversas áreas do conhecimento, o

47 Today, communicative competence is no longer regarded as complete without an awareness of the cultural dimension involved in interactions in a foreign language.

intercâmbio de informações e as relações entre pessoas de países distintos fazem-se necessários para o estabelecimento de consensos e acordos nos mais diversos âmbitos.

Nesse contexto de globalização intensa, a língua inglesa assumiu, ao longo dos anos, o papel de língua de interação entre pessoas oriundas de diferentes países. A LI é a língua utilizada na maior parte de contatos que são estabelecidos, mantidos e, às vezes, rompidos, em assuntos pertinentes às esferas financeira, econômica, cultural, acadêmica, política, histórica e social.

Nesse sentido, ainda que seja vista sob uma ótica de imperialismo linguístico e possua caráter hegemônico, como aponta Kawachi (2008), a LI assume o papel de língua franca na era pós-moderna e o seu aprendizado faz-se fundamental para a comunicação nas esferas mencionadas anteriormente.

Moreira (2006) considera o aprendizado de LI como “inevitável”. A autora justifica sua posição listando propósitos para os quais essa língua é relevante: abre portas para o futuro (viagens, carreiras); é um bem social; é fácil e divertida de ser aprendida; está relacionada com a tecnologia (MOREIRA, 2006).

Com base em nosso contato com aprendizes de LI, discordamos que o aprendizado dessa língua seja almejado com base na “facilidade” e “diversão” que ela pode proporcionar. Ainda que reconheçamos a existência dessa possibilidade, nós a concebemos como pequena parcela em comparação a grande parte dos estudantes de LI que desejam, geralmente, obter melhores oportunidades de emprego e estudo por meio do aprendizado de LI.

Moreira (2006) aponta uma contradição na visão de LI como língua franca:

(...) parece que quanto mais falamos sobre os benefícios da diversidade lingüística e os valores da interculturalidade e plurilingualismo, mais nos confrontamos com uma situação na qual todos devem aprender Inglês e aprendê-lo com objetivos culturais e pluralistas mais minimalistas. (p. 190)48

Reconhecemos a incoerência apontada pela autora. Entretanto, não concebemos a LI como imperialista no sentido cultural. Se pensarmos que a LI é, como já indicamos, a língua frequentemente usada entre pessoas de diferentes culturas, podemos

48 (...) it appears that the more we talk about the benefits of linguistic diversity and the values of interculturality and plurilingualism, the more we are confronted with a situation in which everyone must learn English, and learn it with the most minimalist cultural and pluralist goals.

observá-la, então, como construto de fato inter e multicultural, pois estabelece a mediação entre pessoas de culturas distintas, e é para a LI que essas culturas “convergem”. Nesse sentido, comunicações interculturais ocorrem em LI embasadas em pressupostos sócio- histórico-culturais de cada interlocutor – pressupostos que possivelmente diferem daqueles dos falantes nativos de Inglês.

Nossa divergência em relação à exposição de Moreira (2006) está fundamentada na noção de que a LI é a língua através da qual as pessoas se comunicam, o que não significa, todavia, que a mesma apresente-se de maneira homogênea, isto é, sem variedades. Nesse ponto, concordamos com a visão de Crystal (2010) a respeito de vários tipos de “Inglês”:

A língua não existe sem as pessoas que a falam49. Ela existe para expressar o

mundo delas e suas visões sobre o mesmo. Qualquer língua que venha a ser usada globalmente deve adaptar-se para permitir que isso aconteça, na forma de novas palavras, expressões, padrões de discurso, pronúncias, e assim por diante. Novas variedades de Inglês („novos Ingleses‟) é o resultado inevitável. Essas características emergem por meio da influência de línguas autóctones faladas por aqueles que começaram a usar o Inglês como segunda língua. Quando elas aparecem em muitas situações ao redor do mundo, começamos a sentir a chegada de um novo tipo de Inglês internacional, diferente dos „Ingleses‟ padrões (como Americano e Britânico) de tempos anteriores. É isso o que algumas pessoas estão chamando de „Inglês como língua franca‟.50 (p. 10)

Como destacamos, dada a impossibilidade de dissociação entre língua e cultura, e, em consequência, das pessoas que a falam, sustentamos a visão de Inglês como língua franca na medida em que é utilizada por pessoas de diferentes culturas que, inevitavelmente, exprimem seus pressupostos culturais na língua usada. Nesse cenário, a interculturalidade e a multiculturalidade integram a LI em sua concepção global, levando-nos a considerar os “novos tipos de Inglês”, como menciona Crystal (2010), e não apenas a LI padrão.

49 Grifo nosso.

50 Language has no existence apart from the people who speak it. It exists to express their world and their vision of it. Any language which comes to be used globally has to adapt to allow this to happen, in the form f new words, idioms, patterns of discourse, pronunciations, and so on. New varieties of English („new Englishes‟) is the inevitable result. These features chiefly emerge through the influence of the indigenous languages spoken by those who have begun to use English as a second language. When they appear in many such situations around the world, we begin to sense the arrival of a new kind of international English, different from the standard Englishes (such as British and American) of earlier times. It is this that some people are now calling „English as a lingua franca‟.

Conforme discutiremos no capítulo referente à metodologia deste trabalho, um dos instrumentos utilizados para a coleta de dados foi a observação não-participante de algumas aulas. Acompanhamos aulas fundamentadas no ensino comunicativo e na abordagem estrutural (método áudio-lingual).

No próximo subitem, apresentamos nossas compreensões acerca dos conceitos de abordagem e método de ensino de línguas; em seguida, descreveremos as bases teóricas das duas vertentes, a fim de fundamentar nossos dados (apresentados no capítulo 4).