1.2. Ara Rejimin Dinî Dünya Tasarımı ve Dinin Sınırları
1.2.2. Dinselleşmenin Sınırları
Os depósitos de ferro da Serra dos Carajás foram descobertos em agosto de 1967 por geólogos da Companhia Meridional de Mineração, subsidiária da United States Steel Corporation, e depois passaram para a Amazônia Mineração S. A., formada pela Companhia Meridional de Mineração e pela Companhia Vale do Rio Doce (Tolbert et al. 1971).
Os depósitos de ferro da Formação Carajás estão entre os maiores do mundo, com reservas de 17,3 bilhões de toneladas e com teor > 64% de ferro (Guedes et al. 2002). Trabalhos detalhados dedicados à caracterização do minério de ferro em Carajás são poucos e recentes, podendo-se citar Lopes (1997 In Figueiredo e Silva 2004), Guedes et al. (2002), Macambira (2003) e Figueiredo e Silva (2004); trabalhos que tratam diretamente sobre o minério de ferro, resultantes das pesquisas do subprojeto Ferro Carajás, são de Lobato et al. (2004), Rosière et al. (2004), Rios et al. (2004), Rosière et al. (2005), Lobato et al. (2005a, b), Rosière et al. (2006).
Para Tolbert et al. (1971), o minério de ferro formou-se pela lixiviação da sílica das formações ferríferas por águas meteóricas, que resultou no enriquecimento residual dos óxidos de ferro e na formação dos atuais corpos de minério. Entretanto, Beisiegel et al. (1973) propõem uma origem hipogênica para a hematita compacta com substituição metassomática do quartzo, baseados na associação de lentes de hematita compacta com diques de rocha básica, sugerindo que a ação magmática forneceu calor ao processo metassomático; nas áreas com controle estrutural, onde a deformação foi mais intensa, o calor necessário teria resultado
de deformação tectônica. Para os minérios friáveis, os autores propõem o enriquecimento supergênico. Origem supergênica também é defendida por Dardenne e Schobbenhaus (2001), para os quais o minério formou-se pela atuação dos mecanismos de alteração laterítica que provocaram dessilicificação (lixiviação supergênica da sílica) dos jaspilitos e uma concentração residual da hematita.
Os minérios de ferro de alto teor ocorrem na forma de corpos tabulares de hematita friável que contêm lentes de hematita compacta (Guedes et al. 2002) e são constituídos por hematita, magnetita martitizada e, localmente, carbonato, sendo cortados por veios/vênulas de quartzo e carbonato (Figueiredo e Silva 2004). Os corpos de hematita friável (hematita mole – HM) ocorrem na forma pulverulenta muito fina e na forma de bandas milimétricas de hematita lamelar muito fina intercalada com hematita pulverulenta.
Segundo Guedes et al. (2002), os corpos de hematita compacta, também denominada de hematita dura (HD), ocorrem principalmente perto do contato com rochas vulcânicas inferiores e são envolvidos por auréola de carbonato de alteração hidrotermal. Os contatos são concordantes e geralmente abruptos, podendo ocorrer, localmente, contatos gradacionais e interdigitados. Perto dos contatos, as rochas vulcânicas estão alteradas e parcialmente hematitizadas (com ± magnetita), apresentando brechas hidráulicas, vugs preenchidos por carbonato, quartzo, caulinita e hematita microlamelar, veios de quartzo-hematita e agregados fibrosos de clorita. No topo dos corpos de minério, perto do contato com as rochas vulcânicas superiores, veios com quartzo sacaroidal são mais comuns do que veios com dolomita.
De acordo com Guedes et al. (2002), a gênese do minério associa-se a dolomitização hidrotermal com desenvolvimento contemporâneo de magnetita. A precipitação de dolomita e outros carbonatos teria substituído o chert original e produzido minérios dolomíticos; os corpos relativamente pequenos de minério compacto sendo, provavelmente, o produto final da remoção do chert da FFB. Um intenso intemperismo tropical posterior promoveu a lixiviação de carbonato tanto da FFB quanto do minério, resultando no desenvolvimento do minério friável a partir da concentração residual de hematita. Um segundo estágio de dolomitização, sob maiores pressões de fluido, teria precipitado os carbonatos em veios e vugs, e produziu a formação localizada de brechas.
Em seu trabalho sobre as formações dos depósitos hematíticos de alto teor, Beukes
et al. (2002) classificam o minério de ferro de Carajás como depósitos hidrotermais
supergenicamente modificados, onde o minério de hematita friável formou-se pelo enriquecimento supergênico da formação ferrífera previamente alterada hidrotermalmente, nas proximidades dos corpos de hematita compacta hidrotermal de alto grau.
Dalstra e Guedes (2004) comparam diversos depósitos de hematita de alto teor hospedados em FFB no mundo e os consideram como um grupo genético coerente. Os depósitos são divididos, de acordo com a temperatura e a profundidade de formação do minério, em depósitos profundos (Krivoy Rog/Ucrânia), intermediários (Mount Tom Price/Austrália) e rasos (Carajás). O modelo genético proposto envolve lixiviação hidrotermal de sílica da formação ferrífera e introdução de carbonatos de Ca, Fe e Mg, seguidos de lixiviação dos carbonatos por processo supergênico para formar o minério de hematita de alto teor.
Segundo Lobato et al. (2005a), a mineralização de ferro se desenvolveu no Paleoproterozóico sobre rochas exumadas da seqüência metavulcanossedimentar arqueana. A preparação estrutural arqueana aumentou a permeabilidade das rochas, permitindo e facilitando o fluxo de fluido mineralizador em ferro e o desenvolvimento diferenciado de corpos de alto teor.
O conjunto de dados obtidos permite aos autores propor que um único fluido mineralizador em ferro era dominantemente rico em H2O-Fe-CO2, relativamente redutor (fO2 no equilíbrio com magnetita) e mais quente que as rochas encaixantes. O fluido continha espécies como S±U±Au e interagiu com as rochas encaixantes ao longo de canais de fluxo de fluido em regime de deformação rúptil-dúctil, em condições crustais epiteramais. A força motora, capaz de gerar esses depósitos de ferro de classe mundial, foi um sistema hidrotermal ígneo, relativamente raso. Dessa forma, os depósitos de ferro de Carajás poderiam representar um membro de baixa temperatura do sistema hidrotermal óxidos de ferro-cobre- ouro (iron oxide-copper-gold deposits-IOCG) da província, envolvendo fluidos de origem ígnea, como também, possivelmente, de origem meteórica.