BÖLÜM 3: ADLĐ MUHASEBECĐNĐN MESLEKĐ FAALĐYETLERĐ
3.1. Adli Muhasebe Uygulamaları
3.1.1.2. Dava Desteği ve Kovel Đmtiyazı
Klopfer et al. (1954/1970) desenvolvem uma escala prognóstica Prognostic Rating Scale – PRS – com o intuito de descrever o uso do Método de Rorschach como um indicador prognóstico do resultado da terapia. Essa escala envolve a análise de diversos indicadores, mas está dividida em seis categorias principais: respostas de movimento humano, respostas de movimento animal, respostas de movimento inanimado, respostas de sombra e qualidade formal.
Taulbee (1958) estuda a relação entre determinados aspectos da personalidade e a continuação no processo de psicoterapia. Sua pesquisa foi realizada com 85 pacientes em uma clínica de higiene mental, em Nebraska, Estados Unidos, diagnosticados com psiconeurose, sem complicações orgânicas. Dividiu-os em dois grupos: o primeiro deles era composto por 40 sujeitos que interromperam o tratamento antes da 13ª entrevista e o segundo era composto por 45 sujeitos que permaneceram em atendimento por mais de 13 entrevistas. A partir da análise dos resultados encontrados nos protocolos de Rorschach desses pacientes, percebe que os membros do segundo grupo deram mais respostas de cor (C), de sombreado (E) e de anatomia (Anat); menos respostas de conteúdo animal; suas porcentagens de respostas F (forma pura) foram mais altas, mas não significativamente; rejeitaram menos cartões; e menos membros desse grupo rejeitaram algum cartão. Além disso, o número total de respostas dos membros do segundo grupo foi maior. Interpreta, por esses dados, que os pacientes que se mantêm em psicoterapia por mais tempo e que apresentam uma perspectiva de melhora mais significativa, exibem uma reação consideravelmente mais intensa frente aos estímulos. No que concerne às suas reações emocionais, são mais ansiosos, sensíveis, dependentes, questionadores com respeito a eles mesmos, têm uma grande noção de sentimentos de
inadequação, de inferioridade e de depressão. A necessidade de serem aceitos e de receberem afeto é , provavelmente, um fator de motivação para o aumento da interação com as outras pessoas. Entretanto, essas interações são, em muitos momentos, imaturas.
Ephraim (1990) busca detectar, por meio do Método de Rorschach, condições psicológicas que facilitam o trabalho em psicoterapia dinâmica de orientação psicanalítica, pelas respostas de conteúdo humano, particularmente com relação aos aspectos do teste que apontam para o tipo de qualidade das relações de objeto e interpessoais que a pessoa é capaz de estabelecer. O autor estuda oito pacientes de ambos os sexos, entre 22 e 41 anos, de classe média, ou média alta, em Caracas, na Venezuela. Divide esses pacientes em dois grupos, com quatro sujeitos cada. O primeiro grupo é composto por pessoas que captaram, desde o início, o sentido da psicoterapia – valorizam a palavra como instrumento, têm capacidade para estabelecer uma aliança de trabalho e flexibilidade dos mecanismos de defesa. Os pacientes do segundo grupo, pelo contrário, caracterizam-se pelo elevado grau de inacessibilidade ao diálogo psicoterapêutico. Estudou algumas categorias pré-estabelecidas, relacionadas à avaliação das relações objetais e interpessoais, que se referem tanto a aspectos de conteúdo, quanto a aspectos formais, ou estruturais dos perceptos. Conclui que os pacientes do segundo grupo, refratários à psicoterapia dinâmica, poderiam ser caracterizados da seguinte maneira: pessoas pouco dispostas a estabelecer relações de cooperação, em cujo mundo de objetos internalizados predominam interações destrutivas e ou modalidades primitivas de vinculação. Tendem a perceber o que ocorre nas relações interpessoais de uma maneira distorcida, ou extremamente pessoal. Dada a oportunidade de se expressarem de maneira pouco estruturada, apresentam dificuldades notáveis para discriminar o interno do externo. Já os pacientes do primeiro grupo, tendem a apresentar as seguintes características que facilitam a compreensão e aumentam as possibilidades de beneficiarem-se de um tratamento psicoterapêutico: disponibilidade de cooperar, ausência de representações de objeto internalizadas em que
predomine a destrutividade, ou modalidades primitivas de relação de objeto, percepção realista das relações interpessoais e capacidade para distinguir o interno do externo.
Weiner e Exner (1991) realizaram uma pesquisa com dois grupos de pacientes, com 88 pessoas em cada um. Em um dos grupos “long-term” o atendimento realizado era de orientação dinâmica, com freqüência mínima de duas vezes semanais. O Método de Rorschach foi aplicado no início do processo, reaplicado entre o 12º e o 14º mês de atendimento, reaplicado novamente entre o 27º e o 31º mês, quando 17% dos pacientes já haviam terminado, e ainda entre o 46º e o 50º mês, quando 67% já haviam completado o processo, mas continuavam participando do estudo. O outro grupo “short-term” era composto por pessoas atendidas uma única vez por semana, em terapia de tipo racional emotiva, gestalt, modelagem, ou de assertividade. Da mesma forma, o Método de Rorschach foi aplicado no início do processo. Depois, foi reaplicado entre o 12º e o 13º mês de atendimento, entre o 27º e o 31º e entre o 46º e o 50º mês, quando todos eles já haviam completado o processo há, no mínimo, 30 meses. Os pacientes “long-term” demonstraram um decréscimo significativo em 24 dos 27 indicadores de dificuldade de ajustamento estudados ao longo das aplicações e reaplicações, enquanto os paciente “short-term” demonstraram decréscimo em 20 dos mesmos 27 indicadores. A estabilidade de mudanças foi igual nos dois grupos. Como conclusão, inferem que a grande vantagem das psicoterapias mais curtas é o progresso mais rápido no alívio de sentimentos de angústia e no enfrentamento de situações estressantes. Por outro lado, os atendimentos mais longos produzem uma quantidade maior de indicadores de melhora.
Nascimento (2001) elabora ainda um estudo teórico a respeito da maneira pela qual o Método de Rorschach pode orientar o trabalho psicoterapêutico, uma vez que serve como um instrumento por meio do qual se pode pensar melhor no prognóstico de cada paciente e em seu ajustamento às diversas abordagens de psicoterapia. Discrimina alguns índices que podem
auxiliar na escolha do tratamento mais indicado, no prognóstico e na avaliação do processo terapêutico. No que concerne ao primeiro aspecto, a escolha da abordagem de tratamento, ela recorre a Weiner3 (2000 citado por Nascimento, 2001) que, em um ciclo de palestras na Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – afirma que extratensivos não costumam se beneficiar de processos cognitivos, pois sua maneira habitual de abordar as experiências inclui reações emocionais. Por outro lado, introversivos aproveitam melhor essa abordagem, uma vez que costumam se utilizar mais do pensamento para resolver seus problemas. Além disso, a autora relata que há pesquisas que indicam que pessoas com alto grau de estresse, tensão e ansiedade costumam se beneficiar de atendimentos de curta duração. Já pessoas com baixo grau de ansiedade beneficiam-se mais de tratamentos longos. Pessoas com dificuldade na aproximação interpessoal podem demorar muito para fazer a aliança terapêutica e, portanto, não aproveitar um atendimento muito breve. Com relação à Psicanálise e especificamente aos índices do Rorschach, refere-se a respostas de reflexo que podem indicar uma possível transferência narcísica. Chama ainda a atenção para dados qualitativos da conduta do indivíduo ao longo do processo psicodiagnóstico. No que concerne ao segundo aspecto, ou seja, ao estabelecimento de um prognóstico, a autora menciona o trabalho de Klopfer et al. (1954/1970) com relação à sua Prognostic Rating Scale (PRS), anteriormente referida. Ainda no âmbito desse aspecto, Nascimento (2001) retorna à palestra de Weiner (2000 citado por Nascimento, 2001), que também apresenta indicadores de prognóstico. Yazigi e Amaral (2006) aludem a esses mesmos indicadores. O primeiro deles avalia os processo de rigidez e inflexibilidade, a partir da proporção entre respostas de movimento ativo e respostas de movimento passivo, que pode ser um indicativo da predisposição à mudança de pensamento. Quanto menor a diferença entre essas variáveis, melhores serão os resultados em psicoterapia. A diferença entre elas deve ser menor do que 3:1, o que indica que a pessoa é mais flexível.
3 WEINER, I.B. Ciclo de Palestras, Unifesp – Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica. São Paulo, 2000, não publicado.
Quanto maior a diferença, por outro lado, maior a rigidez, apontando para um pior prognóstico, com provável necessidade de um processo mais longo. O segundo indicador refere-se ao tipo de vivência – que equivale ao tipo de ressonância íntima, segundo a nomenclatura francesa. Se este indicador for definido entre introversivo ou extratensivo, desde que de um modo não persistente, pode servir como um bom prognóstico. Já se houver um acento em um dos lados, é entendido como um indício de prognóstico mais desfavorável, uma vez que se a definição for no sentido introversivo, a pessoa pode ter dificuldades de olhar para seus sentimentos, já se for no sentido extratensivo, pode ter dificuldades de usar seu pensamento. Também pessoas ambiguais, ou seja, aquelas que não têm um estilo definido, apresentam maior vulnerabilidade e vacilam mais para tomar suas decisões, tendo, desta forma, um prognóstico menos favorável. O terceiro indicador diz respeito à autoconsciência, ou seja, à presença de respostas que mostrem predisposição à introspecção. A variável apresentada como a que indica melhor essa possibilidade são as respostas de perspectiva, que permitem inferir a tendência a reconsiderar as imagens e impressões que a pessoa tem a seu próprio respeito. Nascimento (2001) destaca ainda que o nível de consciência de si pode também ser expresso em comentários críticos com relação às próprias respostas, o que demonstra interesse no próprio comportamento e auto-observação. Por fim, com relação à avaliação do processo terapêutico, a autora destaca, como também o fazem Yazigi e Amaral (2006), os trabalhos de Weiner e Exner (1991), outrora apresentados.