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BÖLÜM 2: ADLĐ MUHASEBECĐLĐK MESLEĞĐNĐN GELĐŞĐMĐ,

2.6. Adli Muhasebecilik Mesleğinin Gelişim Süreci

2.6.1.1. ABD’nde Adli Muhasebecilik Eğitimi ve Sertifikalandırma

Pólo K: As cinestesias raramente expressam um conflito intrapsíquico. Inscrevem-se em dois registros:

- Realidade especular (K narcísicas).

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Os termos utilizados pela autora podem provocar equívocos. Ela distingue três níveis de recusa da realidade – elevado, médio e profundo – o uso do termo “elevado” pode trazer o engano de se tratar da alteração mais intensa da realidade. Pelo contrário, este é o nível em que a deformação da realidade é mínima, são formas mais elaboradas de defesa, mais próximas da denegação, daí o uso do termo “elevado”, como um tipo de defesa superior aos outros, com um afastamento menor da realidade.

- Relação de apoio.

Os movimentos projetivos suscetíveis de sustentar uma atividade de representação mostram a capacidade de o sujeito se inscrever num espaço transicional – em termos winnicottianos – ou de tornar presente um objeto ausente, o que põe em evidência condutas de interiorização, mesmo que fracas. Percebe-se que, em muitos casos, as potencialidades projetivas são muito mais vivas que nas organizações psicóticas crônicas. Os mecanismos de projeção dos funcionamentos limites mostram a procura ativa de comunicação entre o sujeito e seu meio. Esses movimentos de projeção ao mesmo tempo que sublinham o caráter por vezes precário e a fragilidade das fronteiras, mostram a permanente procura de reconhecimento e de fechamento dessas fronteiras. A diferença com relação às neuroses deve-se ao fato de a problemática do complexo de castração não constituir o eixo estruturante do funcionamento psíquico. O que está em jogo nos funcionamentos limites é uma intensa angústia de perda de objeto muito invasora, que é a dimensão fundamental desses sujeitos. Deve-se ater às relações de atividade/passividade.

A ausência de repostas K traduz uma dificuldade de se situar em uma área transicional – em termos winnicottianos. Nesses casos, a dependência ao meio externo é excessiva e encontra sua consequência no recurso repetitivo ao comportamento: as capacidades de elaboração da perda de objeto revelam-se frágeis e os riscos de passagem ao ato constituem uma ameaça evidente. São as cinestesias menores que, muitas vezes, substituem as respostas K, devendo, então, ser analisadas:

- kan: muitas vezes portadoras de movimentos regressivos, evidenciando a expectativa face ao meio e a dependência, que se traduz em pequenos animais, como representações mal disfarçadas de lactentes humanos. Podem igualmente traduzir representações agressivas violentas em animais selvagens, nas respostas com valência destrutiva dominante.

- kob: geralmente sustentadas por uma intensidade pulsional particularmente forte, com pouca contenção figurativa, exceto a clássica explosão. Tomam sobretudo o sentido de uma descarga nos movimentos, em que a excitação se torna intolerável.

- kp: servem de suporte a movimentos projetivos, no sentido de uma externalização de elementos negativos, com valor persecutório.

Polo C

Nos protocolos mais lábeis de funcionamentos limites, o recurso às características cromáticas das pranchas é muito acentuado, podendo levar a uma confusão com protocolos de neurose histérica. No entanto, essa sensibilidade sensorial não tem as mesmas significações e seu reconhecimento pode oferecer um sólido argumento para o diagnóstico diferencial.

As respostas C da histeria constituem um índice de representações recalcadas. Nos casos limites, pelo contrário, as respostas sensoriais estão ligadas a uma falha do recalcamento e a uma sensibilidade direta e imediata ao material e às suas estimulações excitantes. Elas estão muito mais próximas da descarga, no sentido da propensão à passagem ao ato, ou, eventualmente, à somatização. Nas neuroses, constituem uma espécie de proteção às representações internas. Nos protocolos limites, a cor não é utilizada como para-excitação, ela danifica, ela é excitação.

A reatividade aos cartões vermelhos suscita emergências pulsionais em processo primário, cujos efeitos desorganizadores são claros, mesmo quando transitórios. Essas irrupções brutais não podem ser contidas, justamente pela falha na para-excitação. O compromisso que permite uma ligação dos movimentos pulsionais não pode ser realizado por causa da precariedade dos mecanismos de recalcamento. É a clivagem que domina, separando radicalmente as emergências pulsionais das representações que permitiriam seu tratamento.

- Pranchas vermelhas: a presença do vermelho pode desencadear um dano no Ego difícil de conter. A violência das emergências pulsionais é evidente e dá lugar a conteúdos desorganizados e, por vezes, crus, que evocam a reatividade em processo primário. As respostas podem ser confundidas com aquelas produzidas por psicóticos, por expressarem um dano ao próprio corpo, por respostas muito desorganizadas, que evocam uma invasão pela cor. Mas essa desorganização evidencia dificuldades na contenção dos movimentos pulsionais. Em referência à teoria winnicottiana, parece que a interiorização das capacidades de holding é parcial, o que explicaria as falhas transitórias no sistema de para-excitação e a necessidade de apoio em objetos externos, estando o excesso de excitação pulsional ligado a um profundo mal-estar.

As pranchas II e III favorecem esse tipo de manifestação, tanto pelo caráter externo superestimulante – a cor vermelha –, quanto pela configuração bilateral, que apela às representações de relações. Se, diante da excitação, forem produzidas cinestesias de apoio, pode- se considerar como um elemento favorável, pois o recurso ao outro, o pedido de apoio para

conter a mobilização pulsional, mostram um arranjo para-excitante que permanece possível e distingue esse tipo de funcionamento dos estados psicóticos.

- Pranchas de cores pastéis: provocam movimentos regressivos muito importantes em todas as organizações psíquicas. Entretanto, nas neuroses essa regressão tem um valor defensivo, a serviço do recalcamento das representações sexuais, enquanto nos funcionamentos limites, as reações demonstram, novamente, um forte impacto em termos de intrusão e de dano. Observa-se uma alternância entre evocações ideais, paradisíacas, de bem-estar e momentos em que a hostilidade com conotação persecutória é patente. A distância com relação ao material é quase perdida, as respostas aparecem muito pouco simbolizadas, diretas. A regressão revela-se ainda do ponto de vista formal – localizações não organizadas; determinantes com dominância C e CF –, do ponto de vista temporal – referências a estados precoces da vida, ou temáticas com dominância oral – e do ponto de vista tópico – pouca estabilidade dos limites, fronteiras confusas, vago das localizações.